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Escola Municipal 09.18.075 Ministro Alcides Carneiro |
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História das Olimpíadas |
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| Profª Herizete |
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I- Conceituação Jogos Olímpicos - ou Olimpíadas - é um conjunto de provas esportivas de caráter mundial, disputadas de 4 em 4 anos em cidades escolhidas. Pode participar dessas provas qualquer atleta ou equipe representando país filiado ao C.O.I., desde que obedeça às normas estabelecidas pelos regulamentos olímpicos e pelas leis que regem os respectivos esportes. Atualmente, são 19 esses esportes: atletismo, basquete, boxe, canoagem, esgrima, ciclismo, futebol, ginástica, halterofilismo, hipismo, hóquei na grama, iatismo, judô, luta, natação, pentatlon moderno, remo, tiro e vôlei. A cada país organizador é dado o direito de incluir 2 esportes não olímpicos no programa oficial. Os jogos olímpicos Modernos - que começaram a ser celebrados em 1896 são na verdade, uma nova versão dos festivais esportivos que os gregos realizavam, também de 4 em 4 anos, na antiga Élida na honra de Zeus e de outros deuses que habitavam o Olímpo. Dessa versão modernizada resultaram outras, inclusive a dos Jogos Olímpicos de Inverno. II- Os jogos na Antiguidade As origens dos antigos jogos pan-helênicos se perderam no tempo e freqüentemente se confundem com a lenda. Uma das versões sobre a 1ª competição olímpica apoia-se na fantástica história segundo a qual Áugias, rei de Élida, inconformado com o cheiro que saía dos seus currais, encarregou Hércules de limpá-los. O herói, a quem a lenda atribuiu espantosa força, simplesmente desviou, com as próprias mãos, o curso do rio Alfeu, fazendo a água passar por onde pastavam 3 mil bois. Como Áugias não ficasse satisfeito com a solução, os dois tiveram uma desavença, Hércules matou-o e em seguida instituiu os jogos para penitenciar-se perante aos deuses.
III- Decadência e extinção Com a denominação romana da Grécia e da Macedônia, no século II a.C., a cultura e os costumes helênicos, entre os quais a tradição dos jogos, foram sendo assimilados pelos romanos. No entanto, as competições entraram em permanente e contínua decadência, por diversos motivos. O principal foi o próprio temperamento do povo romano, que não cultuava o esporte com um espírito, quase religioso, como o dos gregos. Os romanos, na verdade, preferiam o circo aos torneios atléticos. Ao tempo de Augusto, já havia 21 circos em Roma. Esse total triplicaria nas duas décadas seguintes, enquanto não havia mais do que dois ginásios como os que os gregos mantinham em Esparta e Atenas. Para os romanos, os jogos olímpicos não passavam de inofensivos e insípidos meios esportivos, que pouco a pouco foram perdendo o interesse. Até que em 393 d.C. Teosódio I ( imp. 379-395 ), responsável pela matança de 10 mil escravos gregos, sublevados em Tessalonica, pediu perdão a Ambrósio, bispo de Milão, prometendo em troca converter-se ao catolicismo. Ambrósio concedeu o perdão ao imperador, exigindo que ele concordasse em extinguir todas as festas e cerimônias pagãs, entre as quais os jogos olímpicos. IV- O renascimento Pierre de Fredy, barão de Coubertin ( 1863-1937 ), tornou-se o renovador dos jogos olímpicos, reinstituindo-os 16 séculos depois de sua extinção. Amante dos esportes e admirador dos métodos de pedagogia adotados por Thomas Arnold, na Inglaterra, Coubertin lançou, em 1894, numa reunião na Sorbonne, a idéia de reviver a antiga tradição grega, através da qual esperava unir os povos. Em 1894, apoiado pelo americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert, e contando com a presença de representantes de 15 países, fundou o C.O.I., organismo que até hoje controla todo o mundo olímpico. Dois anos depois, realizava-se em Atenas e 1ª disputa dos jogos olímpicos da era moderna. Jogos
Olímpicos da Antiguidade Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo, podendo datar do século 13 a.C. Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esporte eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego. Olímpia atraía homens (as mulheres não eram permitidas) de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores. Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial do Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão do juízes. As mulheres não eram permitidas nos Jogos Olímpicos, não porque os atletas competiam nus, mas por ser Olímpia dedicada ao deus Zeus, sendo uma área sagrada para homens. Nas competições de bigas, realizadas fora da área sagrada, as mulheres era permitidas. Havia festivais femininos nos quais os homens eram banidos, sendo o mais famoso o Heraean, em Argos, o qual incluía competição de lançamento de dardo. A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas. O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros. Com o domínio romano sobre os gregos, os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos forma abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio.
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O Barão de Coubertin revive as Olimpíadas
Os gloriosos Jogos Olímpicos, interrompidos no anos 393 d.C. por decreto do Imperador Romano Teodósio, tiveram o seu renascimento no final do século XIX. O principal fator deste renascimento foram as escavações, em 1852, das ruínas do templo de Olímpia onde aconteciam os Jogos nos tempos ancestrais. A redescoberta da história das olimpíadas provocou um renascimento dos valores esportivos do gregos antigos que acabaram influenciando o francês Charles Louis de Feddy, mais conhecido como barão de Coubertin. Segundo o próprio barão, o final do século XIX apresentava todo um conjunto de circunstâncias que culminariam no renascimento dos Jogos Olímpicos: Assim, no dia 23 de junho de 1894, o barão convocou um congresso esportivo-cultural e apresentou a proposta para o retorno dos Jogos Olímpicos. Os delegados de 12 países reunidos na Sourbone ficaram tão entusiasmados com o projeto que marcaram a primeira Olimpíada da era moderna para dali a dois anos em Atenas. Apesar do barão de Coubertin ser mundialmente reconhecido como responsável pelo renascimento da Olimpíada, aconteceram antes outras tentativas de reviver os jogos.
As primeiras tentativas de reviver as Olimpíadas Na Grécia do século XIX o ideal dos antigos Jogos Olímpicos não havia sido completamente esquecido. Apesar do barão de Coubertin ser mundialmente reconhecido como responsável pelo renascimento da Olimpíada, aconteceram, muito antes de seu nascimento, outras tentativas de reviver os jogos por parte dos gregos. Sabe-se que em 1838 a municipalidade de Letrini, perto da antiga Olímpia, decidiu reviver os Jogos Olímpicos. Eles planejavam realizar os Jogos a cada 4 anos na cidade de Pyrgos, mas não há mais informações e historiadores acreditam que o evento nunca aconteceu. Outra tentativa de maior sucesso foi empreendida pelo rico grego Evangelos Zappas através dos Jogos Olímpicos Zappianos. Aconteceram quatro edições destes jogos nos anos de 1859, 1870, 1875 e 1889 com premiações simbólicas e em dinheiro para os vencedores.
V- Os jogos de hoje Desde o seu renascimento, com interrupções apenas durante as duas guerras mundiais, os jogos olímpicos tem se realizado de 4 em 4 anos, cada vez com maior êxito. Se por um lado, esse crescimento representa a vitória do ideal olímpico moderno, por outro gera, no mundo dos esportes, uma série de problemas que os estudiosos atribuem ao próprio gigantismo dos jogos. Em primeiro lugar, torna-se cada vez mais difícil organizá-los, pelo altíssimo investimento financeiro que representam (os alemães ocidentais gastaram cerca de 630 milhões de dólares com os de Munique ). Depois, pela importância que a vitória nos campos do esporte passou a ter em termos de prestígio político. Finalmente, por outros problemas mais gerais, como o doping e o falso amadorismo. Mas alguns dos princípios olímpicos, lançados por Coubertin, ou por aqueles que o sucederam, têm sido mantidos. Oficialmente, os jogos continuam restritos a atletas amadores. O direito de organizá-los é concedido a uma cidade, nunca a um país. Não se contam pontos por países. Ao atleta campeão é concedido uma medalha de ouro; ao segundo lugar, uma medalha de prata; ao terceiro, uma medalha de bronze. Os que tiraram de quarto a sexto lugar ganham diplomas especiais. Em apenas 4 modalidades de esportes se reconhece recordes olímpicos: atletismo, natação, tiro e halterofilismo. Os jogos nunca podem durar mais de 16 dias, do desfile de abertura à festa de encerramento. Não se permite publicidade, de espécie alguma, nos cartazes, boletins informativos e programas oficiais, ou em material usados pelos atletas. A bandeira olímpica
cinco anéis entrelaçados, nas cores azul, vermelho, verde, amarelo e preto, sobre o fundo branco - foi concebida por Coubertin e representa os cinco continentes nas cores com as quais se podiam cobrir, em 1920 - quando foi hasteada pela primeira vez -, as bandeiras de todas as nações olímpicas. Sob o patrocínio do comitê internacional, celebram-se jogos regionais: pan-americanos, asiáticos, do mediterrâneo, bolivarianos, centro-americanos, ibero-americanos. Contra o C.O.I., que punira a Indonésia por haver impedido a participação de Israel nos IV Jogos Asiáticos, celebraram-se em Djacarta, por iniciativa pessoal do presidente Sukarno, os I Jogos das Novas Forças Emergentes, destinados a substituir, eventualmente, os jogos olímpicos. Mas os segundos jogos, marcados para Pequim, jamais se realizaram. VI - Todos os jogos olímpicos realizados: Atenas, 1896 - A primeira olimpíada
Paris, 1900
St. Louis, 1904
Londres, 1908
Estocolmo, 1912
Antuérpia, 1920
Paris, 1924
Amsterdã, 1928
Los Angeles, 1932
Berlim, 1936
Londres, 1948
Helsinki, 1952
Melbourne, 1956
Roma, 1960
Tóquio, 1964
Cidade do México, 1968
Munique, 1972
Montreal, 1976
Moscou, 1980
Los Angeles, 1984
Seul, 1988
Barcelona, 1992
Atlanta, 1996
Sydney, 2000
Atenas, 2004
Outra volta ao passado se deu no arremesso de peso que ocorreu em Olímpia, sede dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, e que também abrigou esse evento em 1896. O local ficou restrito a pouco mais de três mil pessoas. Os
esportes que foram disputados na Olimpíada de Atenas 2004 são:
atletismo, badminton, basquete, beisebol, boxe, canoagem, ciclismo,
esgrima, futebol, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol,
hipismo, hóquei na grama, iatismo, judô, levantamento de peso, lutas,
nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo,
salto ornamental, softbol, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro, tiro
com arco, trampolim, triatlo, vôlei, vôlei de praia. Até breve! Pequim - 2008...
Os mascotes das Olimpíadas A palavra mascote
surgiu na década de 1860 e vem do provençal "masco", que
significa mágico. Atualmente os mascotes fazem parte do conglomerado de
merchandising das olimpíadas. Tornam adultos crianças e fazem as crianças
perturbarem os adultos. O objetivo principal que era criar um laço
afetivo com o evento foi dando uma antropofágica corrida ao lucro fácil.
Inúmeros mascotes descartáveis foram criados e as pessoas continuam a
lembrar apenas dos antigos. Simples e eficientes.
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Pesquisa:
Imagens: http://www.duplipensar.net/dossies/2004-Q3/olimpiadas-mascotes.html
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