DISCIPLINA DE HISTOLOGIA GERAL E DOS SISTEMAS
2ª Aula Prática – Órgãos Linfáticos – Tonsila e Linfonodo
Lâmina H 02 – Tonsila palatina – H.E.
As tonsilas palatinas, faríngeas e linguais, são agregados de nódulos linfáticos, parcialmente encapsulados, que protegem a entrada do orofaringe. Em função da sua localização, as tonsilas estão interpostas no trajeto de antígenos inalados com o ar e ingeridos. Elas reagem contra esses antígenos originando linfócitos e montando um esquema de resposta imunológica contra os mesmos.
Objetivo
Visualizar as criptas, nódulos linfáticos (coroa e centro germinativo), linfócitos B e plasmócitos.
Descrição da lâmina
A tonsila palatina é revestida por um epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado, enquanto a tonsila faríngea é recoberta por um epitélio pseudo-estratificado prismático ciliado. Observar as invaginações do epitélio superficial que reveste a tonsila palatina formando as criptas, uma característica exclusiva dessas tonsilas. Logo abaixo do epitélio identificar um tecido conjuntivo frouxo com nódulos linfáticos. Os nódulos linfáticos possuem um centro germinativo (células em diferenciação) e uma coroa ou manto, de coloração mais escura, que circunda esse centro. A coroa possui uma coloração mais escura que o centro germinativo porque aí existe uma maior população de células (linfócitos B, principalmente). As células do centro germinativo migram para a coroa e daí para vênulas, atingindo a corrente sangüínea. Perceber, ainda, que a coroa é mais desenvolvida na sua parte voltada para o epitélio (aí os linfócitos estão mais concentrados devido à maior possibilidade de contaminação nesse local). Identificar nesse órgão as seguintes células:
Linfócitos B – Células encontradas em maior quantidade que possuem um núcleo esférico com cromatina compactada.
Plasmócitos – Células ovóides que possuem um núcleo excêntrico com um aspecto de raios de uma roda.
Observação – A visualização dos macrófagos não é possível devido ao fato de não ter sido injetada tinta nanquim antes da preparação da lâmina.
Observar, ainda, áreas em que o epitélio praticamente desapareceu, fato esse justificado pela invasão do epitélio por linfócitos (linfócitos intra-epiteliais). Esse fenômeno ocorre com freqüência porque as criptas contêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas, leucócitos mortos, bactérias e outras substâncias antigênicas.
Finalmente, identificar a falsa cápsula da tonsila palatina (assim denominada por estar presente apenas na face mais profunda da tonsila), que separa o tecido linfóide nodular das estruturas situadas mais profundamente, como vasos e músculos.
Lâmina H 03 – Linfonodo – H.E.
Os linfonodos são estruturas pequenas, ovaladas, encapsuladas e interpostas no trajeto dos vasos linfáticos a fim de atuarem como filtros para a remoção de bactérias e outras partículas estranhas que estejam presentes na linfa.
Objetivo
Visualizar a cápsula, o seio subcapsular ou marginal, as trabéculas e o seio peritrabecular. Observar o córtex do linfonodo com os nódulos linfáticos e a medula com os seios medulares e os cordões medulares.
Descrição da lâmina
O linfonodo, normalmente, apresenta uma forma de feijão. Ele possui os vasos linfáticos aferentes, que chegam pela superfície convexa do órgão, e vasos linfáticos eferentes, que emergem pelo hilo do linfonodo (superfície côncava). Cada linfonodo possui uma cápsula relativamente delgada de tecido conjuntivo denso, uma cortical e uma medular. Na cápsula há tecido adiposo e vasos. Na cortical estão presentes os nódulos linfáticos, onde são originados os linfócitos B. Cada nódulo linfático possui um centro germinativo (mais claro) e uma coroa ou manto (mais escuro). Abaixo da cápsula está presente uma área mais clara de tecido linfático frouxo, denominada de seio marginal ou subcapsular. A cápsula envia septos que invadem o parênquima do órgão formando trabéculas. Ao lado das trabéculas existe um espaço com tecido linfóide frouxo contínuo com o seio subcapsular denominado de seio peritrabecular. Na região de transição entre a cortical e a medular, denominada de cortical profunda ou paracortical, estão presentes os linfócitos T (região timo-dependente). A região medular ocupa a parte central do linfonodo, onde não há nódulos linfáticos. Aí estão presentes os seios medulares e os cordões medulares. Os cordões medulares são anastomosados e estão constituídos por linfócitos, plasmócitos, macrófagos e células reticulares. Nos seios medulares são encontrados sinusóides com macrófagos. As células reticulares possuem núcleo ovalado, às vezes nucléolo evidente, e prolongamentos que formam uma rede de sustentação para as outras células. Essas células produzem as fibras reticulares, que fazem parte da matriz extracelular. O caminho percorrido pela linfa no linfonodo é o seguinte: vaso linfático aferente → seio subcapsular → seio peritrabecular → seio medular → vaso linfático eferente.