Dá medo, muito medo, pensar na situação que o Brasil está atravessando, quando a gente não consegue imaginar nenhuma saída. Porque, se for traçado um perfil de todos os seus governantes (são, na nossa Federação, 26 estados e um Distrito Federal), não sobra muita esperança. Além da incúria administrativa (e do gritante despreparo), a corrupção que se instalou e se enraizou, na estrutura burocrática e nos variados setores de nossa administração, não dá a impressão de estar cedendo nos seus ramos e tentáculos. São dezenas, centenas, milhares de denúncias, catalogadas e provadas, com os acusados sempre encontrando brechas e vãos, por onde deslizam, sorrateiramente, envoltos na impunidade. O lengalenga vai se tornando cansativo e, no final, prova-se tudo e não se prova nada!
O Brasil está mergulhado na maior recessão, mas nosso "príncipe," Fernando Henrique Cardoso(PSDB-SP), não exibe o menor sinal de ter consciência do que na realidade acontece. Quando sua excelência foi entronizado no cargo, nossa dívida interna estava em torno de 61 bilhões de dólares. No mês de junho de 98, segundo dados oficiais do Banco Central, essa mesma dívida interna já tinha alcançado o montante dos US$ 340 bilhões. O pior de tudo, porém, é saber que pagamos juros de 20%, ao mês, equivalentes hoje, justamente, ao total da dívida encontrada por Fernando Henrique Cardoso. Qual é o país que pode suportar um peso desses, colocando seu povo para trabalhar, tal qual burro de carga, sem nada oferecer em troca? Vivemos dominados pelos pilantras, que assaltaram a direção do Estado brasileiro e nosso tormento não parece ter fim.
No campo da dívida externa, somos devedores perpétuos. Ao chegar no Palácio do Planalto, FHC encontrou a dívida externa brasileira se aproximando dos 150 bilhões de dólares. Três anos e alguns meses depois, essa dívida pulou para mais de 200 bilhões de dólares. Somos obrigados a pagar, anualmente, cerca de 20 bilhões de dólares, só de juros! É esse o legado de uma administração, que começou com uma mão espalmada, exibindo cinco dedos, e que chegou no projeto de reeleição, estalando na cara dos brasileiros. Os cinco dedos de FHC estão marcados, a ferro e fogo, na face dos que trabalham e sustentam suas intermináveis mordomias.