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| As plantas são
os principais fornecedores da matéria-prima básica dos
perfumes, os óleos essenciais ou essências.
Esses óleos são extraídos dos vegetais principalmente
pelo processo de destilação de gomas e resinas odoríferas,
folhas frescas ou secas, botões, flores, frutos, nozes,
feijões, vagens, sementes, raízes, rizomas,
galhos e da própria madeira. A criação de um perfume, no entanto, não se baseia em apenas uma essência. O perfumista normalmente mistura diversos odores, encontrando a harmonia perfeita entre diferentes aromas. A esses perfumes misturados dá-se o nome de buquês. O reino vegetal possui mais de 4 mil substâncias aromáticas, que podem ser usadas na composição dos buquês, mas muitas delas são caríssimas e fornecem quantidades mínimas de óleo essencial. Um perfumista experiente costuma utilizar uma paleta com cerca de 400 fragrâncias, e as essências mais raras geralmente são sintetizadas artificialmente. Alguns animais também são, em escala bem menor, fontes de ingredientes para os perfumes. É o caso de fragrâncias como o âmbar-cinzento, retirado da cachalote; do almíscar, derivado de uma glândula do veado-almiscarado macho e da algália, obtida da secreção glandular da civeta, ou gato-de-algália, e ainda de chifres de búfalos ou de zebus. De acordo com os ingredientes usados, os perfumes femininos são classificados por famílias de odores. São oito famílias: floral, verde, cítrico, oriental, chipre, aldeídico, couro/animal e fougere (feto). O termo floral é pouco específico, e pode significar a presença de uma única essência floral, assim como centenas de óleos à base de flores no buquê final. O Quelques Fleurs é um exemplo de floral. Os verdes, como o Chanel nº 19 e o Lauren de Ralph Lauren, variam de frescos e leves até aromas balsâmicos mais ricos. Entre os cítricos, as colônias são os representantes mais típicos. Os perfumes orientais, como o Youth Dew e o Tabu, têm caráter fundamentalmente erótico, com notas balsâmicas ou lenhosas que dão uma doçura pronunciada à fragrância. Os aldeídicos são misturas mais modernas, com óleos essenciais naturais ou sintéticos mais complexos, e caracterizam-se por aromas de rosa ou notas florais lenhosas com caráter de talco. O Chanel nº 5 e o Arpege são famosos aldeídicos. Existe ainda outra classificação, válida tanto para os masculinos quanto para os femininos, que depende da concentração de essência em relação ao solvente do perfume. Os perfumes vendidos comercialmente são normalmente compostos por três elementos: além dos materiais fragrantes, há um solvente (geralmente álcool) e um fixador, que ajuda a manter um cheiro mais persistente na pele à medida que ela seca. De acordo com essa sistemática, os mais fortes são os perfumes propriamente ditos, que são as fragrâncias com maior concentração de óleos essenciais e, em geral, mais caras. Na seqüência, indo do mais forte para o mais fraco, vêm as "eaux de parfum", as "eaux de toilette" e as colônias, que são as que contêm a maior proporção de álcool e, por isso, são as mais voláteis. No entanto, independentemente da "força" dos perfumes, as características da pele e alguns fatores do ambiente influenciam na maneira como a fragrância reage com a química da pessoa que a usa. As peles oleosas, ao contrário das peles secas, por exemplo, absorvem as substâncias do perfume com maior facilidade, retendo-as de forma mais duradoura. Alterações de peso, mudanças de hábitos alimentares ou o uso de antibióticos também podem interferir no cheiro do perfume. |
Folhas:
| As plantas com flores e sua constituição/Folhas |
| Nos pontos
dos caules onde existem as gemas irão surgir estruturas
que chamamos de folhas. As folhas possuem diversas funções
na planta, principalmente relacionadas com a respiração.
Cada espécie possui folhas de formato e tamanho
particulares, que são um elemento fundamental para a sua
identificação e classificação. A folha é formada por limbo, pecíolo e bainha. Algumas delas não apresentam um dos elementos e são chamadas de incompletas. O limbo é normalmente de coloração verde, pela presença da clorofila, e possui duas faces (superior e inferior). Há várias maneiras de classificá-lo, pois sua variedade é imensa. O bordo do limbo apresenta também diversas formas que podem ocorrer na margem ou de forma mais aprofundada. A natureza também é capaz de formar elementos curiosos e algumas vezes deparamos com ramos de uma mesma planta que possuem folhas diferentes. Por vezes, elas se alteram radicalmente nos diferentes estágios de desenvolvimento. Isso está ligado ao código genético da planta ou ao ambiente em que ela se encontra. Veja as ilustrações das características das folhas clicando em cada link abaixo: Formato das Folhas Borda das Folhas Ápice das Folhas Base das Folhas Inserção das Folhas no Caule As folhas podem ainda sofrer metamorfose foliar em função do meio, ou para melhor exercer suas funções. É o caso dos espinhos, que servem como defesa do vegetal contra predadores. Outro exemplo são as gavinhas, que ajudam o vegetal a se fixar a algum suporte, seja outra planta, um muro ou qualquer apoio horizontal. |
Flores:
| As plantas com flores e sua constituição/Flores |
| Os elementos
que compõem uma flor são semelhantes em todas as espécies
vegetais: cálice, corola, estame e pistilo.
Apesar de apresentarem variações de forma, cor e
tamanho, é fácil identificá-los quando se observa
atentamente uma flor. O cálice é o círculo mais
externo protetor, formado por sépalas, que nada
mais são do que folhas modificadas. Em seguida, temos a corola,
que é a parte mais atraente da flor. Sempre colorida e
vistosa, é ela que atrai os polinizadores, muitas vezes
também pelo aroma. O androceu e o gineceu,
que são responsáveis pela reprodução da planta,
encontram-se no interior das flores. O androceu, o órgão masculino reprodutivo, é formado pelo conjunto dos estames, que podem se apresentar em número variado. O gineceu está na parte mais interna da flor e é o órgão reprodutor feminino. As flores podem ser hermafroditas, quando contêm os dois órgãos reprodutivos, unissexuadas ou bissexuadas. Clique aqui para ver a imagem. As estruturas florais agrupam-se de diversas maneiras no ramos. A isso dá-se o nome de inflorescência, nas quais as estruturas podem estar em número e posição variados. |
Frutos:
| As plantas com flores e sua constituição/Frutos |
| Os frutos são
formados pelo desenvolvimento do ovário da flor após a
fecundação. Eles compõem-se de pericarpo e semente.
O pericarpo é a parede do fruto, formada por epicarpo
(parede mais externa), mesocarpo (parede do meio)
e endocarpo (parede interna). Os frutos podem ser
secos ou carnosos e apresentar uma ou mais sementes.
Tanto os frutos secos como os carnosos podem abrir-se,
quando alcançam a maturidade, para a liberação das
sementes (frutos deiscentes). Outros frutos permanecem
fechados, protegendo suas sementes no interior (frutos
indeiscentes). Os frutos podem ainda ser classificados de acordo com a sua forma. Os frutos secos e indeiscentes podem ser do tipo cariopse (com semente totalmente presa ao pericarpo), aquênio (semente parcialmente presa ao pericarpo) e sâmara (com expansões achatadas que permitem sua dispersão). Os frutos secos deiscentes aparecem principalmente na forma de cápsula (muitos carpelos) e legume (apenas um carpelo que se abre em duas valvas na maturação). Os frutos carnosos são do tipo baga e drupa. Clique aqui para ver a imagem. |
Sementes:
| As plantas com flores e sua constituição/Sementes |
| As sementes decompõem-se em duas partes básicas: o tegumento e a amêndoa. O tegumento, também chamado de casca, é o tecido que recobre a amêndoa. A amêndoa é a parte mais importante da semente, já que abriga as reservas nutritivas e o embrião. |
Raíz:
| As plantas com flores e sua constituição/Raiz |
| A raiz é o
órgão da planta responsável pela nutrição e fixação
da planta ao meio em que ela vive, seja terra, água ou
rocha. É um órgão vital que pode renovar-se e expandir-se
com muita facilidade, endurecendo rapidamente. A direção
do seu crescimento influenciada em grande parte
por hormônios vegetais é oposta à da parte
verde, o que nos mostra sua intensa ligação com a terra.
Normalmente, a raiz se direciona ao escuro interior da
terra, de onde extrai todos os nutrientes que são
enviados ao resto do vegetal. A raiz pode apresentar
diversas formas, mas não se diferencia tanto, de uma espécie
a outra, quanto a parte aérea da planta. A raiz é composta por coifa, região lisa (ou de crescimento), região pilífera e região suberosa (ou de ramificação). Clique aqui para ver a imagem. A coifa é o revestimento protetor da ponta da raiz. A região lisa, ou de crescimento, é responsável pela multiplicação e desenvolvimento celular, promovendo o crescimento da raiz. A região pilífera é basicamente uma área de absorção de água e sais minerais através dos pêlos. A região suberosa, ou de ramificação, é uma área que, após a queda dos pêlos absorventes, torna-se mais espessa, impedindo assim a penetração de microorganismos. Nessa região, inicia-se a formação das raízes secundárias, terciárias e assim por diante. |