PROJETO DE PESQUISA
Área de interesse: Epistemologia
Problema de pesquisa:
Justificativa: A finalidade, pela qual pretendo desenvolver
este projeto, é escrever uma monografia sobre o conhecimento em David Hume. Já existe algum conhecimento a respeito do assunto,
visto que já estamos no sétimo período.
No
decorrer do curso de filosofia foi trabalhado um pouquinho de David Hume, o qual tive mais afinidade, ou seja, foi o autor que
mais gostei. Já estou pesquisando sobre o autor, o que vou demonstrar mais abaixo
nas referencias bibliográficas. Como podem vê, eu já tenho um tema definido, que é: “O
Conhecimento em David Hume.” Muitos outro filósofos falaram sobre o conhecimento,
dentre eles podemos citar Kant. No inicio da introdução da Critica da Razão
pura o filosofo nos diz: “Não se pode duvidar de que todos os nossos
conhecimentos começam com a experiência.” Se bem
analisada, A Critica da Razão Pura muito nos ajudará no desenvolvimento deste
trabalho. Como o autor escolhido para o meu trabalho é Hume, após
ele o mais importante é Kant, o qual
será dado muita importância no decorrer deste trabalho.
Muitos outros autores de grande relevância já
estão sendo investigado, os quais podemos citar: Karl POPPER, BERKELEY, LOCKE, ADORNO, BACON, e muitos outros, que nos ajudará a
desenvolver um grande trabalho de conclusão de curso. No decorrer do ano de 2004 estarei me
dedicando a este trabalho e é deste mesmo trabalho que pretendo fazer o projeto
de mestrado. Isto significa que não pretendo interromper a minhas investigações
acerca do conhecimento em David Hume, muito pelo
contrario, pretendo continuar esta mesma linha de pesquisa em pós_gradução.
Desenvolvimento
teórico:
Para começar podemos fazer algumas perguntas, tais como: O que é o
conhecemos? Qual a natureza do conhecimento ? Qual o
seu valor ou possibilidade? Qual a sua origem? Após ter feito algumas perguntas
necessariamente temos que dar algumas respostas. Na perspectiva do realismo Conhecer é apreender
a realidade existente na experiência interna, atos da consciência, ou na
experiência externa, objetos do mundo sensível, ou seja, os objetos existem
são independentemente dos sujeitos.
Já o idealismo Nega a existência do real. A realidade é
reduzida a idéias: o mundo sensível é um mero produto do pensamento. Os objetos
só existem enquanto representações, não têm uma existência
independente. Como
o nosso trabalho é sobre David Hume,
um dos ponto a ser abordado será o ceticismo. Também
falaremos sobre o pragmatismo, Empirismo.
O pragmatismo ao subordinar o conhecimento a uma
finalidade prática, afirma que a verdade é tudo aquilo que é útil e eficaz para
a vida humana. Desta forma aproxima-se do cepticismo, na medida que relativiza o conhecimento. O pragmatismo surgiu nos EUA com
Willian James Charles Pierce e John Dewey.
Empirismo: a experiência é a fonte de todo o
conhecimento. Os empiristas negam a existência de ideias
inatas, como defendiam Platão e Descartes. A mente está vazia antes de receber
qualquer tipo de informação proveniente dos sentidos. Todo o conhecimento sobre
as coisas, mesmo aquele em que se elabora leis
universais, provém da experiência, por isso mesmo, só é válido dentro
dos limites do observável.
Os empiristas
reservam para a razão a função de uma mera organização de dados da experiência
sensível, sendo as ideias ou conceitos da razão
simples cópias ou combinações de dados provenientes desta
experiência.
Dntre os filosófos
que assumiram uma perspectiva empirista destacam-se John Locke (1632 -1704) e
David. Hume (1711-1776). Locke afirma que
o conhecimento começa do particular para o geral, da
impressões sensoriais para a razão.O espírito
humano é uma espécie de "tábua rasa" , onde
se irão gravar as impressões provenientes do mundo exterior. Não há ideias nem princípios inatos. Nenhum ser humano por mais
genial que seja é capaz de de
construir ou inventar ideias, e nem sequer é capaz de
destruir as que existem. As ideias,
quer sejam provenientes das sensações, quer provenham da reflexão, têm
sempre na experiência a sua origem. As ideias
complexas não são mais do que combinações realizadas pelo entendimento de ideias simples formadas a partir da recepção dos dados
empíricos. A experiência é não apenas a origem de todas as ideias, mas também o seu limite.
Hume, rejeita, como Locke o inatismo carteseano, mas introduz um dado novo nas teses empiristas
quando afirma que a identidade entre a ordem das coisas e a ordem das ideias resulta de hábitos mentais ou na crença que existe
uma ligação necessária entre os fenómenos. Esta
critica ao conceito da causalidade irá ter profundas repercussões em filósofos
posteriores, como I.Kant (1724-1804).
Criticismo: Todo o
conhecimento inicia-se com a experiência, mas este é organizado pelas
estruturas a priori do sujeito. Segundo Kant (1724-, o criador do criticimo, o conhecimento é a síntese do dado na nossa
sensibilidade (fenómeno) e daquilo que o nosso
entendimento produz por si (conceitos). O conhecimento nunca é pois, o conhecimento das coisas "em si", mas das
coisas "em nós".
Alguns filósofos
contemporâneos defendem que o conhecimento resulta de uma interacção
entre o sujeito e a experiência. Entre eles, destaca-se Jean Piaget.
Piaget, como
vimos, desenvolveu uma concepção construtivista do conhecimento. O
conhecimento é indissociável da acção do sujeito. Não
é pois uma simples registo
feito pelo sujeito dos dados do mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta
o mundo através das suas estruturas cognitivas. Estas estruturas não são todavia inatas, mas são formadas pelo sujeito na sua acção. O conhecimento é assim um processo de construção de
estruturas que permitem ao sujeito apreender e interpretar a realidade
Objetivo: O objetivo desta pesquisa é alcançar o maior grau de conhecimento em David Hume. Bem como estudar as formas de conhecimentos nas obras huminiana. Através de suas obras fazer um aprofundamento no problema do conhecimento.
1.
ADORNO,
Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de
Janeiro: J. Zahar, 1985.
2.
ALBERT, Hans. Tratado da razão crítica. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976.
3.
BACON, Francis. Novum organum ou
Verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza: Nova Atlântida. São
Paulo: Nova Cultural, 1999.
4.
BACON, Francis. Novum organum. In: Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1976.
5.
BERKELEY,
George; HUME, David. Tratado sobre os princípios do conhecimento
humano. 5. ed. São Paulo: Nova cultural, 1992.
6.
BERKELEY, George. Principios del
conocimiento humano. 2
ed. Buenos Aires: Aguillar, 1962.
7.
CASSIRER, Ernst.
Antropologia filosófica. São Paulo: Mestre Jou,
1977.
8.
DEWEY, John. Vida e
educação. 10. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1978.
9.
HUME, David. Dialogo sobre a religião natural. São
Paulo: Martins Fontes, 1992.
10.
HUME, David. Ensaios políticos. São Paulo: IBRASA,
1963.
11.
HUME, David. Ensaios Morais, Políticos e literários. Coleção
Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
12. HUME, David. Investigação
acerca do entendimento humano: Ensaios morais, políticos e literários. São
Paulo: Nova Cultural, c1999.
13. HUME, David. Investigações
sobre o entendimento humano. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
14. HUME, David. Resumo
de um tratado da natureza humana. Porto Alegre: Paraula,
1995.
15.
JAPIASSU, Hilton. As paixões da ciência. São Paulo: Letras & Letras, 1991.
16.
KANT, Immanuel. Crítica
da razão pura. São Paulo: Nova Cultural,
1996.
17. KOYRE, Alexandre. Galileu
e Platão. Lisboa: Gradiva, 1991.
18. LEBRUN, Gérard. O que é poder. São Paulo: Brasiliense,
1981,
19.
LOCKE,
John. Ensaio acerca do entendimento
humano. São Paulo: Nova Cultural, 2000.
20.
LOCKE,
John. Ensaio acerca do entendimento
humano. Coleção Os Pensadores. São
Paulo: Abril Cultural, 1973. Vol. XVIII.
21.
MONTEIRO,João Paulo. Hume e a Epistemologia. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1985.
22. MORUS, Thomas.
A utopia. Porto Alegre: L&PM, 2001.
23.
PADOVANI,
Umberto Antonio; CASTAGNOLA, Luis. História
da filosofia. 13 ed. São Paulo: Melhoramentos, 1981.
24.
PIAGET, Jean. A epistemologia
genética: Sabedoria e ilusões da filosofia ; Problemas de psicologia
genética. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
25.
POPPER,
Karl Raimund. Conjecturas
e refutações. 2 ed. Brasília: UnB, 1982.
26.
POPPER,
Karl Raimund. Conhecimento
objetivo. Belo Horizonte: Itatiaia, 1975.
27.
REALE,
Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. São Paulo:
Paulinas, 1990. Vol. II.
28.
ROMEO, Sergio. Hume el fenomenismo moderno. Madrid: Gredos, 1975.
1.
RUSSELL, Bertrand. Os problemas
da filosofia. 2 ed. Coimbra: A. Amado,
1959.
2.
RUSSELL, Bertrand. História
da filosofia ocidental. São Paulo: Nacional, 1957. Livro
Terceiro.
3.
SILVA, Atalmir Gabriel Jonas da. O conhecimento em David
Hume. 1995.
4.
STEGMÜLLER,
Wolfgang. A filosofia contemporânea.
São Paulo: EPU,
1977. Vol. I