Úlcera
Em geral benigno, esse mal pode agravar-se.
Mas existem medidas de cuidado e proteção
Úlcera
peptica é um nome genérico, dado às lesões na camada interna
superficial do aparelho digestivo, mais precisamente no esôfago,
estômago ou duodeno. O número de pessoas que sofrem dessa
moléstia é superior ao dos que procuram médicos, pois boa
parte das pessoas que têm úlcera não sente nada de anormal.
Ás vezes, a primeira manifestação é vomitar sangue ou
escurecimento anormal das fezes, o que sinaliza a presença de
sangramento na parte alta do aparelho digetivo.
As úlceras têm sido comuns na atualidade, pois em muitos casos
estão associadas às condições estressantes da vida moderna.
Múltiplos fatores podem estar envolvidos. É muito importante a
familiarização com essas situações, a fim de proteger e
previnir o seu aparecimento. Estudos recentes têm demonstrado
que a presença de uma bactéria chamada Helicobacter
pylori tem alguma responsabilidade no
desenvolvimento de úlcera; e alguns acreditam poder favorecer a
instalação de doenças malignas.
O diagnóstico de uma úlcera é feito com facilidade através de
exame endoscópico, quando também é colhido material para
pesquisa da bactéria.
SINTOMAS
O
principal sintoma de uma úlcera é dor ou queimação atrás da
porção inferior do osso esterno, que pode irradiar-se para as
costas ou mais à direita, se for localizada no duodeno. A
característica principal dessa dor é sua manifestação quando
o estômago está vazio, cessando tão logo nos alimentamos. Por
essa razão, suas vítimas acordam à noite com fortes dores no
estômago, causadas pela acidez da úlcera.
Na maioria dos casos, as úlceras saram completamente após
tratamento. Algumas podem apresentar sangramento e, mais
raramente, perfurar a parede estomacal, transformando-se em
emergência médica. O problema é mais freqüente no sexo
masculino e se manifesta entre 25 e 40 anos. Nessa faixa, são
mais comuns as úlceras no duodeno. Depois dos 40, há mais
úlceras gástricas.
RECOMENDAÇÕES
>
O tratamento da úlcera mudou bastante nos últimos anos. O uso
generoso de leite e derivados já não é recomendado. Devido à
quantidade de cálcio do leite, há um estímulo para maior
produção de acidez estomacal. O alívio produzido é apenas
temporário, piorando a longo prazo. Para neutralizar a acidez,
recomenda-se o uso de muita água, no intervalo das refeições.
> Deve-se evitar bebidas tais como café, chá-preto,
ché-mate, chocolate, e outras que contenham cafeína.
> Os alimentos não devem ser ingeriodos muito quentes. O
calor almenta o desconforto gástrico. Também devem ser evitados
alimentos congelados e gordurosos.
>Suco de couve, uma vez ao dia, dá bons resultados na
cicatrização da úlcera. Batata produz efeito neutralizador de
acidez e deve ser usada diariamente. Óleo de oliva, tomado em
jejum, ajuda a aliviar o desconforto no estômago e promove bom
funcionamento intestinal.
> Fumo e álcool estão fora de lugar, quando se tem úlcera.
O cigarro retarda o esforço curativo do organismo e favorece a
recaída.
> Nem sempre é útil alimantar-se em pequenas quantidades,
com mais freqüencia. O melhor é a manutenção de três
refeições diárias. A última deve ser bem leve, e tomada
várias horas antes de dormir.
> A menos que tenha sido prescritos por um médico, os
medicamentos devem ser evitados. Principalmente a aspirina, pelo
risco de provocar hemorragia. Descarte-se também os antiácidos,
tão populares no passado. Seu conteúdo de cálcio provoca
acidez depois de passada a primeira fase de alívio. Além disso,
o alumínio, prensente em muitas dessas fórmulas, é danoso para
a saúde.
> A prática diárias de exercícios alivia as tensões e
evita o estresse.
> Para combater a dor, coloca-se uma bolsa de gelo sobre o
estômago, deixando-a por alguns minutos, até obter alívio.
> Qualquer anormalidade deve sempre ser comunicada ao médico.
Embora seja benigna, a úlcera tem riscos potenciais à saúde.
Dr.
Manfred Krusche
Médico