Aluno: Benedito
Maurílio Fagundes
PROJETO DE PESQUISA
Área de interesse:
Epistemologia
Tema: O Conhecimento como a maior
virtude do homem, na qual todas as outras virtudes se completam, e estabelece
uma convivência agradável entre os semelhantes.
Problema de pesquisa
Delimitação: Conscientizar de que ninguém manipula o conhecimento para si mesmo, mas
para compartilhar com os outros e com o mundo exterior, tendo
como fundamento o saber mais.
PROBLEMATIZAÇÃO:
Analisando a questão do conhecimento percebemos as
diferenças existentes entre as varias classes sociais. Cada uma manipula um
tipo de conhecimento. Não podemos esquecer do conhecimento, popular, que é o
mais comum de todos, que existi inclusive entre os indígenas, no conhecimento
das ervas medicinais. Porem neste projeto será apenas trabalhado o conhecimento
cientifico.
O autor escolhido
para este aprofundamento é David Hume. Juntamente com Francis Bacon e John Locke, David Hume
é considerado um dos maiores filósofos ingleses e uma das maiores figuras do
seu século. Desde já aproveito para fazer uma comparação entre Hume e Adam Smith. Quem influenciou sobre quem? Hume vê fundamento da moral apenas no
sentimento e Adam Smith que fala da "moral da simpatia". Hume no entanto não construiu um
sistema, como fez Adam Smith.
Voltando ao nosso autor principal podemos então
levantar algumas questões, tais como: Hume, filosofo cético e empirista, será que toda fonte do
conhecimento vem do empirismo? Podemos nós sair do
mundo subjetivo e atingir o mundo objetivo, isto é, podemos conhecê-lo
imediatamente ou medianamente na sua existência e na sua natureza? De
onde me vem os princípio conhecimento? A qual
impressão corresponde essa idéia?
Para David Hume a idéia do
conhecimento está em investigar seriamente a natureza do entendimento humano:
“(...)
investigar seriamente a idéia do entendimento humano, e mostrar, mediante uma
analise exata de seus poderes e capacidade que ele não se ajusta de modo algum
a assuntos tão abstrusos e remotos”. (HUME, 1973,p.
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Percebemos os pontos de vistas
de Hume pelos titulos de suas obras. Por exemplo: Investigações sobre o entendimento humano;
Resumo de um tratado da natureza humana; etc.
Justificativa: A finalidade, pela qual
pretendo desenvolver este projeto, é escrever uma monografia sobre o
conhecimento em David Hume. Já existe algum
conhecimento a respeito do assunto, visto que já estamos no sétimo período.
No decorrer do
curso de filosofia foi trabalhado um pouquinho de David Hume,
o qual tive mais afinidade, ou seja, foi o autor que mais gostei. Já estou
pesquisando sobre o autor, o que vou demonstrar mais abaixo nas referencias bibliográficas. Como podem vê,
eu já tenho um tema definido, que é: “O Conhecimento como a maior
virtude do homem, na qual todas as outras virtudes se completam, e estabelece
uma convivência agradável entre os semelhantes”. E o titulo da minha monografia
será: “O Conhecimento em David Hume.” Muitos outro
filósofos falaram sobre o conhecimento, dentre eles podemos citar Kant. No
inicio da introdução da Critica da Razão pura o filosofo nos diz: “Não se pode duvidar de que todos os nossos
conhecimentos começam com a experiência.” Se bem
analisada, A Critica da Razão Pura muito nos ajudará no desenvolvimento deste
trabalho. Como o autor escolhido para o meu trabalho é Hume, após
ele o mais importante é Kant, o qual
será dado muita importância no decorrer deste trabalho.
Muitos outros autores de
grande relevância já estão sendo investigado, os quais podemos citar: Karl POPPER, BERKELEY, LOCKE, ADORNO, BACON, e muitos outros, que nos ajudará a
desenvolver um grande trabalho de conclusão de curso. No decorrer do ano de 2004 estarei me
dedicando a este trabalho e é deste mesmo trabalho que pretendo fazer o projeto
de mestrado. Isto significa que não pretendo interromper a minhas investigações
acerca do conhecimento em David Hume, muito pelo
contrario, pretendo continuar esta mesma linha de pesquisa em pós_gradução.
Desenvolvimento
teórico:
Para começar podemos fazer
algumas perguntas, tais como:
O que é o conhecemos? Qual a natureza do conhecimento
? Qual o seu valor ou possibilidade? Qual a sua origem? Após ter feito
algumas perguntas necessariamente temos que dar algumas respostas. Na
perspectiva do realismo
Conhecer é apreender a realidade existente na experiência
interna, atos da consciência, ou na experiência externa, objetos do mundo
sensível, ou seja, os objetos existem são
independentemente dos sujeitos.
Já o idealismo Nega a
existência do real. A realidade é reduzida a idéias: o mundo sensível é um mero
produto do pensamento. Os objetos só existem enquanto representações, não têm
uma existência independente. Como
o nosso trabalho é sobre David Hume,
um dos ponto a ser abordado será o ceticismo. Também
falaremos sobre o pragmatismo, Empirismo.
O pragmatismo ao
subordinar o conhecimento a uma finalidade prática, afirma que a verdade é tudo
aquilo que é útil e eficaz para a vida humana. Desta forma aproxima-se do
cepticismo, na medida que relativiza o conhecimento.
O pragmatismo surgiu nos EUA com Willian James Charles Pierce e John
Dewey.
Empirismo: a experiência é a fonte de todo o conhecimento. Os
empiristas negam a existência de ideias inatas, como
defendiam Platão e Descartes. A mente está vazia antes de receber qualquer tipo
de informação proveniente dos sentidos. Todo o conhecimento sobre as coisas,
mesmo aquele em que se elabora leis universais,
provém da experiência, por isso mesmo, só é válido dentro dos limites do
observável.
Os empiristas reservam para a razão a função de uma mera organização de dados
da experiência sensível, sendo as ideias ou conceitos
da razão simples cópias ou combinações de dados provenientes desta
experiência.
Dntre
os filosófos
que assumiram uma perspectiva empirista destacam-se John Locke (1632 -1704) e
David. Hume (1711-1776). Locke afirma que
o conhecimento começa do particular para o geral, da
impressões sensoriais para a razão.O espírito
humano é uma espécie de "tábua rasa" , onde
se irão gravar as impressões provenientes do mundo exterior. Não há ideias nem princípios inatos. Nenhum ser humano por mais
genial que seja é capaz de de
construir ou inventar ideias, e nem sequer é capaz de
destruir as que existem. As ideias,
quer sejam provenientes das sensações, quer provenham da reflexão, têm
sempre na experiência a sua origem. As ideias
complexas não são mais do que combinações realizadas pelo entendimento de ideias simples formadas a partir da recepção dos dados
empíricos. A experiência é não apenas a origem de todas as ideias, mas também o seu limite.
Hume, rejeita, como Locke o inatismo carteseano, mas introduz
um dado novo nas teses empiristas quando afirma que a identidade entre a ordem
das coisas e a ordem das ideias resulta de hábitos
mentais ou na crença que existe uma ligação necessária entre os fenómenos. Esta critica ao conceito da causalidade irá ter
profundas repercussões em filósofos posteriores, como I.Kant (1724-1804).
Criticismo: Todo o conhecimento inicia-se com a experiência,
mas este é organizado pelas estruturas a priori do sujeito. Segundo Kant
(1724-, o criador do criticimo, o conhecimento é a
síntese do dado na nossa sensibilidade (fenómeno) e
daquilo que o nosso entendimento produz por si (conceitos). O conhecimento
nunca é pois, o conhecimento das coisas "em
si", mas das coisas "em nós".
Alguns filósofos contemporâneos defendem que o conhecimento resulta de uma interacção entre o sujeito e a experiência. Entre
eles, destaca-se Jean Piaget.
Piaget, como vimos, desenvolveu uma concepção
construtivista do conhecimento. O conhecimento é indissociável da acção do sujeito. Não é pois uma
simples registo feito pelo sujeito dos dados do mundo
exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo através das suas estruturas
cognitivas. Estas estruturas não são todavia inatas,
mas são formadas pelo sujeito na sua acção. O
conhecimento é assim um processo de construção de estruturas que permitem ao
sujeito apreender e interpretar a realidade
Objetivo geral: O objetivo desta pesquisa é
alcançar o maior grau de conhecimento em David Hume.
Bem como estudar as formas de conhecimentos nas obras huminiana.
Através da analise de suas obras fazer um aprofundamento no problema do
conhecimento.
Objetivo especifico: Analisar o conhecimento em
vários autores e comentadores que trataram do assunto. Enfatizar as principais idéias de Hume que estão centralizada em
suas obras sobre o entendimento humano.
1.
ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER,
Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos
filosóficos. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1985.
2.
ALBERT, Hans. Tratado da razão crítica. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976.
3.
BACON, Francis. Novum organum ou
Verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza: Nova Atlântida. São
Paulo: Nova Cultural, 1999.
4.
BACON, Francis. Novum organum. In: Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1976.
5.
BERKELEY, George; HUME, David. Tratado sobre os
princípios do conhecimento humano. 5. ed. São Paulo: Nova
cultural, 1992.
6.
BERKELEY, George. Principios del conocimiento
humano. 2 ed. Buenos Aires: Aguillar,
1962.
7.
CASSIRER, Ernst. Antropologia filosófica. São
Paulo: Mestre Jou, 1977.
8.
DEWEY, John. Vida e
educação. 10. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1978.
9.
HUME, David. Dialogo sobre a
religião natural. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
10. HUME, David. Ensaios políticos. São Paulo: IBRASA,
1963.
11.
HUME, David. Ensaios Morais,
Políticos e literários. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
12. HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano:
Ensaios morais, políticos e literários. São Paulo: Nova Cultural, c1999.
13. HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano. Coleção
Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
14. HUME, David. Resumo de um tratado da natureza humana.
Porto Alegre: Paraula, 1995.
15. JAPIASSU, Hilton. As paixões da ciência. São
Paulo: Letras & Letras,
1991.
16. KANT,
Immanuel. Crítica da razão pura. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
17.
KOYRE, Alexandre. Galileu e Platão. Lisboa: Gradiva, 1991.
18.
LEBRUN, Gérard. O que é poder. São Paulo: Brasiliense, 1981,
19. LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano.
São Paulo: Nova Cultural, 2000.
20. LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano.
Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Vol. XVIII.
21. MONTEIRO,João Paulo. Hume e a Epistemologia. São
Paulo: Ed. Brasiliense, 1985.
22.
MORUS, Thomas. A utopia. Porto Alegre: L&PM, 2001.
23. PADOVANI,
Umberto Antonio; CASTAGNOLA, Luis. História
da filosofia. 13 ed. São Paulo: Melhoramentos, 1981.
24. PIAGET, Jean. A
epistemologia genética: Sabedoria e ilusões da filosofia ; Problemas de psicologia
genética. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
25. POPPER, Karl Raimund. Conjecturas
e refutações. 2 ed. Brasília: UnB, 1982.
26. POPPER, Karl Raimund. Conhecimento
objetivo. Belo Horizonte: Itatiaia, 1975.
27. REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. São Paulo: Paulinas, 1990. Vol. II.
28. ROMEO, Sergio. Hume el fenomenismo
moderno. Madrid:
Gredos, 1975.
29. RUSSELL, Bertrand. Os problemas
da filosofia. 2 ed. Coimbra: A. Amado,
1959.
30. RUSSELL, Bertrand. História da
filosofia ocidental. São Paulo: Nacional, 1957. Livro Terceiro.
31. SILVA, Atalmir
Gabriel Jonas da. O conhecimento em David Hume. 1995.
32. STEGMÜLLER, Wolfgang. A filosofia contemporânea. São Paulo: EPU, 1977.
Vol. I