DISCIPLINA DE HISTOLOGIA GERAL E DOS SISTEMAS
9ª Aula Prática – Vias Aéreas e Pulmões
Traquéia
A traquéia é um órgão condutor de ar do sistema respiratório. Ela é sustentada por 15 a 20 anéis incompletos de cartilagem hialina em forma de ferradura. O órgão possui uma mucosa, uma submucosa, cartilagem hialina e uma adventícia.
A mucosa é composta por epitélio pseudo-estratificado cilindro ciliado com células caliciformes e uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo.
Na submucosa da traquéia, em alguns mamíferos inferiores, são encontradas glândulas, principalmente do tipo mucoso, cuja secreção é lançada através de ductos na luz traqueal e direcionada à faringe pelo batimento ciliar.
Observar que existe pericôndrio envolvendo a cartilagem hialina. Na região posterior dos anéis de cartilagem existem feixes de músculo liso, o músculo traqueal, no lugar da cartilagem. A contração desses feixes permite que ocorram alterações no diâmetro da traquéia durante a inspiração.
A adventícia está constituída por tecido conjuntivo frouxo e pode se apresentar em continuidade com a adventícia do esôfago.
No epitélio da traquéia existem seis tipos diferentes de células, porém, somente três deles podem ser identificados ao M.O.: a célula caliciforme; a célula ciliada e a célula basal (célula tronco unipotente). Os outros três tipos que não são identificados ao M.O. são: a célula granular e dois tipos diferentes de célula em escova.
Lâmina R 01 – Traquéia e Esôfago – H.E.
Objetivos
Visualizar as diversas camadas da traquéia e suas constituições histológicas.
Pulmão
O pulmão contém brônquios, bronquíolos propriamente ditos, bronquíolos terminais, bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos. Os pulmões, em um adulto, possuem cerca de 300 milhões de alvéolos, sendo muitos deles formados até os oito anos de idade.
O pulmão está revestido, externamente, pela pleura visceral, que é uma membrana serosa constituída por mesotélio (epitélio pavimentoso simples) e tecido conjuntivo frouxo.
Os brônquios são calibrosos e revestidos por epitélio respiratório com células caliciformes; possuem músculo liso, placas irregulares de cartilagem hialina e podem apresentar glândulas e nódulos linfáticos.
Os bronquíolos tem menos de 1 mm de diâmetro, não possuem cartilagem, não possuem nódulos linfáticos nem glândulas, porém, apresentam uma espessa camada de músculo liso.
Os bronquíolos terminais possuem a luz revestida por epitélio cúbico simples. O tecido conjuntivo e o músculo liso da parede dos bronquíolos terminais são muito reduzidos.
Os bronquíolos respiratórios assemelham-se aos bronquíolos terminais, mas já possuem a abertura de alvéolos nas suas paredes. Esta é a primeira região da árvore respiratória onde ocorrem as trocas gasosas.
Os ductos alveolares não possuem parede própria. São tubos retos, delimitados por epitélio pavimentoso simples, e se abrem em muitos conjuntos de alvéolos. São originados por ramificação dos bronquíolos respiratórios.
Os sacos alveolares, como o nome indica estão constituídos por grupos de alvéolos.
Os alvéolos são estruturas saculiformes que constituem porções terminais da árvore respiratória, sendo os responsáveis pela estrutura esponjosa do parênquima pulmonar. Cada alvéolo está revestido por um epitélio extremamente delgado. Estão presentes na sua constituição dois tipos celulares: os pneumócitos do tipo I e os pneumócitos do tipo II. A parede entre dois alvéolos é o septo alveolar. Neste septo encontra-se o pneumócito do tipo II ou célula septal, que produz o surfactante, uma película constituída de fosfolipídios, que reveste internamente a parede alveolar impedindo o colabamento dos alvéolos durante a expiração. O pneumócito do tipo I ou célula epitelial alveolar apresenta um núcleo que faz saliência para a luz do alvéolo.
Lâmina R 02 – Pulmão – H.E.
Objetivos
1. Identificar o revestimento constituído pela pleura visceral.
2. Reconhecer cada componente da árvore respiratória, desde os brônquios até os alvéolos pulmonares.
3. Observar a modificação morfológica do epitélio desde os brônquios até os alvéolos.
4. Identificar no septo alveolar os pneumócitos dos tipos I e II (células septais).