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Este capítulo não
existiria se eu não tivesse visto constantemente pessoas de várias
denominações evangélicas caírem endemoninhadas,
como se fossem macumbeiras, ao receberem a oração da fé.
De nada adianta fazer jogo de palavras para justificar tais situações.
Já li algumas obras onde os autores acham diferença entre
opressão e possessão; demonismo e satanismo, alegando com
bonitos intercâmbios de palavras que um cristão não
pode ficar endemoninhado.
Já vimos no capítulo
anterior que se alguém crê em Jesus Cristo, segue-O fielmente,
ouve a Sua voz e tem a certeza da vida eterna, está imune às
investidas do diabo. É claro que, nesse caso, não há
lugar para nenhum demônio em seu corpo ou em sua mente. Isso, entretanto,
é um estado e não uma condição.
Convém aos teólogos
entenderem que toda a vida cristã é um estado sob o qual
a pessoa vive. No sol causticante do deserto, aqueles que encontram uma
árvore estão protegidos mas, ao saírem da sombra,
se expõem novamente à ação dos raios solares.
Assim acontece com quem está em Cristo.
"O que
habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra
do Onipotente, diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus
meu, em quem confio."
Salmos 91.1,2
Conheci uma senhora, membro
de uma igreja evangélica por 18 anos consecutivos. Entendia muito
bem a Bíblia; era assídua; tinha testemunho exemplar e exercia
cargos na igreja. Chegou com uma Bíblia na mão e o braço
direito muito inchado, parecendo flebite. Possuía também
outras enfermidades e pediu que orasse em seu favor. Quando orei, aquela
senhora se entortou e se tornou bastante agressiva, falando palavras desconexas
e fazendo gestos estranhos.
Percebi que ela
estava completamente endemoninhada. Na conversa que tivemos posteriormente
em meu escritório, ela declarou ter sido uma crente fiel durante
todos aqueles anos e não sabia explicar o acontecido. Foi um caso
muito sério, pois por três meses aquela senhora manifestava
em seu corpo os mais estranhos demônios, até ser totalmente
libertada, tornando-se, posteriormente, uma fiel obreira da Igreja.
Um outro fato,
dentre os milhares que presenciamos, foi o de uma senhora que freqüentou
por mais de quatro anos uma denominação evangélica.
Foi batizada nas águas e era uma boa auxiliar daquela igreja. Em
suas gestações, entre os seis e sete meses, dava à
luz uma criança prematura, a qual sobrevivia por algumas horas
apenas.
Ao receber nossa
oração, uma entidade se manifestou dizendo ser um caboclo
e se responsabilizando diretamente pela perda de quatro crianças
prematuras. Aquele espírito a acompanhava desde criança,
pois seus pais a levavam sempre às sessões espíritas.
Ele foi expulso de sua vida e, daquele momento em diante, aquela senhora
se tornou uma mulher perfeitamente livre e normal.
Não culpamos
os pastores, nem as igrejas. Poderíamos citar dezenas de denominações
evangélicas cujos membros apareceram em nossas reuniões
endemoninhados. Já tivemos casos de pessoas que até "profetizavam"
em suas igrejas, sendo respeitadas pelos demais membros, e que estavam
endemoninhadas.
Uma delas sempre
assistia às nossas reuniões com uma Bíblia enorme
debaixo do braço e, ao colocarmos as mãos sobre ela, caía
com Bíblia e tudo no chão, embora louvasse a Deus junto
conosco.
Meu cunhado,
juntamente com a esposa, ambos evangélicos, dando crédito
a uma senhora que se dizia profetisa, comprou uma casa comercial na cidade
de Juiz de Fora. Acreditando na "profetisa", chegou até
a se mudar para aquela cidade. No princípio, tudo parecia ir bem,
até que meu cunhado foi indo de mal a pior. O seu casamento começou
a ruir; os negócios pioraram; ele começou a se embriagar;
era o caos.
Um dos nossos
pastores orou pelo casal e um demônio se manifestou na empregada
dizendo ter sido ele o causador daquela "profecia". O comércio
foi fechado logo depois, o que confirmou não ter sido a vontade
de Deus. Meu cunhado e sua esposa estão agora vivendo em outra
dimensão de vida.
O leitor pode
observar que freqüentar igrejas evangélicas, tornar-se membro
delas, participar dos sacramentos, etc., não quer dizer que a pessoa
esteja liberta. Uma das pessoas que mais nos deu trabalho para libertar
foi uma moça muito inteligente, sobrinha de um dos maiores pregadores
do Brasil. Ela também, embora conhecedora da Bíblia, havendo
estudado até nos Estados Unidos, crente desde o nascimento, estava
possuída por uma legião de demônios.
Depois de conversarmos,
contou-nos que fazia parte do coral de sua igreja, porém, depois
de se casar com um homem que professava a fé espírita, passou
a assistir de vez em quando as sessões, junto com o esposo, que
acabou abandonando-a, deixando-a sem dinheiro e à mercê da
caridade dos vizinhos.
Poderia citar
vários casos. Não estou, entretanto, querendo desmoralizar
os nossos irmãos em Cristo, mas apenas denunciar o que verdadeiramente
tem acontecido.
Em nossas próprias
igrejas há pessoas que freqüentam as reuniões e ainda
não estão totalmente libertas. Culpa nossa? Não!
Uma jovem senhora que freqüentava assiduamente, já tendo sido
liberta havia algum tempo, certa vez, após a oração,
caiu endemoninhada. Fomos saber o que estava se passando com ela e verificamos
que estava "de caso" com um homem casado. Embora estivesse freqüentando
as reuniões, os demônios não a podiam deixar, visto
que ainda dava lugar a eles na sua vida.
Não é
que existam áreas na vida do cristão nas quais os demônios
possam se alojar, mas enquanto não houver uma rendição
total, por dentro e por fora, a pessoa não está imune aos
ataques demoníacos.
Por
que existem crentes endemoninhados
Se observarmos atentamente
as palavras da Bíblia, podemos ficar convictos de que nada, absolutamente
nada, nos causará dano algum. Jesus mesmo proferiu uma parábola
a respeito do homem sensato e do insensato. O sensato ouviu a palavra
e praticou; o insensato ouviu, gostou, mas não a colocou em prática.
Conclusão: aqueles que ouvem e praticam, quando o diabo vem com
suas investidas ardilosas, têm a espada do Espírito Santo
à mão para contra-atacar e o diabo, encontrando resistência,
foge.
"Sujeitai-vos,
portanto, a Deus; mas resisti ao
diabo, e ele fugirá de vós."
Tiago 4.7
Quanto ao homem insensato,
quando o diabo investe contra ele, ou foge com medo, ou então aceita
uma aliança. Nesses casos, o diabo o faz de "cavalo",
"burrinho", "porteira", "aparelho", etc.
Jesus disse que se alguém quisesse ir após Ele, deveria
negar-se a si mesmo, tomar sua cruz e segui-Lo.
Tem gente que
deseja seguir a Jesus, mas quer carregar em suas costas marido, esposa,
filhos, parentes e tantos outros, que são verdadeiros fardos, encontrando
muita dificuldade para tomar a sua cruz pessoal e seguir ao Mestre. Se
você fizer a sua parte, pode ter certeza absoluta de que Deus, a
quem cada um dará conta de si mesmo, fará a Sua.
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