Ginkgo
Remédio natural para os problemas de circulação

Cientificamente nomeado Ginkgo biloba, o ginkgo é uma planta da família das Ginkgoáceas, originária da China, sendo encontrada também no Brasil, nas boas casas do ramo fitoterápico. É de característica dióica, ou seja, existe nas versões masculina e feminina, possui folhas grossas, elásticas, divididas em dois lóbulos. Pode crescer até trinta metros de altura.
Sua longevidade e resistência parecem estar de acordo com a capacidade de ajudar as pessoas a anfrentarem os transtornos da velhice. As propriedades do
ginkgo têm sido objeto de muitas investigações científicas.

PROPRIEDADES

As folhas dessa planta contêm glicosídeos flavonóides, quercitina, luteolina, catequinas, resina, óleo essencial, lipídios e certas substâncias do grupo dos terpenos, específicas do ginkgo : bilobálido e ginkgólidos A, B, C.
Como acontece em fitoterapia, os efeitos da planta se devem à ação conjunta de todos os seus componentes, não sendo possível atribuí-los a nenhum deles isoladamente.
O
ginkgo atua sobre todo o sistema circulatório, melhorando tanto a circulação arterial, como a capilar e a venosa. Possui ação vasodilatadora, aumentando a irrigação sanguínea, diminuindo as resistências periféricas nas pequenas artérias. Compensa parte dos transtornos produzidos pela arteriosclerose. Dimunui a permeabilidade dos capilares, reproduzindo a acumulação de líquidos nos tecidos. Finalmente, tonifica as paredes das veias, reduzindo o acúmulo e facilitando o retorno do sangue.

INDICAÇÕES

A planta é indicada para os seguintes casos:
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Insuficiência circulatória cerebral. Ou seja, falta de irrigação sanguínea no cérebro, manifestada por vertigens, dor de cabeça, zumbidos nos ouvidos, labirintose, transtorno da memória e sonolência.
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Seqüelas de acidentes vasculares cerebrais. Ou tronbose, embolias, etc., acelerando a recuperação e melhorando a mobilidade dos pacientes.
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Arteriopatias dos membros inferiores (falta fe irrigação nas pernas). Permite andar maior distância sem dor.
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Angiopatias (doenças dos vasos sanguíneos) e transtornos vasomotores, como a chamada doença de Reynaud (comprometimento da circulação dos membros que deixa as extremidades frias e doloridas), dormência das mãos e pés, frieiras.
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varises, flebites, pernas cansadas e tornozelos inchados.

PREPARO E EMPREGO

Uso interno
Infusão: 40g a 60g de folhas por litro de água. Tomar três xícaras diárias.

Uso externo
Compressas: usar a infusão mais concetrada (100g por litro). Aplicar sobre as mãos ou os pés com problemas circulatórios.
Cataplasmas: esmagar as folhas e aplicar sobre a região afetada.
Banhos de mãos e pés: usar uma infusão de até 100g de folhas por litro de água. Aplicar morna ou quente, uma ou duas vezes ao dia. Melhores resultados são obtidos pela combinação do uso interno, via oral, e a aplicação externa.

Dr. Jorge Pamplona Roger
Autor da Enciclopédia das Plantas Medicinais

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