Para você, motorista:

Talvez não se considere um assassino. Todavia, ao misturar bebida e direção dum veículo, suas probabilidades de matar outra pessoa aumentam dramaticamente. “O motorista, os passageiros, os pedestres, e as pessoas em outros carros, são todos alvos iguais do motorista de reflexos reduzidos”, afirma Just Along for the Ride (Só Como Companhia Para a Viagem), editado pela Associação Nacional de Seguradores Independentes, dos EUA. Por que arriscar-se a incorrer em culpa de sangue? — Compare com Êxodo 21:29; Provérbios 6:16, 17.

“O prudente vê o perigo e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena." (Provérbios 22:3) Considerando os perigos 

de misturar a bebida com a condução dum veículo, você será “prudente” se prometer a si mesmo não misturar essas duas coisas. Poderá assim evitar ficar aleijado — ou morrer — mas também mostrará respeito pela vida dos outros.

Você deveria, ademais, fazer a firme resolução de ( 1 ) Não entrar num carro cujo motorista andou bebendo. A vida é uma dádiva de Deus (Romanos 6:23). Por que colocar tal dádiva preciosa nas mãos de alguém que andou bebendo? e ( 2 ) não permitir que um amigo seu dirija, se ele andou bebendo. Seu amigo talvez fique zangado, mas, uma vez caia em si, pode ser que mostre apreço pelo que você fez. — Compare com Salmo 141:5.

Não é errado beber com moderação, uma vez que a pessoa tenha a idade legal e beba com responsabilidade. Mas algo inteiramente diferente é dirigir depois de beber.

0,6 gramas

A partir de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue, a pessoa é considerada como estando alcoolizada. Consulte a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito a seguir:


RESOLUÇÃO Nº 81 , DE 19 DE NOVEMBRO DE 1998

 

Disciplina o uso de medidores da alcoolemia e a pesquisa de substâncias entorpecentes no organismo humano, estabelecendo os procedimentos a serem adotados pelas autoridades de trânsito e seus agentes.

 

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO-CONTRAN, usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, c.c. seus arts. 165, 276 , 277 e conforme o Decreto no 2.327, de 23 de setembro de 1997, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, resolve:

Art.1o

A comprovação de que o condutor se acha impedido de dirigir veículo automotor, sob suspeita de haver excedido os limites de seis decigramas de álcool por litro de sangue, ou de haver usado substância entorpecente, será confirmado com os seguintes procedimentos:

I - teste em aparelho de ar alveolar (bafômetro) com a concentração igual ou superior a 0,3mg por litro de ar expelido dos pulmões;

II - exame clínico com laudo conclusivo e firmado pelo médico examinador da Polícia Judiciária;

III - exames realizados por laboratórios especializados indicados pelo órgão de trânsito competente ou pela Polícia Judiciária, em caso de uso da substancia entorpecente, tóxica ou de efeitos análogos, de acordo com as características técnicas científicas.


Art.2o

É obrigatória a realização do exame de alcoolemia para as vítimas fatais de trânsito.

Art.3o

Ao condutor que conduzir veículo automotor, na via pública, sob influência do álcool ou substância de efeitos análogos, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem, serão aplicadas as penas previstas no art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB para os crimes em espécie, isto é, detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Art.4o

Ao condutor de veículo automotor que infringir o disciplinado no artigo anterior, serão, também, aplicadas as penalidades administrativas estabelecidas no artigo 165, do Código de Trânsito Brasileiro-CTB, ou seja, multa (cinco vezes o valor correspondente a 180 UFIR) e suspensão do direito de dirigir.

Art.5o

Os aparelhos sensores de ar alveolar serão aferidos por entidades indicadas pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, que efetuará o seu registro, submetendo posteriormente à homologação do CONTRAN.

Art.6o

Os aparelhos sensores de ar alveolar em uso em todo território nacional terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para aferição e registro no órgão máximo executivo de trânsito da União.

Art.7o

Fica revogada a Resolução n o 52/98-CONTRAN.

Art.8o

Esta Resolução entra em vigor da data da sua publicação.

 

RENAN CALHEIROS
Ministério da Justiça

LUCIANO OLIVA PATRÍCIO - Suplente
Ministério da Educação e do Desporto

ELISEU PADILHA
Ministério dos Transportes

GUSTAVO KRAUSE
Ministério do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e da Amazônia Legal

LINDOLPHO DE CARVALHO DIAS
Ministério da Ciência e Tecnologia - Suplente

BARJAS NEGRI - Suplente
Ministério da Saúde

ZENILDO GONZAGA ZOROASTO DE LUCENA
Ministério do Exército

 

Saiba que a quantidade de bebida que precisa ser ingerida para se atingir seis decigramas de álcool no sangue varia de acordo com o teor alcoólico da bebida e com o peso, altura e condição física de cada um. Mas, em média, a pessoa não pode ultrapassar a ingestão de duas latas de cerveja ou duas pequenas doses de bebidas destiladas, se não, já está considerado alcoolizada. 

 

Consulte a seguir a tabela divulgada pelo Conselho Estadual de Entorpecentes. A medida padrão é uma caneca de meio litro (500ml), taça de vinho, dose de uísque ou de cachaça.

Número de doses

Peso (em Kg)

Quantidade de álcool no sangue (dc/l)

 


1

60 2,7
70 2,2
80 1,9
 


2

60 5,4
70 4,4
80 4,8
 


3

60 8,1
70 6,6
80 5,7

 

Com
0,6 g/litro
de sangue, o risco de acidente é

50% maior.

Com
0,8 g/litro
de sangue, o risco de acidente é

4 vezes maior.

Com
1,5 g/litro
de sangue, o risco de acidente é

25 vezes maior.

Conheça os efeitos do álcool 

Quantidade de álcool por litro de sangue em gramas

 

Efeitos

0,2 a 0,3 g/l - equivalente a um copo de cerveja, um cálice grande de vinho, uma dose de uísque ou outra bebida destilada

 

As funções mentais começam a ficar comprometidas. A percepção da distância e da velocidade são levemente prejudicadas.

0,3 a 0,5 g/l - dois copos de cerveja, dois cálices grandes de vinho, duas doses de bebidas destiladas.

 

O grau de vigilância diminui, assim como o campo visual. O controle cerebral relaxa, dando sensação de calma e satisfação.

0,51 a 0,8 g/l - três/quatro copos de cerveja, três cálices grandes de vinho, três doses de uísque.

 

Reflexos retardados, dificuldades de adaptação da visão a diferenças de luminosidade, superestimação das possibilidades e minimização de riscos e tendência à agressividade.

0,8 a 1,5 g/l

 

Dificuldades de controlar automóveis, incapacidade de concentração e falhas na coordenação neuromuscular.

1,5 a 2,0 g/l.

 

Embriaguez, torpor alcoólico, dupla visão.

2,0 a 5,0 g/l.

 

Embriaguez profunda.

5,0 g/l.

 

Coma alcoólico.

Se vai dirigir, não beba; 

se beber, não dirija.

 

Lembre-se:

Você poderia estar em direção perigosa pela influência do álcool em níveis inferiores ao necessário para embriagar-se.

A pessoa não precisa ficar alcoolizada a ponto de não se agüentar em pé para ver reduzida sua capacidade de dirigir. Assim, por que misturar o beber e o dirigir? A regra mais segura a seguir é: 

 

Se vai dirigir, não beba; se beber, não dirija.

Para outras informações, consulte:       

www.abdetran.org.br     www.detran.rj.gov.br     www.detran.rn.gov.br

clique - índice bebidas

 

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