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Prédio da antiga Estação Experimental de Cana-de-Açúcar, do Ministério da Agricultura do Governo Federal, posteriormente Estação Experimental de Fruticultura da Secretaria da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, construído na década de 20, onde iniciaram as atividades da Escola Rural, hoje com projeto de restauração para torná-lo um centro cultura. |
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ORIGEM DA ESCOLA NORMAL RURAL
ILDEFONSO SIMÕES LOPES DE OSÓRIO |
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Juraci
Jaques Pasquotto
1°
Diretor e Professor Quando o Presidente do Estado do Rio Grande do Sul, na década de 20, o Dr. Getúlio Dorneles Vargas, preocupado com a pobreza da Região Nordeste do Estado, especialmente do Litoral Norte, pelo clima sub-tropical, criou um pólo de desenvolvimento na região, com a implantação da Usina de Açúcar e plantação de cana. Na ocasião, o Estado se socorreu do Governo Federal e, aqui em Osório, o Ministério da Agricultura, fundou a Estação Experimental da Cana-de-Açúcar. A área de terras, foi comprada da família “Pereira” e, foi designado o Engenheiro Dr. Pinheiro para executar as construções e instalações, sendo nomeado Diretor. As obras foram feitas pela firma “Andreolli” de Construções e para as aberturas foi contratado o marceneiro Dolcino Benfica, pai do João Bibi, para fazer nas portas e janelas um trabalho artesanal, que ficou muito bonito. Sob a direção do Dr. Pinheiro e a contratação de operários e auxiliares, foi iniciado o ajardinamento da área e o sistema de drenagens, que existem até hoje, como sendo os valos (drenos) todos calçados com pedras irregulares, inclusive os subterrâneos. Para iniciar a plantação, com a experimentação da cana-de-açúcar, o Ministério designou o Técnico Samuel Herberth Jones (Mister Jones), que era um inglês naturalizado em Pernambuco, especializou-se na cultura da cana. Mister Jones, era um pesquisador, dedicado e competente, do tipo “Caxias”. Importou mais de 20 variedades de cana-de-açúcar, e com isso, iniciou seu trabalho com grande êxito. Nesse período foi construída a Usina de Açúcar Santa Marta ali no Livramento, que passou a funcionar a todo o vapor na fabricação de açúcar, construída pela família Dreyer. Após a Revolução de 1930, Getúlio Vargas foi guindado ao posto de Presidente da República e, estabelecendo a nova política de regionalização da economia nacional, cabendo ao Nordeste do país, o monopólio de exploração do açúcar e do sal, com a conseqüente expansão da plantação da cana-de-açúcar. Em decorrência da regionalização da economia, o Ministério da Agricultura determinou o fechamento da Estação Experimental da Cana aqui de Osório, e que, posteriormente, também foi fechada a Usina Santa Marta, da família Dreyer. O imóvel da Estação, como terreno, casas e instalações, foram transferidos para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com a dispensa de todos os funcionários, com exceção de Samuel Herbert Jones (Mister Jones). Importante citar que, o Ministério da Agricultura ao transferir o imóvel para o Estado, designou um funcionário do Rio de Janeiro, para fazer a escritura pública de doação, sendo que este, nunca chegou ao Estado para executar a missão, daí é que o Estado não tem escritura pública de domínio da área da Rural e sim, o direito de posse. Em conseqüência o Estado, através da Secretaria da Agricultura, criou a Estação Experimental de Fruticultura, com experimentação de fruteiros sob-tropicais, como cítricos, abacates, pêras, mangas, pêssegos e tantos outros, inclusive a multiplicação da cana-de-açúcar, que “Mister Jones”, transferido da antiga Estação foi encarregado deste setor. Na nova Estação Experimental da Secretaria da Agricultura, além das plantas frutíferas e da cana, foram instalados um posto de reprodução de cavalos e de gado leiteiro da raça Holandês e distribuição de reprodutores de suínos das raças Duroch e Piau. Também foi criado um Centro de Apicultura para distribuição de “rainhas”, sendo encarregado “Mister Jones”, que tentou a inseminação artificial das rainhas e também iniciou a fabricação do hidro-mel, uma deliciosa bebida muito forte, este também foi encarregado do Posto de Observação Meteorológica. A Estação experimental passou a ser um centro experimental agro-pecuário de atendimento aos agricultores e criadores da região, sendo que o local já estava inadequado, daí a transferência para Maquiné. Em 1950, o Governo do Estado adquiriu a nova área em Maquiné e, para lá, foi a Estação Experimental, quando Diretor o Engenheiro e pesquisador Nelson Matzembacher, grande figura humana, além de ser um exímio tocador de “bandonion”. Na transferência para Maquiné, a maioria dos funcionários também foram, porém, o Técnico Juraci Jaques Pasquotto, foi convidado para administrar a reforma do prédio, para a instalação, no mesmo local, da Escola Rural. O Governo do Estado, através da Secretaria de Educação, criou o Grande Plano de Ensino Rural. Teve como Superintendente do Ensino Rural o Dr. João Pedro dos Santos, que em 1951, criou por Decreto a Escola Normal Rural de Osório, que passou a funcionar em julho de 1952, quando então o prof. Juraci Pasquoto, foi nomeado Diretor e lá ficou por 6 anos. Recentemente a Escola Normal Rural “Ildefonso Simões Lopes”, comemorou 50 anos, com uma bonita festa.
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A TRAJETÓRIA DE SEUS PRIMEIROS 25 ANOS (1952 – 1977) FESTEJOS DO JUBILEU DE PRATA |
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Benito
Barbosa Izolan
Prof.
História anos 50/60/70 Transcorria o ano de 1952. A Estação Experimental da Secretaria de Agricultura situada em Osório estava se transferindo para o Distrito de Maquiné. Uma série de prédios e instalações ficavam à disposição do Governo do Estado para serem utilizadas em outras atividades. A Secretaria de Educação e Cultura do Estado tomou conhecimento da disponibilidade deste patrimônio. Através da ação pronta e decidida do Prof. João Pedro dos Santos, Superintendente do Ensino Rural, ficou determinada a instalação de uma Escola Normal Rural em Osório. Já no primeiro semestre de 1952, a Secretaria de Educação designava o Prof. Juraci Jaques Pasquotto para orientar as reformas dos prédios que serviriam para instalar a nova unidade de ensino. Em julho, começava a funcionar a Escola Normal Rural que por dois decênios formou professores rurais em cursos regulares e em cursos intensivos. Toda uma geração de mestres, aqui formados, marcou com seu trabalho os rumos da educação rural no Rio Grande do Sul. O trabalho pioneiro do Prof. Juraci prolongou-se por quase toda a década dos anos cinqüenta. Por breves períodos exerceram a direção os professores André José Fauri e Antônio Denny Gubert, no ano de 1959, deixando um bom saldo de realizações. A partir de 1960, assumiu a direção o Prof. Romildo Bolzan que, num período de quatro anos, dinamizou a escola, construiu o Parque Esportivo e o prédio que seria ocupado pelo Instituto de Educação Rural, um conjunto arquitetônico adequado a um ensino moderno. Em 1964, na gestão do Prof. Luiz Carlos Ehlers, foi inaugurado pelo Presidente Castelo Branco o novo prédio e foi criado o Instituto de Educação Rural em substituição à antiga Escola Normal Rural. Em 1967, assumiu a direção o Prof. Francisco Fanfa Andrade que completa as instalações do prédio com novos equipamentos e cozinha moderna. Na sua gestão, também se implanta uma pioneira reformulação pedagógica. Em 1972, assumiu a direção o Prof. David Clemente Aumont, que consolida o Curso Fundamental e dá início ao curso Técnico em Agropecuária e ao Centro de Treinamento de Professores. Durante o ano letivo de 1977, foi comemorado na “Rural” os 25 anos do Instituto de Educação Rural “Ildefonso Simões Lopes”. A programação foi intensa com a participação dos alunos, professores, funcionários, ex-alunos e comunidade de Osório. A Comissão Central designada pelo Diretor Clodoaldo Saraiva era formada por professores e ex-alunos.
No período das comemorações, foram desenvolvidas as seguintes atividades: 1) – Sessão Solene de abertura dos Festejos do Jubileu, dia 09 de julho, com a presença de autoridades, ex-diretores, ex-professores, ex-alunos, alunos, professores e funcionários. Foram homenageados com placas alusivas os ex-diretores, funcionários e professores mais antigos do IER. Durante a cerimônia apresentou-se o Coral da Escola. Após a Sessão Solene, foi oferecido um coquetel a todos os presentes; 2) – durante todo o segundo semestre de 1977, foi realizado um trabalho de cobertura jornalística com o apoio do Departamento de Divulgação do SEC, Correio do Povo, Zero Hora, Rádio Gaúcha, Rádio Osório e Correio do Litoral; 3) – foi realizada uma Festa Junina para arrecadação de fundos para os festejos do Jubileu; 4) – com o mesmo objetivo foi realizado um almoço no IER dia 20 de agosto; 5) – o IER desenvolveu na Semana da Pátria e Semana Farroupilha uma programação especial com o apoio da Coordenação Pedagógica, Coordenação das Atividades Cívicas e Direção; 6) – nas datas especiais foram editados jornais murais; 7) – nas comemorações do Dia do Professor a comunidade escolar participou de Missa Festiva na Matriz, apresentando-se na ocasião o Coral do IER e Colégio Conceição; 8) – o IER, no segundo semestre, teve ativa participação nas Feiras de Ciências do município, região e Estado. O IER classificou-se em 2° lugar no Estado, na Categoria 2° Grau e no ano seguinte conquistou o 1° lugar; 9) – dias 28 e 29 de outubro, realizou-se o Encontro de Ex-alunos. A programação foi intensa constando de competições esportivas, Baile do Jubileu no CTG “Estância da Serra”; Santa Missa no Instituto de Educação Rural e churrasco festivo. A Coordenação do “Encontro de Ex-alunos” esteve a cargo do Prof. Ildo Trespach Monteiro; 10) – as atividades do Jubileu de Prata foram encerradas na primeira semana de dezembro. Na referida Semana, foram feitas representações teatrais coordenadas pela Área de Comunicação, exposição e vendas de trabalhos manuais pela disciplina de Educação Artística e uma atividade social com lanche oferecido a todos os alunos. A RURAL – Escola Estadual de Ensino Médio “Ildefonso Simões Lopes” é um educandário que orgulha a comunidade do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul pela sua tradição e qualidade do ensino. |
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A
RURAL:
do Jubileu de Prata ao Jubileu de Ouro
Cleto Vicente
Durlo
Prof.
História desde 81 1.
O Curso Técnico em Agropecuária
O Curso Técnico desde sua criação em 1972, tem preparado muitos
jovens para atuarem como profissionais no setor agrícola e pecuarista.
O Curso Técnico em Agropecuária era desenvolvido em três anos
atingindo três áreas importantes: a Formação Geral, a Formação
Especial (disciplinas da área técnica) e Projetos Práticos de
complementação da área técnica. Para concluir o curso o aluno
deveria desenvolver um projeto de estágio junto a empresas do setor
agro-pecuário de no mínimo de 720 horas, correspondendo a 5 ou 6
meses. Depois estagiário retornava
à Escola Rural, para fazer a defesa de seu projeto perante a uma
comissão julgadora.
O Agropecuário tem oportunizado a muitos jovens do meio rural dos municípios
e regiões próximas, através do internato da Rural, a grande realização
profissional, não só através das aulas teóricas, mas a oportunidade
de colocá-las em prática através das atividades de campo, onde são
executados importantes projetos ligados ao setor agrícola e animal. No
setor animal, a Rural tem desenvolvido para o Curso Técnico em Agropecuária,
projetos importantes como: Bovinocultura, Suinocultura, Avicultura,
Cunicultura, Apicultura e Agroindústria. Já no setor agrícola, a
Rural tem desenvolvido projetos de Mecanização Agrícola e Vegetal,
incluindo a Fruticultura, Silvicultura, Horticultura e Floricultura.
Os alunos do Técnico sempre tiveram a oportunidade de fazer outros
experimentos através das tradicionais Feiras de Ciências, que sempre a
Rural realizou com grande destaque na região. Nessas feiras muitos
alunos descobrem sua vocação e se revelam futuros cientistas nas várias
áreas, como comprova o depoimento do ex-aluno do Curso Técnico em
Agropecuária Prof. Sami J.
Michereff, Ph.D., Pós-Doc., hoje atuando na Universidade Federal
Rural de Pernambuco: “...fui
aluno entre 1974 a 1979 e só tenho boas lembranças da Rural e de Osório,
onde vivi até 1979... embora tenha minha vida particular e profissional
há mais de 12 anos em Recife, nunca esqueci a Rural e de Osório. Foi
um período de muita atividade, educação, esporte, formação de
personalidade; e, talvez o mais importante na minha vida: meu despertar
para a vida científica, pois nas “Feiras de Ciências”, que
existiam em Osório e regionais, a Rural sempre se mobilizava e tive a
oportunidade de participar de quatro edições anuais durante o período
que estudei na Rural. Uma grande incentivadora da ciência e a quem devo
muito na minha formação nessa área foi a Profa. Iolanda Izolan, com
quem tive o prazer de estudar durante os seis anos da Rural e de quem não
esqueci durante o curso de Agronomia, ... Esporte
também foi algo marcante durante minha passagem pela Rural e não esqueço
o Prof. Ivo, que era o treinador da equipe de basquete da Rural. Sempre
incentivava a turma para a prática de esporte, com os treinos à noite
no ginásio daquele colégio. O basquete me acompanhou durante toda a
passagem pela universidade, ... Relembrando
boas passagens na vida é muito bom e fico feliz em poder repartir com a
Rural. Tenho uma história bem particular de minhas “aventuras científicas”
na Rural que contarei posteriormente...” A partir de 1998, atendendo as novas orientações da Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, o Curso Técnico em Agropecuária sofreu mudanças, passando a funcionar através do Sistema Modular: Módulo 1, abrangendo a área Vegetal, com duração de um ano e o Módulo 2, abrangendo a área de Zootecnia, também com a duração de um ano. Para que o aluno obtenha o Certificado de Técnico em Agropecuária é necessário que cumpra um estágio de no mínimo de 480 horas e tenha concluído o Ensino Médio, independente de época e em qualquer Escola. Há flexibilização quanto a fazer o Módulo 2 antes do 1 e o Ensino Médio poderá ser cursado antes, durante ou depois. 2.
Os Cursos Agente de Defesa Sanitária Animal
e Preparação para o Trabalho Desde 1976, a Escola Rural desenvolvia o Curso Agente de Defesa Sanitária Animal, um ensino de 2° Grau com habilitação parcial, formando um profissional auxiliar técnico, destinado a área pecuarista e atendendo às exigências da Legislação Federal de Ensino, segundo a lei 5692/71. No ano de 1984, com as transformações proporcionadas pela lei 7044, o Curso Agente de Defesa Sanitária Animal foi transformado no Curso Preparação para o Trabalho. A partir dessa transformação a Escola Rural se preocupou com uma formação mais ampla para a vida. O Curso, além de desenvolver as matérias específicas e com programas destinados a preparar os jovens para o ingresso nos Cursos Superiores, proporcionava também através de “projetos extra-classe”, a oportunidade ao jovem descobrir sua vocação profissional e seus talentos. Durante a 1ª série, os alunos recebiam uma série de palestras proferidas por profissionais de várias áreas, as quais visavam despertar o interesse no aluno para uma determinada profissão. Na 2ª série, o aluno elaborava e executava um projeto de 20 horas, junto a um profissional, da livre escolha do aluno e de acordo com seu interesse. Cabia à Escola orientar, encaminhar e avaliar a execução de tal projeto. Na 3ª série, o aluno desenvolvia mais um projeto de 20 horas, que poderia ser um aprofundamento do projeto anterior, se ele havia gostado ou em outra área profissional, de acordo com seu interesse e aptidão, pois na 3ª série o aluno já estava mais maduro e já poderia se tornar uma pré-decisão profissional. Como grandes resultados desses projetos, logo no ano seguinte costumávamos ver o aluno ingressando em Cursos Superiores de áreas onde ele desenvolvera seus projetos. E como último resultado vemos ainda hoje grandes profissionais, alunos egressos da Rural espalhados por esse Rio Grande afora. Vejamos um trecho do depoimento do ex-aluno do Curso Preparação para o Trabalho Eng° Cristiano Souza Camargo (88/90): “...Recordo
muito bem que nossa turma foi sempre bem lembrada, pois a maioria dos
alunos passaram no vestibular e, com isso, muitos professores ficaram
orgulhosos. Tenho
muitas histórias para contar, pois quando estudei na Escola Rural,
minha vida mudou para melhor. Tenho muitas lembranças boas de lá e se
pudesse escolher de novo onde estudar, é claro que optaria pela Rural.
Sempre fui um aluno muito sapeca, mas em compensação muito estudioso.
Matei muitas aulas para jogar basquete com meus colegas, não me
arrependo, pois foram momentos bons que nunca, nunca mesmo sairão da
minha memória. Hoje
sou Engenheiro Civil. Passei na UFRGS graças aos meus mestres que se
dedicaram exclusivamente para dar aulas e assim me encaminhar na vida.
Também fiz concurso na Prefeitura Municipal de Osório, onde passei em
primeiro lugar e hoje trabalho lá. E
devo isso a Escola Rural e a todos os professores que me ajudaram.
Obrigado.
O curso PPT, como era denominado, passou a ter uma grande procura
chegando a 15, 16 turmas na 1ª série por ano. Municípios vizinhos
como Tramandaí, Capão da Canoa, Maquiné possuíam ônibus próprio
para conduzir seus alunos para a Rural, sem falar de alunos de outros
municípios que utilizavam o transporte regular. A procura por esse
curso foi tão grande que a Escola viu a necessidade de aplicar prova
seletiva para selecionar o ingresso dos alunos, uma espécie de
vestibular, que mais tarde foi substituído pelo critério da ordem de
inscrição e zoneamento residencial, dando-se preferência aos alunos
residentes no município de Osório.
Atendendo às exigências da nova Legislação Federal, em 1996 o curso
PPT passou a ser denominado de Ensino Médio, sem perder de vista os
grandes objetivos do PPT. Foram feitas renovações na base curricular
visando atender a nova realidade do Estado e do País. Uma educação
mais humana, mais democrática e participativa, buscando sempre
desenvolveu a qualidade de ensino sem perder de vista a formação
humana.
Há vários anos, a Escola Rural passou a adotar uma forma inovadora no
ambiente escolar. Trata-se da sala-ambiente. Cada professor passou a ter
sua própria sala, com seus recursos e materiais sempre à mão,
facilitando dessa forma o ensino-aprendizagem. Portanto, na hora da
troca de disciplinas é o aluno que se muda de sala. 3.
Curso Supletivo de Formação de Regentes de Classe para Professores
Leigos
Criado em 1972, a Escola Rural oferecia o popularmente chamado de Curso
para Professores Leigos, que atendia a uma clientela de várias faixas
etárias, por proporcionar uma formação de magistério, para as séries
iniciais do Curso Fundamental, que já atuavam nessas séries há pelo mínimo
dois anos. Uma formação específica de 2° Grau Magistério. Muitos
daqueles alunos eram egressos do antigo Curso Ginasial da Escola Normal
Rural. Assim buscavam formação específica e atendiam às exigências
da Legislação Nacional da Lei 5692/71.
O curso funcionava na Escola Rural no período de férias, nos meses de
janeiro, fevereiro e julho, para que o professor-aluno não deixasse de
atender seus alunos nas escolas em que trabalhavam. Nos três meses de férias,
o ensino era de forma direta e durante os semestres letivos, o
aluno-professor desenvolvia atividades de estudos à distância
orientadas pelos seus professores.
O sistema de internato abrigava os alunos de muitos municípios do Rio
Grande do Sul, especialmente da região Litorânea, da Serra e dos
Campos de Cima da Serra, isto é, de municípios que se desmembraram do
antigo município de Santo Antônio da Patrulha, um dos quatro primeiros
municípios da 1ª Divisão Política-Administrativa do Rio Grande do
Sul de 1809. Esse curso atendia em torno de 120 alunos e funcionou na
Escola Rural até o final dos anos 80.
Observação:
O Curso Fundamental foi introduzido
na década de 70, com a criação de uma nova escola anexa à Escola
Rural, denominada Escola
Seival, atendia as primeiras séries a 8ª, nunca foi o forte da Escola
Rural e nunca vingou com uma tradicional escola de ensino fundamental
por vários motivos, dentre eles destacamos: a localização distante
das comunidades; as escolas tradicionais do ensino fundamental da cidade
absorviam os alunos de nossa comunidade e a Rural sempre se caracterizou
como uma grande escola de 2° grau. A maior procura era pela 8ª série,
porque passou a se constituir a porta de entrada, pelos fundos ao 2°
grau uma, vez que o critério n° 1 de ingresso no PPT era
preferencialmente o aluno da escola. 4.
Os pioneiros que iniciaram as atividades
da Escola Rural em 8 de julho de 1952 A aula inaugural foi realizada em Sessão Solene, na Câmara Municipal de Osório. Estiveram presentes autoridades: o Sr. Prefeito Municipal Oliveira Steinmetz, o Superintendente do Ensino do Ensino Rural do Rio Grande do Sul, prof. João Pedro dos Santos, o Diretor Prof. Juraci Jacques Pasquotto e outros. A primeira aula foi de Geografia proferida pelo Prof. Luiz José Fin. Governador
Ildo Meneghetti Superintendente
do Ensino Rural
Prof. João Pedro dos Santos – responsável pela criação das Escolas Rurais do RS
Diretor Prof. Juraci Jaques Pasquotto
Secretária Profª Iná Ferrari de Oliveira
Professores Juraci J. Pasquotto – Horticultura; Luiz José Fin – Geografia; Lafayette P. dos Santos – Agricultura; Mauricio Areelned – Educação Física; Dirceu Trois – Educação Física; Maria de S. Silveira - Educação Física; Padre Pedro H. Jacobs – Religião; Samuel Jones – Ciências; Emilio Lock – Português; Clélia Silveira – Artes; Oscar Koech – Matemática; Vitálico Ant. Leal – História; Maria de Souza S. Duarte – Música.
Os
primeiros Funcionários da Escola Alcides Soares de Oliveira; Adelino Alves Martins; Napoleão Fernandes da Costa; Fernando Batista Noronha; Oliveira Batista dos Santos; Dorval Marques da Silva; Natal Fagundes da Rosa; Francilino Batista Gomes; Artur Pinto dos Santos; Alberto Gonçalves; Meda Löcblin Fick; José Dutshmann.
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Alceu Rodrigues de Souza, Adelina Matias de Morais, Anna Gladis Teixeira, Alice Ana de Oliveira, Antonio Cardona Machado, Acélio von Saltiel, Adalia Antoniêta Vidor, Antônia Nunes Marques, Bento Marcelino Goulart Mayer, Clésio Alar Mota Callil, Célia Vieira, Benito Paulo Zanini, Clélia Gomes de Lima, Cecília Augusta de Souza, Cacilda Martins Boeira, Diogo Arnaldo Toralles Peres, Décio Paulo de Mendonça Bastos, Dirceu Nunes Marques, Eni Maria Peixoto, Erica Ferreira Marques, Ermindo Humberto Venturini, Francisco Luvielmo, Isabeti da Silva Netto, Julieta Maicá, José Carlos Rosa, João Miranda Filho, José Nunes de Andrade, Leontina Peixoto da Silva, Luci Blaskowski, Leoni Jacinto Guedes Correa, Libindo Rocha Filho, Manoel Luiz Osório de Souza, Maria de Lurdes Sarcony Martins, Maria Pinheiro da Silveira, Noecy Ferreira da Silva, Nora von Saltiel, Pedro Fagundes da Rosa, Paulo Fagundes Velleda, Renato Delmar Araújo, Rudi von Saltiel, Teresinha Cruz da Silva, Terezinha Alves da Silva, Therezinha Batista Noronha. |
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Diretores
que trabalharam pela grandeza dos 50 anos da Escola Rural
5.
Eventos comemorativos ao Jubileu de Ouro 1951/2001
Escola escolhe sua bandeira
Nos meses de julho e agosto de 2001, foi o período em que os candidatos apresentaram suas propostas para a confecção da Bandeira da Escola. A Bandeira vencedora foi apresentada pelo ex-aluno Carlos Henrique Bach. A apresentação da Bandeira à comunidade ocorreu na Sessão Solene da Câmara Municipal, do dia 29 de outubro de 2001. Rural
promove festival de música O tradicional “Rural in Concert”, já consagrado festival de música, foi mais um sucesso como nos anos anteriores. Além de ser uma promoção cultural da Escola Rural, proporciona a descoberta de talentos musicais e artísticos. Na noite do dia 24 de agosto de 2001, as dependências do Clube Sulbrasileiro estiveram superlotadas, principalmente, com jovens de Osório e da região Litoral Norte, para apreciar a boa música criada pelos atuais alunos da Rural. Esse festival também proporcionou a integração de ex-alunos, pois muitos mataram a saudade dos tempos idos na Rural, se fazendo presentes no evento.
No corpo de jurados, foi marcante
a presença de ex-alunos, hoje artistas, como Rodrigo Munari, Renato Júnior
e outros.
Semana
da Pátria de Osório homenageia a Rural
A Escola Rural foi a estrela nas atividades comemorativas da Semana da Pátria de 2001. Na abertura dos atos comemorativos patrióticos, no dia 1° de setembro de 2001, junto ao Largo dos Estudantes, a Rural foi a grande homenageada pelas forças vivas do município. O Diretor, prof. de Educação Física, Ivo Boeckmann com um grupo de alunos da Rural, conduziram o fogo simbólico até a pira da pátria. A esse ato esteve presente grande quantidade de pessoas da “Família Rural”, composta por diretores, professores, alunos e funcionários, atuais ou que por ali passaram. No domingo, 2 de setembro, com a presença de bandas locais e regionais que abrilhantaram o desfile patriótico, foi marcante para a Escola Rural, quando homenageada especial devido ao seu jubileu de ouro. Com a presença maciça da “Comunidade Rural”, ex e atuais direções, professores, alunos e funcionários, a Rural desfilou com alto brilho, abrindo o desfile de todas as entidades educacionais do município e de suas forças vivas. No encerramento do desfile da Rural, promoveu-se um ato ecológico emocionante: a distribuição de mudas de árvores nativas, para a grande massa da população osoriense, que se fazia presente. Dentro da proposta de reflorestamento do Litoral Norte, a Escola Rural tem como um de seus símbolos, a natureza, não só porque se encontra em meio da exuberante floresta da costa da Serra Geral, como pela sua tradição do ensino agrícola e ecológico.
Rural faz descoberta de cientistas nas feiras
A feira jubilar ocorreu nos dia 29 de setembro de 2001, dia de grande movimentação para os alunos, envolvendo seus familiares e profissionais de diversas áreas da comunidade osoriense. Grupos de alunos têm revelado inovações na área de pesquisa, estimulando maior aprofundamento no processo ensino-aprendizagem. Todos os espaços da área térrea da Escola foram ocupados por estantes científicas das diversas disciplinas.
Café colonial integra comunidade e Rural ontem e hoje O café colonial, realizado no dia 20 de outubro, no Salão Paroquial de Osório, foi mais uma das promoções do jubileu da Rural. Envolveu a comunidade local com a “Comunidade Rural” de várias décadas. O ontem e o hoje se encontraram num só pensamento: “Nós somos a Rural ontem, hoje e sempre”. Vários ex-alunos de décadas diferentes e de outros municípios se fizeram presentes. Num bate-papo com um aluno dos anos 60, que veio de Gravataí, nos revelava um grande sonho: o de quando morrer ser enterrado enrolado na bandeira da Rural. O café promoveu também um desfile de moda, patrocinado por uma loja local, de propriedade de um ex-aluno, uma das promotoras dos eventos. Um grupo de professores e alunos revelaram um profissionalismo além da sala de aula - como modelos.
Rural também revela outros talentos artísticos
A casa legislativa do povo osoriense se transformou nesses três
dias, num cenário de realização de muitos jovens da Rural e
encaminhando alguns para a futura vida de ator. Esse festival tem atraído a atenção da comunidade regional do Litoral Norte gaúcho e se consolidado como um dos grandes eventos culturais promovidos pela Rural.
Representantes do povo osoriense homenageia a
Rural
No dia 29 de outubro de 2001, a Câmara Municipal de Osório realizou uma Sessão Solene, para agradecer e prestar homenagem em nome do povo osoriense à Escola Rural, que durante os 50 anos, muito tem contribuído para a formação e o crescimento da comunidade local. Na oportunidade representante de cada bancada, deu seu recado de congratulações e estímulo para a atual “Comunidade Rural”, no sentido de fortalecer a trajetória dessa grande Escola, que atua há 50 anos na região. Contou também com a presença de autoridades, entre elas o chefe do Executivo Municipal, prefeito Alceu Moreira da Silva. Ele fez um breve relato da importância da Rural e lembrou suas memórias de infância, quando seu irmão estudava na Escola Rural, no início dos anos 60. Por último, foi apresentada a bandeira da Escola, pelo ex-aluno Carlos Henrique Bach, vencedor do concurso da bandeira, que expôs o significado da mesma.
Um dia de festa e emoção promovido pela AEXAR
À noite, véspera do grande dia 1° de dezembro de 2001, já dava para se prever o que seria o dia seguinte. Aos poucos, vários ex-alunos da década de 50 e 60 se encontravam no recinto da Escola, para uma confraternização informal e preparativa para o grande dia. Nas rodas de bate-papo na cozinha, no refeitório, na volta da churrasqueira, o reencontro de velhos amigos, que há muitos anos não se viam. Era sentida a saudade dos velhos tempos que não se apagam, trazidos pela memória de cada um. Na manhã seguinte, o grande dia. Já bem cedinho eles foram chegando, aos poucos e logo se percebia em meio àquela exuberante natureza verde, fraternos abraços. Grupos daqui, grupos dali, outros aumentando os grupos após rodízio de abraços. Era o reencontro das turmas dos ex-alunos, de ex-professores e funcionários.
Segundo depoimento de alguns, nunca um reencontro anual da AEXAR
– Associação de Ex-Alunos da Rural - foi tão numeroso e tão
emocionante. Não podia deixar de ser, afinal era a comemoração de
ouro. Foi realizada uma Sessão Solene para marcar a passagem do Jubileu de Ouro e a escolha na nova diretoria da AEXAR. A cerimônia foi presidida pelo primeiro Diretor da Rural, prof. Juraci Jaques Pasquotto.
O saudosismo e a emoção tomaram conta dos presentes. Muitos
vieram de lugares distantes, do
outro lado do Rio Grande de outros Estados. Durante o almoço de confraternização era lindo se ver os ex-alunos de várias turmas, formando suas mesas como se estivessem revivendo seu tempo juvenil, quando passaram pela Rural.
Baile jubilar foi mais do que um sucesso
Nas semanas que antecederam ao baile, à procura por ingressos era um fracasso, pois já estavam esgotados. E os que resultaram de desistências, eram disputadíssimos. O baile jubilar ocorreu no Grêmio Atlético Osoriense, que ficou pequeno com a presença da “Comunidade Rural” de várias décadas. Foi mais do que uma grande festa: jantar, dança, novos e emocionantes reencontros, tornando-se uma grande noitada para coroar o dia 1° de dezembro de 2001.
Rural expõe sua História em fotos
Era 15 de dezembro de 2001. Dia em que a Rural completava os 50 anos do Ato de Criação da Escola. Na Praça Central, promovia-se uma exposição de fotos de várias épocas da Rural. A amostra foi acompanhada por uma roda de chimarrão. A exposição atraiu a atenção de muitas pessoas que por ali passavam e que foram marcar sua presença e matar sua curiosidade. Missa
em louvor pelos 50 anos
Às 18 horas do dia 15 de dezembro de 2001, o dia jubilar, a “Comunidade Rural”, compareceu à Catedral Diocesana de Osório, para participar da Missa em Ação de Graças, pelos 50 anos de trajetória abençoada por Deus e pela Natureza ... Rural
solidária
Profª
Sonia Maria Silveira de Andrade Os professores de Ensino Religioso e Sociologia da Escola motivados pelo tema da Campanha da Fraternidade-2002-“Fraternidade e os Povos Indígenas”, organizaram uma gincana solidária em prol dos índios com as 31 turmas da Escola. O objetivo foi arrecadar alimentos e cobertores para as comunidades indígenas Mbyá-Guarani promovendo, assim, a união das turmas, ressaltando em cada equipe a responsabilidade de praticar o ato generoso da partilha e seu envolvimento com a sociedade. No total foram arrecadados mais de uma tonelada de alimentos e muitos cobertores. Todo material recolhido foi distribuído entre três comunidades MBYÁ-Guarani nas reservas de Barra do Ouro, Palmares do Sul e Caraá. Mais uma vez a Escola Rural demonstra sua liderança na comunidade e alcança seus objetivos quando se empenha em algo para ser solidária com sua comunidade. 6.
Conclusão Durante 50 anos, a Escola Rural proporcionou a formação de milhares de jovens do Litoral Norte e de outras regiões do Rio Grande do Sul. A Rural acolheu e realizou, profissionalmente, centenas de professores e funcionários, que deram o melhor de si para que ela se tornasse um marco referencial educativo na região e no Estado. Grandes profissionais em diversas áreas, espalhados no Rio Grande do Sul, receberam sua formação na Escola Rural. A Rural se tornou num agente transformador desenvolvimentista da Região Litoral Norte e regiões adjacentes. |