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Incógnita

Gritos abafados. Gemidos. Dores n'alma;
Entediado. Amargurado por desejos iludidos;
Imperfeições que carrego - perco a calma
Sentindo-te distante - eterno castigo.

Antes, amiga ausente. Incógnita
De quem nunca sequer, vi um sorriso
Encontro-te no acaso, no agora
Sentindo-te presente - e não estas comigo

Ouça-me Deus! Alguém reza e me consola?
Unicamente eu, pecador, estarrecido?
Zaragatas, algazarras, grilharias
Amores que deixei-me por vencido

O'h Pai! Abençoa, nesta imensa aurora
Luminosa que recebo engrandecido,
Infinita amiga, mulher afeiçoada
Vindo ao encontro de quem ficou perdido

E estes sofrimentos que tenho na clausura
Intima, calada, de vãos desentendidos
Recato; Me ponho, sozinho a declamar
A sempre meiga e doce ilusão dos meus sentidos

Joinville, 1999.

Luiz Delfino de Bittencourt Miranda
42 anos, Consultor ambiental, mora na rua Guarapuava, 341 - Floresta - CEP 89.212-050 - Joinville - Santa Catarina.
Correio: [email protected] ou [email protected]
Página: http://ldelfino.cjb.net/

 

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