Cominho |

O nome científico
do cominho deriva da palavra sânscrita "kamani", que
significa "planta de camundongo", devido ao cheiro
forte e não muito agradável de suas folhas. Originária da África,
das regiões do Egito e da Etiópia, e da Ásia Ocidental, é
cultivada desde os tempos bíblicos. Os celtas já usavam suas
sementes para condimentar peixes. Foi também muito usado na Judéia,
onde os governantes o recebiam como parte do pagamento de
impostos; no Império Romano, como digestivo para os fartos
banquetes; e na Índia. No Egito, foi citado entre as plantas
consumidas na época pelo "Papiro Ebers". Foi ainda
mencionada nos escritos de Dioscórides e Hipócrates. Plínio o
cita como uma das melhores especiarias para ser comida como
aperitivo, antes das refeições.
Durante a história, a ele foram atribuídas muitas simbologias,
muitas vezes não muito positivas, e poderes mágicos. Para os
gregos, o cominho era símbolo de mesquinhez. Na Alemanha,
acreditava-se que um ramo de cominho colocado na entrada da casa
a protegia contra roubos e invasões dos demônios que viviam nos
bosques.
No século 1 d.C., o cominho era usado e cultivado pelos
religiosos nos monastérios da Normandia. Em 1419, ele tornou-se
sujeito a taxas de importação em Londres, mostrando assim como
era um condimento arraigado à cultura e à culinária da época.
Hoje os principais países produtores são a Índia, o Irã, a
Indonésia, a China e os países do Mediterrâneo Sul. Integra o
grupo das chamadas "quatro sementes quentes", junto com
o aipo, a alcarávia e o funcho. No Brasil, o cominho chegou
junto com os colonizadores e foi rapidamente introduzido na nossa
culinária.
Sinônimos: não encontrados na literatura consultada.
Outros Idiomas: cumin (inglês), comino (espanhol), cumin (francês),
comino (italiano), kreuzkümmel (alemão), kumin (japonês),
kamoun (árabe), kuming (chinês), komijn (holandês),
spisskummen (norueguês), jiira (sânscrito), kuminmag (húngaro),
kummin (sueco), kimyon (turco), yee raa (tailandês), jeera (bengali),
kumino (esperanto) e kimion (armeno).
Descrição Botânica: planta herbácea anual, com altura
entre 30 centímetros e 1 metro, caule ereto e estriado, e raiz
fina muito ramificada desde a base. As folhas são alternas,
compostas, filiformes, verdes, numerosas e divididas em finos
segmentos. As flores são pequenas, brancas ou levemente róseas,
com 5 pétalas, agrupadas em inflorescências do tipo umbela.
Elas originam pequenos frutos alongados e com listras, do tipo
aquênio, que contêm as sementes aromáticas.
Composição Química: aldeídos cumínico (p-isopropil-benzaldeído),
perila, álcool cumínico, alfa e beta-pineno, dipenteno, p-cimeno
e beta-felandreno. óleo fixo, proteínas, resina e tanino.
Partes Usadas: Folhas e Sementes.
Propriedades Medicinais: Antiespasmódica, Carminativa,
Digestiva, Estomáquica e Galactagoga.
Usos
culinária: as sementes são usadas
inteiras ou moídas para temperar carnes, assados, pães, molhos,
saladas, sopas, feijão, grão-de-bico e lentilha. Na Holanda é
usado para condimentar queijos, doces e bolos. Destiladas, servem
para a produção de licores. É muito usado na cozinha indiana,
especialmente em pratos que utilizam manga. Usado na fabricação
de licores, queijos e salsichas.
beleza: o chá de folhas é indicado
contra doenças do estômago, má-digestão e a formação de
gases. As sementes entram na composição de medicamentos
industrializados para combater inflamações nos seios e testículos.
saúde: não é comumente usado.
Contra-Indicações: não foram encontradas na literatura
consultada.
Efeitos Colaterais: não foram encontradas na literatura
consultada.
Cultivo e Conservação
clima: tropical, subtropical e temperado
quente; evite locais de muito vento.
exposição solar: Plena.
propagação: sementes; plantio feito no
final da primavera.
espaçamento: 20-30 centímetros entre
plantas e 30 centímetros entre linhas.
tipo de Solo: prefere solos areno-argilosos
ou calcáreos, muito ricos em matéria orgânica (o cominho é
uma planta que pode esgotar o solo)e bem drenados.
adubação e correção: acrescentar
nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio;
corrigir a acidez do solo.
necessidade de água: Média (regar quando
o solo estiver seco).
Colheita
Sementes: antes que os frutos amadureçam
muito, o que pode ser observado se ele tiver uma coloração
amarelada, corta-se as hastes frutificada ou o pé inteiro.
Folhas: durante todo o ano.
Secagem
Sementes: os frutos devem ser secos à
sombra, em local bem ventilado, ou em secador, com temperatura máxima
de 40º C, para que as sementes se desprendam.
Folhas: à sombra, em local bem
ventilado, ou em secador, com temperatura máxima de 35º C.
Acondicionamento
Sementes: em sacos de pano.
Folhas: em sacos de plástico
transparente, bem fechados.