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Musa
Sem haver musa, produzo minha arte.
Qual um cego aspirando maresia,
Não vejo a cor da minha poesia.
Sou um errante que sozinho parte.Quero alguém em quem pense todo dia,
Buscarei quem me seja um baluarte,
Direi: adoro, musa minha, amar-te.
Mas vejo a dor, numa sinestesia.Dor cuja forma vira uma donzela.
Esta me lembra que eu não sei amar,
Mas me apaixono pela doce dama.Se eu pintasse, ela seria a aquarela.
Essa deusa minha obra há de inspirar,
Mas se o pesar tem fim, foge a madama.Fortaleza, 21 de outubro de 1999.
André Marques Lima
20 anos. Aluno de Computação da UNICAMP, amante da capoeira e gosta de jogar RPG.
Correio: [email protected]
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