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SESSÃO COORDENADA
Ócio contemporâneo: Transgressão, violência ou a busca de um lugar para liberdade?
José Clerton de Oliveira Martins
A cultura já não é capaz de explicações que sejam coerentes e possam oferecer a base para construções do mundo. A ordem é estranha. Aliás, há uma ordem lógica? Vivemos tempos de muitas ordens e na liberdade das possibilidades, o tédio é muito mais presente. O mundo virtual faz-se real associado a uma tecnologia da informação, da comunicação via “telas de realidade”, na TV, no PC, na interatividade das imagens símbolos do homem. Assim, vive-se a realidade que se inventa e que se pode comprar. Tudo é possível na verdade do virtual. Intensificou-se o fascínio pelo espetáculo, pelo arrebatamento, pela necessidade que deve ser satisfeita no tempo do imediato. A solução para todos os problemas está num site, numa prateleira, pode se pagar com o cartão. E então já não existem os problemas. A aldeia está conectada, todos estamos ligados pela teia, porém e apesar disso, ainda mais isolados. A rede me oferece o contato com todos que estão nela comigo. mas não estão aqui. O vazio permanece e o tédio é a marca do tempo da virtualialidade.
A reflexão que aportamos com este texto aporta questões sobre o o ócio nestes tempos ditos pós-modernos. Como se experimenta o ócio nesse contexto de efemeridades, imagens irreais e liberdade a todo custo? . Bauman (1999) apresenta-nos o tempo atual como um tempo de incertezas e ambivalência. Nada se sustenta tudo é líquido. A presença constante é o mal-estar, o tédio, a busca de si mesmo em tantas coisas, que deixam o sujeito fragmentado em tantas possibilidades. Sem querer polemizar sobre a já polemizada divisão entre moderno e pós-moderno, compreende-se o termo pós-modernidade para esta reflexão, como o tempo contemporâneo que sugere críticas as elaborações com base nos parâmetros da chamada modernidade. Neste contexto, o homem vivencia seus tempos de existência, centralizando o que é útil e o que movimenta o consumo. “A preocupação com o estilo de vida ressalta que o lúdico do consumo tomou progressivamente o lugar da identidade” (Baudrillard, 1981. p. 240). Qualquer que seja a denominação, moderna ou pós-moderna, o que observamos é que a racionalização exacerbada impregnou todas as práticas da vida humana. Assim, na dita sociedade pós-materialista, consumista, pós-industrial nota-se a busca pelo controle das emoções reflexo do interesse social vislumbrando o auto-controle que repercute na separação ainda mais ampla, entre a esfera púbica e a esfera do privado (Coto, 2005). Nesse contexto, o ócio surge como um espaço essencial que contribui para a manutenção da ordem e o bem-estar cidadão (Rojek, em Coto 2005). Representando um lugar para o relaxamento das tensões, inovação, educação, e “esfera da vida humana na qual se pode expressar emoções” (Coto, 2005 p. 32). O tempo contemporâneo regalou ao homem em busca de felicidade e segurança, a monotonia do controle, a rotinização da vida em prol da ordem social. Porém, o controle e a rotina que envolvem o processo de manutenção da ordem, segurança e felicidade passaram a disciplinar, também, o tempo-livre e o ócio. Sabe-se que quanto mais rotina das atividades cotidianas, menos liberdade se percebe, assim, nesse contexto as atividades controladas e direcionadas levam a uma percepção de tédio, aprisionamento e vazio. Assim, o tempo de ócio da sociedade que busca fortes emoções, perdeu seu sentido. Desta forma, o sujeitos em busca da liberdade de expressar-se num contexto que prioriza a individualidade, a explosão da emoção sem limites, a necessidade de viver o presente com muita intensidade e sem pensar no amanhã, transforma o ócio no lugar da pós-modernidade onde reina a insegurança e a possibilidade da expressão de violência.
Sobre o Ócio Em seus estudos, Cuenca (2003) nos fala sobre o ócio nocivo, aquele que pode oferecer danos ao corpo e mente do sujeito e/ou do corpo social ao qual integra. A elaboração na atualidade de uma compreensão para situar o Ócio que possa atender às transformações de nosso tempo é uma tarefa difícil. Os estudos de Manuel Cuenca Cabeza(2003,2004) pesquisador que coordena as investgiações sobre ócio no Instituto de Estudos de Ócio da Universidad de Deusto, nos levam a uma possibilidade neste sentido. Nesta reflexão se faz um recorte sobre os referidos estudos a partir do exposto em duas obras do dito autor, Ócio Humanista: Dimensiones y manifestaciones del Ócio, na coletânea Documentos de Ócio n.16, 2003 e Pedagogia del Ócio: Modelos y Propuestas de 2004, nas quais podemos encontrar uma direção sobre as possibilidades do tema em tempos turbulentos, a partir estudos reunidos frutos de quase 20 anos de investigação. Segundo Cuenca (2003), o ócio trata-se de uma experiência gratuita, necessária e enriquecedora da natureza humana. Desde Aristóteles e até hoje filósofos e teóricos, ao tentarem precisar a natureza do ócio, encontraram necessário definir também algum conceito de felicidade. Na sua compreensão o ócio do ponto de vista individual, tem relação com a vivência de situações e experiências prazerosas e satisfatórias. O ócio pode ser estudado e analisado sob duas perspectivas, “do ponto de vista objetivo se confunde como tempo dedicado a algo ou simplesmente, com atividades. Do ponto de vista subjetivo, se faz necessário considerar a satisfação que cada um percebe na experiência vivida” (Cuenca, 2003, p. 15). Em termos subjetivos, Cuenca (2003), ressalta que a palavra ócio é sinônimo de ocupação desejada, apreciada e é claro, resultado da livre escolha. É interessante ressaltar a atenção posta no significado atribuído por quem vivencia a experiência de ócio. Nesta orientação, o ócio integra a forma de ser de cada pessoa sendo expressão de sua identidade, acrescentando-se que tal expreriência independente da atividade em si, do tempo, do nível econômico ou formação, porém se relaciona com o sentido atribuído por quem vive a experiência. Conecta-se com o mundo da emotividade e consequentemente, com a felicidade e satsfação percebidas. Para se compreender o ócio é necessário recuperar algumas informações sobre aspectos relacionados à sua essência: o jogo (lúdico), a festa, a criatividade, participação voluntária, satisfação, felicidade, autodesenvolvimento, integração solidária, etc. É também interessante refletir sobre as possibilidades práticas de ócio: cultural, solidário, esportivo, recreativo, turístico a partir de sua concepção e valorização através do tempo. Sugere-se para compreensão do ócio uma leitura unificada de todas estas dimensões. Os estudos sobre o ócio em Deusto, representam a afirmação de um modelo aberto com aproximações epistemológicas e metodológicas múltiplas baseadas em contínuas e diversas análises, métodos e recursos de diversas disciplinas que compartem seu objetivo de conhecimento sobre o ócio. No entanto, trata de esclarecer o que na interdisciplinaridade que envolve o ócio, compete ao campo específico de cada disciplina, na explicação e compreensão do fenômeno. A necessidade de se estudar o ócio justifica-se por muitas razões de ordem prática e real. Nas pesquisas espanholas se observa que as estatísticas sobre o aumento do tempo livre, conseqüência da redução da jornada de trabalho, a incorporação tardia dos jovens ao mercado de trabalho, a antecipação da aposentadoria, o aumento da expectativa de vida, a expectativa massiva da fruição das férias, o incremento do turismo, a influência dos meios de comunicação, o apoio dos governos na difusão cultural e esportiva demonstram a necessidade de se conhecer melhor as ações do ócio no mundo contemporâneo (Cuenca, 2003). Assim, acredita-se que a elevação do nível educativo da população, a nova legislação do trabalho, as novas políticas somadas ao acesso ao transporte e às tecnologias de comunicação favorecem a novos estilos de vida nos quais as vivências de ócio incidem fortemente. Percebe-se que nesses contextos o ócio ocupa um papel muito importante nos novos modos de vida que independentemente, de regimes políticos e suas respectivas economias, vão agregando às práticas tradicionais, novas vivências de ócio. Atualmente, falar em ócio é algo complexo e nos remete a muitas possibilidades, (...) Para uns o problema se reduz aos usos do tempo ou ocupação. Para outros vem a ser práticas de atividades não obrigatórias, desejadas e queridas. Outros, por fim, falam do ócio a partir dos parâmetros das cifras econômicas. Os jovens entendem que viver o ócio é um direito democrático, semelhante a outros cada vez mais utópicos, como é o direito ao trabalho. Um cidadão de um país desenvolvido não saberia viver sem televisão, esporte, cultura, viagens, música moderna ou férias. O século XX desenvolveu um novo tempo social centrado no ócio, cuja transcendência está ainda, por ser descoberta (Cuenca, 2003, p. 31).
Os ócios de Cuenca Para Cuenca existem direcionamentos que sinalizam categorias diferenciadas que permitem identificar tipos de experiências de ócio e que cada tipo de experiência congrega manifestações características as quais, considera como dimensões do ócio. As dimensões do ócio se relacionam com distintas formas de se vivenciar o ócio e com os diversos contextos, ambientes, equipamentos e recursos (Cuenca, 2004). É necessário observar que o ócio em princípio, não se apresenta na sua forma mais autêntica, com um fim em si mesmo, importante enquanto valor de experiência libertadora. Na verdade o ócio possui uma grande gama de possibilidades. Cuenca (2004) apresenta a proposta de 4 (quatro) coordenadas centrais de ócio. As referidas coordenadas representam diferentes áreas nas quais o ócio se expressa em suas possibilidades. O Ócio na coordenada autotélica corresponde propriamente à experiência de ócio verdadeira, aquela experiência com um fim em si mesma, livre, satisfatória, sem nenhuma finalidade utilitária ou econômica, proporcionadora de autorealização. Ócio na coordenada exotélica corresponde à prática de ócio não como um fim em si mesmo, mas como meio para alcançar uma outra meta. Nesta coordenada as atividades de ócio se voltam para um interesse além da vivência do ócio em si. Uma prática esportiva para manter o corpo saudável ou para relacionar-se com um dado grupo social são exemplos desta modalidade. Aqui, o que importa é o fim que com o ócio se busca. O ócio é apenas um veículo. Ócio na coordenada ausente compreende-se neste âmbito a carência de ócio. Aqui o tempo sem obrigações é percebido como algo ruim, incômodo, vazio ou simplesmente aborrecedor. A característica maior dessa coordenada é a percepção negativa do sujeito frente a uma situação de tempo disponível para si. Este tempo preocupa socialmente, pois pode representar um tempo a violência, onde se principia a “oficina do diabo” Ócio na coordenada nociva compreende nesta abordagem as experiências de ócio reais ou percebidas que podem gerar consequências perigosas ou negativas individualmente ou socialmente. Percebe-se nas categorias apresentadas que o ócio autotélico e o exotélico se direcionam para o desenvolvimento, satisfação e benefícios pessoais e sociais. Contrariamente, a direcionalidade negativa está representada pelo ócio ausente e nocivo. Falar em ócio obriga a ressaltar sua importância social e econômica a partir de suas práticas, atividades e vivências. Da mesma forma, sobre a incidência que sua prática tem na destruição e construção de valores. Certamente, deve-se estar consciente dos malefícios que uma política econômica centrada apenas no lucro da exploração de atividades consumistas e esvaziadas de valor, fruto da ausência de uma educação para utilização e escolha de ócios positivos, podem levar a práticas consideradas como “negativas” de ócio.
A partir da década de 80 os estudos de Roger Sue contribuem com a idéia de que independente das teorias que possam existir, há uma série de funções que se manifestam como conseqüência da experiência de ócio. Sue (em Cuenca, 2003), organiza as funções do ócio em três grupos: psicológicas, sociais e econômicas. No grupo das funções psicológicas inclui as funções de desenvolvimento, diversão e descanso, compreendendo que tais funções atendem parcialmente, a compensação das perdas humanas no trabalho, no entanto, possibilitam equilíbrio psicológico ao indivíduo. Outras funções estariam relacionadas a estas como as relacionadas à integração social, simbolismo e terapia. Com relação à socialização o autor pontua que as condições de trabalho na atualidade, a urbanização intensa e as novas formas de viver geraram um empobrecimento da comunicação interpessoal e consequentemente um isolamento que encontra no ócio um contraponto. A função simbólica sinaliza que o ócio oferece a percepção de identidade, pertencimento a uma categoria social, além de uma afirmação pessoal com relação aos demais, através da escolha de atividades de diversão. A função terapêutica considera que o ócio oferece a possibilidade de contribuir para a manutenção da saúde física e mental. Dentro do grupo das funções econômicas ressalta a crescente observação de gastos pessoais, familiares com atividades de ócio, bem como a incidência do ócio na economia e vice-versa. Assim, Sue pergunta diante de toda a possibilidade que o ócio oferece: o que é o ócio? Consumo ou alienação? Nas formas de divertimento moderno, o ócio está completamente colonizado pelo consumo o que caracteriza uma experiência alienada. Por este motivo a função econômica do ócio é ambígua. Os gastos ativam o sistema produtivo, mas as práticas que não implicam custo, não são amparadas pela política econômica (Sue em Cuenca, 2003). Uma das relações mais observadas que se faz ao se pensar em ócio é atribuí-lo ao tempo. Para Cuenca (2003), o ócio jamais pode ser identificado com tempo uma vez que o tempo em si, não define a ação humana. A identificação que se produziu entre ócio e tempo livre é um produto dos estudos da sociologia, difundidos a partir da segunda metade do século XX e até os anos 80 do mesmo século, tal fato dificultou a compreensão do ócio por não incluir a percepção psicológica. Apenas com o tempo livre não se pode falar no que seria uma experiência de ócio, o tempo trata-se de uma coordenada vital para qualquer ato humano, a expressão tempo livre se torna importante nesta relação, pela palavra livre que sugere relação com o exercício humano de identidade, reconhecimento, autorreconhecimento e vontade. A partir destes enfoques psicológicos, o ócio vem sendo definido como “liberdade de escolha” (op. cit). Desta forma, o tempo como a atividade em si, não pode determinar uma experiência de ócio. A ação é uma referência que com a percepção de quem a realiza, pode ou não, ser uma vivência de ócio. (...) a vivência humanista do ócio é ou deveria ser uma experiência integral e relacionada com o sentido da vida e os valores de cada um. Isso pode ocorrer graças à formação. A pessoa formada é capaz de converter cada experiência de ócio numa experiência de encontro. Cada encontro é uma re-criação que proporciona vontade de viver (Kriekemanns em Cuenca, 2003 p. 63).
Experiencia violenta e experiência de ócio O ócio como experiência humana, está relacionado a valores e significados profundos, apenas assim pode o ócio ter sentido enquanto experiência singnificativa positiva fonte de desenvolvimento e prevenção à ociosidade negativa, ou ócios nocivos. Desta forma, é possível distinguir uma experiência comum e a verdadeira experiência. Dewey (1949, em Cuenca, 2003) acrescenta que a experiência comum se relaciona com qualquer ação da vida trata-se de um fato que se toma como corrente, banal. Mihaly Csikszentmihalyi (1998 em Cuenca, 2003), pesquisador da Universidade de Chicago, em suas pesquisas chama a este mesmo fenômeno de “experiência ótima”, acrescentando que, quando uma pessoa passa por uma vivência como essa, uma das metas centrais do self será seguir experimentando-a ou voltar a buscar outras semelhantes, convertendo-a em uma influencia tão significa quanto a cultura ou a genética. A partir desta percepção, infere-se que a vivência de ócio possibilita contextos experienciais que podem ser âmbitos para a recriação ou não. Porém, o ócio humanista se diferencia de outras vivências por sua capacidade de sentido e potencialidade de encontros criativos que levam ao desenvolvimento pessoal. Na conjuntura atual compreender o ócio como um valor, torna-se difícil sem um processo de informação. Desta forma, a compreensão do ócio humanista não é algo que se desenvolve sozinho, tratando-se, pois, de uma vivência que se desenvolve pela aquisição de conhecimentos. Quanto mais informação sobre o ócio e seus valores para a pessoa e para a sociedade, mais capacidade de compreendê-lo, buscá-lo e vivê-lo. O que a realidade apresenta é que no chamado tempo livre, finais de semana, no Brasil, na Espanha, em fim vários lugares do mundo, jovens, crianças e adultos voltam-se para, em seus ócio, preencher seus vazios de si, consumindo drogas lícitas e ilícitas. Agredindo empregadas domésticas nas paradas de ônibus, prostitutas, ou queimando índios, por pura diversão, “sem nenhuma maldade”, juventude em seu momento de divertimento. O tempo de ócio, no qual se busca a liberdade tende a ser o tempo de invasão, transgressão da ordem imposta e por isso, de insegurança, violência . Na Espanha, jovens limitados pelo que podem ou não podem consumir, ainda dependentes de suas familias, compram bebidas alcoólicas e invadem o espaço publico sistemáticamente, para divertirem-se transgredindo as normas do silêncio e a ordem social no fenômeno conhecido como “botellon”, que seria numa tradução imediata “uma grande farra”. Bêbados, as tribos urbanas se agridem, gritam, queimam lixo, depredam jardins, promovem enfrentamentos com a polícia lutando por “espaço” de liberdade para consumo e diversão. No Brasil nos bailes das periferias, nos pagodes, nas praias, nas favelas, os bailes funks, as festas populares são palco da violência, da barbárie em pleno tempo de civilização. As tribos querem matar-se, devorarem-se em seus enfrentamentos na busca de seus pertencimentos. Pairando em nosso pensamento fica a dúvida sobre os sentidos que os tempos e os conceitos, como o por exemplo o ócio, tomam em nossa desenvolvida, racional e civilizada sociedade do consumo. O que é o ócio mesmo?
Referências ADOZ - Aisiazko Dokumnetazio Zentroaren Boletita. (2002). Boletín del centro de Documentación en Ocio (23). Instituto de Estudios de Ocio/Universidad de Deusto. ADOZ - Aisiazko Dokumnetazio Zentroaren Boletita. (2003). Boletín del centro de Documentación en Ocio (26). Instituto de Estudios de Ocio/Universidad de Deusto. ADOZ - Aisiazko Dokumnetazio Zentroaren Boletita. (2004). Boletín del centro de Documentación en Ocio (27). Instituto de Estudios de Ocio/Universidad de Deusto. Baudrillard, A. (1981). Sociedade de Consumo. Lisboa. Edições 70. Bauman, Zygmunt. (1999). Modernidade e Ambivalência . RJ. Jorge Zahar Editor. Cuenca, M. C. (2004). Pedagogia del Ocio: modelos y propuestas. Bilbao /Espanha; Universidad de Deusto. Cuenca, M. C. (2003). Ocio Humanista, dimensiones y manifestaciones actuales del ocio. Documentos de Estudios de Ocio , num.16. Bilbao/Espanha. Instituto de Estúdios de Ócio/Universidad de Deusto, Chevitarese, L. (2001): “As ‘Razões’ da Pós-modernidade”. In: Analógos. Anais da I SAF-PUC. RJ: Booklink. (ISBN 85-88319-07-1). |
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