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POSTERS Coordenador - Clauberson Rios – UNIFOR/LABIO/CLIO
Prof. Orientador: Henrique Carneiro
Introdução Ouvimos hoje falar muito em atos anti-sociais e delinquência como causa de uma sociedade injusta, onde uns em tanto e outros muito pouco. Não resta dúvida que isso é algo que não se pode negar. Mais porque então cresce tanto o número de atos delinqüentes nos jovens de classe média e alta? O psicanalista inglês Donald Winnicott vem falar dessa questão, colocando a delinquência infanto-juvenil como uma das tentativas de resgatar algo que já se teve e que no percurso da vida foi perdido.
Objetivo O objetivo dessa pesquisa é a de compreender a delinqüência infantojuvenil como uma das formas de trazer de volta as relações primordiais perdidas.
Desenvolvimento O bebê humano diferente dos outros animais necessita de afeto. Quando ele nasce precisa ser cuidado por alguém, então marcado por uma total dependência do outro, esse bebê guarda para com o seu grande outro uma dívida que o acompanha para sempre. É nas trocas de afetos que a mãe vai assumindo um significado para o bebê e assim construir um bom desenvolvimento. Ocorre que em algum momento da vida pode acontecer a ausência desse objeto de amor, que pode ser por uma privação, que é o abandono antes mesmo de ter se reconhecido como algo diferente da mãe, ou por uma deprivação, que é a perda desse objeto de amor depois de tê-lo experimentado. Essa deprivação pode ser tanto por rejeição, falta de afeto, repressão, afastamento do convívio por um tempo em que a criança não suporte, como pela morte.
Metodologia Do ponto de vista metodológico trata-se de uma pesquisa de cunho teórico qualitativa fundamentada nas teorias da relação mãe filho, privação e deprivação do psicanalista Donald Winnicott.
Conclusão A partir de tais precedentes é válido que a criança que passa por uma deprivação é subjetivamente atingida na questão da confiança. Os roubos são formas de recuperar algo que é dela e que lhe foi tirado. Já a agressividade é um ato de reivindicação. Sendo assim, a concepção de que delinqüência é um problema de desigualdade social, passa a ser alargada para uma visão mais subjetiva. Assim, é sabido que o sujeito a partir de sua complexidade é visto sobre vários ângulos.
Referências Winnicott, Donald. (1988). O ambiente e os processos de maturação. Armed. Winnicott, Donald. (1997). Pensando sobre crianças. Armed. Winnicott, Donald. (1987). Privação e delinquência. Martins Fontes. Winnicott, Donald. (1987). Tudo começa em casa. Martins fontes. |
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