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Em meio a tantas formas de
divulgação de informações científicas por meios eletrônicos, que incluem não apenas
as formas online via Internet como também arquivos de texto,
imagem ou som, armazenados em fitas magnéticas, CD-ROM, disquetes, softwares... como
fazer referência a estas formas de publicação? Em primeiro lugar, são válidas todas estas formas como meios oficiais de documentação científica? São reconhecidas e aceitas oficialmente pelas instituições? Já que a resposta é positiva, entramos em um campo interessante: como citar essas diversas formas, ou de uma maneira ainda mais ampla, como identificar, organizar e fazer referência aos documentos eletrônicos, de uma maneira reconhecida e aceita pela comunidade a que se destinam? Uma forma de publicação eletrônica das mais conhecidas no meio científico são os artigos, revisões, comunicações ou notas prévias, em publicações seriadas revistas ou jornais de divulgação científica, disponíveis na web. Mas existem também outros documentos eletrônicos que recebem consideração oficial e são peças importantes na referenciação bibliográfica dos autores. Hoje em dia, uma quantidade crescente da comunicação acadêmica é feita através de grandes redes de telecomunicação, o que inclui a correspondência pessoal (principalmente via e-mail) e as listas ou fóruns de discussão. As referências aos documentos eletrônicos devem refletir a identidade do meio, do suporte eletrônico onde estão armazenados: on-line ou banco de dados, programas de computador, fitas ou discos magnéticos. Para tornar possível a identificação das diversas formas eletrônicas e facilitar o entendimento do usuário não especializado, sugerimos uma consulta rápida, quando necessário, aos termos incluídos em nosso glossário. Documentos eletrônicos e suas características Podemos considerar como documento eletrônico toda informação armazenada em um dispositivo eletrônico (disco rígido, disquete, CD-ROM, fita magnética) ou transmitida através de um método eletrônico. Exemplos de documentos eletrônicos são os softwares, os bancos de dados, os arquivos de som, texto ou imagem disponíveis em CDs, discos ou fitas magnéticas, assim como as informações acessadas on-line via Internet, o que inclui as mensagens eletrônicas pessoais (e-mails), fóruns de discussão, arquivos de hipertexto (http, em sites da WWW), ou arquivos da Internet de formatos especiais, como FTP, Gopher, Telnet, entre outros, situados em seus respectivos sites. Diversas instituições, em todo o mundo, encarregadas de formular e publicar normas e padrões relativos à documentação, têm se pronunciado a respeito da questão de referenciação de documentos eletrônicos. No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) reformulou a NBR 6023 sobre referências bibliográficas, com a inclusão de documentos eletrônicos. A Norma 690-2 da ISO International Organization for Standardization tem sido possivelmente a fonte mais citada e adaptada para se estabelecer algumas regras de citação de documentos eletrônicos em trabalhos de pesquisa (3). Com o objetivo de auxiliar o pesquisador a se situar neste assunto, fazemos aqui uma breve apresentação de normas e orientações existentes, citando casos mais comuns de documentos eletrônicos, sem a pretensão de fornecer um guia para o assunto, tarefa que compete aos especialistas. Selecionamos como referências importantes alguns sites que lidam com o assunto, onde o pesquisador, ou o editor encontrarão, além da citada norma da ISO, informações criteriosas também em língua portuguesa, organizadas por instituições oficiais ou pesquisadores do setor de documentação (1,2,3). Toda referência bibliográfica deve incluir dados essenciais à identificação de um documento ou de uma parte do documento, seguindo uma norma determinada que facilite a exatidão e a clareza das informações. Eventualmente, elementos opcionais podem ser acrescentados, quando vêm facilitar a localização ou o reconhecimento do documento. A estrutura básica que orienta a referenciação de documentos tradicionais geralmente é a mesma a ser usada na referenciação de documentos eletrônicos. O que muda são as adaptações necessárias decorrentes das características peculiares de cada meio eletrônico de publicação.
No caso em que um documento tenha mais de uma forma, ou versão, os dados devem sempre se referir à versão particular do documento efetivamente consultada. Por exemplo, a citação de um artigo sobre pesquisa de Salmonella, publicado na revista Arquivos do Instituto Biológico on-line, consultado no dia 14 de janeiro de 2004, poderá ter a seguinte referenciação:
O mesmo artigo, armazenado em CD-ROM, consultado não importa quando, poderá ser citado como:
Quando se indicar o endereço em que um determinado documento pode ser localizado na Internet, deve-se transcrever com toda exatidão cada sinal, letra, ou espaçamento que compõe o URL, tomando cuidado para não alterar os caracteres das letras (maiúsculas ou minúsculas) e não colocar sinais de acentuação. Quando for necessário dividir o URL de uma linha para outra, fazer a divisão após um sinal de barra ( / ). Exemplo:
Ele poderá ser dividido, quando imprescindível, da seguinte maneira
Vejamos agora como se poderia citar um trabalho apresentado em um evento veiculado na Internet.
Tomando como exemplo um Congresso realizado pela Universidade Federal de Pernambuco:
Como fazer referência a uma informação obtida de uma comunicação pessoal através de e-mail? (Para a ABNT, essas mensagens, devido ao seu caráter informal, interpessoal e efêmero, só devem ser referenciadas se imprescindível.) Como nos demais casos, a referência deve conter os elementos essenciais e os elementos próprios ao meio utilizado:
Vejamos o exemplo de uma informação enviada em resposta a uma consulta através de e-mail:
E uma informação veiculada em um fórum ou lista de discussão? Recomenda-se a citação dos seguintes elementos:
Vejamos um exemplo:
Concluindo De modo geral, como vimos, as referências a documentos eletrônicos devem conter, além dos elementos essenciais presentes nas referências convencionais (autor, título, edição, data de publicação, local, editor ou responsável pela publicação), também os elementos específicos próprios da mídia que os contém, de maneira que possam ser convenientemente identificados, localizados e recuperados. O importante é que os elementos essenciais à identificação e eventualmente necessários à comprovação do documento sejam identificados e anotados pelo pesquisador no momento da consulta, para que possa tê-los à mão e usá-los de maneira adequada quando precisar elaborar suas referências bibliográficas. As maneiras de ordenar ou formatar os elementos podem variar, de acordo com as normas de cada publicação, e cabe aos especialistas em documentação e aos editores definir suas instruções aos autores. Referências Bibliográficas: 1. ABNT Digital. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Apresenta diretrizes e serviços do fórum nacional de normalização. São Paulo, SP. Disponível em: http://www.abnt.org.br. Acesso em: 16 jan 2004. 2. Maria Bernardete Martins Alves & Susana Margareth Arruda. Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e demais formas de documentos. Florianópolis, 2003. Disponível em: http://www.bu.ufsc.br/framerefer.html . Acesso em 16 jan 2004. 3. International Organization for Standardization. Exerpts from ISO draft international standard 690-2: information and documentation - bibliographic references - electronic documents or parts thereof. International Organization for Standardization, Ottawa, Ca. Disponível em: http://www.nlc-bnc.ca/iso/tc46sc9/standard/690-2e.htm. Acesso em 16 jan 2004.
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