[0]Como usar este programa

Socorrer algum requer conhecimento de primeiros socorros. Para saber como agir numa hora de emergncia, o melhor  dar uma olhada nos casos mais comuns, e deixar este programa por perto para saber o que fazer na hora do aperto. Lembre-se: estas so instrues genricas. Consultar um mdico  fundamental. Voc pode resolver suas dvidas de primeiros socorros de duas formas:

  
Procura por Tpicos: Escolha uma das dicas diretamente da lista para obter a informao desejada. Procura por Palavras: Digite uma palavra chave e, em instantes, a lista exibir aqueles que contm a palavra procurada. 

[1]ABC dos Primeiros Socorros

Finalidade:
Identificar problemas que colocam o paciente em risco de vida iminente, determinando a gravidade de suas leses e tratando esses problemas to rpido quanto possvel.

Como proceder:
- Fale com a vtima. Caso ela esteja consciente, procure por fraturas, ferimentos ou hemorragias e adote o procedimento adequado;
- Caso a vtima esteja inconsciente, siga o ABC:

A - Ar: Facilite a respirao da vtima. Retire de sua boca dentaturas, balas ou qualquer outro objeto. Alm de facilitar a respirao, voc evita que a pessoa se engasgue;
B - Boca a boca: Caso a vtima no esteja respirando, faa imediatamente a respirao boca a boca;
C - Corao: Verifique se o corao do socorrido est batendo. Caso no esteja, proceda com a massagem cardaca.

Caso a vtima apresente parada cardaca e respiratria ao mesmo tempo, a massagem cardaca deve ser alternada com a respirao boca a boca em uma proporo de cinco massagens para um sopro. De cinco em cinco ciclos, verifique se a vtima reagiu, checando novamente o pulso e a respirao. Caso a vtima no reaja em meia hora, interrompa as massagens e a respirao boca a boca e aguarde o socorro mdico.  

[3]Massagem Cardaca

Os casos de parada do corao exigem ao imediata. No espere a chegada do mdico.

Verifica-se uma parada cardaca quando:
- No  possvel perceber os batimentos do corao;
- No  possvel palpar o pulso;
- A vtima apresenta acentuada palidez.

Faa massagem cardaca externa do seguinte modo:
1. Com o dedo indicador de uma das mos localize a borda das costelas da vtima;
2. Corra os dedos ao longo das costelas da vtima at encontrar o osso pontudo no meio do peito (esterno);
3. Coloque dois dedos da outra mo logo aps o ponto que encontrar; 
4. Coloque a palma da primeira mo acima dos dois dedos da outra mo; 
5. Coloque a palma da mo em cima da mo que est no trax. Este  o ponto exato em cima do corao e  onde voc far a massagem cardaca. No faa massagem fazendo fora com a mo esticada. Os dedos devem estar para cima, ou seja no devem tocar o trax. Mantenha os braos esticados e use o peso do seu corpo para fazer a massagem evitando o uso de fora desnecessria e o cansao prematuro do socorrista; 
6. Se voc est sozinho fazendo a reanimao cardiopulmonar, faa quinze massagens e duas ventilaes boca a boca. Se voc est com mais uma pessoa, faa cinco compresses e seu companheiro uma ventilao. Verifique a cada cinco destes ciclos se o socorrido reagiu;
7. Somente pare a reanimao cardiopulmonar quando chegar algum preparado para substitu-lo (mdicos, equipes de socorro ou algum tambm treinado em R.C.P.), ou caso a vtima no reaja em meia hora.

  

Cuidados:
Nos jovens, fazer presso apenas com uma mo e nas crianas e bebs com os dedos, a fim de que no ocorram fraturas sseas - esterno ou costelas.

[4]Respirao de Socorro

Parada Respiratria 
Vrios so os acidentes que provocam uma parada da respirao: asfixia, afogamento, intoxicao por medicamentos e monxido de carbono, sufocamento e choque eltrico. Se as funes respiratrias no forem restabelecidas dentro de 3 a 5 minutos, as atividades cerebrais cessaro totalmente ocasionando a morte. Alguns sinais de que houve parada respiratria so a ausncia de respirao (expanso do trax) e a dilatao das pupilas.

Os principais mtodos de respirao de socorro so:
- Mtodo Boca a Boca;
- Mtodo Boca a Nariz;
- Mtodo Sylvester;
- Mtodo Holger Nielsen.

Se houver parada cardaca:
Caso a vtima apresente parada cardaca e respiratria ao mesmo tempo, a massagem cardaca deve ser alternada com a respirao boca a boca. Para mais detalhes, consulte o ABC dos Primeiros Socorros.

Caso tenha que transportar a vtima procure um profissional de sade, mas no deixe de aplicar os socorros.

[5]Respirao de Socorro - Mtodo Boca a Boca

O mtodo boca a boca  o mais eficaz. Outros mtodos s devem ser utilizados na impossibilidade de se executar este.

Boca a Boca para Crianas
1. Deite a criana com o rosto para cima e a cabea inclinada para trs; 
2. Levante seu queixo de modo que fique projetado para fora;
3. Conserve a criana nessa posio de forma que a sua lngua no obstrua a passagem do ar; 
4. Coloque a boca sobre a boca e o nariz da criana, soprando suavemente at que seu peito se levante e os pulmes se expandam;
5. Deixe a criana expirar livremente;
6. To logo oua a criana expirar, repita o mtodo.

   

Mantenha um rtmo de 15 respiraes por minuto 

Sempre que possvel, pressione levemente o estmago da criana para evitar que o mesmo se encha de ar. 

Boca a Boca para Adultos

1. Coloque a vtima deitada de costas. Levante seu pescoo com uma das mos e incline sua cabea para trs, mantendo-a nesta posio;
2. Use a mo que levantou o pescoo para puxar o queixo da vtima para cima, de forma que sua lngua no impea a passagem do ar;
3. Coloque sua boca com firmeza sobre a boca da vtima;
4. Feche bem as narinas da vtima usando o polegar e o indicador;
5. Sopre para dentro da boca da vtima at notar que seu peito est se levantando;
6. Deixe a vtima expirar o ar livremente.

Repita o movimento 15 vezes por minuto 

[6]Respirao de Socorro - Mtodo Sylvester

Pode ser aplicado quando no for possvel a respirao boca a boca, se a vtima no tiver fraturas.

1. Coloque a vtima com o rosto voltado para cima;
2. Coloque algo por baixo dos ombros da vtima para que ela fique com a cabea inclinada para trs;
3. Ajoelhe-se de frente para a vtima e ponha a cabea dela entre os seus joelhos;
4. Segure-lhe os braos, pelos pulsos, cruzando-os e comprimindo-os contra a parte inferior do peito;
5. A seguir puxe os braos da vtima para cima, para fora e para trs o mais que puder.

Repita o movimento 15 vezes por minuto

Se voc conseguir um auxiliar, pea-lhe que segure a cabea da vtima, inclinando-a para trs e projetando-lhe o queixo para frente. 

[7]Respirao de Socorro - Mtodo Holger Nielsen

Pode ser aplicado quando no for possvel a respirao boca a boca, se a vtima no tiver fraturas. 

1. Deite o paciente de bruos, com a cabea apoiada nas mos, uma sobre a outra, e o rosto voltado para um dos lados para que o nariz e a boca possam respirar;
2. Ajoelhe-se junto  cabea da vtima e espalme as mos em suas costas. Os pulsos devem ficar  altura de uma linha imaginria que ligue as axilas;
3. Movimente-se vagarosamente para a frente at que seus braos estejam quase verticais. Aumente a presso gradativamante. Ajuste o peso de seu corpo sobre as costas da vtima e no faa um movimento brusco de compresso final;
4. Deslize as mos sobre as costas da vtima, em direo  cabea at a altura dos braos;
5. Segure os cotovelos da vtima e levante seus braos para trs at sentir a resistncia mxima dos ombros. 

Rtmo de Respirao de Socorro: 12 Vezes por minuto 

Prossiga a respirao de socorro sem interrupo at que a respirao normal seja restabelecida, se necessrio durante quatro horas ou mais at que chegue um profissional de sade.

[8]Respirao de Socorro - Mtodo Boca a Nariz

 usada quando a vtima sofreu fratura de mandbula, cortes com hemorragia na boca, ou quando no se consegue abrir sua boca. Caso a vtima no apresente nenhuma destas condies, proceda com a respirao boca a boca.

1. Levante a nuca da vtima com uma das mos e com a outra incline a cabea para trs, deixando a ponta do queixo para cima;
2. Aperte o maxilar para evitar a sada de ar pela boca;
3. Coloque sua boca em contato com as narinas da vtima e sopre com fora. 
4. Afaste a boca;
5. Se possvel, abra a boca da vtima o quanto puder e observe o esvaziamento natural dos pulmes;
6. Recomece a operao e prossiga num ritmo de 12 a 18 vezes por minuto.

[9]Sufocamento

Paradas respiratrias podem ser provocadas por sufocamento. Diversos tipos de sufocamento requerem mtodos diferentes de socorro. Os principais casos so:

Gases Venenosos, Vapores Qumicos ou Falta de Oxignio
Remova a vtima para um local arejado e no contaminado. Inicie a respirao de socorro pelo mtodo Holger Nielsen ou boca a boca.

Afogamento
Retire rapidamente a vtima da gua. Inicie a respirao boca a boca o mais rpido possvel, ainda na gua, no barco ou to pronto atinja um local mais raso. Agasalhe a vtima. Se necessrio, comprima seu estmago para expulsar a gua, virando o rosto para o lado.

Sufocamento por Saco Plstico
Rasgue ou retire o saco plstico e inicie imediatamente a respirao boca a boca. 

[10]Soterramento

1. Mantenha a vtima em segurana, se possvel. Evite ao mximo mov-la sem ajuda especializada;
2. Procure ficar em um local seguro, a fim de evitar novos desmoronamentos;
2. Verifique o nvel de conscincia da vtima;
3. Libere a boca da vtima, retirando sua dentadura, pontes dentrias ou restos de alimentos; 
4. Inicie imediatamente a respirao boca a boca: 
5. Se no houver pulsao, efetuar ao mesmo tempo a massagem cardaca. 

Para mais informaes, consulte o ABC dos Primeiros Socorros.

[12]Como verificar se o corao est batendo 

 1. Coloque os dedos indicador e mdio bem no meio do pescoo da vtima (em cima do pomo-de-ado nos homens e no local correspondente nas mulheres);
2. Deslize seus dedos para o lado e encontre o vo entre a traquia e o msculo forte do pescoo.
3. Sinta o pulso (batimentos do corao) bem abaixo dos seus dedos.
4. Caso o corao no esteja batendo, proceda com a massagem cardaca. 

Para mais informaes, consulte o ABC dos Primeiros Socorros.

[13]Desmaio

Algum que sofre um desmaio pode ter sido vtima de um acidente vascular-cerebral (AVC ou derrame), infarto agudo do miocrdio (IAM), fome, cansao, excesso de sol, emoes fortes ou outras doenas. Ao encontrar algum desmaiado, siga os procedimentos a seguir: 

Conduta:
1. No tente levant-lo, ao contrrio, mantenha-o deitado;
2. Verifique se a vtima est respirando bem, fazendo a inclinao da cabea para trs (veja, oua e sinta a respirao). Caso no esteja, proceda com a respirao de socorro;
3. Verifique se o corao est batendo, caso contrrio execute uma massagem cardaca;
4. Desaperte as roupas da vtima e eleve ligeiramente as pernas;
5. Afaste as pessoas que estiverem em volta para que o ar possa circular livremente. Um desmaio pode vir acompanhado ou precedido de sudorese (suor abundante) e palidez. Geralmente a vtima recobra a conscincia em um ou dois minutos;
6. Chame por socorro.

Nunca d gua, leite ou alimentos a quem no recobrou totalmente a conscincia, pois pode haver risco de engasgamento e morte.

Para mais informaes, consulte o ABC dos Primeiros Socorros.

[14]Convulso 

 a perda sbita da conscincia, acompanhada de contraes musculares bruscas e involuntrias. Acontece repentinamente. Pode ser causada por febre muito alta, epilepsia, traumatismo na cabea e intoxicaes. 

Sintomas: 
- Perda da conscincia;
- Contraes musculares irregulares e rpidas por todo o corpo, incluindo a face e os olhos. A vtima se contorce e se agita violentamente;
- Sono profundo aps a crise.

Conduta: 
1. Evite, se possvel, a queda da vtima contra o cho; 
2. Coloque um pano entre os dentes para que a vtima no morda a lngua; 
3. No impea os movimentos convulsivos; afaste os objetos prximos para que a vtima no se machuque, batendo contra eles;
4. Afrouxe a roupa da vtima; 
5. Evite estmulos como sacudidas. No a faa aspirar vinagre, lcool ou amonaco; 
6. No tenha medo da salivao abundante. Ela no  contagiosa; 
7. Durante a convulso, observe as partes do corpo que esto apresentando movimentos convulsivos para relatar ao servio de sade. 
8. Quando as convulses desaparecerem acomode a vtima de forma confortvel, orientando-a quanto ao tempo e espao e confirmando se ela respira bem; 
9. Encaminhe-a em seguida, a um posto mdico. 

Proteja o corpo da vtima para que ela no se machuque contra objetos, afastando-os. No segure seus membros e aguarde socorro.

Ataque de Epilepsia: Se durar mais de 15 minutos chame um mdico. 

Convulses Febris em Crianas: Ocorrem subitamente quando a temperatura do corpo atinge 39 a 40. D um banho frio e mantenha uma toalha de gua com lcool sobre o corpo, levando-a rapidamente ao posto de sade mais prximo. 

[15]Traumatismo muscular-esqueltico (entorse)

Leso que ocorre quando se ultrapassa o limite normal de movimento de uma articulao. Normalmente, ocasiona uma distenso dos ligamentos e da cpsula articular. 

Sintomas: 
- Dor intensa ao redor da articulao; 
- Dificuldade de movimentao em graus variveis; 
- Pode haver sangramentos internos. 

Conduta: 
1. Resfrie o local com uma bolsa de gelo ou toalhas frias. Massagens ou aplicaes quentes devem ser feitas apenas 24 horas aps o entorse;
2. Imobilize a articulao atingida e no movimente-a de forma alguma; 
3. Procure um servio de sade para avaliao e tratamento adequados. 

[16]Contuso 

Resultado de um forte impacto na superfcie do corpo. Pode causar uma leso nos tecidos moles da superfcie, nos msculos ou nos ligamentos articulares. Algumas vezes a leso  profunda, tornando difcil determinar a sua extenso. 

Sintomas: 
- Colorao roxa da pele.(Hematoma) 
- Dor na rea de contato. 

Conduta: 
1. Resfrie o local com uma bolsa de gelo ou toalhas frias. Massagens ou aplicaes quentes devem ser feitas apenas 24 horas aps a contuso;
2. Procure um servio de sade para avaliao e tratamento adequado. 

[17]Luxao

Deslocamento de um osso da articulao, geralmente acompanhado de uma grave leso de ligamentos articulares. Isso resulta no posicionamento anormal dos dois ossos da articulao. A luxao pode ser total, quando os dois ossos perdem totalmente o contato, ou parcial, quando ainda resta contato entre os ossos. 

Sinais e Sintomas: 
- Deformidade e movimento anormal da articulao; 
- Cavidade entre as superfcies articulares; 
- Dor intensa; 
- Sangramento intenso.

Conduta: 
1. Coloque cuidadosamente os dois ossos numa posio de conforto que permita a imobilizao e o transporte com o mnimo de dor. A articulao s deve ser recolocada no lugar por profissionais mdicos; 
2. No faa massagem ou aplicao de calor; 
3. Procure imediatamente um servio de sade para avaliao e tratamento adequado. 

[18]Fratura 

Rompimento total ou parcial de qualquer osso. 

Classificao:

Quanto  exposio do osso ao ambiente:
1. Fechada: Quando a pele no  rompida pelo osso quebrado; 
2. Aberta ou Exposta: Quando o osso atravessa a pele e fica exposto. A possibilidade de infeco neste tipo de fratura  muito grande, e deve ser observada com ateno. 

Quanto  extenso da fratura:
1. Completa: Abrange toda a espessura do osso; 
2. Incompleta: Abrange parte da espessura do osso. 

Sintomas: 
- Dor intensa no local e que aumenta ao menor movimento; 
- Inchao; 
- Crepitao ao movimentar (som parecido com o amassar de um papel); 
- Hematoma (rompimento de vaso, com acmulo de sangue no local); 
- Paralisia por leso de nervos.

Conduta: 
1. No tente colocar o osso no lugar, pois isto poder causar complicaes. Coloque os ossos numa posio mais prxima do natural, lentamente, junto ao corpo;
2. S movimente o segmento do corpo fraturado aps sua imobilizao, que pode ser feita com um pedao de madeira, cabo de vassoura, guarda-chuva ou outro material estvel;
3. Imobilize as articulaes acima e abaixo do local fraturado;
4. Evite limpar qualquer ferida; qualquer movimento desnecessrio poder causar complicaes (exposio da fratura, corte de vasos ou ligamentos etc.); 
5. Aplique gelo para reduzir a inflamao;
6. Procure um servio de sade para avaliao e tratamento adequados. 

Se houver dvidas sobre o osso estar ou no quebrado, aja como se realmente houvesse um fratura e imobilize o local.

Consulte: Fraturas na Coluna Vertebral.

[19]Fraturas na Coluna Vertebral

A Coluna Vertebral  feita de vrios ossos pequenos (vrtebras), empilhados uns sobre os outros, formando uma espcie de tubulao, por onde passam os nervos (medula) que levam e trazem mensagens do crebro para o restante do organismo, permitindo que se realizem todas as atividades do corpo humano (respirao, movimentao etc.). Uma fratura da coluna vertebral pode causar leses na medula, levando a srios danos  sade da pessoa (exemplo: paralisia das pernas), que podem at ser irreversveis. 

Sintomas: 
- Dor nas costas ou pescoo; 
- Formigamento de parte do corpo, geralmente nas pernas; 
- Dificuldade ou impossibilidade de movimento, ou de sentir alguma parte do corpo (geralmente as pernas).

Conduta: 
1. No deixe a vtima se movimentar, e no tente remov-la do local sem ajuda especializada;
2. Observe a sua respirao. Esteja pronto para iniciar a respirao boca a boca;
3. Imobilize a vtima completamente, sem submet-la a movimentos bruscos, de tal forma que ao lev-la a um servio de sade no haja movimento da coluna ou da cabea. 

Transporte:
- O transporte tem que ser feito em maca;
- Durante o transporte em veculos, evite balanos e freadas bruscas, para no agravar a leso;
- Mantenha a vtima deitada de barriga para cima colocando, por baixo do pescoo e da cintura, um travesseiro, toalha ou lenol dobrado, de forma que eleve a coluna. 

[20]Queimaduras

Leso decorrente da ao do calor ou frio intensos, produtos qumicos, corrente eltrica, emanaes radioativas e substncias biolgicas (animais e plantas).

Exemplos: 
- Contato direto com chama, brasa ou fogo;
- Contato com gelo ou superfcies congeladas; 
- Vapores quentes;
- Lquidos ferventes;
- Slidos superaquecidos ou incandescentes;
- Substncias qumicas (cidos, soda custica, fenol, nafta etc.);
- Emanaes radioativas;
- Radiaes infravermelhas e ultravioleta (em aparelhos de laboratrios ou devido ao excesso de raios solares);
- Eletricidade;
- Contato com animais e plantas. Ex: animais: larvas, medusa, gua-viva e alguns sapos; plantas: Urtiga. 

Classificao: 

Quanto  profundidade:
Primeiro Grau: Quando a leso  superficial, provocando apenas a vermelhido da pele, sem formar bolhas. Geralmente ocorre muita dor pela irritao das terminaes nervosas da pele. 
Segundo Grau: Quando a leso  mais profunda, provocando a formao de bolhas. 
Terceiro Grau: Quando a pele  destruda e so atingidos msculos e/ou rgos internos do corpo. 

Obs.: O mesmo paciente pode ter queimaduras dos trs graus ao mesmo tempo.

Quanto  extenso:
As queimaduras so classificadas quanto  rea do corpo atingida. Quando a rea afetada  maior que a da palma da mo, a vtima deve receber assistncia qualificada depois que lhe forem prestados os primeiros socorros. 

Conduta: 
1. Afaste a pessoa do agente causador da queimadura;
- Agentes Qumicos: Lave a rea queimada com bastante gua, retirando a roupa se ainda contiver alguma substncia. 
- Fogo: Apague de forma adequada (extintor apropriado, areia, gua ou outro). Se necessrio, abafe com cobertor ou role o acidentado no cho. No corra. 
2. Verifique se a respirao, o batimento cardaco e o nvel de conscincia esto normais;
3. Mergulhe a rea afetada em gua limpa ou em gua corrente at aliviar a dor. No rompa as bolhas nem retire roupas queimadas que estiverem aderidas  pele. Se as bolhas estiverem rompidas, no coloque-as em contato com a gua;
4. No aplique pomadas, lquidos, cremes e outras substncias sobre a queimadura. Estas podem complicar o tratamento e necessitam de indicao mdica;
5. Se a pessoa estiver consciente e sentir sede, d a ela toda a gua que deseje beber, lentamente e com cuidado; 
6. Encaminhe logo  assistncia de sade, para avaliao e tratamento. 

    

O risco de vida  maior nos grandes queimados: 
- Criana com mais de 10% de rea corporal queimada;
- Adulto com mais de 15% de rea corporal queimada.

Tem-se uma idia aproximada da superfcie queimada usando a "regra dos nove": 
- Cabea - 9% da superfcie do corpo;
- Pescoo - 1%;
- Membro superior esquerdo - 9%;
- Membro superior direito - 9%;
- Trax e abdome (frente, incluindo os genitais) - 18%; 
- Trax e regio lombar (costas) - 18%;
- Membro inferior esquerdo - 18%;
- Membro inferior direito - 18%.

[21]Queimaduras nos Olhos

Podem ser produzidas por substncias irritantes - cidos, bases, gua quente, vapor, cinzas quentes, p explosivo, metal fundido ou chama direta. 

Conduta:
- Lave os olhos com gua em abundncia ou, se possvel, com soro fisiolgico, durante vrios minutos;
- No esfregue os olhos;
- No pingue colrios;
- Cubra os olhos atingidos com uma gaze ou pano limpo gelado;
- Consulte um profissional de sade o mais rpido possvel. 

[22]Intoxicaes 

Vivemos diariamente cercados por substncias txicas, seja no ambiente de trabalho, seja no lar, onde existem produtos variados: desinfetantes, inseticidas, tintas, gua sanitria, remdios etc.. Saiba que qualquer substncia pode ser txica, dependendo exclusivamente da dose e maneira de us-la.

Vias de entrada: 
1. Boca: ingesto de qualquer tipo de substncia txica, qumica ou natural. 
2. Pele: contato direto com plantas de substncias qumicas txicas. 
3. Vias respiratrias: aspirao de vapores ou gases emanados de substncias txicas. 
4. Contaminao dos olhos: Por contato com substncias txicas ou naturais. 

Sintomas: 
Os sinais e sintomas normalmente variam conforme a substncia txica e via de penetrao porm, de maneira geral podemos observar sinais evidentes na boca ou na pele da vtima, que indicam que ela entrou em contato com substncias txicas. Estes sinais so:

- Hlito com odor estranho, no caso de ingesto ou inalao de um txico; 
- Modificao na colorao dos lbios e exterior da boca; 
- Dor, sensao de queimao na boca, garganta ou estmago; 
- Sonolncia, confuso mental, torpor; 
- Delrios, alucinaes e estado de coma; 
- Leses na pele, queimaduras intensas com limites bem ntidos; 
- Depresso respiratria. 

Veja como proceder nos seguintes casos:
- Ingesto de substncia txica
- Inalao de substncia txica
- Contaminao da pele por substncia txica
- Contaminao dos olhos por substncia txica

A observao  de extrema importncia para relatar as circunstncias da intoxicao. Por exemplo: se a intoxicao for provocada por algum produto qumico, procure o vidro ou caixa onde ele se encontrava. Normalmente voc poder encontrar a informaes tais como substncias que compem o produto e antdoto apropriado. Procure levar ao mdico a substncia txica em seu recipiente ou frasco original; Caso o envenenamento tenha sido causado por plantas ou comida, se possvel, leve uma amostra. 

[23]Ingesto de substncia txica:

Como proceder:

1. Paciente Consciente: 
a. Conserve o corpo da vtima aquecido com cobertores;
b. Encaminhe  Assistncia de Sade. 

2. Paciente inconsciente ou em crise convulsiva: 
a. Se a vtima estiver inconsciente, no d nada para ela beber; 
b. Verifique se h respirao, caso contrrio proceda com a respirao de socorro;
c. Abra a boca da vtima, para verificar se a lngua no est trancando a respirao; 
d. Coloque a cabea da vtima em posio lateral de segurana, para evitar a aspirao de vmito espontneo; 
e. Encaminhar ao centro de sade mais prximo. 

Para mais informaes, consulte Intoxicaes.

[24]Inalao de substncia txica: 

Como proceder:

1. Leve imediatamente a vtima para um local aberto, ou com maior ventilao para que os gases txicos possam ser expelidos;
2. Verifique a respirao da vtima e remova qualquer objeto da boca do paciente. Caso a mesma no esteja respirando,  proceda com a respirao de socorro. 
3. Mantenha seu queixo para cima, incline sua cabea para trs o mximo possvel e assopre em sua boca ou nariz, at que o trax levante. Repita o procedimento entre 12 a 18 vezes por minuto; 
4. Conservar o corpo aquecido, enrolando o paciente em cobertores se necessrio; 
5. Encaminhar a vtima rapidamente a um servio mdico. 

Para mais informaes, consulte Intoxicaes.

[25]Contaminao da pele por substncia txica

Como proceder:

1. Coloque o acidentado sob um chuveiro ou jato de gua corrente, enquanto toda roupa  retirada; 
2. Vista o acidentado com roupas limpas; 
3. No tente utilizar nenhum antdoto qumico por conta prpria; 
4. Encaminhe a vtima rapidamente a um servio mdico. 

Para mais informaes, consulte Intoxicaes.

[26]Contaminao dos olhos por substncia txica

1. Separe bem as plpebras e lave os olhos durante 15 a 20 minutos com gua corrente em uma lavadora ocular ou com uma corrente de gua pouco intensa de mangueira ou torneira. A lavagem precisa ser iniciada imediatamente, pois o atraso de alguns segundos aumentar muito a intensidade da leso; 
2. Encaminhe com urgncia ao servio mdico.

No use nenhum colrio em hiptese alguma. 

Para mais informaes, consulte Intoxicaes.

[27]Intoxicao por Plantas 

Plantas txicas so encontradas em todos os lugares: quintais, terrenos baldios e dentro de casa. Quando colocadas na boca ou manipuladas podem ser perigosas, principalmente para as crianas. Os efeitos das plantas variam com as diferentes espcies, sendo que os mais comuns so: nuseas, vmitos, diarria e desidratao. 

Preveno: 
- Mantenha plantas de qualquer tipo longe do alcance das crianas;
- Ensine s crianas que no se colocam plantas na boca;
- Conhea as plantas da sua casa e arredores pelo nome e caractersticas;
- No use remdios caseiros feitos de plantas sem orientao mdica;
- No coma plantas desconhecidas. Lembre-se de que h regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta. 

Conduta: 
1. Retire da boca da vtima o que resta da planta, cuidadosamente e enxague-a com gua corrente abundante;
2. Faa o intoxicado ingerir gua, leite, clara de ovo;
3. Examine a lngua e a garganta da vtima para verificar a irritao causada;
4. Procure um mdico;
5. Guarde a planta para posterior identificao. 

[28]Engasgamento

O procedimento a seguir, conhecido como Manobra de Heimlich, deve ser executado em casos de engasgamento.

Se a vtima ainda estiver respirando ou tossindo, facilite suas tentativas de se desengasgar, caso contrrio, se a vtima no estiver conseguindo nem tossir, siga o procedimento: 
1. Posicione-se atrs da vtima;
2. Coloque uma mo fechada exatamente entre o umbigo e o osso pontudo do peito;
3. Coloque sua outra mo aberta sobre a mo fechada e desfira cinco golpes para cima e para dentro da barriga da vtima at que o objeto saia ou a vtima fique inconsciente.
 
 
Se a vtima tornar-se inconsciente:
1. Deite a vtima de costas;
2. Cavalgue a vtima na altura das coxas;
3. Coloque suas mos, uma em cima da outra, abertas exatamente entre o umbigo e o osso pontudo do peito;
4. Desfira cinco golpes para cima e para dentro da vtima e a cada seqencia faa uma ventilao boca a boca;
5. Verifique o pulso, se o corao parar de bater, faa uma massagem cardaca;
6. Chame por socorro.
  

Para mais informaes, consulte o ABC dos Primeiros Socorros.

[29]Telefones teis

Polcia: 190
Atendimento Pr-Hospitalar - Ambulncia: 192
Corpo de Bombeiros: 193
Defesa Civil: 199
Disque Sade: 1520

[30]Informaes sobre o Sistema Esqueltico

Trata-se de uma torre de ossos unidos por dobradias e articulaes, em um sistema to admiravelmente equilibrado que permite correr, saltar e curva-se apesar dos ps pequenos. Os 206 ossos do adulto fixam os msculos e protegem os rgos vitais com grande variedade de formas e tamanhos.

Os ossos esto assim distribudos: 32 ou 33 na coluna vertebral, 22 na cabea, 24 nas costelas, 64 nos membros superiores, 62 nos membros inferiores, alguns ossos na regio do ouvido e outros na regio do trax. As principais funes so: proteo, sustentao, local de armazenamento de ions de clcio e potssio, alm de um sistema de alavancas que movimentado pelos msculos permite o deslocamento do corpo, no todo ou em parte e, por fim, nos ossos so produzidas certas clulas do sangue. Com relao a classificao dos ossos, eles podem ser:

a. longos: aqueles que apresentam um comprimento consideravelmente maior que a largura e a espessura. Exemplos: fmur, mero, rdio e ulna;
b. planos: apresentam comprimento e largura equivalentes, predominando sobre a espessura. Exemplos: ossos do crnio, como o parietal, occipital, frontal e outros;
c. curtos: aqueles que apresentam equivalncia das trs dimenses. Os ossos do carpo e do tarso so excelentes exemplos;
d. irregulares: possuem uma morfologia complexa. As vrtebras e o osso temporal so exemplos;
e. pneumticos: apresentam uma ou mais cavidades, de volume varivel, revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de seio;
f. sesamodes: desenvolvem-se na substncia de certos tendes ou da cpsula fibrosa de certas articulaes. 

[31]Informaes sobre o Sistema Muscular

Em nosso corpo existe uma enorme variedade de msculos, dos mais variados tamanhos e formatos, cada um com sua funo conforme o seu local de origem. Temos aproximadamente 212 msculos, sendo 112 na regio frontal e 100 na regio dorsal. Cada msculo possui o seu nervo motor, o qual divide-se em muitos ramos para poder controlar todas as clulas do msculo. As divises destes ramos terminam em um mecanismo conhecido como placa motora.

O sistema muscular  capaz de efetuar uma imensa variedade de movimentos, todos controlados pelo sistema nervoso. Alm disso no podemos esquecer de salientar a importncia dos msculos na postura e nas dores, pois sabemos que muitas delas so provocadas por encurtamento de msculos, ou leses nos mesmos.

Os msculos sempre atuam aos pares. Logo, o encurtamento de um dos msculos do par, faz com que o outro sofra esforo indevido, provocando dores e posicionamento inadequado do indivduo. As patologias mais comuns desse desequilibro so as lombalgias, cervicalgias, dores no nervo citico, pubeite, lateralizao da patela, entorse de tornozelo e tendinites. 

[32]Informaes sobre o Sistema Respiratrio 

O Sistema Respiratrio  responsvel pela absoro de oxignio e a eliminao do gs carbnico possibilitando, em conjunto com o Sistema Circulatrio, que as clulas do corpo produzam energia para realizar suas funes. O principal rgo respiratrio  o pulmo. Suas principais funes so: 

a. metabolizar alguns compostos;
b. filtrar materiais txicos da circulao sangnea;
c. realizar a troca gasosa, ou seja, possibilitar que o oxignio do ar se misture com o sangue e o dixido de carbono do sangue se misture com o ar, para ser eliminado. O oxignio e o dixido de carbono dissolvem-se no ar e no sangue por difuso simples ou seja, de um local com uma alta presso para uma baixa presso parcial.

O volume de ar no pulmo  de 500ml, mas s 350ml participam da troca gasosa. O restante  conhecido como espao morto anatmico. 

[33]Informaes sobre o Sistema Nervoso

O sistema nervoso se divide em duas partes: sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso perifrico (SNP). O SNC  responsvel pela recepo de estmulos e pelo comando do corpo. J o SNP  constitudo pelas vias que conduzem os estmulos ao SNC ou que levam at aos rgos efetuadores as ordens emanadas da poro central.

O SNC  constitudo pela medula espinhal e pelo encfalo. J o SNP compreende os nervos cranianos (12) e espinhais (33), os gnglios e as terminaes nervosas.

No podemos esquecer das meninges que envolvem o encfalo e a medula espinhal. As meninges so; a dura-mter, a aracnide e a pia-mter. No espao subaracnide e nos ventrculos circula um liquido de composio qumica pobre em protena denominado de liquor, e que possui a importante funo de proteger o sistema nervoso. O estudo da composio do liquor pode ser valioso para o diagnstico de muitas doenas do sistema nervoso.

[34]Informaes sobre o Sistema Circulatrio 

Este sistema  constitudo por cerca de  97.000 quilmetros de canais que transportam o sangue para todas as partes do corpo. Sua caracterstica mais impressionante  a maneira pela qual mantm o sangue em circulao, fluindo do corao para as artrias e das veias para o corao, apesar da fora da gravidade e de milhes de rotas alternativas disponveis.

O corao d ao fluxo sua fora, enviando o sangue recm-oxigenado atravs da aorta (a maior artria do corpo) para as artrias menores e at para a parte superior da cabea. As artrias bifurcam em outras menores, que por sua vez dividem-se em milhes de capilares. Esses capilares acabam se unindo para formar as vnulas, as quais se unem para formar veias, vasos da parede delgada com vlvulas interiores que impedem o sangue de voltar atrs.

Funcionando como uma bomba contrtil-propulsora, o corao  o principal rgo do Sistema Circulatrio. Ele se divide em quatro cmaras: dois trios e dois ventrculos. No trio direito desembocam a veia cava superior e inferior, no trio esquerdo desembocam as veias pulmonares em numero de quatro. Do ventrculo direito sai o tronco pulmonar, que aps um curto trajeto bifurca-se em artrias pulmonares direita e esquerda, do ventrculo esquerdo sai a artria aorta. 

[35]Sinais Vitais

So todos os sinais que indicam a existncia de vida, ou ainda, reflexos e sinais que permitem concluir sobre o seu estado geral. Utiliza-se a observao dos sinais vitais mais importantes do Corpo Humano para avaliar o estado fsico e mental 
das pessoas. Estes sinais so: 

a. Temperatura;
b. Pulso; 
c. Respirao. 

O pulso  verificado em todas as artrias existentes no corpo, so elas: 
- cartida; 
- braquial; 
- radial; 
- temporal; 
- popltea; 
- tibial anterior. 

[36]Estado de Choque

Em todos os casos de leses graves, com grandes hemorragias internas ou externas, pode surgir o estado de choque. 

Condies causadoras do estado de choque:
1. Queimaduras graves, ferimentos graves ou extensos;
2. Esmagamentos;
3. Perda de sangue;
4. Acidentes por choque eltrico;
5. Envenenamento por produtos qumicos;
6. Ataque cardaco;
7. Exposio a extremos de calor ou frio;
8. Dor aguda;
9. Uma infeco;
10 .Intoxicao por alimentos;
11. Fraturas.

Sinais que indicam o estado de choque:
1. Pele fria e pegajosa;
2. Suor na testa e nas palmas das mos;
3. Face plida, com expresso de ansiedade;
4. A vtima queixa-se de sensao de frio, chegando s vezes a ter tremores;
5. Nuseas e vmitos;
6. Respirao curta, rpida e irregular;
7. Sede, agitao e confuso mental;
8. Viso nublada;
9. Pulso fraco e rpido;
10. Ausncia parcial ou total de conscincia.

Diante deste quadro, enquanto espera a chegada de recurso mdico, ou providencia o transporte da vtima, tome as seguintes medidas: 
1. Realize uma rpida inspeo na vtima;
2. Combata, evite ou contorne a causa do choque, se possvel (exemplo: controle da hemorragia);
3. Conserve a vtima deitada com as pernas elevadas em ngulo de 30 graus caso no haja fratura;
4. Afrouxe a roupa apertada no pescoo, no peito e na cintura;
5. Retire da boca caso existam: dentadura, goma de mascar etc.;
6. Mantenha a vtima respirando;
7. Mantenha a cabea da vtima virada para o lado;
8. Se for possvel, mantenha a cabea da vtima mais baixa que o tronco;
9. Mantenha a vtima agasalhada, utilizando cobertores, mantas etc..

No d, em hiptese alguma:
- bebidas alcolicas;
- lquidos, se a pessoa estiver inconsciente ou semi-inconsciente, ou caso suspeite de leso abdominal.

[37]Choque Eltrico 

 No toque na vtima at que ela esteja separada da corrente ou que esta seja interrompida.

No tente retirar uma pessoa presa a um cabo eltrico exposto ao tempo, a menos que voc tenha sido especialmente treinado para este tipo de salvamento. Entretanto lembre-se de que cada segundo de contato com a eletricidade diminui a possibilidade de sobrevivncia da vtima ao choque eltrico. 
 

Se voc souber, desligue a tomada ou a chave geral da corrente eltrica. Se no souber, chame imediatamente algum que entenda do assunto ou ento use uma vara ou ramo seco, uma corda seca ou um pano seco para afastar ou empurrar o fio da vtima. Toque apenas em material seco e que no conduza eletricidade. 

Em caso de choques eltricos so comuns as paradas respiratrias. Inicie a respirao boca a boca logo que a vtima esteja livre do contato com a corrente eltrica.

[38]Hemorragia

Hemorragia  a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sangneo, veia ou artria, alterando o fluxo normal da circulao. A Hemorragia abundante e no controlada pode causar morte em 3 a 5 minutos. 

Classificao: 

1. Segundo o Local: 
Externa: Origem visvel, o sangue verte para o exterior. 
Interna: Quando se produz numa cavidade fechada. Ex: fgado, bao etc. 
Mista: Interna no momento de produzir-se, e externa quando verte para o exterior. 

2. Segundo a espcie: 
Arteriais: Mais perigosas; o sangue  vermelho vivo e sai em jato forte, rpido e cclico. 
Venosas: O sangue  mais vermelho-escuro, e sai de forma contnua e lentamente. 
Capilares: O sangue  de cor intermediria, e brota como pequenas gotas. 

Fatores que interferem e modificam o efeito de uma hemorragia. 
Idade: menor tolerncia em crianas e velhos. 
Sexo: menor tolerncia em mulheres. 

O que fazer diante de uma Hemorragia? 
As providncias que voc deve tomar para estancar a hemorragia vo depender da parte do corpo em que ela se localiza. 

Para saber como proceder veja:
Hemorragia Interna
Hemorragia Externa
Hemorragia Nasal

[39]Hemorragia Interna

Para maiores informaes veja Hemorragia.

Uma coliso ou um choque com objeto pesado pode acarretar muitas vezes, em hemorragia interna. A hemorragia se traduz pelo rompimento de vasos internamente ou de rgos importantes como o fgado ou o bao. Como no vemos o sangramento, temos que prestar ateno a alguns sinais externos, para podermos diagnosticar e encaminhar ao tratamento mdico imediatamente e evitar o estado de choque.

Verifique:
Pulsao: Se o pulso est fraco e acelerado; 
Pele: Se est fria, plida e se as mucosas dos olhos e da boca esto brancas; 
Mos e dedos (extremidades): Se esto arroxeados pela diminuio da circulao sangnea. 

O que fazer:
1. Deite o acidentado, com a cabea num nvel mais baixo que o do corpo, mantendo-o o mais imvel possvel.; 
2. Coloque uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do trauma; 
3. Tranqilize o acidentado se ele estiver consciente; 
4. Suspenda a ingesto de lquidos; 
5. Observe rigorosamente a vtima para evitar parada cardaca e respiratria; 
6. Providenciar auxlio mdico. 

[40]Hemorragia Externa

Para maiores informaes veja Hemorragia.

Nos membros superiores (braos) e inferiores (pernas). So casos que encontramos com facilidade e que podem acontecer a qualquer momento quando lidamos com materiais cortantes ou mesmo quando se leva um tombo e h sangramento na ferida. 

O que fazer: 
1. Deite a vtima imediatamente; 
2. Levante o brao ou a perna ferida e deixe assim o maior tempo possvel; 
3. Coloque sobre a ferida um curativo de gaze ou pano limpo e pressione; 
4. Amarre um pano ou atadura por cima do curativo; 
5. Se continuar sangrando, faa a compresso na artria mais prxima da regio; 
6. Providencie auxlio mdico.

Ao cessar a hemorragia, evite movimentar a parte afetada.

[41]Hemorragia Nasal

Para maiores informaes veja Hemorragia.

De todas as hemorragias que podem acontecer esta  a mais comum em crianas e adultos.  causada pelo rompimento dos vasos sangneos do nariz devido a esforos fsicos, excesso de sol, trabalhos expostos a altas temperaturas, diminuio de presso atmosfrica, sadas bruscas de cmaras pneumticas de submerso, ou ainda em conseqncia de algumas doenas, o que requer uma investigao imediata.

O que fazer:
1. Tranqilize a vtima; 
2. Afrouxe a roupa que estiver comprimindo o pescoo e o trax da vtima;
3. Sente a vtima em local fresco, verificando o pulso (se estiver cheio e forte, deixe sair uma certa quantidade de sangue); 
4. Comprima a narina sangrante com os dedos por 5 a 10 minutos; 
5. Tampe a narina sangrante com um chumao de algodo; 
6. Coloque uma compressa de pano frio ou uma bolsa de gelo no nariz, testa e nuca da vtima; 
7. Se a hemorragia no cessar desta forma, encaminhe a vtima imediatamente ao mdico.

Recomendaes: 
- Pea a vtima que respire pela boca; 
- No a deixe assoar o nariz. 

[42]Picadas por cobras

Procure a Regional da Secretaria de Sade ou o hospital mais prximo. Os postos de sade no possuem soro antiofdico e no devem ser procurados, para que no haja perda de tempo.

 importante que o local picado seja lavado com gua e sabo para evitar infeces secundrias. Mantenha a pessoa picada em repouso, no trajeto para o hospital. O membro atingido deve ser mantido para o alto. Se a picada for na perna, a pessoa deve ser deitada, com a perna para cima. Ainda durante o trajeto para o hospital, voc pode aplicar compressa de gelo no local atingido. No tente sugar o veneno. Normalmente, espremer a regio no ajuda, pois as picadas so profundas e o sangue no sai.  importante, tambm, que a cobra seja identificada. Se voc no souber fazer a identificao, ela deve ser levada para a avaliao dos mdicos, pois cada espcie tem um tipo de soro antiofdico diferente.

[43]Ferimentos Leves

Faa a limpeza do local com soro fisiolgico ou gua corrente, curativo com mercurocromo ou iodo e cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, encaminhando a vtima a um posto mdico. 

No tente retirar farpas, vidros ou partculas de metal do ferimento.

Para ferimentos profundos, veja Hemorragia.

[44]Ferimentos Graves

Ferimentos Abdominais Abertos:
Evite mexer em vsceras expostas. Cubra-as com compressas midas e fixe-as com faixa, removendo a vtima com cuidado a um pronto-socorro mais prximo. 

Ferimentos Profundos no Trax:
Cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, evitando entrada de ar para o interior do trax durante a inspirao. Aperte moderadamente um cinto ou faixa em torno do trax para no prejudicar a respirao da vtima.

Ferimentos na Cabea:
Afrouxe as roupas da vtima e mantenha-a deitada de barriga para cima, agasalhada. Faa compressas para conter hemorragias, removendo-a ao pronto-socorro mais prximo.

[45]Ferimentos Perfurantes

So leses causadas por acidentes com vidros, metais etc.. Deve ser feito um curativo com gaze e atadura.

Cuidados ao fazer o curativo:
- A regio deve estar limpa e os msculos relaxados;
- Comee a enfaixar das extremidades dos membros lesados para o centro;
- Qualquer enfaixamento ou bandagem que provoque dor ou arroxeamento na regio deve ser afrouxado imediatamente;

Torniquetes:
So utilizados somente para controlar hemorragias nos casos em que a vtima teve um membro amputado ou esmagado. 

[46]Transporte de Acidentados 

A movimentao ou transporte de um acidentado ou doente devem ser feitos com cuidado a fim de no complicar as leses existentes. 

Antes de remover a vtima:
- Controle a hemorragia;
- Mantenha a respirao;
- Imobilize todos os pontos suspeitos de fraturas;
- Evite ou controle o estado de choque.

A maca  o melhor meio de transporte:
Pode-se fazer uma boa maca adotando-se duas camisas ou um palet em duas varas ou bastes resistentes ou enrolando um cobertor, dobrado em trs, em volta de tubos de ferro ou bastes. Ou ainda, usando uma tbua larga.

Ao remover ou transportar a vtima, obedea s seguintes orientaes:

Como levantar a vtima com segurana:
Se o ferido tiver de ser levantado antes de um exame para verificao das leses, cada parte de seu corpo deve ser apoiada. O corpo tem de ser mantido sempre em linha reta, no devendo ser curvado. 

Como mover o ferido para um local seguro:
Puxe a vtima pela direo da cabea ou pelos ps e nunca pelos lados. Tenha o cuidado de certificar-se de que a cabea est protegida. 

Como transportar a vtima:
Ao remover um ferido para um local onde possa ser usada a maca, adote o mtodo de uma, duas ou trs pessoas para o transporte da vtima, dependendo do tipo e da gravidade da leso, da ajuda disponvel e do local (escadas, paredes, passagens estreitas etc.).

Os mtodos que empregam um ou dois socorristas so ideais para transportar uma pessoa que esteja inconsciente devido a afogamento ou asfixia. Todavia, no servem para carregar um ferido com suspeita de fraturas ou outras leses graves. Em tais casos, use sempre o mtodo de trs socorristas. 

Empregue um dos mtodos abaixo, conforme o caso: 
1. Transporte de apoio;
2. Transporte em "cadeirinha";
3. Transporte em cadeira;
4. Transporte em brao;
5. Transporte nas costas; 
6. Transporte pela extremidade;
7. Transporte em tbua com imobilizao do pescoo (suspeita de fratura de coluna);

O transporte de acidentados em veculos (ambulncias ou carros) tambm merece cuidados. Oriente o motorista quanto a freadas bruscas e balanos contnuos, que podero agravar o estado da vtima. Lembre-se de que o excesso de velocidade, longe de apressar o salvamento do acidentado, poder causar novas vtimas.

Manipulaes erradas na coluna cervical (pescoo) so responsveis por inmeras leses definitivas ou agravamento das condies da medula espinhal.

[47]Acidentes Provocados pelo Calor 

- Insolao: Ao dos raios solares, sobre uma pessoa, por tempo prolongado (praia, campo ou mesmo nas grandes cidades);

- Intermao: Ao do calor sobre pessoas que trabalham em ambientes fechados a altas temperaturas. Exemplo: caldeiras, fornos etc..

Sintomas:
- Pele quente e vermelha, seguida de palidez facial;
- Sudorese intensa;
- Respirao rpida;
- Vertigens e agitao. 

Como proceder:
Diminua a temperatura do corpo da vtima. Retire-a do local, umedea sua cabea e seu tronco com gua fria e oferea lquidos  vontade. 

[48]Acidentes Provocados pelo Frio 

Sintomas:
- Limitao dos movimentos dos membros;
- Palidez facial;
- Pele fria;
- Dores articulares, semiconscincia e vertigens. 

Como proceder:
Aquea a parte atingida utilizando gua morna, roupas quentes, exerccios ou  com qualquer meio disponvel para gerar, sem queimar a pele.

[49]Corpo Estranho nos Olhos 

Pequenas partculas de vidro, madeira, poeira, carvo, areia ou limalha, gros diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros entre outros.

Como proceder:
- Pisque os olhos para permitir que as lgrimas lavem e removam pequenas partculas;
- No tente retirar o corpo estranho, nem esfregue os olhos com os dedos.

Caso o mtodo anterior no funcione:
- Lave o olho com soro fisiolgico ou gua limpa, utilizando um conta gotas, ou deixando um filete de gua escorrer sobre o mesmo;
- Quando o corpo estranho estiver no "branco" do olho e for terra ou areia, tente remov-lo delicadamente com um cotonete. 

No faa:
Se o corpo estranho estiver fixo ao globo ocular no tente retir-lo. Coloque uma compressa ou pano limpo sobre os dois olhos para evitar movimentos conjugados e leve a vtima ao hospital imediatamente.

[50]Corpo Estranho no Nariz

Pequenas partculas de vidro, madeira, poeira, carvo, areia ou limalha, gros diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros etc..

Como proceder:
- Tente expelir o ar pela narina contendo o corpo estranho. Para isso, feche a outra narina com o dedo e assoe o nariz;
- Caso o corpo estranho esteja aderido  narina e no seja possvel remov-lo desta forma, procure um hospital imediatamente.

[51]Corpo Estranho nos Ouvidos 

Pequenas partculas de vidro, madeira, poeira, carvo, areia ou limalha, gros diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros entre outros.

Como proceder:
- Coloque algumas gotas de leo caseiro dentro do ouvido atingido e posicione a cabea de forma que o corpo estranho possa escorregar para fora.

No introduza nenhum instrumento em seu ouvido. Se no foi possvel remover o corpo estranho com o dedo, ou com leo, v a um hospital imediatamente.

[52]Corpo Estranho na Garganta

Pequenas partculas de vidro, madeira, poeira, carvo, areia ou limalha, gros diversos, sementes, insetos, mosquitos, formigas, moscas, besouros, espinhos de peixe etc..

Como proceder:
- Mantenha-se ao lado da vtima e de forma calma pea para ela tossir vrias vezes, com a inteno de expelir o corpo estranho;
- Com a mo em formato de concha, aplique alguns golpes no meio das costas com o tronco levemente fletido para frente;
- Tentar a Manobra de Heimlich em p ou deitado, caso a vtima desmaie;
- No obtendo sucesso, realize respirao boca a boca com a vtima deitada de barriga para cima e procure socorro mdico. 

[53]Parto

Chame um mdico ou providencie transporte para um hospital imediatamente. Caso o parto ocorra no caminho ou antes da chegada do mdico, siga os procedimentos abaixo:

Procedimentos: 
- No tente acelerar o nascimento da criana;
- Lave as mos e conserve limpo tudo o que cerca a me;
- Durante o parto apenas ampare o corpinho da criana que nasce;
- Proteja o recm-nascido, evitando contato com locais sujos ou cho frio e mido. Mantenha a criana com a cabea ligeiramente abaixada;
- Cubra o recm-nascido a fim de mant-lo aquecido;
- Caso o beb no esteja respirando, limpe rapidamente sua boca e nariz e coloque-o de cabea para baixo, o que facilitar a sada de secrees. Se ainda assim, o beb no respirar, aplique a respirao boca a boca. Aja com delicadeza;
- Ferva uma tesoura ou limpe-a com lcool. Faa o mesmo com um barbante ou linha grossa;
- Amarre o barbante ou linha grossa em volta do cordo umbilical, a cerca de 5 cm do beb (quatro dedos) para interromper a circulao sangnea no cordo. A seguir, amarre um outro barbante em volta do cordo umbilical, a cerca de 10 cm do beb. Mantenha uma distncia de 5cm entre os dois ns;
- Corte o cordo umbilical, entre os dois barbantes, usando a tesoura limpa;
- Mantenha me e filho agasalhados;
- Segure a criana com cuidado e apenas o necessrio;
- Afaste as pessoas do local;
- Leve me e filho imediatamente ao hospital mais prximo.

Importante:
- No interfira no processo de parto;
- No lave a pelcula de cor esbranquiada que cobre o corpo do recm-nascido, pois ela protege sua pele;
- Nada deve ser feito com relao aos olhos, ouvidos, nariz e boca do beb, a no ser que ele no esteja respirando. Deixe isso por conta do mdico, da parteira ou da enfermeira.

[54]Cuidados com um doente em casa 

Nem sempre um doente acamado  tratado em hospital. Por fora da natureza da doena, do local de residncia, deciso do mdico ou da dificuldade financeira, um doente pode ficar vrios dias acamado em casa. Se for esse o caso, eis alguns conselhos sobre como adaptar a rotina da casa  emergncia de ter que tratar de um doente:

1. Anote o telefone do mdico e outros que sejam teis;
2. Ponha um amigo ou vizinho a par do problema;
3. D ao doente o melhor quarto da casa: limpo, arejado, iluminado e prximo ao banheiro se possvel;
4. Troque lenis e cobertas diariamente ou sempre que estejam sujos;
5. Mea a temperatura, veja o pulso e a respirao, d remdios - tudo nas horas determinadas pelo mdico;
6. Mantenha remdios fora do alcance do doente e das crianas;
7. Evite visitas e conversas demoradas com o doente para no cans-lo;
8. Zele pela higiene do doente, do quarto e de quem lida com o enfermo.

Higiene:
- Lave as mos antes e depois de cuidar do doente. Ensaboe, friccione, enxague. Esfregue lcool ou gua de colnia aps lavar;
- Limpe o termmetro aps uso, principalmente se tomar a temperatura na boca ou no reto. Use algodo e lcool;
- Lave pratos e talheres do doente em gua fervente.

Temperatura:
Verifique se o termmetro est marcando 35 graus ou menos. Coloque o termmetro na axila, na boca ou no reto e espere pelo menos um minuto. Leia a temperatura e anote. Em caso de dvida repita a operao.

Pulso:
O brao e a mo do doente devem estar em repouso sobre a cama ou a mesa. Coloque seu indicador e dedo mdio no pulso do doente, no lado correspondente ao polegar. Nunca use o seu prprio polegar para contar as pulsaes. Conte durante um minuto e confira se necessrio. Anote. 

Respirao:
Observe a respirao do doente sem que ele perceba. Aproveite a hora de tomar o pulso. Veja os movimentos elevatrios do peito ou do abdmen. Verifique se a respirao  regular ou irregular, profunda ou curta. Conte por um minuto e anote.

Banho no Leito:
1. Remova as roupas da cama e do doente;
2. Coloque um plstico coberto por uma toalha seca por baixo do enfermo e da parte a ser lavada;
3. Cubra o resto do corpo do paciente com um cobertor;
4. Ponha uma bacia de gua morna junto  cama;
5. Esfregue o corpo do doente com gua morna e sabonete, usando para isso uma toalha ou uma esponja. Remova todo o sabo, enxague bem e cubra imediatamente;
6. Troque a gua da bacia vrias vezes para mant-la quente e limpa. Lave o enfermo da cabea para os ps, podendo inclusive coloc-los dentro da bacia.

Posio confortvel:
Uma boa postura ajuda a circulao, evita deformidades e presses anormais que podem causar irritaes ou ferimentos, preserva a fora e a flexibilidade dos msculos e retarda a fadiga ao leito. Ponha travesseiros, lenis dobrados ou qualquer outro apoio sob a cabea do doente, para descansar os braos, por baixo dos joelhos e nos ps. Um bom descanso para os ps consiste em colocar uma meia enrolada formando um apoio redondo para a base do calcanhar.Quando o doente se deitar de lado, ponha um travesseiro entre suas pernas e tambm como apoio das costas. Se quiser ou puder ficar na posio meio-sentado, providencie apoio para suas costas.

[55]Suprimentos de Urgncia

Tenha sempre em casa ou no seu automvel uma caixa de primeiros socorros. Eis alguns suprimentos necessrios:

1. Compressas de gaze esterilizadas de 7,5 x 7,5cm embrulhadas separadamente.
2. Rolos de ataduras de gaze (em 3 tamanhos).
3. Gaze, tipo chumao, para olhos.
4. Caixa de curativo adesivo.
5. Cotonetes.
6. Rolo de esparadrapo de 2,5cm.
7. Pacote de algodo absorvente.
8. Um vidro de 50cc de soluo anti-sptica, mertiolate, mercurocromo ou similar.
9. Pomada contra irritao da pele.
10. Vidro de amnia.
11. Vidro de lccol.
12. Vidro de leite de magnsia.
13. Vidro de gua oxigenada.
14. Tudo de vaselina esterilizada.
15. Sal de cozinha (pequeno pacote).
16. Tesoura.
17. Termmetro.
18. Saco para gua quente.
19. Sacos de plstico.
20. Caixa de fsforos.
21. Lanterna eltrica.
22. Conta-gotas.
23. Alfinetes de fralda.
24. Copos de papel.
25. Colheres de plstico.
26. Sabo lquido no custico ou sabonete.

Os materias relacionados podem ser enrolados em papel impermevel e colocados numa caixa de fcil transporte. Esta caixa deve ser guardada em local de fcil acesso e transportada junto  famlia em excurses, por exemplo.

[56]Perturbao Mental

1. Chame logo um mdico;
2. Procure localizar um parente ou pessoa que possa se responsabilizar pelo doente;
3. Trate o doente com respeito, seja qual for a reao dele e mesmo que lhe seja hostil;
4. Desvie a ateno do paciente de tudo que possa ser prejudicial. Tente conduzi-lo de atos destrutivos para os de proteo, de antagonismo para colaborao;
5. Tenha pacincia, seja amvel e inspire-lhe confiana;
6. Seja firme em suas decises. Somente tome atitude de imobilizar o doente se ele estiver na iminncia de causar prejuzos a si mesmo ou a outras pessoas.

Importante:
- No discuta com o doente;
- No seja spero ou autoritrio;
- No segure o doente, salvo para impedi-lo de ferir-se, ou ferir algum.

[57]Dor de dente

Causada por crie:
- Limpe a cavidade com uma mecha de algodo enrolada num palito;
- Encha a cavidade com "cera para dor de dente" e cubra-a com algodo.

No deixe a cera tocar na lngua ou nas gengivas para no queim-las.

Outras causas (gengivas, maxilares etc.):
- Use um saco de gua quente ou de gelo, sobre o rosto, no lado que estiver dolorido.

Em qualquer caso: 
- Tomar um analgsico comum traz alvio provisrio;
- Procure o dentista o mais rpido possvel.

[58]Dor de ouvido

Para alvio temporrio:
- Levante a cabea do paciente colocando-a sobre vrios travesseiros;
- Coloque um saco de gua quente ou almofada trmica sobre o ouvido afetado. 

Importante:
- No deixe o doente assoar o nariz com fora nem fechando uma das narinas;
- No use gotas, ungentos ou leos aquecidos no ouvido, a no ser que seja receitado pelo mdico;
- D ao paciente um analgsico comum para aliviar a dor.

O tratamento adequado exige diagnstico seguro que s o mdico pode dar.

[59]Infarto do miocrdio (Enfarte)

O enfarte ou ataque cardaco mais precisamente chamado de infarto do miocrdio,  a obstruo de uma artria, impedindo o fluxo sangneo para uma rea do corao, lesando-a. Ele pode ser fatal, por isso necessita de ajuda mdica imediata.

Procedimentos:
- Providencie auxlio mdico imediato;
- Deixe o paciente em posio confortvel, mantendo-o calmo, aquecido e com as roupas afrouxadas;
- Se houver parada cardiorrespiratria, alterne massagem cardaca e respirao boca a boca.

Para mais informaes, consulte o ABC dos Primeiros Socorros.

[60]Picadas por escorpio

A picada de escorpio  extremamente perigosa, principalmente para crianas. Como o veneno age rpido, o socorro deve ser imediato. O local deve ser lavado com gua e sabo, para evitar infeces secundrias e o escorpio deve ser levado junto com o paciente, para identificao.

No perca tempo com medidas caseiras. No trajeto para o hospital, mantenha a pessoa em repouso e aplique gelo no local do ferimento. Para reduzir a dor da vtima, pode ser dado um analgsico.

[61]Picadas por abelhas

A picada de abelha pode ser mais perigosa do que se imagina. No existe soro especfico para o caso. Dependendo da vtima, uma s picada pode gerar reaes alrgicas graves, porm as picadas mltiplas so as mais srias. Neste caso, no perca tempo com medidas caseiras e leve a vtima imediatamente ao Pronto Socorro mais prximo. 

No trajeto para o hospital, voc pode ir retirando os ferres deixados pelas abelhas. Para retirar os ferres, rasgue o local com uma lmina ou faca. Cuidado, o uso da pina faz com que o veneno continue sendo injetado.

As picadas de marimbondos e vespas so semelhantes s de abelhas mas nos dois casos, os ferres permanecem fixos nos insetos e no so deixados nas vtimas. Se as picadas forem mltiplas, a pessoa deve ser imediatamente encaminhada ao hospital ou Pronto Socorro mais prximo. 

[62]Picadas por aranhas

As picadas de aranhas venenosas so muito perigosas. Para cada tipo de aranha deve ser tomado um cuidado diferente, mas  importante que voc no perca tempo com medidas caseiras, que podem retardar o atendimento hospitalar.

Primeiro lave o local com gua e sabo para evitar infeces. Se a vtima sentir muita dor, d a ela um analgsico. Em caso de parada cardaca ou parada respiratria, inicie imediatamente a massagem cardaca ou a respirao boca a boca. 

Para mais informaes, consulte o ABC dos Primeiros Socorros.
