DIVAGAÇÕES
De repente flagro-me a pensar
Sobre moral e filosofia
Quando não creio nem em uma, nem em outra.
Acredito mais nas pedras e nas calçadas onde piso,
Que me são mais reais.
A moral e a filosofia não me levam a nada,
E as pedras das calçadas
Levam-me às casas e às pessoas.
Mas as pessoas crêem nas filosofias e na moral,
E, quando acreditam, tornam-se tão irreais quanto elas.
E continuo a não crer em nada,
Nem na moral, nem nas filosofias,
Nem nas pedras, nem nas calçadas.
E não chego a lugar algum com isso...
Onde ficaram todas as coisas?
Prefiro observá-las e deixá-las passar.
O pensar tem me desgastado
E não me levado, também, a nenhum lugar.
Fico então a olhar para as minhas sensações
E, simplesmente deixá-las fluir,
Como a gota que pinga de minha torneira...
(...Preciso mandar consertá-la!!!)