Emai oferece a mão-de-obra

      (Reportagem apresentada no Diário de Santa             Maria no dia 17 de agosto de 2005)

"O folêgo da Santa Fé Vagões é suficiente para gerar pouco mais da metade dos postos de trabalho que foram extintos no Km 3 com a privatização do setor ferroviário. Em 1996, cerca de 700 trabalhadores das oficinas foram demitidos.

Se depender de mão-de-obra especializada, Santa Maria não ficará devendo nada ao novo empreendimento. Quem garante é Miguel Coutinho da Silva, professor de metalurgia da Escola Municipal de Aprendizagem Industrial (Emai).

- Mão-de-obra não vai faltar. Tem gente que se formou especialmente para trabalhar na rede e ficou sem emprego - afirma.

Em 1973, a RFFSA fundou um centro de formação profissional, por meio de um convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A partir daquele ano, os ferroviários passaram a dar aulas para formar jovens para trabalhar diretamente na rede. Esses jovens estudavam por dois anos e saíam do curso com emprego garantido.

Em 1997, depois de formar 970 profissionais, a escola foi desativada. A privatização da RFFSA fechou as portas do mercado de trabalho aos formados na instituição.

Mais de 300 alunos formados em oito anos

Miguel lembra que, agora, poderão disputar uma vaga na nova fábrica tanto os alunos que se formaram pela extinta escola da rede quanto os estudantes da Emai (criada no mesmo ano que a escola fechou), que se especializam para trabalhar com indústria metalmecânica. Desde 1997, a Emai formou 312 alunos que estão aptos ao trabalho.

- O curso é parecido com que era ministrado pela rede, só que com uma visão mais ampla do mercado de trabalho - conta Miguel."
 

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