Povos Mesopotâmicos
Mesopotâmia é uma palavra de origem grega que significa "entre rios". Na Antigüidade, deu-se o nome de Mesopotâmia à região compreendida entre os rios Eufrates e Tigre, que nascem nas montanhas da Turquia e desembocam no Golfo Pérsico. De maneira geral, a antiga Mesopotâmia corresponde ao atual Iraque.
A Mesopotâmia apresenta duas regiões bastante
diferenciadas: uma montanhosa e árida, localizada no norte , e outra localizada
no sul, onde as cheias periódicas dos rios Eufrates e Tigre fertilizam os
vales, possibilitando o desenvolvimento da agricultura.
Eles foram os criadores da primeira grande civilização
mesopotâmia. Provavelmente originaram da Ásia central, os sumérios,
por volta do ano 3500 a.C., fixaram-se ao sul da Mesopotâmia, na região em que
os rios Tigre e Eufrades desembocam no Golfo Pérsico. Aí estabelecidos,
desenvolveram técnicas hidráulicas para armazenar a água que seria usada nos
períodos de seca e para controlar as cheias dos dois rios, evitando a inundação
das plantações.
Entre os invasores estavam os amoritas,
que se estabeleceram na cidade de Babilônia, na média Mesopotâmia.Hamurábi,
o mais importante rei da Babilônia, tornou-se famoso por ter elaborado o
primeiro código de leis escritas de que se tem notícia. As punições
previstas pelo Código de Hamurábi variavam de acordo com a condição social
da vítima e do infrator. Dele se extraiu a Lei de Talião: "Olho por olho,
dente por dente...".
Sob o comando de Hamurábi, os babilônios conquistaram
toda a Mesopotâmia e criaram um Estado unificado. Nascia então o primeiro Império
Babilônico. Cada cidade passava a ser governada por homens escolhidos pelo
imperador.
Com os caldeus, a Babilônia recuperou
seu resplendor. No reinado de Nabucodonosor, o Novo Império Babilônico atingiu
seu apogeu. Suas terras se estendiam por quase todo o Oriente Médio,
limitando-se com o Egito. A Babilônia enriqueceu-se e embelezou-se com grandes obras
públicas, como os até hoje famosos jardins suspensos construídos por
Nabucodonosor, tornando-se a mais notável cidade do Oriente.
Em 539 a.C., a Babilônia foi conquistada pelos exércitos
persas. A vitória foi facilitada pelo apoio dos sacerdotes e comerciantes babilônicos,
que se aliaram aos invasores em troca da manutenção de seus privilégios.


Depois da morte de Hamurábi, o
esplendor da Babilônia não durou muito. Anos mais tarde, toda a Mesopotâmia
foi conquistada pelos assírios, povo que vivia nas regiões áridas e inférteis
do norte mesopotâmico, em cidades como Nínive e Assur.A crueldade era uma das principais características dos
guerreiros assírios. Para eles, a guerra era essencial, pois viviam do saque,
da escravidão e dos impostos e tributos pagos pelos povos que submetiam.O império
assírio foi destruído em 612 a.C., pelos caldeus.
Em português e espanhol, o nome de Assíria aparece cedo
em citações da Bíblia, depois em traduções, calcado sobre o lat. Assyria, o
qual o seria sobre o hebraico Achúr, de sentido obscuro. A Bíblia refere-se a
um Assurium como filho de Dadan, neto de Jacoan, bisneto de Abraão,
estabelecendo assim um como que um vínculo genealógico com o patriarca do povo
judeu. Mas o vocábulo também é interpretado como 'pai de Assur'(Is 7, 18),
dando-se assur ou axur como 'passo', 'país de passo, país de passagem'.
Umas poucas menções na Bíblia, referências esparsas em
autores gregos, era tudo o que se sabia da Assíria até o séc.19. As grandes
escavações empreendidas a partir de 1840 e a decifração de numerosas inscrições
( só a biblioteca de Assurbanipal, de Nínive, forneceu 22 mil tabulas gravadas
) permitiram reconstruir, com certa minúcia, o passado desse grande império.
Restam zonas de sombras. As listas assírias de reis, como a de Khorsabad,
encontrada em 1932-1933, ou as de oficiais epônimos ( o primeiro ano de um
reinado recebia o nome do rei; os seguintes, o de algum dignitário ), são,
todas, imcompletas e inexatas, quando não fantasiosas. As sumérias, por
exemplo, a Dmuzi, de Badtibira, de 28.800 anos de reinado; a Enmenduranna, de
Sipar, 72.000.
Tais números são inaceitáveis, quer se trate de anos
solares, quer lunares; ademais os cronologistas não estão de acordo quanto à
data em que os anos solares substituíram os lunares na Mesopotâmia. Acresce
que certos reis cujos nomes chegaram até nós em estelas ou outros monumentos não
constam de qualquer relação dinástica. O próprio conceito de dinastia é
moderno e não se aplica com exatidão ao caso da Assíria, onde nem sempre
houve sucessão contínua, no sentido tradicional, e nem sempre a sucessão se
fez de pai para filho. A realeza parece ter passado, em certas épocas, de
cidades para cidades. Em outras, várias dinastias coexistiram e houve centros
simultâneos de poder. Assim, reis aparentemente distanciados no tempo foram, de
fato, contemporâneos.
A rigor,na Assíria, rei era o deus local, de que o prìncipe
não passava de representante ou vigário, isto é, o que fazia as suas vezes. Não
é uniforme a terminologia empregada, nem é nítida a diferença entre os títulos
assírios de luggal ( rei ) e ensi ( governador ). Às vezes, o ensi é um
preposto do luggar, às vezes o luggar insiste em usar o título de ensi, ou por
motivo religioso ( reservar o título maior para a divindade, a que pertence de
direito ), ou por motivo político ( não ferir a susceptibilidade da população,
como aconteceu cada vez que a Babilônia foi conquistada ).
Malgrado essas dificuldades, a documentação é tão rica,
que um certo quadro emerge para traçar a história dos assírios, suas guerras
e conquistas. De onde vieram, ignora-se ainda. O local em que se estabeleceram,
no Norte da Mesopotâmia, junto aos primeiros contrafortes dos montes Zagros, no
atual Iraque, parece ter sido habitado desde época muito remota. Alguns dos sítios
exumados são tão antigos que antecedem a invenção da cerâmica. Quando
aparecem fragmentos, esses indicam influêncis da Ásia central.
Acretida-se que os semitas, finos de rosto e de cintura,
tenham precedido no vale dos sumérios. Mais tarde, hititas, mitânios, curdos
do Caucáso, trouxeram sua contribuição para o caldeamento. Dessa mistura,
formou-se um povo primitivo, dedicado à agricultura nas áreas férteis, junto
ao golfo, e ao pastoreio, nas áreas mais agrestes e montanhosas. Seu tipo físico
está para sempre estampado nas frisas dos monumentos, que mostram guerreiros de
musculatura forte, barbas fartas e cabelos bastos, lábios grossos, narizes
recurvos e olhos duros. O elemento armênio do Norte e do Noroeste predominou.
Dinastia de Akkad
Dinastia dos gútios
A cronologia é incerta, mas não há dúvidas de que o
primeiro rei se chamou Sargão 1, Sharrukenu ou Sharru-kin, que quer dizer
"um rei legítimo nos foi dado". Reinou 56 anos ( c. 2637-2581 ). Era
ilegítimo, como seu título fazia prever. Menino enjeitado e achado nas águas,
como Moisés, e criado pelo jardineiro do palácio de Kish, tornou-se copeiro do
rei, depois grande da corte e acabou por tomar o poder, destronando Ur-Zababa.
Administrador de gênio, fundou nova capital, Agade, e daí
governou um império cada dia mais vasto e mais rico. Grande cabo-de-guerra,
marchou contra Lugalzaggizi, conquistando sucessivamente Uruk, Ur, Lagash, Umma,
o Elam e Amurru. Fez ainda vitoriosas, mas breves incursões na Cilícia e na
Capadócia.
Nem mesmo o Mediterrâneo o deteve: meteu-se por ele
adentro, como se tinha metido certa vez no Pérsico ( "para lavar a
espada" ) e anexou Chipre à sua coroa. Mais tarde, ocupou também a Assíria
nascente, conhecida ainda por Subartu.
Sucederam-lhe seus dois filhos, Rimush e Manishtusu ( c.
2572-2558 ), que reinaram 24 anos. O filho de Manishtusu, Naram-Sin ( 2557-2520
), que é o segundo grande rei da família, reinou 37 anos. "Senhor das
quatro grandes regiões do mundo", objeto de honras divinas, sufocou uma
revolta de Kish e combateu, como o avô, contra Elam, Mari e Amurru. À sua
morte, o império de Agade se estendia da Armênia ao golfo Pérsico e do mar
Vermelho ao Mediterrâneo. Resta Naram-Sin uma estela comemorativa de vitória
sobre os Iullubi, que é o mais belo monumento da dinastia. Seu filho e
herdeiro, Shar-kali-sharri, 'rei dos reis', foi obrigado a dar combate a uma
tribo bárbara de leste, os gútios. Seguiram-se-lhe seis reis menores, e o país
mergulhou na ocupação e na anarquia.
Por cem anos, as relações dinásticas consignam nomes
estrangeiros: os dos usurpadores gútios. Só ao sul do país, a quarta dinastia
de Uruk continuou a reinar, bruxuleante, por trinta anos mais. Lagash também se
manteve independente e conheceu um grande príncipe em Gudéia, de quem tantas
imagens têm sido desenterradas. Divinizado em vida, grande construtor de palácios
e templos ( como Salomão, fez vir, para o santuário de Erinnu, cedros do Líbano
), presidiu a uma verdadeira idade do ouro. Morreu glorioso, depois de quarenta
anos de reinado. Foi um obscuro rei Utukhegal, da quinta dinastia de Uruk, que
livrou a Mesopotâmia dos gútios. Ur Nammu, ensi de Ur, derrubou-o e unificou o
país sob seu cetro. A terceira dinastia de Ur, então iniciada, durou de c.
2133 a 2025.
( sécs. 14-13 a.C. ) Nínive fora retomada c.1370 e,
depois dela, toda a região ribeirinha para o norte de Assur. Assur Ubalit 1 (
c.1356-1320 ), sucessor de Eriba Adad 1, já consegue fazer da Assíria o poder
predominante no vale. Influi, mesmo, na política interna da Babilônia, casando
sua filha com o rei cassita e intervindo no reino, quando seu neto é afastado
da sucessão, a fim de por um novo rei, cassita embora, de sua escolha:
Kurigalzu 2.
Os sucessores de Assur Ubalit se mantiveram na mesma linha
de independêcia e fizeram guerra, com sucesso, a todos os vizinhos, hiitas ,
mitânios e babilônios. Três grandes nomes são dignos de menção: Adad
Ninari 1 (c. 1298-1266 ), Shulman Asharid 1 ou Salmanasar 1 ( c. 1275- 1245 ) e
Tukulti Ninurta 1 ( c. 1245-1108 ). Os dois primeiros acabaram de libertar o
norte da Mesopotâmia, onde o vácuo provocado pela destruição do Mitani fora
preenchido pelos hiitas. Salmanasar submeteu todas as pequenas cidades-Estado da
região e fez de Kalakh ou Kahlku a sua capital.
Sob Tukulti Ninurta, o império atinge seu apogeu. Ao
norte, foi até o lago Van, batendo os nairis, e, mais além, os gutis
remanescentes. Para o sul, derrotou e capturou o rei cassita da Babilônia ( c.
1224 ). Fundou, então, em face de Assur, nova e orgulhosa capital, que chamou
kar ou kanum Tukulti Ninurta ( cais de Tukulti Ninurta ). Mas seus últimos anos
foram difíceis. O reino da Babilônia se reconstituiu e o soberano acabou
deposto e assassinado por um de seus filhos.
( sécs. 9-8 a.C. ) Adad Ninari 2 ( c. 910-889 ) e Tukulti
Ninara 2 ( c. 889-884 ) são dois reis menores. Todavia, o primeiro conquistou
cidades aramaicas do curdo superior do Tigre. O segundo pacificou as tribos de
pastores do sul e cobrou tributos dos mushkis.
Sucedeu-lhes um grande rei, que dezenas de inscrições celebram: Assur- Natseir-apli, ou Assur-Nasirpal ( c. 884-859 ), que, a exemplo de seus antepassados, empreendeu carnificinas desde os montes Zagros até Tiro e Sidon. Os inimigos eram empalados, mutilados, esfolados vivos. Os prisioneiros apanhados com vida tinham os olhos vazados, as mãos decepadas, a língua arrancada. De tudo isso se vangloria o rei nas suas lápides comemorativas. As cidades que tomou foram eliminadas da face da terra, salgadas, plantadas de espinheiros bravios. A crueldade dos assírios atingiu, com ele, o ponto mais alto. E, no entanto, seu palácio foi o primeiro a orna-se de relevos esmaltados; a capital que fundou, Kalakh ( a moderna Nimrud ), era bela e opulenta.
Shoulmân-Asharid 3, ou Salmanasar 3 ( c. 859-824 ),
consolidou e ampliou o império. Transformou o reino aramaico de Bit Adini em
província assíria e fez extensa excursão pelo Oriente Médio. Numa segunda
campanha, devastou o oásis de Damasco e extraiu tributo de todos os pequenos países
independentes da área, inclusive Israel. O nome do rei Jehu aparece no obelisco
de Salmanasar. Para o norte, seguiu o curso do Tigre até suas nascentes. No
sul, i.e., em Babilônia, limitou-se a restabelecer o rei legítimo e a fazer
oferendas aos deuses. Mas combateu os descendentes daquele ram aramaico que se
tinha infiltrado no vale e que estava agora estabelecido no litoral, vizinhado
com Elan. Reduziu-os a tributários. O fim de seu reinado foi marcado pela
rebelião do filho mais velho.
Sucedeu-lhe, então, o segundo filho, que lhe ficara fiel:
Shamsi Adad 5 ( c. 824-810 ). Com o auxílio dos babilônios, derrotou o irmão
traidor e restabeleceu a ordem. Seu filho menor, Adad Ninari 3 ( c. 810-782 ),
teve a mãe como regente durante os cinco primeiros anos de reinado: é a lendária
rainha Semíramis, que promoveu no país o culto do deus babilônio Nabu, de que
era devota. Talvez por isso os gregos fizeram-na rainha de Babilônia e atribuíram-lhe
até, ali, jardins suspensos de fantasia.
Segue-se curto período de decadência. Ao tempo de Salmanasar,
havia surgido na Armênia nova potência, o Urartu. Ocupava a região conhecida
por Nairi, na bacia do lago Van, cujas tribos conseguira unificar. Seria,
doravante, e por séculos, o principal rival da Assíria. Quando, mais tarde,
pelo contínuo contacto, se converteu o Urartu à civilização Babilônica, a
luta redobrou.
A primeira campanha de Tukulti-apal-Eshara 3, ou
Tiglatfalasar ( c. 746 -727 ), foi contra o Urartu, que obrigou a evacuar a
Síria logo no começo do seu reinado ( c. 743 ). Alguns anos mais tarde ( c.
732 ), conquistou Damasco e Gaza, e ocupou a Palestina, para usá-la como tampão
contra o Egito. Expulsou também o Urartu de suas posições do norte do reino,
colocando guarnições ao longo do curso do Tigre até as cabeceiras e
fortificando os Zagros. Invadiu também as terras dos medas, povo que fizera sua
aparição no reinado de Shamsi Adad 5. Fortalecido por todas essas vitórias, pôde
entrar em Babilônia em meio a grandes festas e sem encontrar resistência.
Durante a celebração do Ano Novo, foi proclamado rei, i.e., "tomou as mãos
de Bel". Estava restaurado o império acádio de Sargão 1.
Um ano depois, morreu. Seu filho, Salmanasar 5 ( c. 727-722 ), enfrentou uma rebelião fenícia e uma revolta palestina, que tentou debelar cercando Samaria, então capital dos palestinos. Mas só o seu sucessor, Sargão 2 ou Sharru-kin ( c. 721-705 ), pôde tomá-la. ( 2Re 17:5,6)
Existe alguma descoberta de semelhanças com pessoas descritas na Bíblia?
Muitas das pessoas mencionadas na Bíblia tiveram existência confirmada por fontes externas. No caso da família real, muitas vezes foram detectadas semelhanças com indivíduos específicos. Mais de 50 pessoas descritas no Velho Testamento são conhecidas também fora da Bíblia e existem semelhanças com 12 destas. Existem 27 pessoas descritas no Novo Testamento conhecidas por outras fontes, com 6 semelhanças comprovadas (quatro destas foram imperadores romanos).
Baseado no conhecimento atual da
cronologia bíblica e também egípcia, o melhor candidato para o faraó do
livro de Êxodo é Tutmós III, que reinou entre 1504-1450 A.C. Existem diversos
registros sobre seu reinado, assim como esta escultura (veja foto) do faraó.
Semelhanças também foram identificadas para os seguintes personagens bíblicos:
Sisaque, o rei egípcio que saqueou o Templo durante
o reinado de Roboão (1 Reis 14:25-26).
Jeú, rei de Israel, que tomou o poder por meio de
uma estratégia sangrenta; a única semelhança existente de um rei de Israel ou
Judá (2 Reis 9:1-10:36 ).
Hazael, rei da Síria, inimigo de Israel (1 Reis
19:15, 17; 2 Reis 8:7-15, 28-29; 9:14-15; 10:32-33; 12:17-18; 13:3, 22, 24,25;
Amós 1:4).
Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, que invadiu
Israel (2 Reis 18:19, 29; 16:7, 10; 1 Crônicas 5:6, 26; 2 Crônicas 28:20).
Sargão II, rei da Assíria, que derrotou Asdode e
completou o cerco de Samaria, levando os israelitas ao cativeiro (Isaías 20:1).
Senaqueribe, rei da Assíria, que atacou Judá mas não
conseguiu capturar Jerusalém (2 Reis 18:13-19:37).
Tiraca, rei da Etiópia, que se opôs a Senaqueribe
(2 Reis 19:9).
Esar-Hadon, rei da Assíria, que sucedeu a seu pai
Senaqueribe (2 Reis 19:37).
Merodaque-Baladã, rei da Babilônia, a cujos
mensageiros Ezequias mostrou o tesouro real, para a indignação de Isaías (2
Reis 20:12-19).
Xerxes I, rei da Pérsia, que tornou Ester sua
rainha (Ester; Esdras 4:6).
Dario I, rei da Pérsia, que permitiu a reconstrução
do Templo de Jerusalém aos que retornaram do exílio (Esdras 4:24-6:15; Ageu
1:1, 15). Veja também: Os arqueologistas conseguiram encontrar a tumba de
Dario? [resposta]
Augustus, imperador romano, 27 A.C.-A.D. 14, quando
Jesus nasceu (Lucas 2:1).
Tibério, imperador romano, A.D. 14-37, durante a
idade adulta de Jesus e sua crucificação (Mateus 22:17, 21; Marcos
12:14-17; Lucas 3:1; 20:22-25; 23:2; João 19:12,15).
Cláudio, imperador romano, A.D. 41-54, que ordenou
aos judeus saírem de Roma (Atos 11:28; 17:7; 18:2).
Herodes Agripa I, governador da Judéia, A.D. 37-44,
que perseguiu a igreja primitiva (Atos 12:1-23; 23:35).
Aretas IV, rei dos Nabotes, 9 A.C.-A.D. 40, cujo
governador em Damasco tentou prender Paulo (2 Coríntios 11:32).
Nero (descrito como César no Novo Testamento),
imperador romano, A.D. 54-68, a quem Paulo apelou (Atos 25:11,12,21; 26:32;
28:19; Filipenses 4:22).
Traduzido por Daniel HoAutor:
Bryant Wood da Associates for Biblical Research
Assurbanipal foi o último
grande rei dos assírios. Durante o seu reinado (668 - 627 a.C.), a Assíria se
tornou a primeira potência mundial. Seu império incluía a Babilônia, a Pérsia,
a Síria e o Egito.
No fim do seu reinado, porém, ou logo
depois, o poderio da Assíria desmoronou. Uma década mais tarde o império caía
em mãos de babilônios e persas. Assurbanipal era filho de
Assaradão (ou Asarhaddão), este que morreu (669 a.C.) tentando reconquistar Mênfis,
a capital egípcia que havia se rebelado logo após ser conquistada.
Assurbanipal não fugiu a regra dos seus antecessores: as conquistas e o
crescimento das fronteiras da Assíria eram seus maiores objetivos, sempre
realizados de forma violenta, mas orgulhando-se das carnificinas.
Após a morte de seu pai, o império assírio
foi dividido, sendo que seu irmão Chamás-Chum-Uquim reinaria sobre a Babilônia
e Assurbanipal governaria o resto. Assurbanipal reconquistou
Mênfis e estendeu o domínio
assírio para o sul do
Egito, até Tebas. Mas Chamás-Chum-Uquim, com ciúmes, por volta de 652
a.C., resolveu atacar uma tropa de Assurbanipal, perto da Babilônia. Logo
deflagrou-se uma guerra civil, que
só terminou depois de 3 anos de cerco na Babilônia. Nos últimos dias, os
mortos estavam empilhados nas ruas e contam os cronistas que os sobreviventes
"comiam a carne de seus filhos e filhas para não morrer de fome".
Finalmente, Chamás-Chum-Uquim lançou-se nas chamas de seu próprio palácio.
Depois de dar ao irmão um funeral digno do sangue real, Assurbanipal vingou-se
dos outros rebeldes: "Eu alimentei com seus cadáveres, cortados em pedaços
pequenos, cães, porcos, abutres, águias, os pássaros do céu e os peixes do
oceano".
Como seus antepassados, Assurbanipal
vangloriava-se de sues feitos sangrentos. Após rechaçar uma rebelião na Babilônia,
o monarca deixou registrado a atitude punitiva severa: "Erqui um muro diante
das grandes portas da cidade. Mandei esfolar os chefes da revolta e cobrir o
muro com suas peles. Uns foram enterrados vivos
na construção, outros foram crucificados ou empalados ao longo do muro. De vários
mandei arrancar a pele na minha presença e revestir este muro
com ela. Mandei dispor as cabeças em forma de coroas, e os cadáveres
trespassados em forma de grinaldas."
Apesar da ferocidade o rei Assurbanipal seria lembrado como
o estudioso que se gabava de sua própria
instrução, e que criou a grande biblioteca de Nínive
com uma coletânia com obras em caracteres cuneiformes, hoje responsável
por muito do que se
sabe dos povos da Mesopotâmia. Durante o seu reinado, que durou cerca de
quarenta anos a técnica do baixo-relevo atingiu maiores proporções. As
fachadas e as salas dos palácios estavam, a perder de vista, cobertas de tapeçarias
de pedra:
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Em um painel de pedra que decorava o palácio do rei Assurbanipal, em Nínive, arqueirosassírios colocam em fuga um contigente de árabes montados em camelos. Bando de árabes,.ansiosos por butins, rondavam as fronteiras meridionais da Assíria no Século VII a.C.,obrigando Assurbanipal a montar expedições punitivas.
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