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N�o se sabe ao certo quais foram os primitivos habitantes da Espanha, todavia os estudos realizados provam que a pen�nsula ib�rica foi habitada nas idades em que o homem europeu ainda desconhecia o uso dos metais.

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Pois numerosos vest�gios dessa �poca tem sido encontrado tais como : objetos de pedra lascadas, figuras de animais, objetos de pedra polida, j�ias toscas, tecidos grosseiros, restos de cer�mica e outros, e no tempo de Cristo a pen�nsula ib�rica estava integrada no Imp�rio Romano e era dominada pela estrutura pol�tica de Roma onde o latim era a l�ngua oficial, e pelos documentos e escritos os romanos nos informa que a pen�nsula era habitada pelos Iberos (em latim Iber) empregado pelos escritores latinos e gregos para designar os povos n�o pertencentes aos grupos dos Fen�cios que teriam desembarcados na parte meridional da Espanha em tempos anteriores a Homero e se espalhados pelo interior  e fundados a cidade de C�dis, com o nome de Gades e, mais tarde vieram os Gregos por volta do s�culo IX antes de Cristo e penetraram pelo interior da pen�nsula e fundaram as cidades de Rosas, Denia e Sagunto com suas adiantadas civiliza��o hel�nica.

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E no s�culo V antes de Cristo a pen�nsula foi invadida pelos Celtas provenientes da Fran�a e que ap�s sangrentas batalhas acabaram dominando a parte setentrional da Espanha, por�m com o decorrer do tempo acabaram fundindo-se com os Iberos e se transformando em pac�ficos agricultores.

Com a perda da Sic�lia para os romanos, os Cartaginenses que mantiam rela��es comerciais com a Espanha deste antes do in�cio das guerras p�nicas, voltaram suas vistas para a pen�nsula ib�rica que era um riqu�ssimo dep�sito de trigo, prata, cavalos e guerreiros o que lhes serviam de grande utilidade na luta que mantinham com a rep�blica romana e por este motivo os Cartagieneses tentaram conquistar a Espanha e para isto Am�lcar Barca investiu ferozmente contra a tenaz resist�ncia de Indortes e Istol�cio e a ajuda dos Oretanos que habitavam as nascentes do Guadalquivir e os montes de Toledo sob o comando do chefe Orison durante nove anos at� a morte quando se afogou ao atravessar um rio no ano de 229 antes de Cristo, e na dire��o dos Cartagineses o grande chefe Asdr�bal que procurou atrair os Iberos para as suas for�as e fundou a cidade de Cartagena com o nome de Nova Cartago, todavia no ano de 221 antes de Cristo ele encontrou um fim tr�gico quando apunhalado por um escravo do patriota Tago que Asdr�bal mandara crucificar, por isto o   grande guerreiro An�bal filho de Am�lcar Barca assumiu o poder e de imediato cercou e destruiu a col�nia grega de Sagunto que se mantivera fiel a Roma, e com a riqueza de que se apoderou An�bal armou uma poderosa esquadra e reuniu um forte exercito para invadir o norte da It�lia, todavia o comandante das legi�es romanas Cipi�o mais tarde chamado de O Africano se colocou em marcha para Espanha e ofereceu tenaz resist�ncia em uma terr�vel batalha em que obrigou ao ex�rcito Cartagineses a fugir da luta sempre perseguido atrav�s da �frica at� a cidade de Cartago onde foram derrotados e a cidade completamente destru�da.

Depois de expulsar os Cartagineses os Romanos resolveram assenhorear-se de todo o territ�rio espanhol, por�m a conquista da Espanha n�o foi uma tarefa f�cil, pois os Iberos e os Celtiberos que haviam apoiado os Romanos contra os Cartagineses, n�o tardaram em voltar as armas contra os aliados da v�speras em virtude da tirania dos c�nsules romanos encarregados do governo, da� surgiram os primeiros m�rtires da luta pela independ�ncia espanhola que foram Ind�bil e Mand�nio.

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Ent�o o grande chefe lusitano Viriato empreendeu uma guerra em que venceu os melhores generais romanos e destro�ou as melhores tropas, por�m no ano de 140 antes de Cristo, Viriato acabou sendo assassinado trai�oeiramente a mando do general romano Cipi�o. Com o desaparecimento do chefe lusitano e a conseq�ente domina��o da regi�o pelos romanos, a luta concentrou-se em Num�ncia, pequena cidade do norte da Espanha que defendeu-se heroicamente contra diversos generais romanos at� o ano de 133 antes de Cristo quando se viram impossibilitado de continuar na luta, mais tarde ao iniciar-se em Roma a Guerra civil entre Mario e Sila o general Sert�rio que era partid�rio de Mario, refugiou-se na �frica de onde foi chamado pelos lusitanos sublevados para organizar um ex�rcito no modelo de Roma, o qual venceu muitos ilustres generais da Legi�o de Roma, por�m ao ser morto trai�oeiramente  em um banquete os espanh�is acabaram sendo submetidos aos generais romanos Pompeu e Metelo.

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E neste per�odo houve alguns pequenos levantes que foram reprimidos por Julio C�sar. E no reinado de Augusto os Asturianos sublevaram-se; por�m foram prontamente subjugados pelas poderosas Legi�es de Roma.

Com a constitui��o da unidade espanhola a pen�nsula ib�rica foi dividida ao criar-se as prov�ncias de Tarragonense, Lusitania e B�lica e mais tarde o Imperador Constantino fez nova divis�o territorial quando manteve as tr�s prov�ncias primitivas e criou as da Galacia e a Cartaginense e ao ser instaurada a chamada Paz Otaviana come�ou para a Espanha um per�odo de grande prosperidade ao ser fundada diversas cidades e que entre elas se destacavam as de Sarago�a, Badajoz, M�rida e Le�o, o que tornou a Espanha como um grande centro de cultura onde surgiram grandes imperadores tais como Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aur�lio e Teod�sio e entre os ilustres escritores tinham Seneca, Quintiliano, Marcial, Lucano, S�lio, It�lico, Pomp�nio Mela e outros mais, e o cristianismo que come�ara a se estender pelo imp�rio romano chegou a Espanha por interm�dio do Ap�stolo Santiago.

No fim do s�culo IV e logo ap�s a morte de Teodorico o grande e vasto imp�rio Romano foi dividido em oriental e ocidental, e nesta ocasi�o se precipitaram contra as fronteiras do imp�rio ocidental as terr�veis hordas de b�rbaros pertencentes aos povos dos Suevos que se estabeleceram na Galacia e na Lusit�nia, os V�ndalos na Andaluzia e M�rcia, os Alanos nas prov�ncias do centro e sudoeste e os Visigodos que se lan�aram contra as prov�ncias Tarragonense e Cartaginenses sob o comando do chefe Ataufo.

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Que no ano de 415 da nova era se apoderou da Catalunha e se constituiu no primeiro rei Visigodo da Espanha quando estabeleceu a sua corte em Barcelona com uma monarquia eletiva, e os reis Visigodos que o sucederam viveram em constantes guerras contra os Romanos e com os Servos at� que em 476 com a destrui��o do Imp�rio Romano do Ocidente por Odoacro, com isto o rei Visigodo Eurico senhor da Espanha procedeu como um s�bio e um excelente legislador, pois promulgou o primeiro c�digo Visig�tico no qual introduziu muitos elementos do direito romano, e para reunir sob o seu dom�nio toda a Espanha, Eurico empreendeu terr�veis batalhas contra as cidades que lhe opuseram resist�ncia, como no caso de Tarragona onde n�o deixou pedra sobre pedra ao arrasa-la completamente. E dentre os reis Visigodos temos a destacar o grande Leovigildo que reinou de 573 a 586 com sua corte estabelecida em Toledo e par expandir os seus dom�nios ele conquistou a Galicia ao vencer os Cantabros que haviam se sublevado, expulsou os Bizantinos que ocupavam alguns pontos do sul da pen�nsula e como rei cat�lico ele procurou realizar a unidade territorial da pen�nsula � base d unidade religiosa, no entanto apesar de n�o ter conseguido o seu objetivo, ele contribuiu poderosamente para a fus�o dos Visigodos com os Ibero-Romanos.

E a grande transcend�ncia hist�rica foi o reinado de seu filho e sucessor que ao abra�ar o catolicismo deu in�cio aos famosos conc�lios de Toledo cujas reuni�es eram tratado os assuntos pol�ticos e religiosos e, desta maneira foram sucedendo outros reis cat�licos at� chegar a �poca de Dom Rodrigo.

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Quando no ano de 711 se deu a invas�o �rabe atrav�s de um ex�rcito de berberes e negros que cruzaram o norte da �frica e penetraram na Espanha sob o comando de Tarik e, depois por Musa para derrotar as for�as crist�s dos Visigodos e conquistar a Espanha que se encontrava dividida pela pol�tica interna, deste modo todo o territ�rio espanhol de monarquia visig�tica passou a ser um emirado dependente do califado de Damasco at� o ano de 756 quando se deu a guerra civil que aniquilou a dinastia dos Omniadas atrav�s da dinastia dos Ab�ssidas e na oportunidade o pr�ncipe Adderrhamem que sobreviveu ao mortic�nio, ao fugir pelo norte da �frica at� atingir a Espanha assumiu o t�tulo de chefe dos crentes ao fundar o califado de Cordova que foi o primeiro desmembramento do imp�rio �rabe que durou at� o ano de 1031 com continuas lutas dos emires e califas com os mu�ulmanos insurretos e com os reis e pr�ncipes crist�os que lutavam em terr�veis batalhas para reconquistarem o territ�rio p�trio, e com estas batalhas culminaram com o termino do imp�rio �rabe que deixou na Espanha valios�ssimos vest�gios de sua civiliza��o e a forma��o de numerosos reinos que tornaram a Espanha num brilhante centro das ci�ncias e das letras.

Ap�s sete anos da derrota dos Visigodos nas margens do Barbate, o pr�ncipe Pelacio, de estirpe hispanoromana levantou o estandarte da independ�ncia espanhola ao agrupar os Visigodos refugiados nas matas da cordilheira Cantabro-Asturiana para fundar o reino de Oviedo que mais tarde dilatou-se pelas Ast�rias sob o governo de Ramiro I em 850 e se estendeu at� Le�o no ano de 924 no tempo de Ordonho II, e seguindo o exemplo de Palario, ouros chefes tamb�m levantaram o pend�o da independ�ncia e se lan�aram contra os invasores de Castela, Arag�o e Navarra. E com a morte do rei de Navarra Dom Sancho O Grande em 1035, ele deixou como herdeiro do condado de Castela a sua mulher que dividiu entre os seus filhos Ramiro o condado de Arag�o que se manteve independente e ao outro filho Fernando I o condado de Castela a que se agregou ao de Le�o ap�s a morte de Bermudo III, e reuniu sob a sua autoridade os reinos de Castela, Le�o, Galiza e Ast�rias que entretanto voltaram a ficar separados ap�s a sua morte.

E alguns anos mais tarde Dom Sancho II conseguiu reuni-los sob a sua influencia ap�s as guerras que manteve com os irm�os de Dom Fernando I que havia repartido os seus dom�nios entre eles.

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Com a morte de Dom Sancho II no cerco de Zamora ele foi sucedido pelo seu irm�o Dom Afonso VI que se encontrava refugiado na corte do rei de Toledo e que de imediato reuniu as coroas de Castela e Le�o ap�s ter sido for�ado pelo caudilho Rodrigo Divar de Bivar a quem os Mouros chamavam de Cid O Campeador a jurar que n�o interferiria na morte de seu irm�o dom Sancho II, e em virtude das humilha��es sofridas o novo rei imediatamente ap�s ter subido ao trono, mandou desterrar de seus dom�nios o ousado castelhano e partiu para conquistar a cidade mu�ulmana de Toledo com o auxilio de numerosos cavaleiros franceses, e logo ap�s despojar o seu irm�o Dom Garcia ele reuniu aos seus dom�nios o reino da Galiza, e com isto o governante mu�ulmano de Sevilha Ibn Tashfin ao se sentir amea�ado pediu auxilio aos Almor�vidas e cruzou o estreito e derrotou Dom Afonso VI em Zalaca.

Dom Afonso VI foi sucedido no trono por sua filha Dona Urraca que ap�s um reinado totalmente desastroso sob todos os aspectos, acabou sendo substitu�da pelo seu filho Dom Afonso VIII que deu in�cio a dinastia francesa numa �poca em que a Espanha era um teatro de continuas lutas internas, e com auxilio dos guerreiros de Castela, Arag�o, Catalunha e Portugal ele alcan�ou uma brilhante vit�ria na batalha de Navas de Tolosa, e mais tarde os Mouros que haviam conquistado a cidade de Silves e outras terras ao sul atacaram e venceram na famosa batalha de Alarcos o bravo Dom Afonso VIII que ao ser gravemente ferido acabou vindo a falecer e sendo substitu�do pelo grande rei Dom Fernando III O Santo que fez um governo excepcional e que ao subir ao trono de imediato castigou exemplarmente os fidalgos que haviam procurado lan�ar o reino numa guerra civil, e no reinado de Dom Jaime I foram conquistada as ilhas Baleares e a cidade de Val�ncia e ao reconquistar as cidades de Cordova e Sevilha que estavam sob o poder dos mu�ulmanos, com isto as suas fronteiras ficaram com grandes extens�o de costa.

E por ser um �timo legislador, bom pol�tico, organizador consciencioso, protetor da cultura e da arte e promotor do fomento nacional ele fundou as Catedrais de Burgos e Toledo, erigiu a Universidade de Salamanca, transferiu a Universidade de Pal�ncia para Valhadolid por influ�ncia do Arcebispo de Toledo Dom Rodrigo Ximenez de Rada.

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E como seu sucessor teve o seu filho Dom Afonso O S�bio que se tornou um dos maiores escritores cl�ssico em l�ngua espanhola. E com o correr do tempo, a guerra com os Mouros prosseguiram e nela se distinguiram brilhantemente as ordens militares e no ano de 1350 subia ao trono Dom Pedro I chamado por uns de O Cruel e por outros de O Justiceiro que sustentou um tenaz luta com alguns fidalgos castelhanos que haviam se refugiado em Portugal para se vingar da morte de Dona In�s de Castro, e devido as desaven�as acabou sendo assassinado em Montiel pelo seu irm�o bastardo e seu sucessor Dom Henrique de Transt�mara que desta maneira vingou a morte de sua m�e, e para atrair � sua causa ele concedeu muitos privil�gios aos nobres que o apoiavam e com Dom Henrique II termina a dinastia de Borgonha e tem in�cio a de Transtamara, com o correr do tempo a nobreza que apoiara as pretens�es de Dom Henrique ao trono, adquiriu grande poder durante o seu reinado e assim como nos dos reis que se seguiram.

 

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