Espanha e Portugal s�o paises amigos que tem hist�ria comum, l�ngua aproximadamente igual, tradi��es id�nticas e pontos de contacto da cultura e civiliza��o freq�entes e ao conhecermos melhor a hist�ria da Espanha se compreende melhor a hist�ria de Portugal.
Era filho de Fernando I que recebeu o trono de Le�o por heran�a direta do seu pai e Castela por morte de seu irm�o Dom Sancho II e apoderou-se do reino da Galiza ao mandar prender o seu irm�o Garcia, e ao conquistar Toledo acabou estabelecendo a sua corte ali, ao tomar a cidade mediterr�nica de Valen�a, Dom Afonso VI o abandonou ap�s reconhecer que n�o havia vantagem em sustentar uma pra�a de guerra encravada em territ�rio inimigo, e ao se confrontar com o celebre Cid o Campeador, ele acabou sendo derrotado nas batalhas de Zalaca e Ucl�s. Dom Afonso VI foi um dos reis que maior influencia exerceu na gestada reconquista do territ�rio de Portugal quando chamou alguns fidalgos e aventureiros europeus para tomarem parte na luta.
Dom Afonso VII
(1126 a 1157 ) Na hist�ria da Espanha ele e chamado de O Imperador por ter estendido em larga escala o seu territ�rio com as vit�rias alcan�adas sobre os Mouros e a sua mais famosa conquista foi � cidade de Almeria que se constitu�a em um importante porto ao sul da Espanha, e em 5 de Outubro de 1143 ele reconheceu a independ�ncia de Portugal pelo tratado de Samora, e com a sua morte os seus reinos foram repartidos entre os seus filhos conforme o costume das monarquias peninsular da �poca, com isto Dom Fernando II ficou com o territ�rio de Le�o onde instituiu a Ordem de Santiago de Compostela que tornou vulgarmente conhecida como Santiago da espada e que foi introduzida em Portugal por Afonso Henrique, e Dom Sancho III com o reino de Castela.
Dom Afonso VIII ( 1158 a 1214 ) Era filho de Dom Sancho II e que ao herdar o trono era muito jovem, por este motivo no inicio de seu reino ocorreram sangrentas batalhas pela posse do poder que foram travadas em fam�lias rivais dos Castros e dos Laras, e ao atingir a maioridade Dom Afonso VIII afastou a tutela e a influencia de ambas as fam�lias sobre o seu reino.
E no momento em que Dom Afonso IX se uniu aos Mouros eles atacaram os reis cat�licos de Arag�o, Castela e Portugal que tinham as mesmas indulg�ncias concedidas aos cruzados do oriente pelo sumo pont�fice, e com a celebra��o da paz atrav�s do tratado assinado Dom Afonso IX comprometeu-se a casar com Dona Bereng�ria filha do rei de Castela, por�m em raz�o de consang�inidade o casamento acabou sendo anulado.
Dom Henrique I ( 1214 a 1217 ) Foi elevado ao trono em virtude da morte de seu irm�o Dom Fernando herdeiro presuntivo ao trono a batalha de Alar�os, e durante o seu curto reinado o pa�s foi governado pela sua irm� e sucessora Dona Bereng�ria.
Dona Bereng�ria ( 1217 a 1217 ) Foi coroada como rainha de Castela na cidade de Valhadolid por ter herdado o trono em virtude da morte de seu irm�o Dom Fernando e Dom Henrique e na oportunidade o seu ex-marido o rei leon�s Dom Afonso IX que se encontrava separado em virtude da anula��o do casamento, n�o aceitou a coroa��o de Dona Bereng�ria em virtude de querer ocupar o lugar de monarca castelhano. Dona Bereng�ria na oportunidade n�o acedeu �s exig�ncias e ainda sustentou as pretens�es de seu filho Dom Fernando III ao reino de Le�o, contra os hipot�ticos direitos de Dona Dulce e Dona Sancha filhas de Dom Afonso IX e de Dona Tereza de Portugal. E para isto em vez de se entregar �s lutas est�reis e destruidoras, Dona Bereng�ria pagou as filhas de Dona Tereza uma avultosa pens�o para garantir a sucess�o de seu filho Fernando III ao trono de leon�s.
Dom Afonso X ( 1252 a 1284 ) Como infante entrou em Portugal � frente de um exercito para defender a soberania e os direitos de Dom Sancho II, e se indisp�s com os guardi�es dos conventos franciscanos da Guarda e de Covilha, e com os bispos das dioceses de Braga e Coimbra para impedir o cumprimento da bula pontifica contra Dom Afonso III, e no ano de 1267 Dom Afonso X que em muito se interessava pela restaura��o da diocese de Silves, concedeu a Dom Afonso III na pessoa de seu neto Dom Dinis a posse das terras Algarvias com o trato de serem entregues ap�s a sua morte. No entanto, quando Dom Dinis visitou Dom Afonso X para ser armado cavaleiro acabou concedendo a efetiva e imediata posse das terras homejada pelo monarca, fato este que causou profundo desgosto a sua m�e que acabou abandonando Portugal ao se retirar para a corte castelhana, e sob o seu governo e que foi dado � exist�ncia jur�dica ao principio da hereditariedade real em Castela que at� ent�o era simplesmente consuetudin�ria e foi quando as ordens militares de Alc�ntara, Calatrava e Santiago conseguiram grandes prest�gios e expans�o e no ano de 1268 Dom Afonso X extinguiu o tributo simb�lico que Portugal deveria pagar ao rei de Le�o, com isto completou a independ�ncia de Portugal.
Era conhecido como o Empresado, em virtude da lenda de dois fidalgos que haviam sido injustamente condenados � morte, e que profetizaram no momento em que iam sendo conduzido ao local do suplicio que o rei morreria dentro de um m�s. E ao se realizar a profecia a rainha vi�va Dona Constan�a de Portugal ficou com o encargo de reg�ncia do reino em virtude da menoridade de seu filho Dom Fernando IV, e devido as suas poucas qualidades para o desempenho da fun��o ele se viu envolvido pelos perigos das lutas internas, que provocadas pelos elementos da nobreza logo se transformaram em uma guerra civil.
A menoridade deste soberano foi
violentamente perturbada por in�meras convulsos, e ao pacificar os seus turbulentos
vassalos e reinar em paz, embora por vezes tivesse de aplicar duras e cru�is justi�as e
em conseq��ncia da press�o exercida pelos maometanos os reis cat�licos congregaram-se
e derrotaram os infi�is na famosa batalha de Tarifa com a ajuda do exercito de Dom Afonso
XI.
E um dos monarcas castelhanos mais
duramente tratado pela hist�ria em virtude de ter se manchado de sangue das in�meras
vitimas, e que devido aos seu desejo de vingan�a contra alguns fidalgos castelhanos
refugiados em Portugal, ele negociou com o rei Dom Pedro I de Portugal que era o seu tio,
o escambo dos perseguidos em troca de dois culpados pela morte de Dona In�s de Castro.
Dom Henrique de Transt�mara filho bastardo de Dom Afonso XI e de Dona Leonor de Gusm�o ao assassinar o seu irm�o Dom Pedro I em Montiel para vingar a morte de sua m�e e de seu irm�o Dom Fradique ele se apoderou do trono e concedeu muitos privil�gios aos nobres que o apoiaram, com a inten��o de atrair a sua causa outros elementos influentes.
Quando herdou o trono de Castela Dom Henrique III ainda mantinha a menoridade e nesta �poca instalou-se nos seus reinos um ambiente de terror e anarquia devido aos constantes combates entre Portugal e Castela e ao tomar conta do governo Dom Henrique III conseguiu dominar a situa��o ao impor a sua autoridade de forma en�rgica ao obrigar muitos nobres que se tinham locupletado com bens da coroa a restituir tudo aquilo que haviam subtra�do ao dom�nio r�gio, com isto come�ou a se manifestar o absolutismo dos monarcas que tinham no carrasco um valioso auxiliar, e ao estabelecer nas Ilhas Can�rias um ponto de apoio para novas empresas guerreiras na �frica, os estados peninsulares come�aram a olhar com interesse para o mar!
Herdou o trono de seu pai Dom Henrique III no pr�prio amo de seu nascimento, e o seu reinado caracterizou-se por continuas desordens, tuburlencias e abusos de todas as esp�cies em virtude da fraqueza do rei perante a arrog�ncia da nobreza e a fraca administra��o de seu ministro �lvaro de Luna que veio a ser decapitado em virtude da interfer�ncia de Dona Isabel de Portugal rainha de Castela que mandou que ele fosse detido e julgado. E na �poca da assinatura em Medina Del Campo do tratado de paz firmado entre Portugal e Castela chegou ao fim a guerra da independ�ncia travada entre os dois paises e falecia o grande her�i desta guerra o General Dom Nuno �lvares Pereira.
O seu reinado ficou conhecido pela anarquia que se registrou em virtude de sua fraqueza e desmando que permitiu que seu nome e de sua mulher Dona Joana de Portugal fosse enxovalhado tanto em vida como em mem�ria que deles ficou ao serem destronados em ef�gies na cidade de �vila pelos arrogantes nobres castelhanos que na ocasi�o ofereceram o trono ao seu irm�o Dom Afonso e sua irm� Dona Isabel.
Assumiu o reino ap�s afastar do trono dos seus antepassados a conhecida beltraneja Dona Joana de Castela ao aproveitar o pretexto corrente de que ela era filha adulterina e na �poca Dom Henrique IV desejava que ela se cassasse com o rei de Portugal Dom Afonso V e que sua filha Dona Joana se unisse em matrimonio com o futuro rei Dom Jo�o III, porem Dona Isabel que era extremamente voluntariosa acabou se casando com pr�ncipe aragones Dom Fernando V e que receberem a designa��o corrente de os reis cat�licos. E ao derrotarem os Mouros e conquistarem a cidade de Granada, eles afetaram os �rabes e expulsaram os Judeus da pen�nsula ib�rica, com isto deram um passo importante para unifica��o espanhola ao introduzirem o tribunal da inquisi��o cujas a��o religiosa e o poder civil empregava m�todos de atua��o muitos cru�is que acabaram por restringir os privil�gios da nobreza e estabeleceram o absolutismo r�gio na Espanha sob relativa forma moderada ao fundarem um institui��o designada por La Santa Hermandad que tinha como objetivo a persegui��o de malfeitores e assegurar a ordem publica e para dar assist�ncia e combate a mis�ria.
Teve no Padre Adriano Dedel como seu preceptor o de�o de Lovaina, e no inicio de seu reinado considerava a Espanha como uma depend�ncia da Flandres, fato este que causou s�rios aborrecimentos quando teve que enfrentar algumas desordens e revoltas onde a principal foi a dos Comuneros que acabaram sendo derrotados em Valhadolid e com o correr do tempo Dom Carlos I foi se integrando ao modo de vida dos espanh�is que passaram a estimar e o respeitar, com isto ele se tornou o mais poderoso dos monarcas espanh�is quando levou os dom�nios espanh�is a uma extens�o quase ilimitada de seus dom�nios geogr�ficos, e por n�o querer que a Espanha e a Alemanha estivessem unidas sob a mesma coroa, acabou levando a Dom Carlos I a abdicar o trono imperial a favor de seu irm�o Dom Fernando I e do trono espanhol em favor de seu filho Dom Filipe II, e o seu reinado ficou seriamente marcado em virtude do c�lebre assalto a cidade de Roma que sofre as maiores afrontas, pois quando da morte do comandante das tropas imperiais a soldadesca praticou os maiores abusos e destinos na cidade eterna, e quando da morte de sua m�e Dona Joana em 1555 ele entrou para o convento de Yuste.
Neto do rei Dom Manuel I de Portugal e filho de Dom Carlos I da Espanha que nasceu no dia 21 de Maio de 1527 em Valhadolid, e durante o seu reinado sustentou uma terr�vel guerra contra a Fran�a que suspeitava que um hipot�tico filho do rei da Espanha e de Maria Tudor chegasse a ser rei comum na Inglaterra, Espanha e Paises Baixos ent�o sob o dom�nio da coroa espanhola, e nesta guerra se travou a c�lebre batalha de S�o Quintino, e par selar a paz foi assinado o tratado de C�teau-Cambresis no qual ficou acertado que Dom Filipe II se casaria com Isabel de Valois, filha de Henrique II da Fran�a. E para comemorar a vit�ria alcan�ada na Batalha de S�o Quintino o rei Dom Filipe mandou construir o mosteiro de Escurial e atrav�s de seu irm�o Dom Jo�o da �ustria o ex�rcito espanhol venceu a famosa batalha de Lepanto e no ano de 1587 a armada inglesa destru�ram a esquadra espanhola que se encontrava fundeada no porto de Cad�s, e por este motivo o rei organizou com auxilio da frota naval portuguesa a celebre armada invenc�vel que foi destru�da pela incompet�ncia do Duque de Medina Sid�nia que era o chefe da armada espanhola e pela ast�cia do almirante brit�nico com a ajuda de fortes temporais, e na �poca os Pa�ses baixos se revoltaram contra o jugo espanhol em virtude das diverg�ncias de mentalidade e as diferen�as de religi�o, com isto eles se manifestaram com tal vigor que se formaram em dois blocos e conseguiram a independ�ncia quando � parte norte formou a Holanda com uma republica protestante e a parte sul se constituiu na B�lgica com uma monarquia cat�lica.
A quem os espanh�is chamaram de ap�tico e que ao assumir ao trono espanhol decretou a expuls�o dos Mouros que haviam sido for�ados a disseminar-se pelos reinos de Castela, Galiza e Andaluzia com a inten��o de diminuir a densidade da popula��o mourisca na regi�o de Granada onde se manifestavam as tend�ncias separatistas com o desejo da independ�ncia, e devido ao seu forte apoio pela canoniza��o da rainha Santa Isabel o mesmo veio acontecer em 1625.
Por ter herdado o trono ainda muito jovem, ele teve em seu irm�o bastardo
Dom Jo�o da �ustria como seu regente em seu governo. Com fraca qualidade de governante e
com um temperamento muito dif�cil ele encontrou a morte ainda cedo, com isto estourou uma
guerra de sucess�o pela disputa do trono da Espanha entre os pretendentes Filipe de Anjou
que tinha como opositor o Arquiduque Carlos da �ustria, e neste per�odo confuso na
Espanha os ingleses ocuparam o morro de Gibraltar e os paises baixos aumentaram a sua
autonomia em virtude da autoridade da Espanha ser simplesmente nominal por faltar um valor
real em virtude de uma car�ncia de influencias efetivas, e atrav�s do tratado de Utreque
mais tarde confirmado pela paz de Rastadt e que teve fim � guerra de sucess�o e o
reconhecimento de Filipe de Anjou como rei da Espanha em virtude de o Arquiduque Carlos de
�ustria ter sido aclamado imperador por morte de seu irm�o, pois n�o convinha �s
grandes pot�ncias europ�ias restaurar o imp�rio de Carlos V.
Firmou-se no trono espanhol em virtude do resultado da guerra de sucess�o com ep�teto de animoso pela intrepidez demonstrada durante o conflito, e que teve como sua primeira esposa Dona Maria Luisa de Sab�ia e em segundas n�pcias Dona Isabel Farn�sio que dominou os acontecimentos pol�ticos da Espanha em virtude de Dom Filipe V n�o ser dotado de grandes qualidades para governar, e por este motivo o monarca teve como regente a rainha Dona Isabel Farn�sio e o pol�tico Jos� Pati�o, e no ano de 1724 Dom Filipe V resolveu abandonar o governo ao abdicar o trono a favor de seu filho Dom Luis, por�m a morte prematura do jovem rei obrigou-o a voltar a interessar-se pelos assuntos da administra��o publica da Espanha que se levantou da letargia em que tinha ca�do e come�ou a progredir sob diversos aspectos e deu-se um grande desenvolvimento a difus�o da cultura e a instru��o com a funda��o das academias de hist�ria, l�ngua e medicina.
Ao herdar o trono de seu pai, ele elevou a Espanha a um alto grau de prosperidade ao chefiar o pa�s com grandes prest�gios e competentemente ao ser rodeado por pessoas honestas e de grandes valores. Com isto o seu governo foi de paz e tranq�ilidade e para isto ele recusou a todo custo a entrar nas atividades b�licas da guerra dos sete anos da qual a pol�tica europ�ia queria arrasta-lo, e por suas nobres atitudes ele foi chamado de O Pacificador.
Diz-se dele que quem na verdade governava a Espanha era a sua esposa Dona Maria Luiza de Parma e o pr�ncipe da paz Manuel Francisco Domingos de Godoy y �lvares de Farias Rios Sanchez Zargosa que como ministro espanhol intrometeu-se demasiadamente nos neg�cios pol�ticos da Fran�a atrav�s da monarquia e pela republica e devido a sua pol�tica d�bia ele entrou em Portugal � frente de um ex�rcito na qualidade de capit�o general durante a campanha do rousilh�o quando se apoderou da cidade de Oliven�a e mais um indeniza��o de guerra atrav�s do tratado de paz de Badajoz, e ao participar como um dos negociadores da assinatura do tratado de Fontaineblau que deu poderes para que a Fran�a invadisse Portugal, Napole�o Bonaparte serviu-se dele para arrasar Portugal e praticamente dominar toda a pen�nsula ib�rica. E o povo espanhol que estava cansada do governo inepto do rei e de seu ministro que tantas desilus�es causava, e ao recearem que a fam�lia real espanhola se mudasse para alguma das cidades da Am�rica a exemplo da corte portuguesa, teve em 1808 as suas esperan�as redobradas, quando o pr�ncipe herdeiro e futuro Dom Fernando VII promoveu uma revolta em Aranjuez ao colocar a coroa sobre a sua cabe�a, com isto Napole�o Bonaparte abra�ou a id�ia de uma mudan�a no trono espanhol e para isto sugeriu a abdica��o de Dom Fernando VII. E em cerim�nia realizada no pal�cio r�gio da vila de Aranjuez Dom Carlos IV assumiu o trono espanhol, com o povo sublevado tentando linchar o ministro Manuel de Godoy que teve que se esconder para escapar da morte, e devido � desastrosa pol�tica praticada em todo o territ�rio espanhol e pelas numerosas intrigas diplom�ticas posta em a��o, acabaram colocando a independ�ncia da p�tria que os reis cat�licos haviam criada em grande perigo quando o monarca espanhol em Baiona se viu obrigado a entregar-se a Napole�o Bonaparte ao curvar a cabe�a a todas as suas imposi��es ao acusar de desleais as personagens desta farsa, e em 10 de Maio de 1808 Napole�o Bonaparte tomava legalmente em suas m�os os destinos da Espanha, cuja pol�tica ele manobrava h� muito tempo em conseq��ncia das abdica��es de Dom Carlos IV e Dom Fernando VII. E para governar o trono espanhol, Napole�o Bonaparte elevou o seu irm�o Jos� como rei da Espanha durante o per�odo de 1808 a 1813.
No inicio de seu reinado o povo madrileno se revoltou contra o dom�nio franc�s e as vingan�as impostas pelos seus opressores com os famosos fuzilamentos de Moncloa, e quando da pris�o sob as ordens de Napole�o Bonaparte em diversos castelos e pal�cios da Fran�a do infante Dom Carlos Maria Isidro que nunca havia cedido as imposi��es imperiais, come�ou a guerra da independ�ncia com a cidade de Saragoza sofrendo um horr�vel cerco, assim como Gerona.
E em 1810 a guerra come�ou a ser favor�vel aos espanh�is com as vit�rias nas batalhas de Bu�aco e de Fuentes de O�oro e em Ciudad Rodrigo que se defendeu valorosamente ao cerco que lhe foi posto e com a vit�ria alcan�ada na batalha de Arapil perto de Salamanca em 1812 a guerra praticamente teve o seu fim, embora as atividades b�licas prosseguissem moderadamente por algum tempo em ritmo moderado.
Dona Isabel II ( 1833 a 1868 ) Quando seu pai Dom Fernando VII morreu, Dona Isabel II era muito pequena e por este motivo a sua m�e Dona Maria Cristina de Bourbon ficou como sua regente no governo do trono espanhol, onde defendeu corajosamente os direitos e interesses de sua filha contra o pretendente do trono Dom Carlos Maria Isidro de Bragan�a e Bourbon que havia sido afastado da Espanha por ser considerado como um obst�culo � revoga��o da lei s�lica. Ap�s ter afastado o seu contendor, a rainha vi�va que apesar de contar com as dedica��es incondicionais daqueles que a cercava, n�o conseguiu vencer as dificuldades levantadas pela pol�tica liberal que mobilizavam uma enorme multid�o que pediam a sua morte, e por este motivo � mesma teve que abandonar a capital espanhola em segredo e no dia 30 de Setembro de 1868 Dona Isabel II teve de abandonar o territ�rio espanhol e partir para o ex�lio ao atravessar a fronteira em Hendaye em virtude dos sobressaltos revolucion�rios. E com a sa�da da rainha Dona Isabel II foi nomeado como regente do trono espanhol o general Francisco Serrano que encaminhou para estudo a vota��o da assembl�ia constituinte v�ria hip�tese para a escolha do regime e elei��o do chefe de estado, e da vota��o realizada subiu ao trono espanhol o Duque de Aosta Dom Amadeu de Sab�ia, e durante o seu reinado foi fundada a Cruz Vermelha Espanhola, construiu-se o primeiro barco a vapor utilizado na Espanha e que recebeu o nome de El Delfin e foi criada a primeira via f�rrea entre Barcelona e Matar� e iniciou-se a constru��o da linha f�rrea para liga��o entre Madrid e Lisboa.
Era filho do unificador da It�lia o rei Vitor Manuel que em 16 de Novembro de 1870 foi eleito como rei da Espanha e que em 2 de Janeiro de 1871 entrou em Madrid um dia ap�s o assassinato do primeiro ministro o General Jo�o Prim y Prata, e devido �s dificuldades encontrada para governar com dignidade, acabou abdicando em 11 de Fevereiro de 1873.
Estanislau Figueras y Moragas foi empossado em fevereiro de 1873 e
durante o seu curto governo foi proclamado o Estado Catal�o independente de Madrid embora
federado a republica espanhola, e em Junho de 1873 ele abdicou o governo.
Dom Afonso XII ( 1875 a 1885 ) Foi proclamado pelo ex�rcito espanhol como rei da Espanha em Sagunto por iniciativa do General Martinez de Campos num dos muitos pronunciamentos de que � f�rtil a hist�ria da Espanha. E ao entrar na Espanha atrav�s da cidade de Barcelona em 9 de Janeiro de 1875, ele julgou que com sua aclama��o as lutas partid�rias acabariam e que os carlistas se submetessem, em virtude de seu temperamento muito popular e feitio af�vel e pelos seus dotes de simpatia e dedica��o pelo seu povo, no entanto as condi��es sociais e pol�ticas que o envolveram n�o lhe foram favor�veis apesar do seu desempenho � frente do encargo com muita dignidade, compet�ncia e rara dedica��o, como na conferencia de Berlim quando se desinteressou de defender os direitos que podia sustentar sobre certas zonas da �frica, onde ficou com apenas alguns diminutos territ�rios deste continente at� ent�o disputado por meios b�licos entre diversas pot�ncias, e apesar de tudo Dom Afonso XII foi alvo de dois atentados que ocorreram na Calle Mayor e na Bas�lica de Atacha em Madrid e no dia 25 de Novembro de 1885 o monarca faleceu de tuberculose no pal�cio do Pardo.
Herdou o trono espanhol antes de seu nascimento e durante a sua menoridade a Espanha foi governada por sua m�e Dona Maria Cristina de Habsburgo, e no transcurso de seu reinado ele deu acolhimento aos mon�rquicos portugueses ap�s a implanta��o da republica em Portugal, e no dia 5 de Outubro de 1910 ele teve que conter algumas incurs�es militares que pretendiam restaurar o antigo regime e entre elas a mais famosa ocorreu em Junho de 1912 chefiado pelo celebre oficial mon�rquico Henrique Mitchel de Paiva Couceiro, e ocorreu a perda de Cuba, Am�rica, Filipinas e Oceania as ultimas terras que possu�a e em 26 de Julho de 1909 ocorreu uma grande atividade subversiva que ficou conhecida como semana tr�gica de Barcelona, e o ex�rcito espanhol sofreu diversas derrotas em v�rios lugares e, sobretudo em Marrocos durante a primeira grande guerra mundial, e no dia 13 de Setembro de 1923 o General Primo de Rivera realizou o golpe de estado que lhe entregou o poder. Com isto teve inicio o per�odo de governo que ficou conhecido como ditadura que ap�s algumas revoltas acabou caindo em 29 de Janeiro de 1930, e no dia 12 de Abril de 1931 se realizou as elei��es municipais que resultaram no ex�lio do Rei Dom Afonso XIII e na proclama��o da segunda republica em 14 de Abril de 1931.
Foi f�rtil em acontecimento a hist�ria da segunda republica espanhola, pois dois governos reivindicaram para si o car�ter de representante autentico do povo espanhol, o movimento chefiado por Francisco Franco e a frente popular encabe�ada por Manuel Aza�a e que com a proclama��o da republica em 11 de maio de 1931 a guerra civil espanhola rebentou, com a famosa queima dos conventos em Madrid e em outras cidades espanholas e na oportunidade foram destru�dos e danificados cerca de oitenta edif�cios religiosos, em 31 de Dezembro registrou-se os assassinatos de Castiblanco perto de Badajoz e no dia 8 de Julho de 1932 os de Villa Fradique na zona de Toledo quando foi proclamado o regime comunista local e em Janeiro de 1933 os de Casas Viejas na Andaluzia meridional e no m�s de Outubro de 1934 ocorreu � subleva��o das Ast�rias que foi reprimido pelo poder publico com excessivas viol�ncias sangrentas, e no momento em que o General Sanjurjo tentou dominar o poder na Espanha que era manobrado por agitadores profissionais e anarquistas, ele acabou fracassando com seu golpe de for�a ao ser preso e julgado por um tribunal marcial a morte, pena esta que veio a ser comutada em pris�o perpetua e mais tarde em ex�lio na cidade de Estoril em Portugal, aonde veio encontrar a morte quando se preparava para retornar � Espanha a fim de tomar o comando da subleva��o militar que deu poder a Francisco Franco. E com o assassinato do deputado cat�lico e mon�rquico Jos� Calvo Sotelo na noite de 13 de Julho de 1936 precipitou os acontecimentos e lan�ou a Espanha nos horrores da guerra em virtude das mensagens dirigidas ao povo espanhol por Dom Carlos Maria Isidro da cidade de Abrantes, e em virtude de Dom Miguel ter reconhecido Dom Carlos como soberano, Portugal cortou as suas rela��es diplom�ticas com a Espanha e Dom Carlos se fortificou em Marv�o junto aos liberais portugueses que haviam se refugiado na Espanha e atacaram a vila com um grupo que se designaram como Legi�o Patri�tica do Alentejo, e com as investidas das tropas que sa�ram da cidade do Porto sob o comando de Dom Pedro IV, acabou obrigando que o pretendente ao trono espanhol se retirasse para a cidade de Viseu de onde seguiu para a cidade da Guarda para estabelecer a sua corte na Vila Real de onde seguiu com auxilio de algumas tropas para a Espanha onde foi acolhido pelo seu povo, e ao regressar a Portugal em 14 de Abril de 1834 para sair em definitivo em 1 de Junho da cidade de Montijo a bordo do navio Donegal com rumo a Gr�-Bretanha ap�s ter sido assinada a conven��o de �vora Monte que fixou no trono a rainha Maria II.
Era filho de Dom Carlos V e ao ser pressionado por Napole�o Bonaparte a renunciar os seus direitos a coroa, ele n�o aceitou as exig�ncias impostas, por este motivo esteve cativo durante alguns anos nos castelos de Marrac e no de Valen�ay e no ano de 1845 abdicou o trono espanhol e transferiu todos os seus direitos e pretens�es ao seu filho Dom Carlos VI.
Em seu reinado ele tentou unir por casamento as duas coroas reais, mas o seu projeto n�o p�de ser realizado, e no dia 13 de Janeiro de 1861 Dom Carlos VI morreu vitimado por epidemia de febre tif�ide.
Era irm�o de Dom Carlos VI que ao morrer n�o deixou descendentes ao trono espanhol, por este motivo Dom Jo�o III passou a ser o legitimo representante da causa, por�m sem a confian�a dos partid�rios do tradicionalismo espanhol que tinha em seus seios a sua m�e adotiva Dona Maria Tereza de Bragan�a que por n�o confiar em Dom Jo�o III em raz�o de sua vida desregrada e pelo seu estranho temperamento, e devido as permanentes desaven�as, ela fez publicar a famosa carta aos espanh�is na qual defendia a hip�tese de a sucess�o passar diretamente para Dom Carlos VII. E ao sentir que todos estavam contra ele, em 3 de Outubro de 1868 Dom Jo�o III abdicou o trono espanhol a favor de seu filho Dom Carlos VIII.
Ap�s receber o documento das m�os de seu pai na cidade de Paris, imediatamente ele passou a receber o auxilio da rainha Dona Isabel em virtude de Dom Amadeu I querer ocupar o trono espanhol, e ap�s os carlistas terem intensificado a luta pela conquista do poder, onde os resultados foram na sua generalidade desfavor�veis aos requetes, e em Fevereiro de 1876 ele abandonou a Espanha para fixar a sua resid�ncia em Paris de onde foi expulso sob a acusa��o de se dedicar a atividades pol�ticas incompat�veis com a sua situa��o de acordo com as autoridades francesas de tend�ncias liberais, e ao se transferir para Londres ele seguiu para Veneza onde sua m�e colocou um suntuoso pal�cio a sua disposi��o e aonde recebeu do grande pont�fice Pio IX a crisma.
Ao estudar na Academia Militar de Viena na �ustria, Dom Jaime III n�o usava o respectivo uniforme da academia por ser o pretendente � coroa da Espanha, e ao se encontrar com seu primo o Rei Dom Afonso XIII que se encontrava exilado, ele manteve uma forte rela��o amistosa que o ajudou muito, e ao se aproximar pela princesa Dona Matilde da Baviera, Dom Jaime III sofreu uma profunda decep��o quando o pai de Dona Matilde da Baviera se op�s ao casamento e com isto Dom Jaime III nunca mais pensou em casar e vindo a falecer solteiro em 2 de Outubro de 1931.
Deu grande satisfa��o a sua tia av� quando se alistou como simples soldado no ex�rcito dos estados pontif�cios, que em 1870 combateram as tropas do Rei Vitor Manoel no assalto a Porta Peia por ocasi�o da tomada Roma, e durante a primeira guerra mundial dedicou-se a auxiliar os feridos e doentes nos hospitais, e com a morte de seu sobrinho Dom Jaime III ele recebeu os direitos e pretens�es ao trono espanhol em 1931 aos oitenta anos de idade durante o per�odo da segunda republica.
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