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Manifesto aos Jovens Poetas
Vivo a beleza de sentir o universo fluindo,
percorro no entardecer toda esta energia,
fico parado, reflito, e a caneta começa a criar,
não sou apenas eu, é a poesia que toma conta de mim,
e tudo vem num momento, no improviso da letra,
e vivo meu estilo na forma do pensamento livre,
sem compromisso com o que pensar, só a reflexão
no espelho do próprio ser da poesia, minha arte!Tantos poetas, tantos sentimentos, tantas escolas!
Choro ao pensar que ninguém mais lê, morrem diante de uma TV
não dialogam, não pensam, não escrevem, o poeta é uma espécie rara!
Os professores artificializam a literatura, não ensinam a escrever...
tantas palavras mortas, fechadas em livros, esquecidas pelo desdém...Os livros que têm saber, as estantes empoeiradas,
a falta de educação em um País tão rico em criatividade,
e lá fora, os não natos, aprendem com nossos autores
a boa literatura, a leitura de suas vidas e se tornam
estrelas que brilham com nossos escritores da livre poesia!Ensaiamos a poesia na internet na esperança...
do nascituro de novos poetas, novas escolas brasileiras,
neo-neo modernista, novos textos, novas redações,
a descoberta de algum estilo que pode estar escondido
(em alguma criança-poeta!)Fecho minha poesia como a noite que cobre o entardecer,
peço um copo de cerveja, olho para o novo alvorecer,
minha terra no Planalto Central, cerrado, o belo pôr-do-sol,
a caneta treme e pára, sei que um dia irei para o céu dos poetas,
(o luar, as estrelas, as musas da poesia!)Joseph Thor
30 anos.
Correio: [email protected]
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