Registo da sessão de Role-Play a 10/IV/99 - 1990's campaign.

Local: Casa do Marc
Game Master: Ricardo Madeira
Aventura: "The Case"
Personagens:
   Magi Clouds [Irina] - Enfermeira no St. Mary's Teaching Hospital, com uma curiosidade sem rival pelo oculto e misterioso, para perdição dos seus companheiros.
   Sharon Graves [Raquel] - Estudante de Literatura da Miskatonic University, recentemente possuída e geralmente louca.
   Valdemar Phyllis [Luis] - Professor de História e Antropologia da Miskatonic University, um velhote que ainda está para as voltas.
   Jhonathan Stein [Marc] - Estudante de Eng. Aeronáutica da Miskatonic University, o brincalhão do grupo... pena que o resto do grupo nao lhe ache assim tanta piada.


9/IV/99 - Sexta feira, Férias de Páscoa

11am:
   Jhonathan está no quarto jogando computador. Abre o correio e encontra uma carta vinda de Providence, de uma tal de Catherine Timmons. É da mae de um amigo dele, o Brian Timmons (ex-colega de engenharia), que diz ele ter enlouquecido, e onde pede a Jhon que visite o amigo, pondo as suas últimas esperanças na influência possivelmente positiva que os amigos possam ter em Brian. Jhonathan acede. O correio também traz notícias de Timothy, que está no campo e entretido a pescar, sem a mínima vontade de regressar. Na carta, a Sra. Timmons diz também ter convidado uma ex-colega, miss Graves e um professor.
   Prof. Phyllis está no seu escritório, comendo, quando a filha lhe bate à porta trazendo o correio. Entre o correio está uma carta do estilo que Jhonathan recebeu - o prof lembra-se que o jovem estava a fazer pesquisa acerca da família. Também há um pacote de LA contendo um grande dossier, de um tal prof. Peter Jeffrey da Univ. Berkeley. Há manuscritos, recortes de jornais dos anos 20, muito no estilo que Peter Patrick tinha encontrado na mala aquando do acidente deste com Sharon. Diz o prof Jeffrey que era muito amigo do Prof. West e que estavam a trabalhar juntos numa tese. O pacote era do proprio West, e havia ordens de entregar ao prof. Phyllis no caso de lhe acontecer alguma coisa.

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Sharon está no escuro... Começa a ver algo muito indeterminado, ouve um cântico. Há um círculo de metal no chão e Sharon e mais 12 mulheres em vestes castanhas entoam o cântico. Um bebé esta suspenso por cima do círculo. Há um cheiro fétido em todo o compartimento. O cântico está numa língua arábica e Sharon percebe a palavra Nyogtha várias vezes. O círculo de metal mexe uma vez e outra. Por fim abre-se e mostra um túnel. Dele sai uma espécie de escuridão viva que toma o bebé e o leva. Sharon acorda na escuridão, suada e ofegante. Não sabe onde está. O cântico fica-lhe na cabeça.

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   Logo de manhã, Magi recebe um telefonema de um sanatório em Providence. Eles dizem que têm com eles uma tal Sharon Graves e pedem-lhe assistência para deslocar a paciente para o Arkham Asylum. Magi aceita prontamente e entra em contacto com Jhonathan, na M.U. Jhonathan fica espantadíssimo não só com a coincidência de Providence mas com a notícia da descoberta de Sharon, que ele acreditava morta. Tencionam partir para Providence no Sábado. Jhonathan telefona para a residência Timmons; pede asilo para Magi tambem. Tanto Sharon como Brian estão no sanatório Holmes.

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Sharon continua a não ver nada e não se consegue mexer. Presume que ainda está na mesma sala escura, com peito esmagado e o ombro deslocado.

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   Sharon acorda de manhã, deitada, amarrada a uma cama, num quarto de paredes brancas, com um pequeno lavatório. A certa altura entra uma enfermeira, enfermeira Needles, e pergunta se ela se sente melhor. Desamarram-na e dão-lhe pequeno-almoço. Depois levam-na ao psiquiatra.
   Da conversa ela apercebe-se que foi internada por se ter atirado para a frente de um carro e depois ter tentado estrangular o condutor. Ainda tinha agredido os polícias e tinha-se comportado de maneira geralmente violenta. Sharon evidencia amnésia. Nem sequer se lembra de ter sido visitada pela Daphne Mayfair, a sua melhor amiga. Depois é levada para a sala comum, onde vários lunáticos se encontram reunidos. Sharon senta-se no chão, enrolada numa bola, tentando fazer sentido da situação. Da parte da tarde deixam-na passear pelos jardins. À noite, regressa ao seu quarto e dorme.
   Jhonathan joga computador pela noite fora.
   O Prof. Phyllis vai ao bar de noite, tudo normal.
   Sharon sonha que está de volta à sala subterrânea, rodeada por velas negras, e acompanhada por um homem alto e negro. Tão negro que não parece natural. Algo nele é não-humano.

10/IV/99 - Sábado

Manhã:
   Jhonathan e Magi vão de comboio, o prof. Phyllis vai de carro. Providence é uma pequena cidade, cheia de edifícios antigos, belos, no centro da cidade. Magi e Jhon apanham transportes para casa dos Timmons.
   Sharon acorda sem se conseguir lembrar das palavras que trocara com o homem negro do seu sonho. A conversa tinha-lhe parecido tão interessante... Segue-se a mesma rotina do dia anterior e Sharon tem mais uma conversa com o psiquiatra, que parece impressionado com os progressos dela.

Tarde:
   O Prof Phyllis chega apenas segundos antes dos dois jovens. O grupo reconhece-se vagamente. Abrem conversa à porta da casa. Tocam à porta da luxuosa mansão e são recebidos pelo mordomo, que os escolta até à sala de jantar, informando que "Mrs. Timmons os verá dentro de momentos."
   A sra Timmons, bem vestida, recebe-os amavelmente. Perguntam por Brian e a senhora diz que ele está muito mal, e que não era mais o mesmo desde que começara a investigar a família. Culminara com a compra de uma antiga quinta que tinha sido da familia, mudara-se para lá e começara a dar-se cada vez menos com a família. Durante uns tempos associara-se com um tal sr. Baines, que não impressionara favoravelmente a família por ser estranho, e que vivera uns tempos com Brian antes de regressar à Europa. Depois Brian começara a mostrar sinais de mudança de personalidade e os pais tinham começado a duvidar da sanidade dele. O pai e Jarvis (o mordomo) tinham ido lá buscá-lo e ela nao sabia bem o que tinha acontecido porque o pai nunca tinha falado no assunto e morrera de uma queda do segundo andar três semanas depois.
   Brian tinha evidenciado severa mudanca de personalidade e fora internado, dando alguns problemas e tendo de ter sido posto numa camisa de forças. Normalmente está coerente, mas de vez em quando tem ataques de violência e os médicos dizem que não está a responder ao tratamento. Os médicos não o querem mais lá, porque não estão a conseguir ajudá-lo. Sra. Timmons espera que os amigos consigam ajudá-lo.
   Jhon pede para ver os apontamentos de Brian e a mãe propõe mostrar-lhes o quarto dele. É um quarto aparentemente normal. Magi apercebe-se de um chaveiro com várias chaves. A mãe pensa que sejam as chaves da quinta e disponibiliza-as ao grupo. O grupo decide ir primeiro ao sanatório visitar Sharon e Brian.
   Chegam ao sanatório e são admitidos no quarto de Brian, que está amarrado à cama e acusa a mãe de o ter enfiado naquele sítio. O grupo questiona-o. Brian acusa a mãe repetidamente. Acerca das investigações diz nao ter descoberto ainda grande coisa, apenas algumas ovelhas negras. Pede repetidamente que o tirem de lá. Brian acusa a mãe de estar louca.
   O prof. Phyllis encabeça a fala com o médico de Brian, que faz um diagnóstico de deslocamento temporal e problemas de personalidade. O facto de ele estar a usar um colete de forças deve-se a certos ataques de violência ocasionais. O médico acha que ele estaria melhor em casa.
   Jhonathan pergunta então pela Sharon Graves. O médico a princípio não se lembra, mas depois diz que ela esteve algum tempo nas bocas de toda a gente por uma enfermeira ter morrido de ataque cardíaco quando lhe dava pequeno-almoço. Vão à recepção e conseguem visitar Sharon, que estava na sala comum.
   Conversam com uma Sharon deliciada por vê-los. Trocam-se histórias: Magi conta o que aconteceu desde a posessão de Sharon enquanto Jhonathan explica toda a aventura ao prof. Eventualmente aparece o médico de Sharon que a liberta da custódia de sanatório sob condição de visitar o seu psiquiatra em Arkham uma vez por semana enquanto aguarda julgamento pela agressão aos polícias (o que é uma surpresa para Jhonathan tanto como para Sharon).
   O grupo conta alguma da história de Brian a Sharon, que de início não se apercebe que o conhecia de algumas aulas de história. À saída separam-se.
   Sharon e Magi regressam à mansão Timmons e são recebidas na sala confortável. Sharon mantém-se calada e apagada da conversa, enquanto Magi interroga a senhora acerca das acusações do filho.
   Os dois homens pedem direcções e acabam por dar com a quinta, um edifício de dois andares, com alpendre. Phyllis nota que uma das janelas tem ar de ter sido forçada há algum tempo e que fora fechada de novo. A porta da frente está trancada, mas eles têm chave. Por dentro a casa tem construção simples e mobília esparsa. Prof. Phyllis investiga o andar de cima, que é mais pequeno e contém apenas um corredor e duas portas. O primeiro quarto tem ar de quarto de hóspedes, actualmente vazio. A outra porta conduz a um pequeno quarto com cama, armário (com uns fatos), lareira...
   No andar de baixo, Jhonathan entra pela porta da direita e vai ter à sala de jantar. Há um armário com porcelanas do lado oposto à porta. A sala tem outra porta que vai dar à cozinha. Jhonathan aponta logo para o frigorífico. A cozinha é muito simples com o mínimo de utensílios. O Prof entretanto aparece.
   Há apenas mais uma porta, que vai dar a um estúdio. Há uma grande escrivaninha de madeira, uma cadeira e uma prateleira a abarrotar de livros. O prof. investiga com atenção e encontra uma chave de aspecto antigo, grande. Os livros são na sua maior parte volumes históricos, do tempo da revolução nos EUA, e um volume sem marcas, preto. E, aparentemente, o diário do Brian. Abrem as gavetas da secretária. A cobertura da escrivaninha fora forçada. No chão uma beata que queimara um pouco de tapete antes de se apagar. As gavetas estão vazias com excepção da primeira que tem uma carta datada de meio de Janeiro, e a última com vários documentos bastante antigos, pré-revolucionários, e uma carta em alemão.
   A carta em inglês parece ser do pai de Brian a apelar à consciência dele e rogando que ele regressasse a casa e que "a polícia não precisava de saber" e que o pai o perdoava.
   Entretanto, na mansão Timmons, o Jarvis vem ter com Magi e Sharon e avisa-as que os amigos as esperam. Elas saem e o grupo encontra-se todo lá fora. Entregam a carta em alemão à Sharon que traduz uma carta de um tal Baron H para Herr Timmons, mencionando esperança de que o "último carregamento tenha sido adequado" e que "isto o ajude a decidir-se por aceitar o meu convite para se juntar a organização"
   O grupo arranja dois quartos num hotel e junta-se todo num dos quartos. Jhonathan lê o diário de Brian. Tem notas acerca de sua família, com nomes, datas e árvores genealógicas inacabadas. O maior interesse de Brian parece ser um antepassado de nome Douglas que fora expulso de Salem sob acusação de bruxaria. Também de uma sepultura secreta de Douglas a 1 km da antiga quinta e uma torre a 1 km do rio. O interesse na torre não é explicado.
   O grupo decide as acções para o dia seguinte, discutindo os dados que têm. Jhonathan quer mandar Sharon para casa de comboio, porque afinal ela acabou de sair de uma instituição para malucos. Querem também investigar os jornais por causa dos problemas com a polícia e requisitam a ajuda de Sharon, adiando a partida dela. Querem ainda voltar à quinta e procurar a torre. Os rapazes vão para um quarto e as raparigas para outro.
   Por volta das 4 am, acordam todos com um grito na noite: Sharon tivera um pesadelo, nada mais. Voltam todos a dormir menos Sharon, que não consegue pregar olho, passando a noite embalando-se no escuro, de olhos bem abertos.

11/IV/99 - Domingo

Manhã:
   O grupo vai aos registos dos jornais e Sharon encontra uma noticia acerca de sepulturas profanadas. O grupo, intrigado ainda, vai investigar a torre mencionada, que revela não ser mais que um círculo de pedras decrépito. O grupo vai à procura da sepultura mencionada no diário de Brian enquanto Sharon pede boleia e vai verificar o registo predial da propriedade: é da câmara.
   A sepultura mencionada no diário também não revela nada de interessante, de modo que o grupo se mete no carro e abanca na biblioteca, investigando Salem, bruxas e Douglas Timmons. Jhonathan é quem encontra informação: Douglas tinha sido acusado de bruxaria e pactos com o demónio por volta de 1640, e fugira de Massachussetts para se refugiar em RI, que era na altura um estado mais tolerante. Ficou por lá até 1723, altura em que as pessoas da vila, lideradas por um Jason Greely, lhe invadiram a casa, sem razão satisfatoriamente explicada. Aparentemente, Timmons fugira com um servo, apesar de um dos homens jurar ter atingido Timmons. A revista da casa revelara vários caixões velhos. Um relato oral menciona que os caixões não pareciam de origem americana. Jhonathan procura informação acerca de Yog-Sothoth, e não encontra absolutamente nada.

Tarde:
   Magi e Sharon vão à polícia investigar os problemas de Timmons; os rapazes regressam ao asilo para falar com ele.
   Na esquadra descobrem que Brian é o principal suspeito num caso de profanação de sepulturas. O agente Malloy está encarregue do caso e agira sobre uma dica de um tal de Haley, o que surpreende as duas raparigas.
   No asilo, perguntam a Brian quem Haley é. Ele diz que era um vizinho. Brian também o acusa ter ter sido ele o profanador das sepulturas, tendo-o depois acusado a ele. Haley mora do outro lado do rio. Passam pela esquadra para ir buscar as raparigas. Antes de seguirem para casa de Haley, passam pela quinta para levar um livro qualquer. Aparentemente Dr. Phyllis tem um plano que só explica quase no fim da viagem.
   Atravessam o rio e aproximam-se da casinha de Haley. Há uma pickup ferrugenta cá fora e luz dentro da casa. Jhonathan é o escolhido para bater à porta com o volume debaixo do braço enquanto o grupo se esconde no carro. O interior do barracão é ainda mais sujo e cheira a corpos não lavados. Jhonathan finge vir entregar uma encomenda. O senhor Haley é velho e é um pouco brusco. Assina o papel que Jhonathan lhe estende com um X. Jhonathan regressa.
   Phyllis, alguns minutos depois tenta a sua sorte. Entrevista-o e não tem grande sucesso até lhe estender 100 dólares. Consegue apenas menção de viagens entre o rio e a torre por parte de Brian. Vem-se embora chateado e com a carteira mais leve.

Escurecer:
   Passam para o outro lado do rio e vão investigar a torre e o rio. Sharon fica sozinha no carro, não querendo dar de caras com sapos, mas um sapo salta para o capot e Sharon entra em pânico e sai a correr em direcção ao grupo.
   Pouco depois, o grupo reunido encontra uma pequena gruta com algumas traves de madeira muito antigas e uma porta a 10 metros da entrada. Abrem a porta com a chave e encontram uma sala circular com cerca de 20 metros de diâmetro, com umas grades no chão. Jhonathan e Phyllis espreitam por uma das grades, trazendo dos poços uma cacofonia de gritos de umas criaturas pouco humanas e meio comidas. Do outro lado da sala, duas portas.
   O grupo discute opções, e decide continuar a busca. Passam a porta dupla e encontram outra cÂmara com mesa e prateleiras de parede com garrafinhas opacas, uma mesa, uma cadeira de veludo vermelho, onde está preso, por correias de cabedal, algo que parece ter sido um homem, com a cabeca de lado, baba escorrendo do lábio, vestido em trapos completamente rasgados. Uma das pernas parece de criança, um dos pés está a um ângulo estranho e um dos braços num ângulo esquisito e unido à carne do peito, imóvel. De perto apresenta ainda mais deformidades... ele abre os olhos! Diz qualquer coisa como "Timmons, seu maldito" e volta a cair inconsciente.
   Em cima da mesa um caderninho negro, bastante velho. Sharon pega nele e descobre o diário de Douglas Timmons. Jhonathan consegue mais um momento de lucidez do homem que se identifica como Greely antes de recaír na inconsciência. Magi investiga as garrafas, que são opacas, com selos de chumbo e com símbolos que ninguém consegue identificar. Sharon liga um candeeiro de azeite que lá se encontra e começa a ler o diário, absorvendo-se na leitura. O grupo não quer arriscar abrir as garrafas antes de Sharon acabar de ler o diário.
   O grupo continua a investigação por um túnel adiante, o qual termina num poço com 15m de altura. Descobrem um alçapão no topo do poço, para o qual há acesso através de umas escadinhas de ferro na parede. Jhonathan sobe e força o alçapão. Não consegue resultados. Não se vê nada através do alçapão, nem um raiozinho de luz.
   Regressam para o lado de Sharon, e entretanto o homem acorda, gemendo, dizendo palavras sem sentido. Jhon tenta falar com ele e a menção de Douglas Timmons traz-lhe reacção mais forte. Brian Timmons não traz reacção.
   Phyllis propõe ir à campa de Douglas, tendo uma ideia qualquer. Sharon levanta os olhos da leitura de súbito, para dizer que não se mete em mais sepulturas de maneira nenhuma. Magi leva algumas garrafas, Sharon pega no volume e no candeeiro e continuua a ler obsessivamente.
   Regressam ao hotel com as preciosas posses e instalam-se para dormir. Sharon continua a ler obsessivamente enquanto Magi, corajosamente, abre uma das garrafas. Aparentemente contém apenas pó, uns pós coloridos. Isto passa tudo ao lado de Sharon que lê a história de Douglas Timmons, contendo mais do que as partes que o grupo já conhecia. Aparentemente fazia experiências com caixões que mandava vir da Europa de um tal Barão H para extraír sais essenciais que lhe permitiam reviver pessoas. Subitamete o diário pára e retoma-se há cerca de um ano atrás. Fala de planos de vingança e explica como ressuscitou Greely e o torturou e fez experiências com ele. O diário termina há dois meses atrás - altura aproximada em que Brian fora internado. O diário descreve a maneira de reverter o processo - dizendo as palavras ao contrário.

12/IV/99 - Segunda-feira

   O grupo, entusiasmado com os resultados, regressa de manhã à caverna do rio e Sharon, no meio das grades, recitas as palavras com entusiasmo. Das grades sai poeira e aparece uma ventania. Jhonathan espreita pelas grades e vê apenas um fundo esverdeado. Greely nao se mexe quando Jhonathan tenta falar com ele, e desfaz-se em pó pouco depois.
   Sentem-se todos aliviados e ganham alguma sanidade (Aleluia! Que alívio! :)).
   De seguida dirigem-se ao sanatório Holmes e conseguem entrada no quarto de Brian. Sharon, o seu sorriso ligeiramente demente, recita as palavras e imediatamente Brian se vira para eles: "Seus estúpidos. Ele está na Europa e deixou-me aqui a pagar por ele!" ... Ooops!

Bom...

   As raparigas apanham comboio para Arkham. Magi regressa ao trabalho. Descobre que Tom está morto. Sharon chega ao dormitório já quase de noite. Por sorte a porta do seu quarto está aberta e a luz está acesa. Chrissie está na cama e há um frasco de medicamentos vazio no chão...

(to be continued)


Epílogo:
   O grupo acaba por regressar a Arkham, tendo feito o que podiam por Brian, que acaba por ser liberto algumas semanas depois.


Registo escrito por Raquel Correia

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