Crítica à aventura "Cold War"
Jogar esta aventura foi um desafio extraordinário, numa noite maravilhosa. As personagens eram pré-construídas e não me parece que houvesse uma sequer que não fosse interessante.
Nesta aventura os jogadores não são os investigadores que estão habituados a ser. Fazem sim parte do lado oposto: são cultistas. No seio do culto deles tem lugar um homicídio que só pode ter sido cometido por um deles. Todo o role-play se desenvolve a partir daí, com muita intriga e desconfiança mútua.
O nosso grupo de jogadores teve uma noite em cheio. O Ricardo foi o Game Master, como é costume, e convidou a participar na aventura jogadores do seu grupo actual e de um grupo anterior. Juntaram-se para uma longa noite a Raquel, o Luís, o Gonçalo, o Bruno e o Pedro. Cada um com o seu segredo ou passado obscuro, cada um com mil razões para desconfiar do próximo.
Os jogadores estiveram à altura do desafio e tivémos interpretações extraordinárias, principalmente por parte do Gonçalo, que tinha uma facilidade enorme nos imensos diálogos e discussões que as personagens enfrentaram. O Game Master teve pouco que fazer, a não ser coordenar a imensidão de bilhetes anónimos e conversas privadas que foram trocadas entre todas as personagens, mais cedo ou mais tarde.
É absolutamente impossível apresentar um registo desta aventura por causa de todas as comunicações secretas que houve entre jogadores, e de qualquer modo seria um "spoiler" imperdoável para quem mais tarde quisesse jogar a aventura. Recomendo vivamente esta aventura a quem tenha possibilidade de a jogar! A nós proporcionou-nos uma noite de stress (porque é radicalmente diferente uma pessoa jogar uma noite inteira sem ter ideia de quem possa confiar ou se a vão matar no minuto seguinte) mas de inesquecível diversão. Excelente! Os meus parabéns a todos os jogadores, porque foi uma sessão que não esquecerei.
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Crítica por Raquel Correia.