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Marie
Curie
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Marie
Curie trabalhava com o marido, o f�sico Pierre Curie, que
compartilhava e dava total apoio a suas id�ias. A id�ia dela
era que a pechblenda, um min�rio precioso, devia conter algum
elemento diferente de todos que se conheciam na �poca, pois o
min�rio emitia radia��o muito mais forte do que seria de se
esperar se ele contivesse apenas ur�nio ou t�rio, j�
conhecidos. Ela j� havia observado que a radia��o emitida por
esses elementos era uma propriedade at�mica, que chamou
radiatividade. Pois bem, ela conseguiu que lhe fosse doada uma
tonelada desse min�rio existente na Bohemia. E como os cientistas da �poca
n�o lhe davam cr�dito, o �nico local que arranjou para trabalhar foi um galp�o
abandonado, de ch�o de terra e betume, que havia sido usado na Faculdade de Medicina como
sala de disseca��o de cad�veres. |
Ela trabalhou durante quatro anos, com a mat�ria
mineral em ebuli��o numa bacia de ferro, despejando e transportando l�quidos e
precipitados por todo o galp�o. Em meio a tanto trabalho, Pierre e Marie conseguiram
viver uma vida imensa. Anos felizes, segundo ela, em que eles se viram "imersos numa
preocupa��o �nica, como num sonho". Eles efetivamente chegaram � descoberta de
dois novos elementos qu�micos e estabeleceram as propriedades da radiatividade. Por esse
trabalho, receberam um pr�mio Nobel e a Medalha Davy, um pesado disco de ouro que serviu
de brinquedo para sua filha Irene, ent�o com seis anos.
Marie teve vida mais longa que
Pierre, trabalhou sempre incansavelmente e chegou a fazer confer�ncias no Rio de Janeiro,
onde passou quatro agrad�veis semanas. Foi a primeira mulher a ter reconhecimento
internacional como celebridade cient�fica. Um elemento marcante para quem l� a hist�ria
de sua vida � que ela mostra o ideal cient�fico vivido no seu dia-a-dia como uma paix�o
inebriante.
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