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PARTICIPAR PARA TRANSFORMAR
Temos ouvido
muitas meias verdades a respeito do quadro político e social do nosso país.
É inegável que, com raras exceções,
existe total descrença na classe política. E esta, tanto no desempenho
das funções do poder Legislativo como do Executivo, tem feito por onde não
merecer confiança. Todavia, a verdade por inteiro desta situação não
é dizer apenas que os políticos não prestam. O que ocorre, na maioria
das vezes, é que os políticos honestos e capazes, que não estejam
comprometidos com o sistema, dificilmente ganham eleições; em outras
palavras, não basta que o político seja honesto e capaz, é preciso ter
recursos financeiros. E, assim, é muito o dinheiro que tem jorrado para
algemar consciências, e para que o candidato tenha espaço na mídia, que
sabemos ser muito cara.
É inegável, também, que a falta de
consciência política e social tem sido a característica mais marcante
dos eleitores brasileiros. Senti isso na própria pele, em 2002, quando
fui candidata ao cargo eletivo de vereadora, na cidade de Niterói-RJ.
Dentre as várias situações por mim vivenciadas, eis as que mais me
chocaram: 1ª) uma amiga disse-me que não poderia votar em mim, porque
havia se comprometido a votar em um candidato, que lhe havia dado material
para construir o muro de sua casa. 2ª) um pastor disse-me que era contra
a candidatura de membros de sua igreja, a cargos políticos. Isso
aconteceu numa quarta-feira. No sábado fui à inauguração de uma
igreja, que pertencia ao distrito desse pastor. Fui convidada para um
almoço, e lá, conversando com alguns “irmãos”, ouvi a declaração
de uma das pessoas que mais haviam se empenhado para a construção dessa
obra, de que não votava em pessoas da sua denominação, e, que ia votar
num candidato que era funcionário da Secretaria de Obras, e havia
conseguido material para ajudar na construção da igreja. Falei-lhe
então que o nome disso era CORRUPÇÃO.
Como "ovelha" desse pastor,
ao qual me referi, no parágrafo anterior, não me surpreendeu a atitude
desta “irmã”. Felizmente, nem todos os pastores dessa igreja pensam
assim.
Teoricamente o Brasil é um país
democrático. Digo teoricamente porque temos esta garantia em nossa Carta
Magna, onde diz, no Título I, Art. 1º, Parágrafo Único o seguinte: “Todo
o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.” Entretanto, para
alcançarmos a democracia plena, no sentido de “governo do povo, pelo
povo para o povo”, ainda temos um longo caminho a percorrer, o qual
será palmilhado, passo a passo, na medida em que o povo for adquirindo
maior consciência política e social.
Será que um povo alienado tem condições
de escolher bons representantes? Óbvio que não.
Participar para transformar! Esse é o
desafio que faço a todos e todas que almejam ver o Brasil transformado em
uma nação mais justa e igualitária.
Especialmente à mulher cristã, faço
um convite especial: venha participar da AMCEC – Associação de
Mulheres Cristãs pela Ética e Cidadania.
Para
maiores informações, mande um e-mail para:
[email protected]
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