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�Mario, vem tomar o caf�! Despertou. Aquela voz imperativa acordara-lhe do sono que n�o dormiu. �Mario, vem tomar o caf�! Aquele som imperativo penetrou-lhe os ouvidos ecoando, histericamente, no seu c�rebro... Roda-Mundo caiu, embolou-se no ch�o vermelho e frio do seu quarto... A lua aproximava-se e desaproximava-se de si... Os sons que vinham da rua entrou-lhe com maior efusividade em seus t�mpanos... Ronda-Mundo come�ou a gritar. Levantou-se do ch�o frio, lan�ou-se sobre sua cama, enfiou o travesseiro aos ouvidos, enrolou-se com o len�ol felpudo... Mas, nada adiantava. �Mario, vem tomar o caf�! Era forte... Retumbante, medonho... Jogou-se contra a parede e sentiu a for�a da rea��o. Gritou mui alto: � Ai! Calou-se. �Mario, vem tomar o caf�! J� n�o podia suportar. �Mario, vem tomar o caf�! Sentiu a brisa entrar pela janela do seu quarto. Ela, a brisa, trazia os sons da rua. �Mario, vem tomar o caf�! Fechou a janela. Mas, nada adiantou. O mesmo �oi� pobre ainda repercutia nos seus ouvidos, o �Jesus esta voltando� a �Ave-Maria cheia de gra�a� tamb�m. Teve uma vertigem outra vez. Caiu. Levantou-se r�pido. E novamente: �Mario, vem tomar o caf�! Praguejou alto. Quis se matar. N�o p�de. N�o havia revolver. N�o havia facas. Os sussurros que vinham da rua cessaram. �Mario, vem tomar o caf�! Roda-Mundo enlouquecia. Voltou � janela. Abriu-a, novamente. Por um instante parou em frente da janela. Temeu abri-la. Os sons penetrariam seu quarto outra vez. Mas, o �Mario, vem tomar o caf�! poderia escapar. Abriu a janela. N�o meteu seu car�o logo para fora a fim de ver a rua. Seus ouvidos estavam atentos e ao menor burburinho, ao mais pobre �oi� fecharia a janela, rapidamente. |