[Jornal do Leitor] [índice Geral por Autor] [Índice Geral por Gênero] [Esquina da Literatura]
VÁRIAS POESIAS
Lindo disfarce
Gravura esplendida, inspiração Sacramental
Amiga cuja luz brilha qual astro rei
Dourado, luminoso, Ser fundamental
Reinando por ambas (deusas) que enamorei.Inspiração de meus amores. Eu, um mortal!
Antes, convalescente em versos que chorei
No presente instante me foge, um mal...
Aparecem doces anjos! Amordacei.Beijos, afagos, canções, lindos sonetos
Oliváceos, afáveis como tua face;
Reluzente, que, Deus fez num momentoGlorioso, em todos os sentidos latos
Enaltecem, em teu ser (lindo disfarce)
Sendo a mulher que traça o meu destino.Joinville, 1999.
Perdão
Estranho é amar-te e não tê-la.
Pesar do meu pranto e choro
Por mais que tu finja: ao vê-la
Sonhar ou calar : imploroPerdão por perdão: eu peço
Repêso porque desgalgo
Meu canto; não digo: rezo
Refutar? não: rebalso.Tão logo assim vou perde-la?
Troar, serei promissivo
Em versos não mais faze-la.Desejo é o de quere-la
Gerar...Instar...Sandicino
Morrer e assim esquecê-laJoinville, 4 de agosto de 1999.
Saudades
O sol me põe a recordar, consolativo
Diáfano de luz, mesmo escondido,
Tua face alegre, frenética, semeeira,
Torna minha dor, mais do que efêmera.Constrito fico, em silêncio, só te ouvindo
Quando possível, o acaso nos unindo,
E sendo tu, a mais doce companheira
Sinto na alma uma brisa revoeira;Demudado, enleado, conturbativo
Assim me vejo, quando o ocaso vem surgindo
Então me ponho a declamar a noite inteiraVersos que lembrem teu semblante me sorrindo
Até que o lúmem do astro rei, desfurecido,
Me faz rever a tua face alvissareiraJoinville, 23 de junho de 1999.
Silêncio
Teu silêncio: as minhas amarguras.
Angustia e tortura o meu ser
Desprezas... Ignoras... Dissimulas
O que sinto, somente por te ver?Por que razão será que esta ternura
(Direcionada toda a teu prazer)
Não atinge o apogeu da formosura
Que me fascino, quando ao descrever?E nestes tristes versos de aventuras
(Que me surgem das intenções mais puras)
Teu semblante... O sorriso... O teu viver...São sonetos nascidos com lisura
Desenhando a mais bela criatura
Que és tu mulher... anseio e quererJoinville, 1990.
Luiz Delfino de Bittencourt Miranda
42 anos, Consultor ambiental, mora na rua Guarapuava, 341 - Floresta - CEP 89.212-050 - Joinville - Santa Catarina.
Correio: [email protected] ou [email protected]
Página: http://ldelfino.cjb.net/
[Jornal do Leitor] [índice Geral por Autor] [Índice Geral por Gênero] [Esquina da Literatura]
1998-2001 Esquina da Literatura - InfoEsquina.