E no momento em que a sede do califado transferiu-se de Medina para Damasco onde os Omiadas reconheceram a import�ncia de dominar o mediterr�neo, e em 670 um ex�rcito �rabe chefiado por Uqba Ibn Nafi fundou a cidade de Al-Cairouan que passou a servir de base para opera��es militares mais distante. E no ano de 711 o general liberto e governador da faixa ocidental do Magrebe Tarik Ibn Ziyad venceu o visigodo Rodrigo rei da Espanha. E a frente de seu ex�rcito com auxilio de berberes convertidos, ele atravessou o estreito e desembarcou em Jabal-i-Tariq e no ano de 712 uma nova leva de �rabes chegaram � regi�o no momento em que grande parte da Espanha Central j� tinha sido ocupada, e seguiram as suas conquistas atrav�s de Medina, Sid�nia, Sevilha e M�rida e estabeleceram uma nova capital em C�rdoba �s margens do rio Guadalguivir e, ao prosseguirem em dire��o norte eles cruzaram a cidade de Tours na Fran�a em 732 onde foram derrotados, com isto a expans�o do isl� entre os Berberes n�o garantiu o apoio, a seguran�a e a estabilidade por eles desejadas em virtude das constantes mudan�as promovidas pelo califado central e em raz�o dos interesses das diversas tribos e pela mistura de etnia e cultura dos povos.
Onde os �rabes formavam a aristocracia, os Berberes que eram considerados como sendo uma classe inferior, os Moss�rabes que eram os habitantes da pen�nsula e mantinham o credo crist�o, os Mualad�es quer eram filhos de m�es escravas habitantes da pen�nsula e que se converteram ao Isl� e, tamb�m os Judeus e os escravos que reivindicavam igualdade de condi��es e direitos junto aos �rabes. E em decorr�ncia dos fatos entre os anos de 739 e 740 a insatisfa��o generalizou-se e transformou-se em uma revolta aberta sob a bandeira do Isl� carijitas que lutaram contra o governo Om�ada do oriente, com isto foi elevado ao poder � dinastia Ab�ssida em 750 que constituiu uma civiliza��o muito superior em Al-Andalus.
E reconheceu a soberania religiosa do califa com o objetivo de fortalecer o reino peninsular, de consolidar as rotas comerciais do mediterr�neo e garantir uma rela��o com Biz�ncio oriente o qual asseguraria o suprimento de ouro, e cujo territ�rio tinha uma grande mistura de povos crist�os, judeus e mu�ulmanos de varias etnias, principalmente de �rabes e Berberes que marcaram profundamente a cultura espanhola com um legado de arte, arquitetura, l�ngua e tradi��es que transformou C�rdoba em um centro de referencia da �poca, e com o correr do tempo a hegemonia pol�tica de Al-Andalus controlava o triangulo formado pela Arg�lia, Sijilmasa e Atl�ntico e a Espanha ocidental e nesta �poca o imp�rio germano-romano estabeleceu rela��es diplom�ticas com o califado e pequenos fortes crist�os do norte da pen�nsula que acabaram reconhecendo e aceitando a superioridade do califado que tinha as bases do poder assentadas na capacidade econ�mica proveniente de um com�rcio importante, uma industria desenvolvida e um conhecimento agr�cola revolucion�rio e uma economia baseada em uma moeda de ouro que se tornou a principal moeda da �poca, tudo isto fez com que o califado de C�rdoba se tornasse a principal economia urbana e comercial que floresceu na Europa. Depois do desaparecimento do imp�rio romano Abd al Rahman III que era apaixonado tanto pela religi�o como pela ci�ncias seculares.
E um primeiros s�bios a chegar foi Abbas Ibn Firmas para ensinar musica que um ramo da matem�tica e para atualizar a corte de Abd al Rahman III e, com o correr do tempo come�ou a investigar a mec�nica do v�o ao construir um par de asas armadas numa estrutura de madeira para sua primeira tentativa de voar, e mais tarde construiu um planet�rio que simulava fen�menos meteorol�gicos, como os raios e trovoes. E anos depois os matem�ticos de C�rdoba come�aram a dar suas contribui��es pessoais, quando o matem�tico e astr�nomo de Andaluzia Maslamah al Majriti ao escrever in�meros trabalhos sobre matem�tica e astronomia, e ao estudar e elaborar a tradu��o dos trabalhos de Ptolomeu e ampliar e corrigir as tabelas astron�micas de Al Khawarizmi, e tamb�m ao compilar as tabelas de convers�o que relacionavam as datas dos calend�rios Persa com as datas da H�gira para que os eventos do passado Persa fossem datados com precis�o, e ele foi precedido por outros cientistas competentes como Ibn Abi Ubaydah de Val�ncia, Al Zargali not�vel matem�tico e astr�nomo que viveu em C�rdoba e que combinou o seu conhecimento te�rico com a habilidade t�cnica para constru��o de instrumentos para uso astron�mico e de um rel�gio d'�gua e construiu de forma eficiente nas famosas tabelas Toledanas e de livro de tabelas, e um outro s�bio muito importante foi Al Bitruji que desenvolveu uma teoria sobre o movimento estrelar baseado no pensamento de Arist�teles em seu livro de forma. Os cientistas da Espanha mu�ulmana tamb�m contribu�ram de forma exuberante para a medicina com excelentes cl�nicos na Andaluzia quando estudaram os trabalhos dos m�dicos gregos traduzidos pela famosa Casa da Sabedoria em Bagd� e entre eles temos Ibn Shuhayd com sua obra sobe o uso de drogas, Abu al Qasim al Zahrawi que foi um dos mais famosos cirurgi�o da idade m�dia que escreveu o livro Tasrif que traduzido para o latim se tornou o texto medico obrigat�rio nas universidades europ�ias, Ibn Zuhr conhecido como Avenzoar era um clinico habilidoso que descreveu pela primeira vez os obsessos peric�rdicas e Ibn Al Khatib m�dico historiador, poeta e estadista que escreveu um importante livro sobre a teoria do cont�gio e nesta �poca a Espanha mu�ulmana tamb�m trouxe grandes contribui��es para a �tica m�dica e higi�nica atrav�s dos mais eminentes te�logos e juristas que ente eles podemos citar Ibn Hazm. E na bot�nica Ibn al Baylar foi um dos mais famosos bot�nico andaluz que escrever o livro Drogas Simples Alimentos que era um comp�ndio das plantas medicinas nativas da Espanha e do norte da �frica, e no principio por mera curiosidade sobre o mundo e seus habitantes, os s�bios da Espanha mu�ulmana come�aram com os trabalhos de Bagd� e depois prosseguiram por suas pr�prias contas um estudo em parte por quest�es de ordem econ�mica e pol�tica da geografia b�sica da Andaluzia principalmente atrav�s de Ahmad Ibn Muhammad al Razi, e outros ge�grafos que aqui podemos citar como o caso de Al Bakri que era um importante ministro na corte de Sevilha que publicou um trabalho voltado para a geografia da pen�nsula ar�bica, Al Idrisi que estudou em C�rdoba, e que depois de viajar muito se estabeleceu em Sic�lia onde escreveu o livro de Roger no qual descreveu a geografia sistem�tica do mundo, e nesta �poca in�meros s�bios na Andaluzia se devotaram ao estudo da hist�ria e das ci�ncias ling��sticas que era a principal das ci�ncias sociais cultivada pelos �rabes.
E uma outra grande �rea da atividade intelectual na Andaluzia foi a filosofia, onde foi feita uma tentativa de lidar com os problemas intelectuais surgidos com a introdu��o da filosofia grega no contexto isl�mico e um dos primeiros a lidar com a quest�o foi Ibn Hazm que foi descrito como um dos gigantes da hist�ria intelectual do Isl� e entre os muitos fil�sofos podemos citar Ibn Bajjah, Ibn Tufayl, Ibn Rushd que alcan�ou a mais not�vel reputa��o, pois sendo um aristot�lico apaixonado, e a sua obra sobre o desenvolvimento da filosofia ocidental quando traduzida para o latim, teve um efeito duradouro. E quando se fala em arte isl�mica temos que nos render � criatividade de uma arte e de uma arquitetura caracter�stica de uma civiliza��o que dominou grande parte do mundo durante muito tempo, e que n�o se limita a uma �nica etnia e sim a diversas sob o signo da autentica identidade supranacional com grande diversidade culturais que tomaram formas locais e regionais e no prim�rdios do Isl� surgiu de imediato uma arte rica e variada com base na tradi��o cl�ssica das artes bizantinas, persas e nos povos orientais subjugados e que deram como resultado uma arte tipicamente mu�ulmana e entre as artes decorativas hispano-mu�ulmanas merecem destaques os arcos, os entalheis, o uso do bronze os objetos de madeiras, a cer�mica vidrada, as pias para ablu��es, os tecidos de seda bordados e os livros ricamente encadernados,
E durante o per�odo de 756 a 929, oito emires se sucederam numa �poca brilhante sobre o ponto de vista cultural, ainda que obscurecida por diversos levantes, at� que Abdul Rahman III decidiu fundar um califado ao se declarar como emir Al-Muminin, e se outorgando al�m do poder temporal, o espiritual sobre a comunidade mu�ulmana, este califa como o seu sucessor Al-Hakam II, que durante o seu governo soube de forma brilhante formar a integra��o �tnico-cultural ente os Berberes, �rabes, Hisp�nicos e Judeus ao apaziguar a popula��o a pactuarem com os crist�os e mandou construir e ampliar numerosos edif�cios ao se cerca do que havia de mais erudito na �poca e para isto temos como exemplo a constru��o da mesquita de C�rdoba, cuja obra teve continuidade com o seu sucessor Al-Hakam II, no entanto nem todos os sucessores destes brilhantes califas seguiram as suas pol�ticas t�o aceitada, com isto surgiram os primeiros focos de resist�ncias, a ap�s alguns anos de guerras civil, o califado foi finalmente abolido.
Com isto Dom Afonso VI liderando um ex�rcito crist�o retomou a cidade de Toledo e dando inicio a reconquista espanhola, e isto fez surgir o ressentimento �tnico religioso quando mercen�rios mu�ulmanos e crist�os como a figura de El Cid que estavam dispostos a lutar contra seus pr�prios correligion�rios que mantivessem determinadas posi��es de poder. Enquanto isto no Magrebe ocidental surgia um movimento pol�tico e religioso numa tribo Berbere do sul que eram os Lamtuna que fundaram a dinastia dos Almor�vidas com o objetivo de estabelecer uma comunidade pol�tica com os ensinamentos isl�micos do te�logo Abdallah Ibn Yasin, ao aderiram ao isl� ortodoxo, e os seus seguidores ficaram conhecidos como Al-Murabitum (o povo dos monast�rios e na historiografia ocidental como os Almor�vidas) e em pouco tempo empreenderam uma serie de campanha e formaram um imp�rio que compreendia parte do norte da �frica e da Andaluzia e no ano de 1055 sob a chefia de Ibn Tashfim os Almor�vidas penetraram na pen�nsula e conquistaram Sijilmasa e Awdaghust que eram importantes centros comerciais de ouro trans-sahariano quando venceram as tropas de Dom Afonso VI em Sagrajas e fundaram a cidade de Marrakesh que passou a ser a capital do reino Almor�vidas.
Enquanto isto Dom Afonso VI retomava a cidade mu�ulmana de Toledo, com isto o governante mu�ulmano de Sevilha ao se sentir amea�ado pediu ajuda, com isto Ibn Tasfin cruzou o estreito e derrotou Dom Afonso VI e retornou a Marrocos e em novo avan�o ele submeteu seus aliados mu�ulmanos e anexou toda a Espanha mu�ulmana ao seu vasto imp�rio que ia do rio Senegal ate o rio Ebro, com isto a Andaluzia se transformou numa simples prov�ncia de Marrocos, no entanto essa unifica��o pol�tica n�o durou muito tempo em virtude das dificuldades econ�micas, inquieta��o social e das desaven�as entre as comunidades judaica e crist� que geraram uma s�rie de revoltas, enquanto isto surgia um novo movimento religioso em Magrebe que era os Almoadas para amea�ar a supremacia dos Almor�vidas.
Foi que surgiu em Ja�n a dinastia Nasari fundada por Al-Ahmar Ibn Nasr, o c�lebre Abenamar do romanceiro que deu novos alentos aos mu�ulmanos, com sede em Granada seu reino compreendia as regi�es granadina, almeriense e malaguenha e parte da Murcia e cercado de grande instabilidade em virtude de estarem ao norte os reis cat�licos e ao sul os sult�es Marinidas de Marrocos e que apesar de tudo a cidade de Granada se constituiu como uma grande metr�pole em seu tempo onde acolhia mu�ulmanos de todas as partes do mundo. E em meados do s�culo XIII, tudo o que restava da Espanha mu�ulmana era o reino de Granada na costa sul da pen�nsula ib�rica, pois os crist�os tinham reconquistado C�rdoba em 1236, Sevilha em 1248 e em breve todo a pen�nsula ib�rica se tornou crist� e o ponto decisivo se deu no final do s�culo XV quando do casamento de Fernando de Arag�o com Isabel de Castela e Leon que unificaram a Espanha e fortaleceram os ex�rcitos crist�os.
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