EU SOU
SECONAFIM SÉTIMO PRIMÁRIO
Membro do Corpo de Reserva
O RESERVISTA DO DESTINO
PROGÊNIE DOS SETE ESPÍRITOS REFLETIVOS
ESPÍRITO MINISTRADOR DOS SUPERUNIVERSOS
Os Seconafins são os espíritos ministradores dos superuniversos
As hostes secoráficas são criadas pelos sete Espíritos Refletivos designados para a sede central de cada superuniverso. Há uma técnica definida, que responde ao Paraíso, associada à criação desses anjos, em grupos de sete. De cada sete seconafins, há sempre um primário, três secundários e três terciários; eles são personalizados sempre nessas proporções exatas. Quando sete desses seconafins são criados, um deles, o primário, é designado para o serviço dos Anciães dos Dias. Os três anjos secundários associam-se aos três grupos de administradores originários do Paraíso, nos supergovernos: os Conselheiros Divinos, os Perfeccionadores da Sabedoria, e os Censores Universais. Os três anjos terciários ficam ligados aos colaboradores trinitarizados ascendentes dos governantes dos superuniversos: os Mensageiros Poderosos, Aqueles Elevados Em Autoridade e Aqueles Sem Nome Nem Número.
Esses seconafins dos superuniversos são uma progênie dos Espíritos Refletivos e, portanto, a refletividade é inerente à sua natureza. Eles são sensíveis refletivamente a cada uma das fases de toda criatura originária da Terceira Fonte e Centro e dos Filhos Criadores do Paraíso; mas eles não são diretamente refletivos para os seres e as entidades, pessoais ou não, originários apenas da Primeira Fonte e Centro. Temos muitas evidências da factualidade dos circuitos universais de informação do Espírito Infinito, mas, ainda que não tivéssemos nenhuma outra prova, as atuações refletivas dos seconafins teriam sido suficientes para demonstrar a realidade da presença universal da mente infinita do Agente Conjunto.
OS SECONAFINS PRIMÁRIOS
Os seconafins primários, designados para os Anciães dos Dias, são espelhos vivos a serviço desses governantes trinos. Pensai sobre o que significa, para a economia
de um superuniverso, poder recorrer a um espelho vivo, por assim dizer, e ali conseguir ver e dele escutar as respostas indubitáveis de um outro ser, a uma distância de mil ou de cem mil anos-luz, e tudo isso feito instantânea e infalivelmente. Os registros são essenciais à condução dos universos, as transmissões prestam um serviço enorme, o trabalho dos Mensageiros Solitários e de outros mensageiros é de muita ajuda, mas os Anciães dos Dias, da posição deles, a meio caminho entre os mundos habitados e o Paraíso – entre o homem e Deus –, podem instantaneamente olhar nos dois sentidos, escutar de ambos os lados, e conhecer ambos os lados.
Essa capacidade – de escutar e ver, por assim dizer, todas as coisas – pode ser perfeitamente realizada, nos superuniversos, apenas pelos Anciães dos Dias e apenas nos seus respectivos mundos-sedes. E, mesmo ali, há limitações: de Uversa, essa comunicação é limitada aos mundos e universos de Orvônton; e, ainda que seja inoperante para os superuniversos entre si, essa mesma técnica de refletividade mantém cada um deles em contato estreito com o universo central e com o Paraíso. Os sete supergovernos, ainda que separados individualmente, desse modo, são perfeitamente refletivos da autoridade superior e integralmente solidários, assim como perfeitamente sabedores das necessidades vindas de baixo, podendo assim prestar colaboração e demonstrar compreensão.
7. O Corpo de Reserva. Um grupo muito grande de seconafins, a série dos sétimos primários, é mantido em reserva, para os deveres não classificados e os compromissos de emergência dos reinos. Não sendo altamente especializados, eles podem funcionar bastante bem em qualquer das funções dos seus diversos companheiros, mas um trabalho especializado é feito apenas nas emergências. As suas tarefas usuais consistem na realização dos deveres generalizados, em um superuniverso, que não são parte do serviço dos anjos de compromissos específicos.
Os seconafins têm a sua origem e as suas sedes centrais nas capitais dos superuniversos; mas, com os seus companheiros de ligação, eles cuidam de todos os lugares, das margens do Paraíso aos mundos evolucionários do espaço. Eles servem como valiosos assistentes para os membros das assembléias deliberativas dos supergovernos e são de grande ajuda para as colônias de cortesia de Uversa: estudantes de astronomia, turistas milenares, observadores celestes e toda uma hoste de outros seres, inclusive seres ascendentes à espera de transporte para Havona. Os Anciães dos Dias têm prazer em designar alguns dos seconafins primários para assistir as criaturas ascendentes, domiciliadas nos quatrocentos e noventa mundos de estudo que rodeiam Uversa; e aqui, também, muitos daqueles das ordens secundárias e terciárias servem como instrutores. Esses satélites de Uversa são as escolas finais dos universos do tempo, que apresentam o curso preparatório para a universidade de Havona e seus sete-circuitos.
Das três ordens de seconafins, é o grupo dos terciários, agregado às autoridades ascendentes, que ministra em escala mais ampla às criaturas ascendentes do tempo. Vós tereis a ocasião de conhecê-los, logo depois da vossa partida de Urântia; se bem que não ireis livremente fazer uso dos serviços deles, até alcançardes os mundos de estada de Orvônton. Vós ireis desfrutar da companhia deles, depois que vos tornardes inteiramente ambientados com eles durante a vossa permanência nos mundos-escola de Uversa.
Esses seconafins terciários são os poupadores de tempo, os abreviadores do espaço, os detectores de erros, os instrutores fiéis e os marcos-guia sempiternos – sinais vivos da certeza divina – colocados, por misericórdia, nas encruzilhadas do tempo, para guiar os passos dos peregrinos ansiosos, nos momentos de grande perplexidade e incerteza espiritual. Muito antes de alcançardes os portais da perfeição, vós começareis a ganhar acesso aos instrumentos da divindade e a ter contato com as técnicas da Deidade. Da época em que chegardes ao mundo inicial das mansões, crescentemente, até fechardes os vossos olhos, no sono preparatório de Havona, para o vosso trânsito ao Paraíso, vós ireis desfrutar da ajuda de emergência desses seres maravilhosos, que tão plena e livremente são refletivos do conhecimento seguro e da sabedoria certa daqueles peregrinos idôneos e confiáveis que vos precederam na longa jornada até os portais da perfeição.
É-nos negado o privilégio completo que seria utilizar desses anjos da ordem refletiva, em Urântia. Eles são visitantes freqüentes em vosso mundo; vêm acompanhando as personalidades designadas para cá; mas aqui eles não podem funcionar livremente. Esta esfera ainda está sob quarentena espiritual parcial, e, alguns dos circuitos essenciais ao seu serviço, não passam por aqui atualmente. Quando este vosso mundo estiver, novamente, restabelecido nos circuitos refletivos a que nos referimos, muito do trabalho, da comunicação interplanetária e interuniversos, será grandemente simplificado e acelerado. Os trabalhadores celestes, em Urântia, encontram muitas dificuldades por causa dessa redução funcional dos seus colaboradores refletivos. Nós, porém, continuamos conduzindo, com alegria, os nossos assuntos, com as instrumentalidades disponíveis, apesar de estarmos, atual e localmente, privados de muitos dos serviços desses seres maravilhosos, espelhos vivos do espaço e projetores da presença no tempo.
O Agente Conjunto é capaz de coordenar todos os níveis de factualidade do universo, de uma maneira tal que seja possível o reconhecimento simultâneo do mental, do material e do espiritual. Este é o fenômeno da refletividade no universo, aquele poder único e inexplicável de ver, ouvir, sentir e saber de todas as coisas, à medida que acontecem em um superuniverso, e de focalizar, por refletividade, toda essa informação e conhecimento em qualquer ponto desejado. A ação da refletividade é mostrada, em perfeição, em cada um dos mundos-sedes dos sete superuniversos. Ela opera também em todos os setores dos superuniversos e dentro das fronteiras dos universos locais. A refletividade, finalmente, focaliza-se no Paraíso.
O fenômeno da refletividade, tal como é observado nos mundos-sedes dos superuniversos, por meio dos feitos assombrosos das personalidades refletivas estacionadas ali, representa a mais complexa interassociação de todas as fases da existência, encontradas em toda a criação. As linhas do espírito podem ser traçadas remontando até o Filho, as da energia física, ao Paraíso, e as da mente, até a Terceira Fonte; mas, para o extraordinário fenômeno da refletividade no universo, há uma unificação, que é única e excepcional, de todas essas três linhas, assim associadas como que para capacitar os governantes do universo a saberem sobre as condições mais remotas, instantânea e simultaneamente com a sua ocorrência.
Nós compreendemos muito acerca da técnica da refletividade, mas há vários aspectos dela que realmente nos desconcertam. Sabemos que o Agente Conjunto é o centro universal do circuito da mente, que Ele é o ancestral da mente cósmica e que a mente cósmica opera sob o controle da gravidade absoluta da mente da Terceira Fonte e Centro. Sabemos, ainda, que os circuitos da mente cósmica influenciam os níveis intelectuais de todas as existências conhecidas; que eles contêm os informes espaciais universais e também, com toda a certeza, que eles se focalizam nos Sete Espíritos Mestres e convergem para a Terceira Fonte e Centro.
A relação entre a mente cósmica finita e a mente divina absoluta parece estar evoluindo na mente experiencial do Supremo. Foi-nos ensinado que, no alvorecer dos tempos, essa mente experiencial foi outorgada ao Supremo, pelo Espírito Infinito, e nós conjecturamos que certos traços característicos do fenômeno da refletividade possam ser explicados apenas quando se postula a atividade da Mente Suprema. Se o Supremo não estiver envolvido na refletividade, ficamos sem poder explicar as transações intrincadas e as operações infalíveis dessa consciência do cosmo.
A refletividade parece ser a onisciência dentro dos limites do experiencial finito, e pode representar a emergência de uma presença de consciência no Ser Supremo. Se essa suposição for verdadeira, a utilização da refletividade, em qualquer das suas fases, será equivalente a um contato parcial com a consciência do Supremo.