Todo adepto dos orixás
tem a obrigação de arriar
despachos como este.
Alguns, com o intuito
de fazer o "bem"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comida: carne de porco,
pipoca e comidas com
muito dendê

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comida: quiabo com
camarão seco e dendê,
arroz, feijão e farofa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comida: milho branco,
feijão fradinho, ovos e mel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comida: arroz e milho
branco sem sal ou tempero,
com inhame pilado e mel

 

 

 

 

 

Comida: carne de
cabra, galinha e acarajé

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde os povos primitivos, a efusão de sangue faz parte de rituais de sacrifícios

As pessoas normalmente agem como as águas, que procuram sempre o caminho mais fácil para o seu escoamento. Procuram também um caminho mais fácil, mais rápido e menos complicado para resolver seus problemas e por causa disso, muita gente está atolada no mais profundo lamaçal.

"Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte."

Provérbios 14.12

Muitas pessoas estão hoje nas mãos dos espíritos demoníacos devido à impaciência. Deixaram de esperar em Deus a solução para seus problemas e acabaram sendo dominadas por exus, caboclos, pretos-velhos, etc. Quiseram a solução rápida, a resposta imediata; não se preocuparam com o meio correto para alcançá-las. Conclusão: acabaram perturbadas, doentes e endemoninhadas. Fico surpreso ao ver pessoas que já freqüentaram igrejas católicas, e eram outrora consagradas, tementes a Deus, sendo obedientes aos mandamentos cristãos, e agora estão nas garras de satanás. Tudo porque na hora de um "aperto" qualquer se agarraram na primeira coisa que apareceu, esquecendo-se da fé em Deus, procurando uma solução com o diabo.
Aliás, muita gente só tem fé quando o céu está claro, quando está tudo bem; mas quando começa a ventar, o tempo começa a escurecer e a tempestade ameaça desabar, logo perdem a confiança em Deus para se lançar pelos caminhos mais tenebrosos possíveis.
Já atendi pessoas que antes eram dedicadíssimas, fervorosas, as primeiras a entrarem na igreja mas, por um problema com um filho, o esposo ou a esposa, passaram a consultar os espíritos, tentando obter uma solução a curto prazo. A culpa, muitas vezes, reside nos líderes evangélicos que não ministram o poder de Deus na vida das pessoas. Pregam apenas o "evangelho chocolate" ou "água com açúcar", e não libertam verdadeiramente as pessoas da influência dos demônios.
Na verdade, todos que procuram soluções a curto prazo, sem se importar com as conseqüências, acabam se deparando com o diabo. Quando Jesus teve fome, imediatamente apareceu satanás, tentando-O a transformar as pedras em pães. Hoje também acontece a mesma coisa: quando temos problemas, satanás se apresenta imediatamente e supostamente se coloca à nossa disposição para resolvê-los.
É aí que entra a umbanda, quimbanda, candomblé e as religiões e práticas espíritas de um modo geral, que são os principais canais de atuação dos demônios, principalmente em nossa pátria.
Os "trabalhos" e "despachos" são exigências dos demônios e podem ser os mais variados possíveis, indo de comidas e bebidas até os mais diversos presentes. Mais adiante o
leitor saberá que materiais são usados e quais as verdadeiras finalidades de tais coisas.

Por que são feitos

Todos os trabalhos e despachos têm uma única finalidade: satisfazer ao "santo" para conseguir favores, a curto prazo. É feito um negócio entre a pessoa e o demônio. O exu promete um favor em troca de um despacho, num determinado lugar, com dia e hora marcados.
Quando desesperadas, as pessoas fazem qualquer coisa para se ver livres dos seus problemas, mesmo que seja um negócio feito com o próprio satanás. Embora tenham um certo temor, ainda assim, devido ao desespero, não titubeiam e dão lugar ao diabo em suas vidas.
Temos tratado constantemente de milhares de pessoas que, na ânsia de conseguir seus objetivos, puseram-se a visitar cabanas, centros e terreiros de feitiçaria, para consultar os mais diversos guias infernais (erês, pretos-velhos, caboclos, exus, etc.). Acabaram na "rua da amargura"; na miséria e desgraça total. A maioria das pessoas que nos procura para receber orações de fé chegam "aos pedaços", como se fossem verdadeiros quebra-cabeças e, com o decorrer do tempo, vão se libertando de tudo aquilo que as amarrava.
Os vexames passados para conseguir alguma coisa que, na realidade, nunca atingiram, foram superados ao encontrar no Deus Vivo tudo o que desejavam, e mais ainda.
Uma senhora me procurou pedindo ajuda em oração. Depois de orar por ela, um exu manifestou-se dizendo ter ganho muitos presentes para ficar naquele corpo. Após mandar o demônio embora, ouvi daquela senhora algumas das suas experiências com a umbanda e o candomblé.
Devido a uma perturbação mental, ela foi convidada a fazer negócios com os exus para obter alívio. Começou assim sua via-crúcis para o caos total. Disseram que o centro freqüentado por ela não era muito forte e que seria melhor passar para um outro "com mais força". Acompanhada por seu marido, foi aconselhada a ficar sozinha para "fazer a cabeça", a fim de ficar livre do problema. Depois de vender seu apartamento para pagar pela "obrigação", ficou recolhida no mesmo terreiro de candomblé por mais de 60 dias.
Ali, fez o bori, a cabeça. Precisou raspar a cabeça, tomar banho de sangue de animais e ficar dentro de um cômodo (roncó), dormindo em uma esteira, coberta de moscas, baratas, ratos, etc...
Na verdade, quando aquela senhora "fazia a cabeça", estava se submetendo à escravidão de satanás; dando lugar para que os exus, caboclos, pretos-velhos e toda a sorte de demônios pudessem se apossar do seu corpo para usá-lo como bem entendessem.

Umbanda, quimbanda
e candomblé

Essas facções do espiritismo colocam sobre seus adeptos os mais pesados fardos e receitam as mais estranhas "obrigações" para aqueles que procuram seus favores. Tais obrigações têm as mais diversas finalidades: matar, destruir casamentos, prejudicar a vida financeira, etc. Empregos, encontros amorosos, morte de inimigos e coisas desse tipo são conseguidos em consultas com exus ou pretos-velhos.
Vejamos um exemplo: uma mulher inspirada pela pomba-gira se apaixona por um homem casado e procura a umbanda, quimbanda ou candomblé para resolver o seu problema. Fala com um pai-de-santo ou uma mãe-de-santo, que incorpora um guia, e promete a solução desejada pela consulente.
A mulher conta o seu drama e pede que o guia afaste a esposa do seu amante, no que ele responde que fará isso. A pessoa, no entanto, tem de presenteá-lo com uma garrafa de cachaça e muitas coisas mais. Passados alguns dias, acontece alguma coisa com a esposa daquele homem, desde um ataque de loucura até um acidente que a leve à morte e, aí, os dois passam a viver juntos.
O que o novo casal não esperava é que os demônios passassem a conviver com eles. As constantes rixas e brigas intensas, seguidas de doenças e infelicidade acabarão por destruí-los. Ela começa a sofrer uma série de enfermidades; ele perde o emprego; as crianças vivem doentes; surgem
os problemas íntimos, as brigas, as discussões... até que se separam.
Assim termina tudo que é conseguido mediante trabalhos na bruxaria. Nenhum demônio, por mais "bonzinho" que pareça, faz algo que ajude a alguém. Ele não tem nada para dar; é enganador, traiçoeiro e mentiroso. Quando alguém faz um trabalho ou um despacho para ferir outra pessoa, acaba sofrendo tanto ou mais que ela. É assim que os exus, caboclos, orixás, pretos-velhos, etc., agem quando alguém faz negócios com eles. Na maioria das vezes, além da pessoa perder dinheiro, tempo ou moral, corre o risco de perder também a vida.

Material usado nos trabalhos

O diabo, confundindo as pessoas, age com muito misticismo em rituais com as oferendas que exige. Costuma usar o número sete, usado por Deus, na Bíblia, numa flagrante imitação e desrespeito ao Senhor, criador de todas as coisas. Costuma, por exemplo, pedir sete velas, sete charutos, sete galinhas; pede trabalhos em sete encruzilhadas, sete catacumbas, durante sete dias, sete sextas-feiras, etc. Dependendo do exu, orixá ou guia, há coisas especiais nas suas listas de materiais a serem servidos pelos consultantes. Usam flores, cachaça, animais, velas, farofa e até bife acebolado!!!
Na umbanda, há uma preferência muito grande por sangue, enquanto que no candomblé as ervas ocupam a preferência dos demônios. Diz-se que existem 21 ervas principais, com as quais fazem os mais diversos trabalhos, misturadas com aves, peixes, caramujos, etc. Acredita-se que o segredo do candomblé está nas ervas.
Na prática, devido à grande mistura, é quase impossível descobrir dentre os terreiros espalhados por aí, quais são os de candomblé, umbanda ou da quimbanda. Misturam as práticas, as cerimônias e as oferendas. O que acontece, na realidade, é que os demônios fazem o que bem entendem no meio de pessoas que os consultam ou deles se tornam adeptas.

Algumas comidas usadas pelos orixás

Exu - orixá mensageiro. Exu não faz nada sem cobrar sua parte.

Comida: cebola e mel, entregues no mato, com uma vela branca, vermelha ou azul. Também toma aguardente.

No sincretismo: satanás, diabo

Ogum - deus da guerra e da tecnologia.

Comida: feijoada, xinxim, acarajé e milho branco.

No sincretismo: Santo Antônio e São Jorge.

Oxóssi - "protetor" dos caçadores.

Comida: peixe de escamas, arroz, feijão e dendê.

No sincretismo: São Sebastião, Santo Expedito e São Jorge.

Obaluaê - deus da varíola,
da peste, das doenças de pele e
da Aids.

Comida: carne de porco, pipoca e comidas com muito dendê.

No sincretismo: São Lázaro, São Roque e São Sebastião.

Xangô - deus do trovão e da justiça. "Protetor" dos advogados.

Comida: quiabo com camarão seco e dendê, arroz, feijão e farofa.

No sincretismo: São Jerônimo, Santo Antônio, São João e São Pedro.

Oxum - deusa dos rios, fontes e lagos, do ouro, da fecundidade e do amor.

Comida: milho branco, feijão fradinho, ovos e mel.

No sincretismo: Nossa Senhora da Conceição.

Iansã - deusa dos ventos, das tempestades e dos raios.

Comida: carne de cabra, galinha e acarajé.

No sincretismo: Santa Bárbara.

Iemanjá - deusa dos mares e dos oceanos. É mãe dos orixás.

Comida: peixe de escamas, frutos do mar, camarão seco, coco e mel.

No sincretismo: Nossa Senhora do Rosário, do Carmo, dos Navegantes e Aparecida.

Oxalá - deus criador do
homem, pai de todos os orixás.

Comida: arroz e milho branco sem sal ou tempero com inhame pilado e mel.

No sincretismo: Jesus Cristo.

Trabalhos diversos

Um ex-pai-de-santo contou como fez um trabalho para um rapaz ficar louco. Ele entrou em um cemitério à meia-noite, e, depois de abrir uma sepultura onde havia um defunto enterrado há apenas cinco horas, retirou o cadáver (era um rapaz de vinte e poucos anos), decepando-lhe a cabeça e, no lugar dela, colocando uma de cera, trabalhada com o nome do seu inimigo. Fechou o caixão e esperou o resultado. O rapaz que havia sido enterrado morrera louco, e aquele pai-de-santo esperava que o outro morresse da mesma forma.
Esse é um dos exemplos de trabalhos que são feitos por aí afora, muitas vezes supostamente em nome de Deus. Num livro manuscrito chamado adeká, que nos foi entregue por uma ex-mãe-de-santo do candomblé, existem milhares de receitas e rezas para se conseguir "graças" semelhantes à descrita.
Pode, por acaso, uma seita que determina tais práticas, ser considerada religião? Vemos coisas assim serem publicadas quase que diariamente em nossos jornais e, já que a nossa sociedade não pode tomar medidas contra isso, somos obrigados a, em nome de Jesus Cristo, levantar a nossa voz! Uma ex-mãe-de-santo confidenciou-me também que trabalhou num terreiro em Recife, onde compravam crianças recém-nascidas para sacrifícios nos cemitérios ou encruzilhadas.
Dentre os mais diversos trabalhos, encontramos os seguintes: para mudar a idéia de uma pessoa, usa-se miolo de boi preparado com ervas; para casamento, utiliza-se maçãs ou coração de boi; para provocar dores de cabeça, enterram um boneco com um fio de cabelo da vítima, e assim por diante.
Um ex-cambone contou que, quando os pais-de-santo não servem mais de "cavalos" para os exus, estes ordenam sejam feitos trabalhos em cemitérios para os próprios pais-de-santo, sem que eles saibam. O cambone toma nota da receita que os espíritos dão, às vezes através do próprio pai-de-santo, e não lhe fala nada. Nesse negócio, muitas vezes, obedecendo aos espíritos, o pai-de-santo realiza um trabalho que o levará à morte.
Bonecas com alfinetes, lagartos, sapos e outros animais, contendo o nome da pessoa a ser atingida costurado na boca são alguns dos trabalhos que os macumbeiros herdaram do vodu e que costumam aplicar em suas cerimônias.
Tais pessoas precisam aprender e crer que Jesus Cristo já fez, por toda a humanidade, um sacrifício que lhes dá o direito de adquirir todas as bênçãos do cristianismo, e que o amor ao próximo é um dos grandes mandamentos do Mestre dos mestres. O que Ele espera de nós, é apenas que Lhe entreguemos totalmente as nossas vidas.