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CONSAGRAÇÃO
50 ANOS
Ela teve início dia 31 de maio de 1955, uma
terça-feira.
Começou assim:
O Padre Laurindo Häuber, redentorista que trabalhava
na Rádio Aparecida, teve uma idéia:
Comprou um livro, que chamou de Livro de Ouro, e disse
na Rádio que quem quisesse consagrar-se a Nossa
Senhora Aparecida, era só escrever para a Rádio
que ele anunciava o nome, às 15 horas, e lia
a oração da Consagração.
Ele ia fazer isso na 3ª, na 5ª e no sábado.
E Padre Laurindo começou então esse
programa. Como que ele fazia:
Lia os nomes, dava uma pequena mensagem, lia a oração
da Consagração que estava no Manual
do Devoto, um livrinho de orações editado
pela Editora Santuário em 1904, e em seguida
dava a bênção.
Meses depois, o número de nomes enviados aumentou
tanto que ele parou de lê-los, deixando de lado
o Livro de Ouro. Dali para frente, todos os ouvintes
da Consagração passaram a ser consagrados
a Nossa Senhora. E assim a Consagração
a Nossa Senhora Aparecida adquiriu a mesma forma de
celebração e o mesmo feitio que tem
hoje.
Inclusive a música de abertura, Roga por nós
ó Mãe tão Pia, foi escolhida
pelo Padre Laurindo. Um ano depois, em 1956, o Padre
Laurindo foi transferido para São Paulo, a
fim de trabalhar na Rádio Nove de Julho. Os
padres Vítor Coelho de Almeida e Rubem Leme
Galvão continuaram fazendo a Consagração.
Agora, a semana toda: O Padre Vítor Coelho
fazia na 3ª, na 5ª e no sábado, e
o Padre Galvão fazia na 2ª, na 4ª
e na 6ª feira.
No ano seguinte, o Padre Vítor Coelho assumiu
sozinho a Consagração e passou a fazê-la
não mais no estúdio da Rádio,
mas no Altar Mor da Basílica. Ela deixou então
de ser um simples programa de rádio e se tornou
uma celebração paralitúrgica
no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida,
como a Hora Mariana, a Novena Perpétua etc.
Padre Vítor a fez durante 31 anos, até
a véspera de sua morte, que aconteceu dia 21
de julho de 1987. Em 1988, o Padre César Moreira,
então Diretor da Rádio Aparecida, determinou
que a Consagração fosse feita também
aos Domingos. Após o falecimento do Padre Vítor
Coelho, o Padre Alberto Pasquoto assumiu a Consagração,
e a fez até o início de 1989.
Em 1989, o Padre Agostinho Frasson a assumiu e fez
até 1991. Nos anos 1992 e 1993, quem dirigiu
a Consagração foi o Padre Afonso Paschote.
Em 1994, o Padre Frasson a assumiu novamente e a fez
até 1996. O Padre Antônio Queiroz a assumiu
dia 11/01/97, um sábado, sendo que nos seus
dias de folga quem fazia era o Padre Silvério
Negri. Após o falecimento do Padre Negri, ocorrido
dia 28/08/03, nos dias de folga do Padre Queiroz a
Consagração entra na escala normal dos
trabalhos pastorais da Basílica.
Esta é, resumidamente, a história da
Consagração, que dia 31 deste mês
completará 50 anos de existência. Em
todos esses anos, repito, o modo de fazer a Consagração
não mudou, continuando aquele iniciado pelo
Padre Laurindo. Desde o início, várias
emissoras de rádio começaram a entrar
em cadeia com a Rádio Aparecida, às
15 horas, para transmitir a Consagração.
Assim, a Consagração a Nossa Senhora
Aparecida abriu caminho para que se formassem redes
de Rádio para transmissão de programas
religiosos. A UNDA BRASIL (Unda é uma palavra
latina que significa onda. É um organismo internacional
da Igreja, ligado à comunicação
pelo Rádio) promoveu a união dessas
redes e criou a Rede Católica de Rádio,
que hoje é como uma grande constelação,
iluminando todo o céu do Brasil.
Agora, celebrando o cinqüentenário da
Consagração, nós queremos agradecer
a Deus. Não queremos ser como aqueles nove
leprosos curados, que não agradeceram a Deus
a sua cura. É interessante que Jesus disse
para aquele que voltou: "Não foram dez
os curados? E os outros nove, onde estão? Não
houve quem voltasse para dar glória a Deus,
a não ser este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te
e vai! Tua fé te salvou" (Lc 17,17-19).
Jesus fala de dar glória a Deus Pai. De fato,
Deus Pai é a origem de tudo. Tudo nos vem dele,
pelo Filho, no Espírito Santo. Na Consagração
a Maria, ela é a intercessora. Por isso agradecemos
a ela também. Então, neste Jubileu nós
agradecemos a Deus todas as graças que ele
concedeu ao povo brasileiro, e a nós, nesses
50 anos.
Concedeu e esperamos que continue concedendo, porque,
como diz aquela oração que vem da Igreja
Primitiva, jamais se ouviu dizer que algum daqueles
que tem recorrido à proteção
de Maria e implorado o seu auxílio, fosse por
ela desamparado. Nós cristãos fomos
consagrados definitivamente a Deus no dia do nosso
batismo.
A Consagração a Nossa Senhora, que
fazemos todos os dias, é uma entrega de nós
mesmos a ela, como um filho ou filha que se joga nos
braços da Mãe, para que ela cuide de
nós, fazendo-nos felizes e bons discípulos
de Jesus.
Pe. Antonio Queiroz dos Santos, C.Ss.R.
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