Clique aqui para parar a música

MINHAS FRASES

FAVORITAS                                                     VOLTAR

                    

 

Fernando Pessoa (AlbertoCaieiro, Alvaro de Campos, Ricardo Reis)

Não sou nada

Nunca serei nada

Não posso querer ser nada

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

( Tabacaria - 1928)

 

 

 

 

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.

Ambos existem; cada um como é.

(Poemas Inconjuntos-1915)

 

 

  Arre, estou farto de semideuses!

Onde há gente no mundo?

Então sou só eu que sou vil e errôneo nesta terra?

(Poema em Linha Reta - 1935)

 

 

 Mas eu não quero o presente, quero a realidade;

Que as coisas é que existem, não o tempo que as mede.

(Ficçõesdo Interlúdio - 1920)

 

 

  Cada coisa é o que é,

E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,

E quanto isso me basta.

Basta existir para ser completo.

(Ficções do Interlúdio - 1915)

 

 

 Augusto Meyer

 

 

Houve momentos em que eu era o Anjo, e eles não viram o clarão que me envolvia todo,

atravessaram a minha luz como a terra atravessa o penacho de um cometa; sem saber.

(Antonello - Poemas de Bilu - 1928/1929)

 

 

 

Porque eu não sei me emparedar.

Penso nas vidas que virão.

Quero o mal e quero o bem.

Quem botou esta luz irredutível nos meus olhos?

Manhã.

A estrela pálida morreu.

(Bilu - Poemas de Bilu- 1928/1929)

 

 

É verdade que é preciso deixar de ser criança para poder sentir em toda a sua plenitude

A força do espírito pueril; só o homem feito pode compreender o mal de já não ser criança.

(Cêrro D'Árvore)

 

 

Foi assim que descobri que os homens não são (digo isso muito em particular, coitados...)

No começo pensava que só eu não era.

Agora compreendo; bateu uma bicheira niilista no super-homem, cidadão esperançoso.

O herói é gigolô. O apóstolo é flato. O mártir é arte. E o poeta sempre foi apenas isso mesmo.

(Discurso do Zaori)

 

 

 Pablo Neruda

 

 

  Deixo meus velhos livros, recolhidos

Pelos rincões do mundo, venerados

Em sua tipografia majestosa,

Aos novos poetas da América, aos que um dia

Fiarão no rouco tear interrompido

as significações do amanhã.

(Testamento - Canto Geral)

 

 

Deserta és América, como um sino:

Cheia por dentro dum canto que não se eleva,

O pastor, o llanero, o pescador

Não têm uma mão, nem uma orelha, nem um piano,

Nem um rosto perto: a lua os vigia,

A extensão os aumenta, a noite os espreita,

E um velho dia lento como os outros nasce.

(Patagônia)

 

 

 Não renuncieis ao dia que vos entregam

Os mortos que lutaram. Cada espiga

Nasce de um grão entregue à terra,

E como o trigo, o povo inumerável

Junta raízes, acumula espigas,

E na tormenta desencadeada

Sobe à claridade do universo.

(Chegará o Dia)

VOLTAR

Hosted by www.Geocities.ws

1