Com os monarcas visig�ticos submetendo v�rios de
seus c�digos legislativos � aprova��o de conc�lios como foi o caso do fuero Juzzo do
s�culo X que foi aprovado pelo concilio de Toledo e em vista dos acontecimentos passou a
imperar o lema um s� reino, uma s� religi�o.
E no ano de 1235 o dominicano Ramon de Pe�aforte a
mando do Papa elaborou um regimento inquisitorial e com o correr do tempo as
persegui��es contra os c�taros em Arag�o foi perdendo as for�as apesar dos esfor�os,
por conta disto o Papa Greg�rio IX em 1238 alertou aos reis e os bispos o dever de
perseguir os hereges de acordo com as normas estabelecidas pela santa f�, e no Viscondado
de Castelbon em Arag�o foi que as atividades inquisitorial sob o comando de Guilherme de
Montgrin se tornou mais severas, ao condenar mais de cinq�enta hereges e ao exumar
dezoito cad�veres de albigenses para que seus ossos fossem queimados em ef�gie seguindo
a antiga tradi��o inquisitiva que infligia pelas post mortem, enquanto que no resto da
Espanha as atividades anti-hereticas ficaram quase que inexistentes.
E entre os anos de 1320 e 1339 o maior expoente da inquisi��o espanhola foi o dominicano Nicolau Eymerich, o grande inquisidor de Arag�o que elaborou o manual dos inquisidores (Directorium Inquisitorum) com algumas caracter�sticas marcantes como o sigilo do processo imposto ao acusado que os autos de f� seriam cerim�nias abertas ao publico e festivas onde eram pronunciadas as senten�as contra os hereges, ap�statas, bruxos e os feiticeiros que nesses eventos abjuravam publicamente as heresias, e outros eram fustigados e torturados, e os condenados � morte eram executados na fogueira, e no s�culo XV a persegui��o aos mouros que se encontravam acuados em Granada e aos judeus chegou ao auge, com isto muitos mouros com receio de serem expulsos se converteram ao cristianismo ao aceitarem o batismo e de serem chamados de mouriscos enquanto que os judeus que aderiram a tal pratica passaram a cognominar-se de marramos. E no ano de 1478 os reis cat�licos Fernando de Arag�o e Isabel de Castela que buscavam a meta nacional que ficou conhecida como a reconquista pediram ao Papa Sisto IV o reavivamento da inquisi��o, no que foram atendidos pela bula Exigit Sincerae Devotionis Affectus com o car�ter misto e aut�nomo no qual o poder civil poderia designar os inquisitores sem pr�via anu�ncia da santa f� e os primeiros inquisitores designados pelos monarcas foram os freis dominicanos Miguel Murillo e Juam de San Martim que se estabeleceram em Sevilha onde a aglomera��o judaica era de grande monta, com isto houve um grande p�nico entre os mouriscos e os marranos que se refugiaram nos castelos dos grandes senhores feudais, e atrav�s de uma proclama��o de 2 de Janeiro de 1481 os dois inquisidores ordenaram aos grandes senhores que entregassem os perseguidos sob pena de excomunh�o, com isto as pris�es acabaram de enchendo de �rabes e de judeus batizados, o que levou com que os marrranos se insurgissem e por conta disto decidiram assassinar os inquisidores, por�m a conjura��o foi abortada em raz�o da mesma ter sido delatada aos freis inquisidores.
Com isto muitas cidades acostumadas aos seus privil�gios secularmente conferidos pelos soberanos atrav�s dos fueros acabaram resistindo � interven��o de estranhos em seus costumes e na autonomia local quando se revoltaram em varias regi�es como Navarra, Sevilha, Zaragoza, Granada, Toledo, Barcelona e Val�ncia onde muitos inquisidores foram assassinados em atentados, e diante desses fatos em 31 de Janeiro de 1482 o Papa Sisto IV atrav�s de uma bula protestou com veem�ncia, quando amea�ou cassar o poder designatorio dos reis e exigiu que os recursos decorrentes dos confiscos dos bens fossem encaminhados a Roma e que os nomes das testemunhas fossem comunicados aos acusados, por�m em virtude das amea�as por parte dos reis cat�licos, o Papa Sisto IV acabou recuando em vista da imensa import�ncia da Espanha para a propaga��o do cristianismo e em Outubro de 1483 os reis catolicos nomearam a mais conhecida, odiada, temida e expressiva figura que foi o dominicano Tomas Torquemada que era o prior do convento de Santa Cruz em Segovia como o inquisidor geral de Castela, Arag�o, Le�o, Catalunha e Val�ncia como o benepl�cito do sumo pontificie, que de imediato come�ou por reorganizar e reformar os tribunais do santo oficio, quando demitiu os inquisidores que tinham dado provas de parcialidade ou que pelo seus car�ter eram ineptos para as fun��es, estendeu as atribui��es do santo oficio a numerosos crimes ou delitos como heresia impl�cita e se esfor�ou de todas as maneiras para evitar os erros e os abusos cometidos pelos primeiros inquisidores, e a partir de 1484 passou a redigir o regulamento organizacional e os procedimentos da inquisi��o espanhola que foi completada por Deza em 1500 e por Cisneiro em 1516 e copilada por Alonso Manrique e consolidada no ano de 1561 por Fernando Valdez.
E nestes tribunais inquisitooriais os acusados tinham uma prepara��o terrivel pois eram convidados a confessar mediante suplicas, amea�as e demosntra�ao dos intrumentos de suplicio, que n�o podiam ostentar car�ter cruento, por este motivo o mais utilizado era o da �gua ao lado do pol� e dos cordeles, que eram cordas progressivamente apertadas em torno dos bra�os e das coxas e se confesse o condenado confessasse durante o tormento, seguia-se a condena��o e caso o acusado suportasse as dores poderia ser absolvido e comprometendo-se a n�o declarar nada a terceiros sobre os sofrimentos, e como as torturas somente podia ser infligida uma �nica vez , os inquisidores recorriam ao subterf�gio do adiamento da sess�o para prosseguimento posterior. As penas aplicadas aos hereges eram jejum obrigat�rio, peregrina��o, proibi��o de perman�ncia em determinados lugares, pratica religiosa obrigat�ria, pris�o inclusive domiciliar, utiliza��o do sambenito que era um habito em forma de saco que se enfiava pela cabe�a nas cores amarela e vermelha, fragela�ao e a morte pelo fogo.
E com decorrer do tempo foram institu�dos os crimes
de juda�smo e de maometismo o que acarretou intensa persegui��o aos adeptos da reforma
protestante e entre os reformistas os mais visados foram os erasmitas que eram adeptos de
Erasmo de Rotterdan, os luteranos e os intimistas que renegavam qualquer tipo de culto
externo, os m�sticos, os iluminados, as beatas, e entre os fatos mais relevantes temos
que em 1579 em Estremadura foi encontrado m�sticos entre os jesu�tas, o caso da beata
Eugenia de La Torre que foi condenada a morte na fogueira em Toledo por participa��o em
orgia libidinosas, at� Ign�cio de Loyola fundador da Companhia de Jesus tamb�m esteve
sob suspeita da inquisi��o que o processou e o absolveu por suspeitarem dos seus
exerc�cios espirituais, Santa Tereza de �vila tamb�m foi processada e absolvida sob
acusa��o de iluminismo e por volta de 1510 o monge franciscano Melchor da cidade de
Oca�a que havia profetizado a convers�o total dos mouros, a queda dos tronos, a
convuls�o total da cristandade e a transfeencia do papado para Jerusal�m, que ao
dirigir-se a Joana de La Cruz a convidando-a a com ele gerar um filho que seria um novo
messias, acabou sendo denunciado por Joana ao inquisidor geral Cisneiro, que o processou e
o condenou a fogueira, e no ano de 1558 a infanta Joana inaugurou a censura, institu�da
pela sans�o pragm�tica que listou diversas obras proibidas que passaram a ser proibida
as suas aquisi��es por cat�licos sob pena de condena��o � morte, e uma vitima desta
censura foi o Frei Luis de Leon que era professor da Universidade de Salamanca que foi
acusado de assumir em aulas sua posi��o iluminista e por gesto acabou sendo preso
durante o periodo de 1572 a 1576 e que ao reassumir sua c�tedra, come�ou a primeira aula
dizendo " como diz�amos ontem ". E no final do s�culo XVI destacou-se a figura
sinistra do Duque de Alba que em seu tribunal de sanue mandou torturar e matar muita gente
com a contemplacencia das autoridades eclesiasticas da �poca que prosseguiam na luta da
inquis�ao mais en�rgica contra os protestantes quando novas figuras criminosas foram
criadas, como a sodomia, a bestialidade, o homossexualismo, a necrofilia e a mancebia sob
a compet�ncia dos tribunais do santo oficio e quase todas passiveis de morte pelo fogo.
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