UM POUCO DE HIST�RIA
21 de abril
A INCONFID�NCIA MINEIRA

O pat�bulo est� armado no Largo da Lampadosa ao Rio de Janeiro. O dia 21 de abril de 1792. Um corpo balan�a no ar. O enforcado � o her�i - m�rtir da Inconfid�ncia, o alferes Joaquim Jos� da Silva Xavier, alcunhado "Tiradentes". Hoje, neste local, encontra-se sua est�tua de corpo inteiro. Tiradentes foi um dos principais chefes dos movimentos de liberta��o do Brasil dominado por Portugal. No ano de 1790, era bastante cr�tica a situa��o econ�mica da Capitania das Minas Gerais, j� que a produ��o de ouro cada vez mais reduzida, obrigava aos dominadores medidas dr�sticas contra o povo. No principal grupo de pessoas contra o dom�nio portugu�s distinguiam-se: Joaquim Jos� da Silva Xavier (Tiradentes). O Padre Jos� de Oliveira Rolim, o poeta Avarenga Peixoto e �lvares Maciel, al�m de outros como o Sargento - mor Luiz Vaz de Toledo Piza, o poeta Cl�udio Manuel da Costa, o poeta - desembargador Tomaz Ant�nio Gonzaga e Domingos Vidal Barbosa. Pensavam os conjurados, dentre os planos elaborados, criar uma universidade em Vila Rica e abrir escolas para o povo. Era inten��o deles abolir a escravatura dos negros e fundar f�bricas para estimular a industrializa��o. A bandeira ou s�mbolo da Rep�blica teria, por sugest�o de Tiradentes, um tri�ngulo em honra � Sant�ssima Trindade. Ainda por sugest�o de Alvarenga Peixoto, a bandeira teria como divisa um verso do poeta latino Virg�lio, composto das palavras: "Libertas quae ser� tamen" (liberdade ainda que tardia), que � hoje a atual bandeira do Estado de Minas Gerais. A derrama dos impostos (quintos) atrasados, que seria feita pelo novo capit�o - general Visconde de Barbacena, era uma medida para o povo mineiro, o que serviria de pretexto para desencadear a revolta pelos conspiradores. - Vimos anteriormente que a felicidade exige um pre�o isto �, esfor�o, perseveran�a, car�ter.

O pre�o pago por Tiradentes

Tiradentes � um her�i nacional. No seu dia, 21 de abril, as escolas n�o d�o aulas, as f�bricas n�o funcionam, os escrit�rios fecham: o Brasil para, a fim de homenage�-lo. Mas essa gl�ria lhe custou ren�ncias, sofrimentos, a pr�pria vida.

O pre�o pago por Zumbi

Zumbi era o Grande Chefe do Quilombo de Palmares, isto �, o mais importante ref�gio dos escravos negros no Brasil. Esse quilombo, situado numa regi�o do atual Estado de Alagoas, chegou a Ter mais de 20 mil habitantes em 1675. Zumbi lutou heroicamente, junto com seus companheiros, para libertar o seu povo da escravid�o. Por fim, foi preso e assassinado. A sua cabe�a foi espetada num poste, onde ficou at� se decompor totalmente "para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros, que supersticiosamente o julgavam imortal".

O pre�o pago pelo sargento Holenbach

O sargento do ex�rcito S�lvio Delmar Holenbach passeava tranquilamente com a fam�lia no Jardim Zool�gico de Bras�lia. De repente, ouviu gritos de desespero. era um garoto sondo mordido por ariranhas. O sargento entrou imediatamentedentro do viveiro para socorrer o menino. Este foi salvo, mas ele faleceu em conseq��ncia das in�meras mordidas das ferozes ariranhas. Antes de morrer, o sargento Holenbach lamentou que "dezenas de pessoas tenham assistido � minha luta sem fazer nada para deter a f�ria dos animais que me atacavam".

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