REPORTAGEM DA GAZETA DE ALAGOAS DO DIA 24 DE JUNHO DE 2000
Para acessar a reportagem direto no Web Site da Gazeta
de Alagoas Clique
Aqui
Ortopedia
facial corrige má oclusão
ALÉM DO RESULTADO ESTÉTICO, O USO DO APARELHO EVITA
PROBLEMAS COMO DORES NAS ARTICULAÇÕES DA FACE, PERMITE UMA
MELHOR MASTIGAÇÃO E INFLUI NA AUTO-ESTIMA
Quem se recorda da célebre frase publicitária de um creme
dental: “Dentes brancos, hálito puro, saúde de campeão”?
Pouco importa se a marca do produto vingou, mas uma coisa é
certa – a população mudou a postura em relação ao
trato com a boca. Basta verificar que os consultórios
odontológicos vivem, em sua maioria, lotados e nas ruas a
cena mais comum é de pessoas usando aparelhos ortodônticos.
Outro reflexo do cuidado com a saúde oral é a luta pela
preservação dos dentes: poucos se descuidam ao ponto de não
ser mais possível recuperar o dente cariado. Por outro lado,
a odontologia dispõe de técnicas bastante avançadas para
evitar a extração, um procedimento arcaico e indicado,
atualmente, só em situações especiais.
A odontologia preventiva desponta como meta da sociedade
contemporânea, bem como a corretiva, apesar de que a parte
curativa jamais deixará de existir, como explica o cirurgião-dentista
Eraldo Andrade, pós-graduado em ortodontia. De acordo com o
profissional, o aparelho móvel é indicado para crianças
em fase de crescimento. Na faixa etária dos seis aos 14
anos elas usam aparelhos removíveis durante dois anos, em média.
“O tempo varia conforme o problema de cada paciente. A
radiografia da cabeça ajuda a diagnosticar com precisão
cada caso, junto ao exame completo da boca, a história genética
e aspectos gerais de saúde do paciente. Com base nisso,
fazemos a documentação ortodôntica, inclusive o modelo
dos dentes,” diz o especialista, lembrando os diversos
tipos de problemas, como maxila retraída (osso superior
curto) ou protuída (efeito dentuço). Algumas pessoas têm
o osso inferior da boca projetado para a frente e outras,
para trás.
Estas deficiências podem decorrer de fatores genéticos ou
adquiridos com a chupeta, a interposição do dedo, língua,
caneta ou outro objeto na boca, além de ter relação com a
adenóide, segundo esclarece o dr. Eraldo.
Ele alerta às mães que “quando o problema é
diagnosticado na fase de crescimento, é possível reverter
com o uso de aparelhos removíveis. Dessa forma, a criança
não cresce para submeter-se a correção por cirurgia ou
outro procedimento mais radical,” ressalta o especialista,
com a autoridade de quem atua na área há décadas, fazendo
constantes reciclagens.
Para os pacientes adultos a alternativa de correção são
os aparelhos fixos. O tratamento tem a mesma eficiência, a
menos quando existe falha no procedimento adotado, por isso
convém escolher um profissional devidamente habilitado. A
maloclusão tem tratamento e ao desprezá-lo o paciente pode
ficar com o perfil comprometido; apresentar dores de
articulação tempero-mandibular, agravada com a idade.