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Bermuda: Trapézio mortal
Por Pedro Raul de Medeiros
Há séculos, e mais recentemente, determinada
região atrai a atenção de curiosos e pesquisadores, um lúgubre lugar, um sítio
de densa atmosfera e sombrias lendas: o Triângulo das Bermudas.
Evitado por aviadores experientes e desprezado por pilotos céticos, a zona foi
sempre muito pouco estudada. Um dos que notaram seus fenômenos de modo científico,
foi o professor Wayne Moshejian, físico da Universidade de Longwood, Virgínia.
Observou que, a partir de 1975, satélites de órbita polar ANOA (Administração
Nacional de Oceanografia e atmosfera), a uma altitude de 1500km, apresentavam
defeitos apenas quando se situavam sobre a região das Bermudas. O prof. Wayne
crê que haja algum tipo de energia externa sob a água ou um enorme campo magnético
que apaga as fitas magnéticas nas quais as imagens são registradas, mas que
por causa misteriosa, tal energia não interfere no padrão orbital do satélite.
Defeitos nos instrumentos são comuns na superfície marítima do Triângulo,
situado no Caribe,antigamente batizado de Mar dos Sargaços devido à quantidade
de algas e entulho submarino; pilotos de pequenas e grandes embarcações, assim
como os de aeronaves comerciais falam de frequentes mudanças de navegação por
bússolas desorientadas, a ponto de isto ter se tornado uma piada entre
profissionais: um piloto começa a suar frio manejando os botões enquanto o
co-piloto lhe diz: "Sabia que estamos no Triângulo da Bermudas?" -O
comandante interrompe: "Não posso me preocupar com isso agora, nossa bússola
se descontrolou!".
Piada ou não, de 1800 a 1976 foram computadas pesadas perdas de aviões e
navios na área e que não deixam rastros ou sobreviventes: 143 sumiram sem
deixar traços de óleo, destroços ou corpos flutuando.
Relatos de testemunhas alarmadas ou gravações de comandantes prestes a morrer
nos revelam cenas de pesadelo:
- Um Cessna 172 é literalmente caçado ppor uma "nuvem", com perda do
piloto;- Um avião da Eastern Airlines sofreu perda de altitude, aterrizando em
outro local, não programado. Os passageiros verificaram que seus relógios
pararam na hora da sacudida, sendo que a fuselagem estava quase derretida por
hipotético jato de calor;
- Um membro da tripulação do Queen Elissabeth II vê um avião em rota de colisão
com seu navio, mas aquele desaparece no mar como se este se abrisse para ele; -
Uma grande "Lua Nascente" emerge do oceano, sendo observada pelo
pessoal da USS Josephus Daniels, destróier; o navio é forçado a mudar de
curso e o diário de bordo é apreendido no porto;
Alguns oficiais e comandantes afirmam que sentem uma sensação de estranheza e
que a visão do mar os engana, os fazendo crer que não há terra sob a nave, ou
que o aspecto do oceano muda de cor, ou que não distinguem o horizonte, ou
seja, não observam a habitual linha divisória entre o mar e o céu, mas sim um
nevoeiro esbranquiçado ou mesmo verde.
Outro mistério, aparentemente sem ligação com o Caribe, é o desaparecimento
da família Gerard Gilbert do iate Luny, encontrado à deriva a trinta milhas da
praia de Almofala, Ceará; a embarcação vazia de tripulantes, vagava repleta
de objetos de valor em seu interior, o que descarta a ação de piratas. O diário
de bordo dava como última localização do Luny a ilha de Cabo Verde, Atlântico,
em 3 de Dezembro de 1993, sendo o Iate encontrado em 16 de Janeiro de 1994. O
Triângulo maldito (na verdade um trapézio)vai de Flórida a Porto Rico (local
de forte presença ufológica), e de Bermuda até Flórida novamente.Existem
mais onze regiões no mundo, onde a gravitação e o magnetismo fazem das suas,
alterando o espaço e o tempo: entre Marrocos e Algéria, Planalo do Irã, Pacífico
Norte, Pólo Norte e o Mar do Diabo (Japão-Filipinas); ao sul temos Ilhas Caledônias,
no mar Índico temos a região entre Madagascar e Moçambique, Ilhas Tubudi no
Pacífico Sul, Ilha de Páscoa e a nossa ensolarada Cabo Frio... além do Pólo
Sul, claro.
Pequenos submarinos de pesquisa (leia-se espionagem) encontram, vez por outra,
uns animaizinhos estranhos que os paleontologistas distraídos supõem terem
sido extintos: os Plessiosauros. Acidentes mais prosaicos são motivados, na
região, entre embarcações e baleias e até enormes cargueiros que atropelam
barcos menores. Existem ainda as proverbiais e violentíssimas tempestades com
redemoinhos gigantescos, que podem engolir um barco de médio porte. Mas quando
se trata de aviões, a coisa se complica, embora os erros de leitura, de direção,
do piloto, do mau tempo repentino custem vidas. Por essa razão, estudos feitos
reservadamente pelo exército americano sugerem aos pilotos que contornem a área
o mais possível, se bem que aeronaves comerciais e navios a cruzam sem nada
relatar. Firmas particulares e multinacionais conhecidas demonstram interesse no
local e no Atlântico norte (Açores), mas nada divulgam sobre suas pesquisas.
Até hoje, as hipóteses variam sobre o desaparecimento de tantos veículos:
- Acidentes técnicos, erro humano, temppestades repentinas, choques com animais
marinhos, vulcanismo submarino (Anel de Fogo), anomalias magnéticas, síndrome
do pânico na população sem motivo aparente, bolhas d'água que se elevam e
tragam tudo o que estiver ao redor, UFOs e USOs, ação de piratas, ação de
rede de tráfico de drogas e contrabando, empresas particulares ou
governamentais que sequestram tonelagem para fins escusos, armadilhas de tempo
em que os pilotos não identificam o local e as condições, abalroamentos não
declarados entre duas embarcações e mais...
Seja qual for o motivo, a região merece acurada análise de organismos
internacionais independentes e científicos (os há?), capazes de resolver o
mistério; enquanto o assunto estiver nas mãos de uns poucos, mortes e prejuízos
continuarão a acontecer, preço muito alto a pagar pelo afã de lucros ou por
totalitária intervenção extraterrestre. Devemos evitar o descaso ou a
criminosa omissão.
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