DISCIPLINA DE HISTOLOGIA GERAL E DOS SISTEMAS

TUBO DIGESTÓRIO GLÂNDULAS ANEXAS

6ª Aula práticaEsôfago e Estômago

 

Estrutura do Trato Gastrointestinal

 

O trato gastrointestinal é essencialmente um tubo muscular revestido por uma membrana mucosa que exibe variações regionais refletindo a modificação das funções do Sistema Digestório, desde a boca até o ânus.

No trato gastrointestinal, distinguem-se quatro camadas funcionais distintas:

Mucosa – É dividida histologicamente em três camadas:

- Revestimento epitelial

- Lâmina própria ou córion

- Muscular da mucosa (músculo liso)

Submucosa – É formada por tecido conjuntivo que sustenta a mucosa e contém vasos sangüíneos, linfáticos e nervos. Presença do Plexo Submucoso ou Plexo de Meissner (gânglios parassimpáticos).

3. Muscular – Constituída por músculo liso que se encontra como uma camada circular interna e uma camada longitudinal externa (base da contração peristáltica). Entre as túnicas musculares, uma circular interna e outra longitudinal externa, se encontra o Plexo Mioentérico (Plexo de Auerbach).

Adventícia – Constituída por tecido conjuntivo frouxo, com vasos e nervos; na cavidade abdominal, esta camada está substituída por uma serosa, constituída por um tecido conjuntivo frouxo e revestida por um epitélio pavimentoso simples (mesotélio).

 

 

Esôfago

O esôfago é um forte tubo muscular que conduz o alimento da orofaringe até o estômago. No estado relaxado, a mucosa do esôfago é profundamente pregueada, uma disposição que permite uma acentuada distensão durante a passagem do bolo alimentar. A luz do esôfago é revestida por um epitélio pavimentoso estratificado que, em alguns animais com dietas grosseiras (por ex. roedores), pode ser queratinizado. A lâmina própria subjacente contém agregados linfóides dispersos.

A submucosa é altamente vascularizada e contém pequenas glândulas mucosas.

A camada muscular é espessa e é possível distinguir, claramente, as túnicas musculares circular interna e longitudinal externa.

Existem fascículos de músculo esquelético no terço superior do esôfago, já que a primeira parte da deglutição está sob controle voluntário.

Lâmina D 07 – Esôfago (corte transversal) – H.E.

Lâmina D 08 – Esôfago (corte longitudinal) – H.E.

Objetivos

1 - Reconhecer as quatro camadas que constituem a parede do esôfago.

2 - Identificar a mucosa formada por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado e tecido conjuntivo frouxo.

3 - Reconhecer as glândulas esofágicas principais na camada submucosa (principalmente no terço inferior do esôfago).

4 - Distinguir as camadas musculares circular interna e longitudinal externa constituídas de músculo liso.

5 - Identificar os gânglios do plexo de Auerbach (entre as camadas musculares).

6 - Identificar a camada adventícia constituída por tecido conjuntivo denso.

 

Estômago

 

O estômago é um órgão distensível que recebe alimento do esôfago, retendo-o por cerca de 2 horas ou mais, tempo durante o qual sofre decomposição química e mecânica para formar o quimo. A decomposição química é produzida pelo suco gástrico secretado pelas glândulas da mucosa gástrica. Uma vez concluída a formação do quimo, o esfíncter pilórico relaxa e permite que o quimo passe para o duodeno.

No estado não-distendido, a mucosa gástrica está disposta em pregas longitudinais, que permitem grande distensão após a alimentação.

Anatomicamente, o estômago é dividido em quatro regiões: cárdia, fundo, corpo e piloro. O piloro termina em um forte esfíncter muscular que circunda a junção gastroduodenal.

A mucosa de todo o estômago possui uma forma glandular tubular, mas há três regiões histológicas distintas:

A cárdia é uma pequena área com glândulas que secretam predominantemente muco, e que circunda a entrada do estômago.

A mucosa do fundo e do corpo reveste a maior parte do estômago e contém glândulas que secretam suco gástrico.

As glândulas do piloro secretam muco e contém grande número de células enteroendócrinas associadas que secretam o hormônio gastrina.

De modo geral, a mucosa do estômago contém glândulas gástricas que se estendem da muscular da mucosa até as fossetas ou fovéolas gástricas (invaginações do epitélio de revestimento para dentro da lâmina própria).

As glândulas do estômago localizam-se sempre na mucosa, nunca ocupando a submucosa.

A lâmina própria do estômago é constituída por tecido conjuntivo frouxo, algumas fibras musculares lisas, provenientes da muscular da mucosa, e infiltrados de células linfóides.

A submucosa é constituída por tecido conjuntivo frouxo e contém muitos vasos sangüíneos e linfáticos.

A muscular possui as túnicas circular interna e longitudinal externa, mas a túnica circular interna é reforçada por uma outra túnica oblíqua interna.

A camada serosa é delgada e está constituída por mesotélio e tecido conjuntivo frouxo.

As glândulas gástricas contém, principalmente, células de três tipos:

Células secretoras de muco – Presentes no istmo e no colo das glândulas.

Células secretoras de ácido – Denominadas células parietais ou oxínticas, são distribuídas ao longo da extensão da glândula, entre as outras células; são muito raras na base das glândulas. São grandes, arredondadas, possuem citoplasma acidófilo e núcleo central.

Células secretoras de pepsina – Denominadas células pépticas, principais ou zimogênicas. Estão localizadas na base das glândulas gástricas. Possuem citoplasma basófilo (grande quantidade de ribossomos) e núcleos condensados e de localização basal.

Lâmina D 10 – Estômago – H.E.

Nesta lâmina, encontram-se cortes de diferentes regiões do estômago: junção esôfago-gástrica e cárdia, região fúndica e do corpo e região pilórica.

Objetivos

Junção Esôfago-gástrica e Cárdia

1 - Observar a transição abrupta entre o epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado do esôfago para o epitélio prismático simples do estômago.

2 - Identificar a muscular da mucosa do esôfago, observando a sua continuidade através da junção com a muscular da mucosa do estômago.

3 - Reconhecer a região cárdica, logo após a transição, observando as glândulas tubulosas, que podem ser ramificadas ou não, presentes na mucosa.

Observação – A junção esôfago-gástrica pode também ser estudada na lâmina D 08.

Região Fúndica e do Corpo

1 - Observar as fossetas gástricas e a abundância de glândulas gástricas tubulosas ramificadas.

2 - Reconhecer as células parietais ou oxínticas (acidófilas com núcleos esféricos).

3 - Identificar as células principais ou zimogênicas (basófilas) presentes, principalmente, na base das glândulas.

Região Pilórica

1 - Observar as fossetas gástricas muito profundas, onde se abrem as glândulas tubulosas simples ou ramificadas.

2 - Identificar a transição entre a região pilórica do estômago e o duodeno (epitélio prismático simples com planura estriada e células caliciformes).

 

 

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