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Brinquedo impossível

Brincando na idade adulta
acabei fazendo um verso,
um avesso quase perverso
de não mais ser criança
e ainda querer brincar.

Sorte contrária à minha
Não mais ser criança e ainda
querer fazer tanta arte
nesta brincadeira à parte
de ser poeta, um dia.

Ah, mania ou loucura
brincando no dia
à hora de trabalhar.
Quando serei adulta
e encontrarei rimas
esquecidas de se cruzar?

Nunca, nunca, nunca
Todas as vezes que cresci
confesso que me arrependi
Bom é ser mesmo criança
Ser poeta, na esperança
desse um dia: Nunca cresci!

* Poesia do livro Revivências (1997), o 3o. da autora.


Regina Souza Vieira
49 anos, Nasceu no Rio de Janeiro, cidade onde reside e da qual gosta muito. Sobre ela, afirma: "sou muito dedicada à minha profissão e me entrego, por completo, à poesia e aos textos que escrevo." É Pós-doutorada em Literatura Brasileira, professora de literatura, inglês, francês e tradutora.
Correio: [email protected]
Página: http://www2.netgate.com.br/~reginasv/

 

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