Registo da sessão de role-play a 31/III/99 - 1990's campaign.
Local: Casa do Marc
Game
Master: Ricardo Madeira
Aventura: "Wail of the Witch"
Personagens:
Magi Clouds [Irina], Sharon Graves [Raquel],
Peter Patrick Lewis [Luís], Jhonathan Stein [Marc].
NPCs:
Det. Gregory Adams, Dra. Anna, Johnny
whatshisname, Filhas de Salem.
Prólogo:
Durante o fim de semana, o grupo é tratado no
hospital. Christine sai do estado catatónico, Sharon é tratada
no ombro, Tom está em coma, com lesões cerebrais.
Sharon tem consultas de psiquiatria, e é-lhe
diagnosticado batracofobia. (+2 SAN); Timothy regressou ao
Kansas.
29/III/99 - Segunda-feira.
Manhã:
Christine visita Tom, como todas as manhãs. Sharon tem pesadelos
acerca do fim-de-semana.
Tarde:
Sharon vai buscar Vulcan, o seu fiel dálmata, um pouco
paranóica. Magi aparece na biblioteca para ler as revistas do
oculto por que se interessa e descobre um artigo na "Occult
Review", escrito por uma Amy Hanover, que fala de bruxaria
em geral, bem como dos julgamentos que ocorreram em 1692 em
Salem, Massachusetts. Aparentemente muitas pessoas foram
enforcadas de maneira algo estranha: as que confessavam bruxaria
apos tortura eram poupadas, as que não o confessavam eram
enforcadas. A excepção a essa regra teria sido Mercy Booth e o
seu coven. Apesar de todas as 13 mulheres terem confessado
bruxaria foram condenadas a execução imediata e os seus corpos
enterrados em solo não consagrado.
"As treze bruxas tinham a reputação de serem
tão demoníacas que quase todos os registos do julgamento foram
aparentemente queimados. A líder do Coven chamava-se Mercy
Booth, e mais do que uma testemunha afirmou que ela fora visitada
pelo Diabo, na forma de um alto homem negro. Outras informações
sugerem que ela talvez fosse uma parente distante de Ludvig
Prinn, executado no século XVI pela inquisição sob a
acusação de heresia e bruxaria. O meu próximo artigo revelará
mais informação acerca deste interessante coven." - é o
que nos relata o artigo.
Noite:
Sharon vai ao Chick's, evitando tanto quanto
possível o seu quarto. Encontra Peter e falam até serem
interrompidos por um homem de mau aspecto, envergando uma
gabardine. Ele identifica-se como Det. Gregory Adams, que veio
pedir o depoimento de Peter, o qual se ausentara do hospital
antes que a polícia tivesse oportunidade de falar com ele. Peter
esquiva-se dizendo que esta ocupado com o seu trabalho, mas,
juntamente com Sharon, descobrem que 2 dos jogadores da equipa de
Miskatonic foram encontrados mortos num descampado. Não há
notícias de Daniel, e os restantes 5 ou 6 continuam
desaparecidos.
Sharon regressa ao quarto e Vulcan dorme aos seus
pés. Chrissie está na sua cama, quando Sharon acende a luz.
Tudo normal, Sharon deita-se.
Jhonathan, que andou por bares e discotecas com um
grupo de amigos regressa a faculdade e os amigos conseguem
convencê-lo a apanhar sapos para pregar uma partida às
raparigas. Jhonathan consegue impedi-los de soltar os sapos no
dormitório feminino, alegando conhecer uma rapariga que tem
mesmo fobia de sapos. Decidem largá-los na cantina no próximo
almoço. Durante a noite alguém conta histórias sinistras de
acontecimentos naquela zona do lago.
Jhonathan instala-se no seu quarto, sozinho.
30/III/99 - Terça-feira.
Manhã:
Magi acorda e ouve televisão enquanto toma pequeno
almoço. Nas notícias relata-se a morte de Amy Hanover,
jornalista, encontrada no Cemitério Fairfax com uma expressão
horrorizada no rosto e sem causa aparente de morte. Fora
encontrada pelo leiteiro, que seguira uma luz azul. É ela a
autora do artigo sobre as bruxas.
Sharon põe-se mais arranjandinha e compõe a sua
cara mais calma e paciente para ir ao Departamento de história
investigar o prof West. Passa a maior parte da manhã a ser
mandada de um lado para o outro para apenas descobrir que
ninguém sabia o que ele andava a investigar e que há muito não
tinha nada no seu escritório, tendo conduzido a sua
investigação a partir de casa.
Então Sharon tenta outra aproximação e dirige-se
à biblioteca. Como trabalhadora lá, consulta os ficheiros
informatizados e procura a lista das leituras mais recentes do
prof. West. Enquanto procura ouve a Dra. Anna comentar com uma
sua conhecida que tinham encontrado uma outra conhecida sua num
cemitério em Boston. Sharon descobre que o prof. West andava a
ler livros especiais - livros para os quais era preciso ter uma
licença especial, por serem raros e valiosos. Um dos livros, por
exemplo era "Unaussprechlichen Kulten" (Cultos
Impronunciáveis). Um único daqueles livros podia ser
consultado, apesar de ser raro tambem. Tratava-se de "The
Ponape Scripture", um livro do séc. XVIII do qual
originalmente só tinham sido feitas 500 cópias, escrito por um
tal de Cap. Abner Ezekiel Hoag.
Sharon consulta o livro. No prefácio descobre que
o livro fora publicado no sec. XVIII pela neta do escritor, o
qual tinha feito os seus escritos anteriormente, baseado nas suas
viagens marítimas. A neta financiara a tiragem de 800 cópias -
uma edição barata, cheia de erros tipográficos e com
encadernação barata. A neta chamava-se Beverly Hoag Adams.
Algumas cenas tinham sido retiradas por serem demasiado
chocantes: descrições de formas que os nativos de Ponape, na
Micronesia, veneravam, e que tinham impedido a publicação na
altura.
Almoço:
Jhonathan e o seu grupo largam os sapos na cantina.
Sharon está na bicha. Jhonathan tenta arrastá-la de lá para
fora, muito para admiração dela, mas os gritos de algumas
raparigas lançam o caos. Sharon entra em pânico quando se
apercebe da razão. Eventualmente, Jhonathan consegue arrastá-la
para fora. Vulcan apanha um sapo... Decidem almoçar no bar, em
vez disso, e encontram Magi no caminho, que vinha na sua
bicicleta. Conversam enquanto almoçam e Magi conta-lhes as
novidades. Sharon fala-lhe na conversa da Dra. Anna e Magi sai
para ir falar com esta. Combinam encontrar-se no Chick's.
Tarde:
Sharon e Jhonathan têm aulas. [Único dia em que
Sharon não trabalha na biblioteca à tarde]
Noite:
O grupo reúne-se à hora combinada no Chick's.
Magi propõe uma ida a Boston, já que o caso a intriga
enormemente. Sharon mostra alguma curiosidade mas também
relutância. Jhonathan não vê razão para ir e Peter diz que
não tem nada a ver com os estudantes.
Um grupo de amigos de Jhonathan entram e, de
conversa com ele deixam escapar: indícios de que ele tenha
alguma coisa a ver com o incidente dos sapos; notícia de que o
segundo jogo Boston vs. Miskatonic se vai realizar lá no
fim-de-semana; aviso de que a equipa anda à procura de mais
membros.
Com o incentivo extra do jogo, decidimos partir no
dia seguinte à tarde.
Peter recebe a visita de Johnny, o seu amigo do
alheio, que lhe dá a incumbência de ir a Boston levantar um
carregamento de charutos de Cuba falsos. Peter põe alguma
resistência mas o seu patrão no bar acaba por deixar, pelo que
ele come&ctildea a fazer planos.
31/III/99 - Quarta-feira.
Manhã:
Sharon levanta-se e prepara tudo para a sua viagem.
Arruma um saco desportivo com algumas mudas de roupa e o seu
'Rapier'. Vai, inclusivé, ao barco buscar o seu revólver .38
Special e munições para este e passa a andar com ele no bolso
do casaco.
Almoço:
Estando o bar da faculdade cheio, Sharon, Magi e
Jhonathan almoçam na cantina. Sharon não se sente lá muito
bem, a certa altura, mercê de algumas piadas da empregada e de
alucinações (?) acerca de pessoas a comer pernas de rã.
Sharon lembra-se que faltava avisar na biblioteca
que se ia ausentar alguns dias e dirige-se lá, deixando os
outros na cantina. Dá de caras com Peter, que estava à procura
do resto do grupo com vista a arranjar boleia, sabendo que íamos
a Boston de qualquer maneira. Sharon de facto oferece boleia.
O grupo reúne-se na cantina, troca saudações e
dirige-se ao Mercedes. Passam ainda por casa de Peter para ir
buscar a bagagem dele (completa com mace e tazer, escondidos lá
pelo meio.)
Tarde:
Partem com Sharon ao volante e carregando no
acelerador, Magi à frente com ela e os dois rapazes partilhando
o banco de trás com Vulcan. Fazem o trajecto em 1 hora. Chegam e
instalam-se na parte velha da cidade, numa pensão de aspecto
simpático, gerida por uma senhora de certa idade. Depois de
muita discussão, dividem-se por dois quartos numa distribuição
curiosa: Sharon, Magi, Jhonathan e Vulcan no primeiro quarto;
Peter sozinho (e contente por isso) no segundo quarto.
Como ainda é cedo, dão uma volta pela cidade.
Magi mostra-nos os artigos acerca da queima das bruxas em 1692.
Sharon compra um mapa.
Passam pelo cemitério. Está bem tratado. Num dos
montes, no entanto, descobrimos 13 campas empilhadas e
descuidadas, marcadas com pedras tumulares já muito apagadas e
desgastadas que não conseguimos ler. Há, no entanto uma placa
de bronze que lê:
Campa de Mercy Booth Sociedade Histórica Filhas de Salem 1991 |
Damos mais uma volta pelo cemitério e não
encontramos nada de extraordinário pelo que saímos e procuramos
uma lista telefónica de onde tiramos a morada e o telefone da
Sociedade Histórica. Peter separa-se para ir tratar dos seus
assuntos - supostamente uma tia com trombose.
Pelas 18h e picos encontramos a Sociedade. O
placard à porta informa que o museu funciona das 10h as 19h. O
grupo entra e segue a deixa de Sharon que diz estar a fazer um
trabalho para a cadeira de Literatura Histórica. As senhoras ao
balcão, Rita e Olivia, são muito simpáticas e até nos deixam
entrar sem pagar. Fazem-nos visita guiada por um museu que
contém livros, objectos, pinturas, etc. Peter regressa, entra
sorrateiramente, pergunta por nós à entrada e é admitido
igualmente.
Entretanto vemos o retrato de M. Booth. Surgem as
perguntas inocentes, Magi e Sharon conduzindo o interrogatório.
Ficamos a saber que Mercy vivia em Lyle Str. mas que a casa já
fora demolida. Sharon pede mais fontes de informação quase
casualmente e as senhoras apresentam-lhes um caixote cheio de
recortes não catalogados. Magi e Sharon ocupam-se com isso
enquanto Peter procura algo que valha a pena considerar para
roubo e Jhonathan se mostra irritantemente ensonado com a falta
de acção.
Da pilha de informação inútil, Magi e Sharon
dão ambas de caras com um artigo deveras interessante, do Salem
Globe, em 1982, onde se lê: "Obras vão continuar em Lyle
Str. SALEM - A Hagstrom Construction Co. anunciou que a
demolição das velhas casas em Lyle Str. vai continuar amanhã.
As obras estiveram suspensas enquanto o Professor John Hagerty da
Universidade de Boston examinava uma sala subterrânea descoberta
por baixo de uma das casas. De acordo com alguns trabalhadores, a
sala estava decorada com estranhos mosaicos e gravações numa
qualquer língua estranha. / Depois de vários dias de estudos no
local, o Professor Hagerty declarou-o como não tendo qualquer
valor histórico significativo. Desta maneira a demolição vai
continuar, estando previsto que os novos edifícios de
apartamentos estejam concluídos no final do ano que vem."
Isto em Junho de 1982.
Enquanto lemos mais alguns artigos, uma das
prestáveis senhoras conta-nos já ter visto um fantasma de um
tal Crawford ao ter seguido uma luz azul. Sharon não pára de
dizer que todo o assunto é "verdadeiramente
fascinante!"
20:00 - Jantamos na pensão e discutimos o próximo passo. Magi consegue, depois de muita persuasão, convencer o grupo (menos Peter) a ir ao cemitério.
21:00 - Peter retira-se para dormir. Os
restantes procuram uma loja de conveniência onde Sharon compra
lanternas para todos, um par extra de pilhas e munições extra
para o revólver que traz ainda no bolso.
O portão do cemitério está fechado mas cede a um
empurrão. Há breve discussão acerca da ordem de entrada. Magi
segue à frente de lanterna em punho, depois Jhonathan e no fim
Sharon, agarrada ao seu Vulcan. Jhonathan comporta-se... bem,
comporta-se como um rapaz com possibilidade de assustar duas
raparigas, se bem que Magi não caia nessa.
Pelo caminho até à campa das bruxas procuramos a
de Crawford e encontramos um mausoléu. Magi investiga e encontra
um buraco enlameado, dando para uma rampa subterrânea. Magi
manda Jhonathan a frente. Ele relata que o túnel cheira mal. Por
insistência de Magi, decidimos entrar. Jhonathan segue à
frente, depois Magi e no fim Sharon, agarrada à coleira do
Vulcan. Todos levamos lanternas acesas.
Entretanto, na pensão, Peter tem dificuldade em
dormir, sendo atormentado por um pequeno rato. Por várias vezes
acende e apaga luzes, na esperança de apanhar o rato em
flagrante. Por fim, pede uma ratoeira à dona da pensão e esta
empresta-lhe uma. Não resulta: o rato consegue roubar o queijo
sem ficar preso na armadilha. Peter finalmente resigna-se e volta
a adormecer.
No cemitério, o grupo continua a exploração. O
túnel é apertado, cheira mal e está semi-obstruído por
raízes de plantas, de onde pinga água escura e suspeita. Sharon
encontra um caderno abandonado no meio do túnel e dá-lhe uma
olhada. Trata-se de um caderno esfacelado, de páginas rasgadas e
quase desfeitas. Há algumas folhas soltas. Sharon lê por alto,
tentando-se abstrair do local onde se encontra. É um caderno de
notas do Prof. Hagerty. As folhas soltas são algo monótonas mas
Sharon aprende que: o coven de Mercy foi acusado de mais de uma
dúzia de homicídios cometidos durante rituais, apesar de nenhum
dos corpos ter sido encontrado; que Mercy foi acusada de ter
encontros com o Diabo, descrito como um homem negro e alto; um
homem idoso e de sanidade duvidosa afirmou tê-la visto uma noite
com um terrível monstro de corpo cilíndrico coberto de estrias
e uma "cabeça em forma de estrela-do-mar."
Do caderno em si, Sharon aprende que as
inscrições encontradas nos mosaicos das paredes da sala secreta
estão escritos em arábico e são uma espécie de oração a um
deus chamado Nyogtha. Hagerty fala tambem de uma presença na
sala e de uma voz que ouve dentro da sua cabeça. A voz
identifica-se a si mesma como Mercy Booth. Hagerty também diz
ter pago $15.000 à Hagstrom Construction Co. para cuidadosamente
voltar a fechar a sala e continuar a construção à sua volta. O
diário menciona ainda vários "encontros" na sala,
apesar de esta já ter sido selada. No último registo, o
professor afirma que planeava levar a sua mulher ao
"próximo encontro."
Depois de alguma discussão assustada, o grupo
decide regressar a superfície. Sharon guarda o livro no bolso.
Retornam, por ordem inversa. Vulcan está muito encolhido e
assustado. Cá fora vemos a bola azul passar, mas não vemos para
onde foi. Sharon perde alguma da sua não muito sólida sanidade.
Os outros também perdem algo. Sharon começa a ouvir vozes que
lhe dizem para voltar ao túnel e descer, para ir ter com a fonte
da voz. Sharon entra numa espécie de estupor e começa a andar.
Magi e Jhonathan, atrapalhados, seguram nela, apesar de ela
resistir. Magi começa a ouvir as mesmas vozes. Ambas as
raparigas se enfiam no túnel, Magi à frente.
Jhonathan tenta pará-las em vão. Desde socos a
pontapés e placagens, nada funciona. Nem sequer consegue tirar o
.38 à Sharon. Magi, ao resistir-lhe dá-lhe uma canelada que o
deixa a coxear. A bola azul aparece de súbito e entra
literalmente por Sharon adentro (e lá se vão 20 pontos de
sanidade para o galheiro.) Ela pára de andar, a sua pele
borbulha. Magi também pára.
Jhonathan, coxeando, consegue finalmente uma pausa para respirar.
Magi regressa ao normal e ambos tentam falar com Sharon, que
entretanto abre os olhos mas parece não se lembrar de nada e
está muito cansada.
O grupo arrasta-se de volta ao quarto e deitam-se
para a noite, com uma Sharon muito apática.
Durante a noite, Sharon retoma consciência
lentamente. A primeira coisa que ela vê é uma parede de madeira
onde faltam algumas tábuas, revelando terra por trás. À sua
frente está uma mesa, também de madeira. As suas mãos estão
sobre a mesa, a direita sobre um livro de capa preta e de aspecto
muito velho. As mãos estão incrivelmente velhas e decrépitas,
são só, literalmente, pele e osso. Quando tenta mexer o
pescoço, algo de errado se passa, porque não o controla lá
muito bem. Com ajuda das mãos segura na cabeça. Longos cabelos
brancos ficam agarrados aos seus dedos.
Ao aperceber-se do que se passa, Sharon fica ainda
mais insana (perde mais 8 pontos, por esta altura ja só tem 22
pontos no total.)
Sharon, horrorizada e a dar em doida, ainda assim
lê o livro que está na mesa, à falta de melhor para fazer.
Trata-se dos escritos quase iletrados de Mercy Booth, descrevendo
em detalhes nojentos o ritual de adoração de Nyogtha pelo coven
de Mercy. Perdendo ainda mais um pouco de sanidade, Sharon
aprende dois feitiços: Contact Elder Thing e Create Gate.
1/IV/99 - Quinta-feira
Manhã:
O grupo acorda na pensão. Sharon não se encontra
no quarto e Vulcan parece dormir pacificamente. Magi vai até ao
quarto de Peter e pergunta se ele ouviu ou viu alguma coisa, mas
nada. Descem à recepção, mas também ali ninguém a viu.
Voltam a subir. Tentam acordar Vulcan de várias maneiras,
incluíndo com o tazer de Peter, mas nada funciona. Jhonathan
leva "emprestado" o .38 special e o livro de John
Hagerty, que estavam no casaco que Sharon deixou no quarto.
Decidem saír, à procura de Sharon, investigando
as poucas pistas que têm. Dirigem-se a Lyle Str. e dão de caras
com um carro de bombeiros no número 1412, que Magi desconfia ser
a antiga casa de Mercy Booth. O grupo fala com os bombeiros e
descobre que vêm de 2 em 2 meses por causa dos esgotos
deficientes da casa e têm de sugar a porcaria toda dos esgotos
quando começa a cheirar muito mal.
Curiosos, os membros do grupo decidem esgueirar-se
para a cave, onde chegam sem grandes problemas. O tubo do carro
dos bombeiros vai realmente ter lá, mas desaparece num exíguo
buraco no chão. Peter agarra num maço que está à mão e Jhonathan
numa picareta. Alargam o buraco e encontram uma sala
subterrânea, de onde vem um cheiro nauseabundo.
Peter espreita e vê na parede mosaicos a todo o
redor e água no chão, estagnada e de aspecto realmente nojento.
Atiram a picareta lá para dentro para ver a profundidade: alguns
centímetros. Peter salta lá para dentro. Os hieróglifos não
fazem nenhum sentido para ele. O resto do grupo salta lá para
dentro, mas Jhonathan não se dá muito bem com o cheiro e cai de
gatas, vomitando. Peter descobre uma porta na parede que consegue
abrir. Magi, de .38 em riste, segue-o.
Vêem uma parede de madeira, passagem para outra
sala e degraus descendentes no meio da sala. Há uma fina camada
da mesma água no chão. À direita está um caixão aberto sem
nada lá dentro. À esquerda uma mesa de madeira de onde se
levanta uma múmia de 300 anos, com o pescoço dobrado de modo
impossível para a anatomia humana. Dos seus olhos, um brilho
louco. O corpo de Mercy dirige-se para eles.
A abominável visão dirige-se para Peter até
quase se abraçar a este, aparentemente sem ouvir as tentativas
de comunicação deles. Peter entra em acção e zappa
Mercy/Sharon com o tazer, o que só tem o efeito de animar ainda
mais o boneco. Das cordas vocais danificadas sai a palavra
"Magi." Peter dá-lhe marretada com o maço no ombro,
esmagando-lhe o ombro direito, que fica pendurado num ângulo
estranho, mas nem por isso Mercy/Sharon pára. Peter dá outra
marretada, desta vez no crâneo, desfazendo a parte superior, de
onde sai um líquido amarelo viscoso. O corpo continua animado.
Com mais uma marretada, o peito estilhaça-se. A boca contorce-se
e de lá sai outro nome: "Peter." Quando ele se prepara
para mais uma cacetada, outra palavra: "Sharon." Apesar
do grito de aviso de Magi, que começa a recear o pior, Peter
acerta mais uma vez na cabeça, desfazendo-a por completo,
pedaços de cérebro e líquido amarelo espalhando-se pela sala.
Na sala, Jhonathan encontra pedaços do livro
rasgados, desfeitos, arruinados. Encontra também um pedaço de
papel rasgado e um pedaço de carvão afiado. No papel lê-se
"Sharon" repetidamente, cobrindo todo o espaco
disponível.
O grupo apercebe-se da terrível verdade e perde
mais alguma sanidade. A porta que vêem dá para túneis, mas
decidem não investigar e lentamente regressam a pensão.
Epílogo:
Ruas de Boston, de manhã cedo, alguma névoa paira
pelo ar. Pelas ruas desertas caminha uma única pessoa,
resolutamente, num andar ginasticado. Sharon desaparece numa rua
distante e mistura-se com a vida que retorna às ruas da cidade.
Citações do dia:
Sharon Graves [Raquel] - "Não me falem em sapos!"
Marc - "Tento pará-la. Dou-lhe um
soco"
GM - "Lança dados" (pausa)
"Não consegues"
Marc - "Bolas, tento um chuto na
parte de trás dos joelhos, com força mesmo!"
GM - "Lança lá outra vez.."
(pausa) "Não resulta, ela continua a andar"
Marc (desesperado) - "Então, sei
lá, tento dar-lhe um tiro!"
GM - "Não tens o revólver"
Marc - "Tento tirar do bolso da
Sharon"
GM - "Lança outra vez"
(pausa) (gargalhadas de toda a gente) "Não consegues"
Marc - "AARGH!"
Raquel (a rir) - "Bolas, Marc, que
incompetência."
Marc - "Agarro na Magi, faço um
grapple"
GM - "Lança os dados outra
vez" (pausa) "Consegues e arrasta-la"
Irina - "Eu resisto, desato aos
pontapés"
GM - "Lança dados tu
também" (pausa) "Passaste. Marc, lança um dado de 6
para ver quanto perdes"
Marc - "O quê?? 5 pontos??"
GM (a rir) - "Perdes 5 hit points
quando ela te dá uma canelada com toda a força"
Raquel - "Por amor de deus, alguém pare a Sharon!"
Marc (desesperado por não conseguir parar as raparigas) - "Não posso perder sanidade?"
GM - "A bola azul entra,
literalmente, pela Sharon adentro."
Marc - "Whoa... isso foi
erótico!"
Raquel - "Eu e a minha sorte com os dados..."
Registo
escrito por Raquel Correia