Teoria das assinaturas
A Teoria das Assinaturas baseava-se no antigo
provérbio "similia similibus curantur", ou seja,
"o semelhante cura o semelhante". O médico e
alquimista suíço conhecido como Paracelso (Philippus Aureolus
Theophrastus Bombastus von Hohenheim, 1493-1541) acreditava que
tudo o que é criado pela natureza reproduz a imagem da virtude a
que lhe é atribuída.
Assim, essa teoria associa o uso medicinal e nutritivo de uma
planta ao seu formato e cor. Um exemplo vivo disso é a romã.
Seu suco vermelho era comparado ao do sangue humano e, por isso,
usado como depurativo. Suas sementes, com formato de pequenos
dentes e dispostas como tal na polpa do fruto, eram utilizadas
para tratar de dores de dente.
Antes das descobertas científicas dos séculos XVIII e XIX,
quando ainda não se dispunha de técnicas para estudar as
plantas com maior profundidade, a Teoria das Assinaturas foi de
grande valia para ajudar os homens a encontrar a cura para seus
males no meio natural. Hoje, ela representa uma forma de
conservar e resgatar o conhecimento das comunidades de tradição
oral, auxiliando no reconhecimento das plantas cujas propriedades
medicinais foram colocadas em evidência anteriormente.