5.
CLÃS
A.
Os Assamitas
O
Clã foi fundado há mais de um milênio nas montanhas da Turquia, tendo sempre
protegido ferrenhamente sua privacidade.
Os
Assamitas são uma espécie estranha de fundamentalistas, praticando uma fé que
é uma mistura das muitas religiões do Oriente Médio, com a mitologia vampírica.
Eles
acreditam que a única forma que os vampiros têm de alcançar o céu, é se
aproximando ao máximo de Caim, e a única maneira de fazê-lo, é reduzindo sua
geração. Durante a maior parte de sua história, os Assamitas se dedicavam a
Diablerie, procurando sempre chegar ao "Primeiro".
Eles
se tornam os assassinos mais temidos entre os Membros. As lendas Assamitas
afirmam que seu fundador, matou com as próprias mãos, dois Membros de Segunda
geração.
Durante
a Idade Média ( época de ascensão dos Sabbat ), os Assamitas destruíram
muitos Ançiões da Camarilla, e esta declarou uma Caçada de Sangue contra todo
o clã Assamita.
Depois
de um período de sete anos, o Alamut - Antiquíssimo santuário fortificado do
Clã Assamita, quase foi descoberto e pela primeira vez na História, o Clã
Assamita suplicou por paz, negociando um tratado complicadíssimo.
Infelizmente
para o Clã, não é mais possível que estes pratiquem a Diablerie, pois os
Tremere realizaram um grande ritual sobre todos seus membros. Os Assamitas são
conhecidos hoje, como predadores noturnos, e ninguém se enquadra melhor nessa
descrição.
Eles
caçam mortais e vampiros com a mesma volúpia. Contratados habitualmente como
arcontes pelos Justicars, e como assassinos pelos príncipes, não há clã mais
temido pelos membros. Misteriosos e taciturnos, os Assamitas seguem sua presa a
qualquer parte do mundo, e aceitam como pagamento o sangue de seus empregadores.
Disciplinas
:
Ofuscação
: Os membros dotados com essa Disciplina conseguem se imiscuir em multidões e,
quando precisam, esconder-se delas. Quando eles não querem ser vistos, outros,
especialmente mortais, raramente notam sua presença.
Rapidez
: Esta Disciplina explica a rapidez superior de alguns vampiros. Um nível de
rapidez possibilita a um vampiro deslocar-se extremamente rápido em momentos de
estresse e desempenhar ações múltiplas num único turno.
Quietus
: Uma morte silenciosa é o objetivo desta Disciplina. Seus usuários são
capazes de matar sem que ninguém venha a saber que eles estiveram próximos da
vítima.
B.
Os Brujah
"Todos
os seres pensantes merecem ser livres esse é o nosso direito de nascença.
Quando
derrubarmos o sistema decadente que tenta nos governar, poderemos derrubar o
sistema que governa os mortais também. seremos os salvadores da terra."
Os
rebeldes, sempre tentando impor seus ideais seja lá quais eles forem.
O
clã Brujah é composto quase completamente de rebeldes de todos os tipos,
eternamente à procura das expressões definitivas de sua individualidade. Os
Brujah são punks, carecas, motoqueiros, death-rockers, freaks, socialistas e
anarquistas. Tendem a serem teimosos, altamente agressivos e extremamente
vingativos. São os vampiros mais incontroláveis da Família.
Esses
desajustados são fanáticos por suas crenças disparatas, a única coisa que os
une é o seu desejo de sobrepujar o sistema social, seja vampírico ou mortal, e
substituí-lo por um sistema forjado por eles mesmos (ou com nada).
Muitos
são obstinados, devotando-se à sua causa até se tornarem cegos a todas as
outras nuances da verdade.
Embora
os Brujah sejam incrivelmente separatista, ajudam uns aos outros em momentos de
necessidade, a despeitos de disputas ou antagonismos passados. Se o chamado
Brujah for feito, outros irão responder, mas o bando reunido ficará
enraivecido se acharem que foram convocados sem motivo.
O
clã é mal organizado e apenas ocasionalmente convoca reuniões informais. Os
Brujah dependem de seu comportamento caótico para atingirem os resultados que
desejam. Outros Membros lhes permite cometer suas excentricidades. Certas
atividades que fariam outros membros serem eliminados costuma valer-lhes apenas
o comentário: "Ah, é um Brujah". Explosões de insolência e
comportamento turbulento não surpreendem quando partem de um Brujah. Os outros
membros aprenderam a conceder aos Brujah uma liberdade de ação que não seria
tolerado em nenhum outro vampiro.
Aparência:
Os Brujah tendem a se vestir no estilo que seja o mais ultrajante daquele período,
embora alguns se vistam de uma forma que entre em conflito com o resto do clã,
de modo a serem "os mais" rebeldes. Jaquetas de couro, cabelo
arrepiado, correntes e botas pretas são comuns hoje em dia, assim como diversas
roupas antigas, especialmente aquelas da Renascença. Eles podem também
vestir-se e assumir as atitudes de criminosos, neonazistas ou mesmo Deadheads.
Refúgio:
Os Brujah vivem onde quiserem, freqüentemente expulsando os infelizes que
moravam antes no local escolhido.
Por
hábito, mudam-se com certa freqüência, nunca permanecendo no mesmo lugar por
mais do que um mês. Costumam possuir muitos esconderijos onde podem ficar em
momentos de tumulto. Uma tática nova de alguns Brujah é mudar-se para os lares
de famílias suburbanas, submetendo-as à Dominação. Os Brujah
"grudam-se" à família durante algumas semanas e mudam-se em seguida
quando se entediam. Certos Brujah "recrutam" os adolescentes rebeldes
da vizinhança um pouco antes de se mudarem.
Antecedentes:
Ao escolherem sua progênie, os Brujah naturalmente preferem rebeldes. Apenas
raras vezes um neófito é guiado através do processo. Normalmente os novos
Brujah são entregues à sua própria sorte, convocados e auxiliados apenas pela
vontade de seus senhores.
Ele
costuma manter-se anônimo para evitar a ira de um Príncipe severo.Um senhor
costuma gerar mais de uma criança da noite por vez, formando uma prole. Como os
Brujah nem sempre pedem a permissão do Príncipe quando criam sua progênie, as
chances de sobrevivência das crianças serão maiores se formarem um grupo.
Trata-se de uma estratégia numérica — quanto mais progênitos forem criados,
mais provável será sua sobrevivência.
Disciplinas
do Clã: Rapidez, Potência,Presença Fraquezas: Os membros deste clã são
tomados pela frenesi com mais rapidez que os outros vampiros. Entretanto, os
Brujah negam isto terminantemente. Na verdade ficam extremamente hostis (quase
atingindo o frenesi) quando o assunto é levantado. O grau de dificuldade das
jogadas de frenesi é sempre dois níveis maior do que o número anotado.
C.
Os Gangrel
"A
Cidade não é nosso lar.
É
simplesmente o único lugar onde podemos viver por um período longo.
Nosso
povo está doente e desajustado por que vivemos neste purgatório há muito
tempo e por nos termos tornados dependentes do sangue maculado dos
mortais."
Os
Solitários. Contadores de Histórias e mais ligados aos animais e de certa
forma aos Garou.
Os
Gangrel são peregrinos, raramente permanecendo num mesmo lugar por muito tempo.
Nisto diferem enormemente da maioria dos Membros, que tendem a escolher um refúgio
e ficar nele. Não existem líderes estabelecidos do clã; no todo, os Gangrel não
ligam para essas coisas. Reservados, silenciosos e solenes, costumam manter suas
cartas escondidas.Este é um clã de sobreviventes — vampiros capazes de agir
por conta própria. Eles não desprezam a civilização ou a sociedade dos
outros Membros — simplesmente não precisam delas. São conhecidos por sua
tranqüilidade quando cruzam as terras dos Lupinos (Lobisomens). Diz-se que os
Gangrel possuem amigos entre os metamorfos. Os Gangrel são eles próprios
metamorfos muito capazes, o que pode explicar sua capacidade em cruzar as áreas
selvagens sem serem molestados. Não existem relatos deles serem capazes de
assumir formas de outras coisas senão lobos e morcegos, mas existem antigas
lendas sobre anciões do clã que eram capazes de assumir forma de névoa.
Talvez devido à esta disciplina Metamorfose, suas feições costumam
assemelhar-se às de animais. De fato, alguns dos Gangrel mais velhos guardam
pouca semelhança aos humanos.
Os
Gangrel possuem um parentesco próximo com os ciganos. Caso as lendas possam ser
levadas em consideração, os ciganos são os descendentes mortais do
Antediluviano que fundou a linhagem Gangrel. Eles estão sob sua proteção, e
qualquer Membro que ferir ou Abraçar um cigano terá de responder a esse
Antediluviano. A despeito da lenda ser verdadeira ou não, os Membros odeiam
ferir ciganos. Uma tradição antiga dita que os Gangrel devam ajudar os ciganos
sempre que necessário. Também se tem notícia de membros do clã que foram
ajudados por ciganos. Alguns entre os Gangrel adotaram muito da cultura cigana,
incluindo maneirismos, elementos lingüísticos e vestuário.
A
maioria dos Gangrel conhece pelo menos uma versão da lenda que conta o
surgimento do clã.
Dizem
os Antigos que o clã Gangrel surgiu pouco depois do aparecimento de Caim, sendo
a primeira Gangrel uma neta de Adão. Embora a história seja obviamente uma
alegoria, é bem provável que alguns de seus elementos possam ser levados em
consideração, como por exemplo o parentesco genético dos Gangrel com os rom e
com os metamorfos. A versão mais comum contém elementos da mitologia hebraica,
que descarta Eva como a primeira mulher a existir.
Segundo
esta versão, quando o mundo foi criado, Deus criou homem e mulher, à sua
imagem e semelhança. Esta primeira mulher, cujo nome era Lilith, era
completamente independente de Adão e não se submetia aos seus desejos e
vontades. Posteriormente, Lilith deixou o Éden, e Deus criou Eva de uma costela
de Adão, tornando-a, portanto, subserviente a ele. Em uma das versões consta
que Lilith foi banida do Éden após Adão ter se queixado a Deus, em outra,
Lilith teria deixado o Paraíso espontaneamente. Em ambas as versões, no
entanto,
Lilith
estava grávida de cinco crianças ao deixar o Éden. Cada criança foi
prometida a um determinado animal, entre eles uma cobra, um urso, um lobo, um
tigre e um outro animal cujo nome não pode ser revelado. Após o nascimento,
cada animal "adotou" uma criança e a levou para criá-la do jeito que
achasse mais conveniente. Segundo a lenda, esses animais tornaram-se os
metamorfos que hoje conhecemos e que habitam nossas florestas. Os Gangrel e os
Garou teriam surgido da criança levada para ser criada pelos lobos. A criança,
cujo nome teria sido Ennoia, cresceu entre os lobos e tomou para si seus hábitos.
Alguns de seus filhos com os lobos da matilha eram humanóides, outros lupinos.
Algum
tempo depois, Ennoia resolveu deixar a matilha e peregrinar pelo mundo.
Seu
desejo por liberdade começava a se manifestar. Após muitos anos vagando por várias
cidades Ennoia chegou à Enoque, erigida pelos filhos de Adão e Eva.Embora
inicialmente bem recebida na cidade, sua extrema beleza despertou o desejo de vários
homens, tornando-a fonte de inúmeras discórdias, que, em uma de suas conseqüência
mais extremas a levaram a deixar a cidade.
No
entanto, durante os anos de sua estada em Enoque, Ennoia deu filhos a muitos de
seus amantes. São destes filhos que descende o Rom.
Em
nova peregrinação, Ennoia tenta estabelecer-se em vários lugares sem sucesso.
Em umas das cidades que visitou, no entanto, ela encontra um dos Filhos de Caim,
por quem se apaixona. Pouco tempo depois, como haveria de ser, Ennoia é Abraçada.
A
partir deste momento, ela torna-se a primeira Gangrel, de quem descendem todos
os Gangrel.
Apelido:
Forasteiros
Aparência:
Os membros deste clã costumam possuir feições animalescas, especialmente se
aderirem à Disciplina Metamorfose. Costumam ser bastante rústicos no vestuário
e nos maneirismos.
Refúgio:
Os Gangrel são nômades por natureza, quase nunca adotando moradias
permanentes. Embora muitos vivam numa única cidade, não costumam criar refúgios
para eles mesmos, mas em vez disso dormem num lugar diferente a cada dia.
Costumam ser encontrados em parques, zoológicos ou áreas verdes da cidade. A
maioria deles possui a aptidão de se mesclar à terra, fazendo isso a cada
alvorada para se esconder do sol.
Antecedentes:
Os Gangrel sempre escolhem seus progênitos com muito cuidado, procurando
aqueles que sejam sobreviventes. Porém, depois de Abraçarem esses mortais,
eles os abandonam, deixando as crianças da noite entregues à própria sorte.
Embora os senhores possam observá-los à distância, quase nunca interferem.
Quando o momento for propício, eles se apresentam às suas proles e as instruem
sobre a cultura e as leis do clã.
Disciplinas
do Clã: Animalismo, Fortitude, Metamorfose
Fraquezas:
Os Gangrel tornam-se mais animalescos a cada vez que são tomados pelo frenesi
— o jogador de um personagem Gangrel precisa adquirir um novo traço animal
cada vez que o personagem ficar frenético. À medida que o Gangrel envelhece,
passa a assemelhar-se mais àquilo que verdadeiramente é — a Besta. Essas
particularidades tendem a afetar negativamente os Atributos Sociais do
personagem. Para cada cinco características animais adquiridas, o jogador deve
diminuir em uma unidade cada Atributo Social do personagem.
Organização:
Os Gangrel não se consideram pertencentes a um clã. Quase nunca realizam reuniões
de clã e raramente comparecem às assembléias da Camarilla.
Porém,
preferem a companhia de vampiros de seu clã à de outros, podendo ser vistos
juntos com freqüência.
D. Os Giovannes
Nenhum
outro clã é mais dedicado a manter uma família que os Giovanni. Segundo a
lenda, o fundador do clã, quis aumentar seu próprio poder Abraçando uma
confraria de necromantes venezianos. Só que esta confraria na verdade era uma
família muito unida, que nutria um forte interesse em religiões mediterrâneas.
Estes eram os Giovanni.
A
retribuição dos Giovanni ao seu senhor, pelo dom recebido, foi presenteá-lo
com sua própria morte, assim como todos seus outros descendentes.
Após
serem perseguidos por muito tempo, devido a tal ato de horror, os Giovanni
fizeram um pacto com a Camarilla, prometendo manter-se em paz, quietos e
afastados da política da Camarilla. O clã Giovanni aparentemente mantém tal
voto.
Cada
integrante deste clã também é um membro da família Giovanni. Segundo uma
tradição antiga, os membros Abraçados são sempre da mesma família. Três
indivíduos de cada geração são escolhidos durante a infância para serem
Abraçados quando estiverem prontos.
Como
todo Giovanni é parente de sangue, eles são extremamente leais uns aos outros.
O Clã Giovanni é um dos mais rigidamente controlados, e os membros do clã
mantém contato constante entre si. O clã ainda é regido com mão de ferro por
seu patriarca, Augustus Giovanni, líder original da Confraria.
Augustus
considera seu controle sobre a linhagem semelhante ao possuído por um príncipe
sobre uma cidade, e exige que aqueles abaixo dele respeitem a Lei da criação :
sua permissão precisa ser obtida antes da dádiva do Abraço Giovanni ser
concedida a qualquer um.
Os
vampiros Giovanni são mercadores, especuladores e investidores que passam a
maior parte de suas noites em arranha-céus, manipulando seus vastos bens. Eles
passam o restante de suas noites em criptas e mausoléus executando seus rituais
sombrios e mórbidos.
Disciplinas
:
Potência:
Esta Disciplina define a força superior que o vampiro possui. Este físico
adicional pode permitir que sejam realizadas façanhas, muito além do que um
mortal comum seria capaz de desempenhar. A Potência possibilita que o vampiro
salte distâncias imensas, ergam grandes pesos e inflijam danos consideráveis
sobre indivíduos ou objetos.
Dominação:
Esta Disciplina reflete a capacidade mística dos vampiros em influenciar a
mente e ações dos outros. A Dominação é um aspecto do poder da mente e da
vontade. Ela afeta o julgamento e o funcionamento mental do alvo, não as emoções.
Necromancia:
Esta Disciplina permite a um vampiro invocar e conversar com espíritos mortos,
possivelmente obtendo conselhos e conhecimento com alguns deles.
E. Os Malkavianos
"Loucura,
você diz! Tem medo de mim?
Tem
medo do que posso fazer, do que posso dizer?
Que
reação curiosa. Não acha que é um pouco preocupante?"
Os
Malkavianos são loucos, cada um deles. Da loucura, porém, origina-se o poder.
Eles são conhecidos como palhaços e brincalhões. Como todas as coisas ligadas
a eles, nem tudo faz sentido.
Este
clã é notório devido aos seus membros destrutivos e niilistas. Os Malkavianos
tem uma reputação de comportamento sádico e de usarem mal a humanidade que
ainda retêm. Na verdade, esses Malkavianos são uma minoria. Os integrantes do
clã costumam surpreender os membros; muitos não parecem insanos. Alguns
membros acreditam que a reputação dos Malkavianos não é merecida – seu mal
nome se deveria a alguns integrantes realmente psicóticos. Porém, lembre-se
que às vezes as pessoas de aparência mais normal são aquelas que mais estão
fora da realidade.
Os
Malkavianos seguem uma antiga tradição de pregar peças em humanos e em outros
vampiros. A natureza destas "brincadeiras" pode variar do inofensivo
ao letal. O status entre eles é medido com base nestas brincadeiras. Muitos
Malkavianos acreditam solenemente que a Jyhad é uma piada criada pelo fundador
de sua linhagem.
A
História dos Malkavianos está completamente enterrada no passado. O próprios
Malkavianos possuem muitas histórias sobre a sua origem, mas mesmo eles não
acreditam na maioria delas. Uma lenda popular entre a família é que o fundador
da casa foi amaldiçoado por Caim, e seus descendentes têm desde então sido
atormentados pela loucura. Os Malkavianos sempre existiram na periferia da
comunidade vampírica, observando mas nunca se envolvendo verdadeiramente com
ela. Há muito tempo, antes da maldição e da loucura, seu fundador era
conhecido como o vampiro mais poderoso da terceira geração. Agora são suas
maquinações que mantém "vivos" os vampiros mais fracos envolvidos
no Jyhad.
Os
Malkavianos costumam escolher com muito zelo a quem abraçar.
Normalmente
apenas os humanos com pé na insanidade são escolhidos. Os membros deste clã
procuram lenta e cuidadosamente por aqueles que tenham visto tanta verdade que
desceram aos abismos do caos, e portanto possuam perspectivas pessoais da
realidade. Caso o futuro progênito tenha domínio de suas faculdades mentais, o
senhor fará tudo para tornar o Abraço e a Gênese o mais difíceis possível,
procurando enlouquecer o mortal no processo.
Apelido:
Loucos
Aparência:
Os membros do clã adotam visuais diferentes uns dos outros e vivem estilos de
vida diversos. Refúgio: Os malkavianos vivem em qualquer lugar no qual
sintam-se confortáveis. Muitos deles procuram residir em hospitais e asilos.
Alguns até mesmo são considerados internos pelos funcionários.
Antecedentes:
Os membros do clã selecionam como neófitos apenas aqueles que estejam perto da
morte, ou que sejam tão insanos que sua existência como vampiro será de pouca
conseqüência. Eles acreditam que todos os mortais devem ter uma chance de
viver suas vidas naturais.
Disciplinas
do Clã: Auspícios, Dominação, Ofuscação
Fraquezas:
Todos os membros deste clã possuem algum tipo de insanidade. Na verdade, os
personagens devem começar o jogo com uma.. Os personagens dessa linhagem sempre
estão impregnados por um toque de loucura.
Organização:
Provavelmente muitos malkavianos não compreendem que são um clã; o restante
está ocupado tentando provar que não são malkavianos.
F. Os Nosferatus
"Somos
aquilo que muitos não querem ser, somos o medo que muitos tem".
Os
Monstros se escondem nos esgotos das cidades devido a sua aparência.
A
História deste clã nunca foi bem explicada, porém todos os seus membros
conhecem uma ou outra origem para seu clã.
Temos
um relato de um dos seus membros de como e quem são os Nosferatu, esse clã
sombrio de criaturas de imenso conhecimento.
Todos
têm o desejo se ser vampiros, mas não como nós somos, trazemos o horror e o
medo para todos aqueles que nos vem na nossa verdadeira forma, somos os lobos
com pele de cordeiro. Mas tudo isso é causado por nossos antepassados, toda
nossa dor e sofrimento vêm muito antes da própria sociedade e das pessoas,
somos assim porque nos fizeram assim. Somos apenas os Nosferatus.
Conto
aqui como ouvi o meu senhor me contando. Nos primeiros dias do mundo Nosferatu
(assim ele ou ela eram chamados) era o maior caçador do mundo, ele costumava
sair de sua caverna sozinho, para caçar, pois achava que os outros iriam
atrapalhar ele nas suas capturas, a única arma que carregava era uma lança
enorme. Suas presas não eram pequenos animais como muitos de nós nos
alimentamos, ele caçava grande animais, como leões, tigres, lobos e muitos
outros. Era a idade do Gelo, e Nosferatu sempre ia atrás do que ele tinha
vontade de caçar, normalmente era algo que servia para toda a tribo comer,
Nosferatu era respeitado mas não adorado em sua tribo, ser de alta selvageria e
arrogância, tão pervertido quanto nossos irmãos Malkavians. Ele caçava
porque gostava de matar, ele conseguia ser mais violento que os Brujah.
Uma
certa noite Nosferatu saíra para caçar um tigre dente-de-sabre, quando se
encontrou com uma das filhas de Caim, que estava caçando também, na verdade
ele não se encontrou com ele e sim foi encontrado por ela. A mulher estava o
espreitando e ele nem notou a presença dela. A mulher estava lambendo os lábios
e preparando as garras para matar Nosferatu e consumir o seu sangue, mas a Lua
iluminou o rosto de Nosferatu e a mulher teve uma enorme surpresa. Ao contrário
de nós Nosferatu era muito belo, e surpreendera a mulher que o caçara naquele
momento. Assim, a mulher o seguiu, rastejando pelo mato enquanto ele caçava o
dente-de-sabre. E quanto mais ela o observava, mais ela gostava de Nosferatu, a
sua intenção era comprovar se realmente Nosferatu era um bom caçador. Assim,
ela aguardou até que Nosferatu encontrou o tigre e o enfrentou, com apenas uma
lança, matando o enorme gato. Mas este foi o erro de Nosferatu, a mulher vendo
tanto sangue jorrando do animal se descontroulou. Ela saltou uivando como um
lobo sedento por sangue para cima do animal. Nosferatu, como um ótimo caçador
e enciumado com a sua caça tentou a proteger com toda a sua força e arrogância.
A
filha de Caim quebrou a lança como uma vareta, e jogou Nosferatu com uma
garrada através da clareira, contra uma árvore, ao bater nela Nosferatu
quebrou a espinha. Quando ela acabou de beber do gato, voltou-se para Nosferatu.
Ele estava se contorcendo no chão como um verme, tossindo gemendo. Agora a
mulher estava saciada, e pensando racionalmente de novo. Assim, decidiu acabar o
que havia planejado fazer. Ela abraçou-o ali mesmo. Nosferatu deliciava-se em
ser um vampiro agora, era muito mais fácil caçar a matar pessoas, para ele
isso representava um desafio, ele foi o primeiro a desenvolver o poder de ofuscação.
Nosferatu ensinou este poder a Assam e tudo o que ele sabe, por este motivo os
assamitas são os assassinos que são hoje. Ele adorava usar a sua ofuscação
para esgueirar-se dentro de uma tribo, e em seguida reaparecer e matar quase
toda ela.
Mas
tudo isso era causado pelo ódio que Nosferatu sentia pela sua senhora. Não
sentia ódio por ela te-lo vencido, mas sim por ela ter feito uma cicatriz em
seu rosto o tê-lo deixado feio. Em virtude disso ele aperfeiçoou o poder da
ofuscação para que ele pudesse esconder este ferimento.
Seu
ódio pela senhora cada vez estava maior dentro de si, então a cada noite que
Nosferatu caçava e imaginava como daria cabo de sua senhora quando Caim não
estivesse por perto.
De
qualquer modo Nosferatu era arrogante mas não era idiota. Sabia, no fundo que
seu coração negro, que não podia matar sua senhora, mesmo também sendo um
vampiro agora.
Assim
Nosferatu meditou, meditou até o dia que descobriu que o Tzimisce sabia como
controlar a sua progênie com o seu próprio sangue, foi então que Nosferatu se
aproveitou de sua ofuscação e vigiou o Tzimisce para ver como se fazia tal
coisa. Então ele descobrira que era necessário somente dar o seu sangue 3
vezes para a sua progênie e então ela seguiria você até a sua morte.
Nosferatu então começou a vagar pelo mundo mantendo-se o mais longe possível
de Caim, e fazendo crianças da noite para prendê-las com o laço de sangue. A
maioria de seus filhos era como ele, malvados, cruéis e insensíveis, mas um
dia Nosferatu cometeu um erro, ele se apaixonou, por uma linda mulher, ela
estava se banhando em um riacho no meio da floresta. Ele a abraçou, mas ela
fugiu antes que ele pudesse prendê-la com o laço de sangue. Nosferatu a
procurou, mas não conseguiu encontra-la, tendo desistido quando o sol começou
a despontar no horizonte.
Depois
de algum tempo fazendo isso Nosferatu começou a pensar que as maiorias de seus
filhos não eram tão poderosos quanto ele, e nem poderiam ser, pois ele era o
grande e poderosos Nosferatu, e exatamente como ele não poderia ser tão
poderoso quanto seu senhor e o seu senhor a Caim.
Nosferatu
acreditava que qualquer indivíduo e objetos possuíam um espírito, e, segundo
a crença você poderia pegar os espíritos das outras pessoas e prendê-los.
Como Nosferatu era um caçador ele acreditava que quando ele comia a sua caça
ele absorvia o seu espírito se tornando mais forte.
Assim
ele reuniu os melhores filhos, aqueles que eram os mais ferozes, cruéis e
depravados, e deixou que o restante vagasse pelo mundo. Ele e os seus filhos
voltaram a Primeira cidade. Mas ao chegar, Nosferatu não revelou sua presença.
Ele disse aos seus filhos para que permanecerem escondidos. Então ele se fez
invisível e espionou os outros. E um plano realmente maligno surgiu em sua
mente.
Nosferatu
usou seus poderes ao modo de aparentar que tinha sido ferido gravemente. Ele
esperou até que Caim estivesse sozinho e então foi até o Pai e, caindo,
tossindo e gemendo, aproximou-se como um coitado. Caim preocupado com o que
havia acontecido, pois nenhum de seus filhos jamais teria se ferido a este
ponto. Ele perguntou o que teria acontecido e Nosferatu respondia.
-
Ó, Pai vaguei por muito tempo pelo sul distante. Enquanto caçava, deparei-me
com uma criatura que jamais havia visto, uma fera metade lobo metade homem.
Aproximei sem malicia e dirigi-lhe palavras de paz. Estas nada significam para a
criatura, que saltou sobre mim e fez comigo o que o senhor está vendo.
Caim
levantou-se furioso, jurando encontrar o homem-lobo e destruí-lo. Pelo que
sabemos e acreditamos acho que Caim encontrou-o e por este motivo os Lobisomens
nos odeiam tanto.
Após
a saída de Caim, que deixara todos sozinhos Nosferatu saiu e se escondeu nos
arbustos. Ali ele esperou um pouco enquanto mudava de forma ele usará agora a
forma de sua senhora, ele se esqueirou até os outros enquanto caçavam. E de
repente ele saltara sobre os seus irmãos, golpeando-os e arranhando, mas
deixando-os que fugissem.
Nosferatu
já em sua forma verdadeira encontrou a crias das crias de Caim que eram 12 e
então Nosferatu contou a estes 12 que os 3 filhos de Caim estavam insatisfeitos
de se alimentar de Humanos preferindo as suas crias, e que desejavam o amor de
Caim somente para eles e sugeriu que se unissem e acabassem com os 3. Os 12
aceitaram a proposta de Nosferatu. E como Nosferatu já os espionava á um bom
tempo, ele sabia as fraquezas de cada um. Nosferatu desviou a conversa para seus
fins e transformou a sua senhora na vilã da história. Na história Nosferatu
disse que a sua senhora havia pensado em um plano com sede de sangue e havia
evolvido os filho de Caim nesta história. Foi então que Nosferatu ensinou aos
irmãos o segredo da ofuscação, alguns esqueceram depois, e liderou a volta
para a primeira cidade, com o intuito de acabar com os filhos de Caim.
Juntos,
eles fizeram uma emboscada para os filhos de Caim, isso sim era uma guerra, uma
imensa selvageria no primeiro conflito entre vampiros na nossa história.
Nosferatu esperava nos arbustos com seus filhos enquanto os outros 12 se
engafiavam com os filhos de Caim. Foi quando ninguém o notando e após mandar
seus filhos atacar que Nosferatu pulou no pescoço de sua senhora e enfiando os
dentes em seu pescoço começou a chupar o sangue dela. Logo depois tudo pareceu
imóvel. Até mesmo os sons da floresta pararam para ouvir Nosferatu sugando o
sangue de sua senhora. Ele estava sedento de sangue, e era o próprio Nosferatu
que enquanto bebia do sangue de sua senhora arranhava-lhe o rosto em vingança.
Quando ela finalmente estava morta e Nosferatu tinha deixado o seu rosto
irreconhecível, foi que ele sentiu uma ótima sensação, pois o poder
percorria as suas veias.
Nosferatu
ficou ali parado com a sua senhora morta nos braços pronto para beber o resto
do sangue dela e consumir todo o poder, foi quando ele sentiu em sua cabeça um
soco como se estivessem 12 elefantes batendo em sua cabeça, era Caim.
Caim
retornava, furioso pela mentira contado por Nosferatu, e entendera tudo quando
vira o cicatriz em seu rosto e o rosto da senhora de Nosferatu todo espedaçado.
Então
Caim disse.
-
Por vaidade cometestes o maior dos crimes. Sente orgulho de tua antiga forma ?
Então trarei de ti o que restou dela.
E
Caim tocou o rosto de Nosferatu, transformando-o num reflexo de sua fúria e
rancor. Ele foi o primeiro e pior dos Nosferatus, nunca houve alguém tão feio
quanto Nosferatu, e então Caim disse mais uma vez:
-
Tu criastes filhos. Eu os Amaldiço-o, e a tua linhagem inteira, até o fim de
todos os tempos, como fiz a ti.
E
por todo o mundo os filhos de Nosferatu, caíram ao solo de angústia e dor e
mudaram a sua face e corpo.
Até
a filha que Nosferatu não havia capturado mudara. Foi ela quem originou todos
os Nosferatus. Nosferatu pos-se em pé com dificuldade e todos os outros
vampiros desviaram o olhar, menos Caim. Ele escondeu o rosto de vergonha e saiu
correndo e uivando de dor, pela mudança. Mas ele não estava derrotado, ele
fizera laços de sangue com todos os seus filhos menos com a mulher do riacho, e
foi através dela que ele derramou a sua fúria sobre os humanos e vampiros. A
maldição dos seus filhos presos sob o laços de sangue era maior que a nossa.
Eles foram considerados culpados por todos os crimes de Nosferatu e formaram o
Nictuku, que jurou caçar-nos até a última noite.
Dizem
que Nosferatu encontra-se em torpor, mas o próprio Caim assegurou que em seus
sonhos Nosferatu verá sua horrível imagem, para nunca se esquecer dos crimes
cometidos.
Nosferatu
transmite seus sonhos e pesadelos aos Nictuku, e ele nos odeia. Nosferatu
acredita que se conseguir destruir a todos os Nosferatus oferecendo em sacrifício
a Caim, Caim o perdoará e removerá a maldição. Por isso nos escondemos, por
isso nos protegemos não sabemos quando um Nictuku esta por perto para nos
pegar, mas nossa sorte é que sabemos nos esconder bem."
Os
Nosferatu são os vampiros de aparência me nos humana. Parecem um pouco com
animais ferozes. Seu cheiro e aparência são revoltantes — alguns diriam
insuportável. Orelhas longas e bulbosas, crânios cobertos por uma pele áspera
e ocasionais tufos de cabelo, rostos alongados marcados por verrugas e protuberâncias
nojentas estão entre seus traços menos naseantes.
Depois
que os Nosferatu são Abraçados, passam por um período de transformação
excepcionalmente doloroso. Durante semanas trocam aos poucos sua aparência
mortal pelas feições do clã. No começo a criança da noite pode rejubilar-se
com seus poderes recém-descobertos, mas logo a dor e as mudanças começarão.
O trauma psicológico de se tornar uma monstruosidade horrenda é bem mais
doloroso que os sintomas físicos.
Os
Nosferatu costumam abraçar os mortais que sejam distorcidos de uma forma ou
outra: emocional, fisica, espiritual ou intelectualmente. Eles consideram o Abraço
horrível demais para ser aplicado a qualquer ser humano de valor. Com a mudança
para vampiros, os Nosferatu esperam de algum modo redimir os mortais, dando-lhes
uma segunda chance.
É
impressionante a freqüência com que isso funciona. Sob a aparência
amedrontadora os Nosferatu são práticos e surpreendentemente sãos.
Diz-se
que gostam de ser sujos e nojentos, pouco fazendo para adquirir uma aparência
melhor (não que haja muito que eles possam fazer). Na verdade, sentem-se bem em
sua imundície, especialmente quando outros são forçados a entrar em seu domínio.
São conhecidos por serem rabugentos e lúbricos, bem como incapazes de se
ajustarem aos padrões da sociedade civilizada.
Embora
sua Disciplina Ofuscado lhes permita transitar entre a sociedade mortal, são
incapazes de interagir com ela. Portanto precisam viver isolados. Os hábitos
que desenvolvem devido à sua condição estendem-se até mesmo à sua interação
com os outros vampiros. Eles evitam todo e qualquer contato, preferindo sua própria
existência solitária ao caos de relacionar-se com outros. Embora os Nosferatu
possam não confraternizar com outros vampiros, mantêm-se surpreendentemente
atualizados quanto aos assuntos da cidade. Eles preferem táticas como ouvir às
escondidas conversas de outros vampiros, e não é incomum que os Nosferatu
penetrem às escondidas no refúgio do Príncipe para descobrir os segredos mais
íntimos desse ancião.
Qualquer
um que esteja querendo saber qualquer informação sobre a cidade ou sobre seus
habitantes imortais só precisa falar com um Nosferatu.
Os
Nosferatu permanecem em contato uns com os outros, tendo desenvolvido uma
subcultura única entre os Membros. Eles recebem uns aos outros com o máximo de
educação e gentileza. Como compartilham entre si as informações que coletam,
são possivelmente os Membros mais bem informados da Família.
Apelido:
Ratos de esgoto
Aparência:
As mudanças que ocorrem devido à maldição que se abateu sobre os membros
deste clã são as mais evidentes de todas as linhagens. Eles exibem dentes
enormes, sua pele é pálida e enrugada e normalmente não possuem pêlos
(exceto nos lugares errados).
Refúgio:
Os Nosferatu costumam viver no subsolo, seja em porões úmidos ou no sistema de
esgotos da cidade. Quando vivem acima do solo, costumam ocupar casas abandonadas
e cemitérios.
Antecedentes:
Tendem a escolher seus filhotes entre os parias da sociedade: mendigos, doentes
mentais e indivíduos definitivamente anti-sociais.
Disciplinas
do Clã: Animalismo, Ofuscação, Potência
Fraquezas:
Os Nosferatu são tão feios que possuem Aparência zero, os Nosferatu fracassam
em todas ações que envolvam aparência (são realmente horrendos).
Organização:
Eles tendem a ser solitários, convivendo pouco entre si. São unidos em espírito,
com uma rede estabelecida, mas seu clã quase nunca promove reuniões formais de
qualquer tipo.
G. Os Toreadores
"
Lembro me de meu primeiro amor, uma linda mulher com um riso cristalino.
Fomos
companheiros durante nove anos, mas no fim tive de deixá-la ir.
Ela
me implorou que eu a Abraçasse, mas não pude. Pode achar-me cruel, mas acabei
percebendo que ela não era uma artista autêntica, e sim, uma imitadora.
Ela
não era digna. Acho que jamais me recuperei disso. "
O
clã da rosa, das belezas, hedonistas e apreciadores da arte.
Os
membros deste clã são conhecidos por seu hedonismo, embora haja um equívoco
na interpretação de seu comportamento. São Membros orgulhosos e nobres da Família,
excitam-se com facilidade e cultivam gostos caros — mas classificá-los de
hedonistas seria exagero. Os artistas são sempre incompreendidos.
Os
Toreador são os membros mais sofisticados da Família. Concentram-se na beleza
como nenhum mortal o faz. Usam seus sentidos e gostos refinados, adquiridos após
o Abraço, para tornarem-se altamente devotados à Arte. Para um T o r e a d o r
, nada importa mais que a beleza, embora em m u i t o s casos a busca pela
beleza seja sobrepujada pela busca pelo prazer, e o Toreador torna-se um pouco
mais que um sensualista.Como todos os artistas autênticos, buscam por uma
verdade além de uma existência que temem que seja desprovida de sentido. É
essa luta pela verdade, e pela salvação final, que os inspirou àquilo que
consideram sua missão na Terra — serem protetores do gênio da raça humana.
Eles amam verdadeiramente o vigor e a paixão dos mortais, e jamais cansam-se de
maravilhar-se com suas criações.
O
clã como um todo considera seus membros conservacionistas. Sua proteção recai
sobre os maiores artistas do mundo. Os Toreador buscam especificamente por
aqueles que consideram os mais talentosos, concedendo-lhes o dom da
imortalidade, dessa forma preservando seu gênio contra a os efeitos do tempo.
Constantemente buscam por novos talentos e gastam bastante tempo decidindo quem
preservar e quem deixar entregue ao seu próprio destino. Entre os Toreador estão
alguns dos maiores músicos e artistas que já viveram.
A
maior fraqueza do Toreador é a sua sensibilidade à beleza. Eles se cercam tão
reflexivamente de elegância e luxo que muitas vezes se perdem na perseguição
interminável de vícios e mais vícios. Alguns do clã passam a se preocupar
com mais nada além de seu próprio prazer contínuo — a reputação do clã
inteiro é afetada por seus excessos.
Vivem
em um mundo de escuridão e, para fugir de tudo que há de repugnante neste
mundo, eles ignoram aquilo que não for belo, buscando assim a perfeição. Os
Toreador gostam da sua pós-vida, e aproveitam-na ao máximo, o que lhes valeu o
apelido pejorativo de "degenerados".
Em
busca da beleza os Toreador imitam os humanos, mesmo sabendo que jamais serão
humanos novamente. A Máscara, princípio criado por um dos seus, é a lei que
garante o estilo de vida Toreador, que vêem nos humanos não apenas a presa,
mas também família, amigos e amantes. Muitas histórias contam a origem do clã,
mas esta é uma das mais ilustrativas, e por isso está aqui representada:
Dizem
as lendas que Caim, encantado pela beleza de um jovem, tirou-o de sua família e
criou-o até que este chegasse à idade adulta. Quando o jovem cresceu, Caim o
Abraçou, criando assim seu primeiro filho, conhecido por alguns como Enoch.
Mais tarde, Caim fez duas outras crias, mas isso não vem ao caso.
Durante
muito tempo Enoch foi o regente da Primeira Cidade. Seus irmãos criaram proles,
desafiando Caim, que abandonou a Primeira Cidade. Esta foi destruída no Dilúvio,
e a progênie de Caim partiu e criou a Segunda Cidade. Triste e solitário com a
partida de seu pai, Enoch conheceu uma jovem escultora, cujas obras tocaram seu
coração. Ele então Abraçou-a, bem como seu irmão gêmeo, e seus nomes eram
Arikel e Malkav. Nada faltava para Arikel, pois Enoch providenciava tudo para
que ela pudesse se dedicar apenas à sua Arte. Ela foi proibida de criar progênie,
e no início isso não a afetou, mas com o passar do tempo a solidão começou a
incomodar Arikel e, num momento de paixão, ela Abraçou um jovem.
Sabendo
que seria punida, Arikel convenceu Brujah, outro da Terceira Geração, a matar
seu Senhor, e assim começou a guerra entre a Segunda e a Terceira Gerações.
Mas Enoch escapou para o deserto, e Arikel não o destruiu (alguns dizem que ela
não pôde, outros dizem que ela não teve oportunidade). Mas, independente da
razão, o clã Toreador é o mais velho dos clãs, pois possui sua linha
intacta: Caim está vivo, Enoch está vivo, Arikel está viva, e as demais gerações
povoam o mundo.
Os
membros dividem-se em duas facções principais: os Artistas e os Poseurs (esta
alcunha é preferível a "blefadores"). A diferença básica entre
eles é a que está no nome: os Artistas têm talento, e são capazes de criar
obras de valor e beleza; já os Poseurs são aqueles abraçados por sua beleza física
ou em momentos de paixão,e não possuem habilidades artísticas de fato.
Pode-se
afirmar que a existência dos Toreador tem como combustível maior não o
sangue, mas a paixão e, em raras ocasiões, o amor. O Clã da Rosa tem por
característica o fato de que seus membros não perderam a fagulha que move os
humanos, sendo tão capazes de se encantar quanto de encantar os outros. Por
isso mesmo, os Toreador costumam se misturar facilmente aos humanos, pois
conseguem reproduzir o que diferencia mortais e imortais: sentimentos.
Os
Toreador também são conhecidos por participarem ativamente da política da
Camarilla, competindo com os Ventrue em número de Príncipes. A política
costuma ser domínio dos Poseur, uma vez que estes geralmente têm línguas
afiadas e um repertório bastante diversificado.
Enquanto
clãs como os Ventrue e os Tremere preocupam-se com riqueza e poder, os Toreador
são hedonistas, dando mais valor às artes, à beleza e à diversão do que às
coisas materiais. Para eles, poder e riqueza são meios para se obter os fins
que almejam.
Assim
são os Toreador: pervertidos, exuberantes, hedonistas, cativantes, belos,
passionais... humanos.
Apelido:
Degenerados
Aparência:
Os membros do clã costumam ter boa aparência. Sempre vestem segundo a última
moda, comprando apenas nas lojas mais finas. Em toda a Família, apenas os
Toreador conseguem acompanhar (ou dão valor) à sempre mutável moda humana.
Refúgio:
Costumam viver em condomínios de luxo ou em apartamentos nas zonas nobres das
cidades, mantendo-se o mais próximo possível da ação.
Antecedentes:
Orgulham-se de selecionar apenas os membros mais exemplares da sociedade humana
ao seu clã. Muitos membros eram artistas ou músicos, e muitos continuam a se
dedicar à arte em sua existência.
Disciplinas
do Clã: Auspícios, Rapidez, Presença
Fraquezas:
Os membros do clã são a um só tempo prisioneiros e beneficiários de sua visão
e sensibilidade artística. Costumam ser ofuscados pela beleza que os cerca, e
ficam paralizados de fascínio. Podem ser cativados por coisas como pinturas,
letreiros em neon ou mesmo auroras. Faz-se necessário um sucesso num teste de
Força de Vontade para romper o fascínio rapidamente. Do contrário, o Toreador
permanecerá parado, pasmo e indefeso, durante minutos ou mesmo horas. Esta
característica explica porque os Toreador costumam apaixonar-se com tanta freqüência
pelos mortais.
Organização:
Os membros do clã se reúnem com freqüência, embora essas reuniões
caracterizem-se mais como ocasiões sociais que como assembléias. Em momentos
de grande urgência, tornam-se unidos e ferozmente ativos, mas normalmente são
apáticos demais para representarem uma ameaça de vulto.
H. Os Tremeres
"
Precisamos sobreviver à Gehenna e estabelecer os dogmas da nova ordem mundial
para que o horror seja derrotado. Para sermos bem sucedidos, precisamos
controlar os outros clãs.
Não
há mais tempo a ser desperdiçado.
Se
eles não puderem ser convencidos a nos ajudar, terão de ser forçados. "
Os
magos, usam de magia para espalhar o poder dentro da Camarilla.
Os
integrantes deste clã são dedicados e extremamente bem organizados. Mas há
quem os considere arcanos e indignos de confiança. São agressivos, altamente
intelectuais e manipuladores, respeitando apenas aqueles que lutam e preservam a
despeito de todas as adversidades. Os Tremere acreditam que devem usar os outros
clãs para prosperar. "Faça amizade com eles, deixe-os pensar que são
iguais a você, mas jamais esqueça que nossa prioridade é servir o clã",
sussurram os anciões Tremere aos seus progênitos. "Se você precisar usar
seus amigos a serviço do clã, então saberá que seu tempo não foi desperdiçado."
Os
Tremere são muito estranhos. Eles afirmam ter sidos magos que voluntariamente
abdicaram da "arte" pelos poderes e pela vida eterna do vampiro.
Eles
jamais apontaram um fundador, e alguns dizem que nunca tiveram um, tendo
despendido apenas de seus poderes místicos para atingir sua posição atual.
Porém
a maioria dos membros mais antigos descorda dessa versão. Sua dependência do
sangue aparentemente é profunda, e há quem diga que eles conhecem formas
especiais de usar o sangue para adquirir poderes extraordinários. Muitos
acreditam também que o conhecimento dessas práticas tenha sido passado de geração
em geração e agora sejam considerados pelos Tremere mais jovens como naturais
e comuns, e certamente não como mágica.
Os
líderes deste clã têm como base Viena, embora tenham capítulos (guildas para
prática da magia) em todos os continentes do mundo. Diz-se que um conselho de
sete anciões, sediado em Viena, controla o clã inteiro. Desse núcleo, mantêm
um grupo organizado altamente hierárquico, que não permite que nenhum
forasteiro conheça suas atividades internas.
Os
Tremere costumam nutrir um amor e uma lealdade imensa por seu clã, e os
integrantes mais jovens do clã devem obedecer aos anciões sem perguntas. Porém,
na prática isso nõa é mais tõa verdadeiro quanto antes. Embora hajam alguns
rebeldes e anarquistas na linhagem Tremere, acredita-se que eles estejam
fingindo sob ordens do clã, como parte de suas maquinações de longo prazo.
Apelido:
Feiticeiros
Aparência:
Os Tremere tradicionalmente vestem casacas negras ou mesmo mantos com colarinhos
altos e dobrados para fora, com símbolos arcanos costurados no tecido. Embora
isso não seja mais universal, eles ainda preferem roupas de tecidos pretos e
aparência impressionante (como os ternos cinza-escuro riscade-giz). Muitos
Tremere carregam também adereços como bengalas;alguns desses
"ornamentos" podem ser potentes talismãs místicos.
Refúgio:
O clã Tremere opera num Capítulo em praticamente toda cidade na qual possuam
integrantes. Aqueles que vivem sozinhos possuem uma ampla variedade de acomodações.
Todos os membros do clã são bem-vindos em qualquer Capítulo.
Antecedentes:
Eles escolhem as pessoas mais agressivas e ambiciosas como seus neófitos, dando
preferência a indivíduos do sexo masculino. Eles são treinados e nutridos
durante anos, sendo chamados de "aprendizes".
Disciplinas
do clã: Auspícios, Dominação, Taumaturgia
Fraquezas:
Ao serem criados, os neófitos Tremere precisam beber do sangue dos sete anciões
do clã. Isto significa que todos os Tremere estão pelo menos a um passo de
possuir um Laço de Sangue com todo o clã, e portanto precisam observar com
muito cuidado onde pisam quando estiverem em companhia de seus líderes.
Organização: Os Tremere são altamente organizados e muito hierárquicos. Os
integrantes mais jovens devem obedecer aos mais velhos sem perguntas, mas este não
é um dogma tão forte quanto já foi.
i. Os Ventrue
"
A melhor forma de acertar as contas com seus inimigos é vivendo mais que eles.
Como somos racionais e estamos acima de preocupações fúteis como vingança,
somos líderes de nossa raça. Como nossos confrades pouco fazem para sustentar
a Camarilla, precisamos carregar sozinhos esse fardo. "
Os
nobres, fundadores da Camarilla, geralmente socialights e influentes na política.
Diz
a história que o criador deste clan, Ventrue, filho direto de Caim, desde os
primórdios já era ativo politicamente e respeitado.
Ventrue
era conselheiro de Caim, e seu braço direito. Juntos, ergueram a primeira
cidade, Enoch ou Lamech, e auxiliaram seu desenvolvimento. Uma cidade muito
rica, coberta de ouro e especiarias vindas de toda parte do mundo.
Enoch
foi se consolidando, e surge então a terceira geração de vampiros. Com o
advento de novos imortais, Caim relata a seu filho confidente,Ventrue, seu maior
medo. Dizia ele que sonhara com o fim da convivência pacífica entre os mortais
e imortais. Não só os vampiros, mas aqueles que também tinham a vida eterna
como lobisomens, bruxas, mortos-vivos. Ventrue se assusta pois mal sabia da
existência de outros imortais, muito menos acreditava no fim do convívio pacífico.
Caim
ainda dizia que o pior não seria esta perseguição aos imortais, mas sim o
conflito que seria gerado entre os da própria espécie, correndo o perigo de
extingui-la.
Ventrue
assustado pergunta a Caim se este destino estava escrito e era imutável Ele
apenas responde : Eu não sei. se qualquer outra pessoa tivesse relatado tal
sonho para Ventrue, ele nada faria, porém, tais relatos vinham do Pai de todos,
de Caim. Quando se encontrou sozinho Ventrue só se recordava das palavras de
Caim e sua face assustada e preocupada.
Após
três semanas e duas noites, Ventrue sai de seu palácio com apenas uma
determinação, que faria o possível e o impossível para defender os de sua
espécie, e que se dependesse de suas forças, tal mal que Caim prevera, não
aconteceria. Seu castelo se torna uma fortaleza. Ventrue passa a guardar em
segurança diversas relíquias dos imortais. Alguns questionam o porque, como
sua irmã Brujah.
Ventrue
começa a reparar que ele estaria então a provocar um sentimento novo em seus
irmãos. A inveja e a intriga. Assustado ele profere um relato a todos. Explica
que ele apenas quer o bem de todos, e todas estas relíquias seriam utilizadas
para a construção de um novo mundo quando chegasse a hora. Ele olhou para um
de seus irmãos, que hoje é chamado Nosferatu, esperando que as perguntas
continuassem e este apenas sorriu. A partir daquele momento Ventrue percebeu que
as coisas não seriam mais como sempre foram.
O
silêncio o assustou. Ventrue se prepara então para uma guerra. Mas uma guerra
contra os de sua espécie, que mesmo sendo seus aliados, após aquela reunião,
tudo seria diferente.
Quando
Caim estava a se separar de seus filhos, o último a entrar em contato com ele,
fora Ventrue. Olhando para o Pai de todos, perguntou : Pai, não ficarás
conosco ? Quem nos liderará e auxiliará na resolução de nossos conflitos e
apaziguará nossas almas oprimidas ?
Caim
olhou firme nos olhos de Ventrue e apenas sorriu.
Assim
Ventrue passa a supervisionar todos os clãs e auxilia o crescimento da segunda
cidade depois da destruição de Enoch. Mesmo sabendo que esta estaria
condenada, não mediu esforços e fez esta crescer.
Guardou
as relíquias da primeira cidade, e os escondeu. Seguro, pois sabia que quando
fosse necessário, eles estariam intactos e prontos a serem utilizados.
A
segunda cidade cai, e os vampiros se espalham pelo mundo.
Porém
os Ventrue nunca perderam seu destaque na sociedade vampírica, participando
ainda de cargos políticos importantes durante toda história, juntamente com os
mortais. Ajudando no crescimento de verdadeiros impérios como o Império
Romano.
Com
a inquisição, e novamente o risco da extinção de seus irmãos, os Ventrue
auxiliam na formação da chamada Camarilla, a qual, até hoje, ocupam um lugar
de destaque.
Antiquados
e presos às velhas tradições, os Ventrue são sofisticados e gentis. Eles
acreditam no bom gosto acima de tudo e trabalham duro para tornar suas vidas
confortáveis. Muito freqüentemente são os líderes da Camarilla, sendo
Membros cautelosos, honrados, sociáveis e elegantes.
Os
Ventrue classificam a si mesmos como um clã do mundo moderno, e negam que vivam
no passado. Isto pode ser verdade quanto aos membros mais poderosos do clã, mas
muitos são incapazes de desistir dos hábitos e forma de vestir da época em
que foram Abraçados. As atitudes e crenças de seus dias mortais jamais são
esquecidos por um Ventrue.
Podem
ser encontrados com freqüência entre a nata do mundo mortal. Sua sofisticação
os ajuda a conviver com a elite da sociedade mortal, o que lhes possibilita
controlar muitos das pessoas mais poderosas da cidade. Devido à facilidade
relativa com que vivem entre essas companhias, os Ventrue costumam possuir um
monopólio sobre o controle política da cidade. Se alguma coisa sair errada,
costumam ser aos Ventrue que os outros Membros pedem apoio.
Há
uma forte tradição Ventrue que dita que qualquer integrante da linhagem pode
encontrar refúgio seguro com qualquer outro Ventrue, não podendo haver
recusas. Portanto muitos Ventrue ajudam seus colegas de clã antes que necessário
invocar esta tradição. Mas abrigar um fugitivo pode ser prejudicial ao
bem-estar de um Ventrue.
Eles
são muito orgulhosos de sua liderança da sociedade vampírica, e sempre
insistirão que foram os fundadores da Camarilla. Eles farão qualquer coisa
para reter seu poder político nas cidades da Camarilla, e protegerão sua
reputação com unhas e dentes.
Apelido:
Sangue Azul
Aparência:
Os Ventrue não mudam de comportamento com facilidade, de modo que costumam
vestir-sempre estilos bastante antiquados — laços e franjas, cartolas e
roupas de gala. Os integrantes mais jovens também se vestem muitíssimo bem —
"mauricinho" seria o melhor adjetivo para descrevê-los.
Refúgio:
Eles tendem a morar em mansões, muitas vezes em suas habitações mortais.
Antecedentes:
Costumam selecionar pessoas mais velhas e experientes como seus neófitos,
normalmen te membros da classe alta. Em muitos casos Abraçarão apenas seus próprios
descendentes.
Disciplinas
do Clã: Dominação, Fortitude, Presença
Fraquezas:
Os Ventrue possuem gostos rigorosos e refinados, mesmo no tocante ao sangue. O
jogador precisa restringir o tipo de sangue do qual seu personagem irá
alimentar-se, como por exemplo apenas o sangue de homens jovens, de nenhum
animal, ou apenas de virgens, etc. O personagem não irá alimentar-se de nenhum
outro tipo de sangue, nem mesmo se estiver passando fome ou sob coação.
Organização:
Embora o clã Ventrue costume reunir-se com freqüência, suas assembléias são
chamadas sarcasticamente de "sociedades de debate" devido à
quantidade de conversas e falta de ação. Os Ventrue consideram esta a única
forma civilizada de fazer alguma coisa.
·
Assim como o crucifixo acredita-se que os vampiros tinham uma
intensa aversão pelo alho, e as pessoas, portanto, têm-no usados para manter
os vampiros afastados. Introduzido no reino da literatura pelo romance de Bram
Stoker, o alho se tornou essencial para o desenvolvimento do mito vampírico
durante o século 20. Alho foi o primeiro tratamento que o Dr. Abrahan Van
Helsing administrou no caso de Lucy Westenra. Van Helsing tinha uma caixa com
flores de alho que lhe foram enviadas da Holanda e com as quais Lucy decorou seu
quarto. Pendurou-se em volta do pescoço de Lucy e disse-lhe que havia muita
virtude na pequena flor. O alho funcionou até que a mãe de Lucy, sem conhecer
a finalidade das flores, arrancou-as de seu pescoço. Alho era um elemento
crucial para se matar um vampiro. Depois de enfiar uma estaca no corpo do
vampiro e de lhe remover a cabeça, era colocado alho em sua boca. Aliás, foi
assim que Van Helsing tratou finalmente do corpo de Lucy. Entretanto, esse
tratamento era eficiente somente no caso de vampiros recém-criados, porque os
mais velhos (Drácula e as três mulheres no Castelo de Drácula) se
desintegravam em poeira assim que a estaca fosse enfiada em seus corpos. Stoker
obteve a idéia de usar alho após a decapitação do vampiro no livro The Land
Beyound the Forest, de Emily Gerard. O livro sugeria que era o método empregado
pelos romenos para casos persistentes de vampirismo (isto é, aqueles que não
tinham sido resolvidos por métodos que não necessitassem de qualquer mutilação
do corpo). O alho, membro da família dos lírios, tinha sido usado desde os
tempos mais remotos como erva e medicamento. Desenvolveu uma reputação como
poderoso agente restaurador, e havia rumores de que possuía poderes mágicos
como agente protetor contra a peste e vários males sobrenaturais. Nas regiões
da Eslávia do Sul, ficou conhecido como um poderoso agente contra forças demoníacas,
bruxas e feiticeiras. O Santo André cristão foi considerado o doador do alho
à humanidade. Nos países as Eslávia do Sul e da vizinha Romênia, o alho foi
integrado ao mito do vampiro. Era usado tanto na detecção como na prevenção
de ataques de vampiros. Os vampiros que viviam incógnitos na comunidade
poderiam ser identificados pela sua relutância em consumir alho. Nos anos 70
Harry Senn foi aconselhado pelos seus informantes romenos de que a distribuição
de alho durante uma cerimônia religiosa e a observação dos que recusassem sua
porção era uma maneira aceitável de se detectar um vampiro escondido na
comunidade. Os vampiros eram muito ativos nessas religiões por volta da véspera
do dia de Santo André e da véspera do dia de São Jorge. Nesses dias, janelas
e outras aberturas da casa eram untadas com alho para manter os vampiros
afastados. Podia-se dar também alho ao gado pelo método de esfregação. Em
algumas comunidades, o alho era misturado à comida e dado ao gado antes de um
feriado importante. Se uma pessoa recém-falecida fosse suspeita de vampirismo,
o alho poderia ser enfiado na boca do morto ou colocado dentro do caixão. Se a
detecção e a necessidade de confortar com a decapitação e o alho poderiam
ser colocadas e suas bocas ou dentro do caixão. O alho também era importante
na Europa oriental e era servido como a proteção mais universal contra os
vampiros e as entidades vampíricas. Apareceu no folclore do México, da América
do Sul e da China. No decorrer do século 20, o alho se tornou um dos objetos
mais bem conhecidos associados com o vampiro. Sem ser um símbolo
particularmente religioso, o alho sobreviveu, enquanto o crucifixo desapareceu
gradualmente da lista de armas anti-vampíricas. Às vezes, como no livro e no
filme The Lost Boys, a eficácia do alho foi negada, mas apareceu mais freqüentemente
como uma substância de detecção e/ou prevenção viável contra os vampiros.
·
Drácula, com certeza é o vampiro mais conhecido, mas, porque?
Sua pergunta será respondida neste texto. Ele na verdade nasceu em Schassburg
na Transilvânia no séc XV, para ser mais preciso foi em 1428, assumiu o posto
de príncipe da Valaquia (ou Wallachia, como preferir) em 1436. Este homem era
um guerreiro da igreja católica, e sua família fez um juramento a ela de
combater os turcos, ele seria um herói da igreja se não fosse por ele ter
executado e empalado muitos de sua religião. Por seus atos, ele era também
conhecido como Vlad, O empalador. Só na noite de 24 de agosto de 1460, Vlad, O
empalador, matou 20 mil pessoas, entre as quais incluiam, mulheres, velhos e
crianças. Seus atos eram totalmente brutais, antes de matar sua vítima, ele a
torturava enfiando uma estaca no corpo da vítima a ponto de não matar, só
causar dor, amarrava os menbros em cavalos, e puxava, sem matar ainda, por fim,
como golpe de misericórdia, ele enfiava uma lança no abdome do alvo,
levantava-o e deixava fincado no campo de batálha. Teve um tempo de sua vida,
que, Drácula ficou aprisionado pelos turcos como modo de que Vlad Dracul (seu
pai), não os traísse. Durante este tempo como prisioneiro Drácula aprendeu a
lingua turca, aperfeiçoou suas tecnicas de tortura e estratégias de combate,
até os guardas que cuidavam de sua "estadia"com os turcos, tinham
medo do pequeno Drácula, pois conheciam o que o garoto poderia fazer com seus
conhecimentos. Depois que seu pai morreu decaptado em 1447, Drácula viveu com
inúmeros tutores e em inúmeros lugares, aprendeu muitas linguas e todas as
formas e estratégias militares dos turcos e dos católicos, conhecia todos os
pontos fracos de ambos os lados. Era sempre levado por seus tutores aos campos
de batalha nos tempos de guerra, assim começou seu gosto por sangue, morte e
torturas. Ainda com raiva dos turcos por terem executado seu pai, queria vingança,
mas a matança não parou só com os turcos, ele queria mais, assim começou a
matar católicos, e foi considerado pela igreja como um monstro, após matar
suas vítimas bebia seu sangue, chegou até a fazer um comentário ironico uma
certa vez dizendo "eu estou enjoando do cheiro de sangue coagulado". O
castelo de Drácula, era na época, praticamente ivulnerável a ataques, diziam
que neste castelo existia uma passagem secreta que passava por baixo da
montanha, que ele usava para fugir quando uma investida contra seu castelo era
bem sucedida, mas esta passagem nunca foi encontrada. Existe uma suposição de
que Bram Stoker estudou profundamente a vida de Vlad Tepes antes de escrever seu
livro, pois muitas informações estão incrivelmente exatas, como a localização
de seu castelo. Depois de uma vida inteira de matança, tanto de turcos como de
católicos, Vlad Tepes foi assassinado em 1476.
7.
LOBISOMENS
Os
lobisomens, ou Lupinos, são inimigos mortais dos vampiros, e tem sido assim
desde o começo dos tempos. Costumam viver em tribos fortemente unidas e ligadas
por laços familiares, e podem ser um pouco rústicos na aparência e brutos nas
maneiras. A localização das tribos é altamente secreta, para evitar
forasteiros. Qualquer vampiro que invada suas terras é caçado e executado
sumariamente. Os Lupinos são combatentes ferozes, sendo praticamente impossível
dissuadi-los de seus objetivos. É muito perigoso tornar-se inimigo de um
lupino. Só o Gangrel possui algum contato com os Lupinos, e até mesmo eles não
revelam sua verdadeira natureza aos seus "amigos" lobisomens. Em
noites de lua cheia, tribos inteiras de Lupinos saem em caçadas furiosas, e
todos aqueles que cruzam seu caminho, mortais ou não, são aniquilados.
Lobisomem
é um misto de homem e lobo, que vagueia à noite pelos campos e
ataca cães e gente. É a mais universal e antiga das superstições. O
historiador Heródoto já se referia ao lykanthropos (de lykos,
"lobo", e anthropos, "homem"). Desde a antiguidade passam de
geração em geração lendas sobre pessoas que se transformam em animais. Lobo
na Europa, hiena ou leopardo na África, tigre na Índia, China e Japão. Para
os alemães e os eslavos, é o Werwolfe e o you-koddlak. Em inglês, é o
werewolf; em francês, o loup-garou.
Na
Europa medieval, acreditava-se que alguns indivíduos tomavam deliberadamente a
feição do monstro, enquanto em outros a condição era herdada ou adquirida após
a mordida de um lobisomem, e transformavam-se sob a influência da lua cheia. Na
França do século XVI, essa suposta peculiaridade provocou a execução de
muitas pessoas.
No
interior do Brasil
acredita-se que ser lobisomem é uma questão de
destino. Nasce-se com este fardo. A tradição popular aponta muitos motivos
para a maldição. Em alguns lugares, lobisomem é o primeiro filho homem,
depois de sete filhas. Em outros, apenas o sétimo filho homem. Em outros,
ainda, uma criança incestuosa ou um filho de compadre com comadre ou padrinho
com afilhada.
Na
região da campanha gaúcha, existe a lenda que o sétimo filho homem de um
casal, quando se deita em algum lugar que um bicho ocupou, transforma-se neste
bicho. Em Minas Gerais acredita-se que, nas noites de quinta para sexta-feira, o
lobisomem se despe, espoja-se em uma encruzilhada ou em locais onde animais
costumam fazê-lo, e sai à caça de carne jovem, geralmente crianças pequenas
e filhotes de animais.
Mas,
na maior parte das regiões brasileiras, o mito mantém a tradição:
ocorre, sempre, nas sextas-feiras de lua cheia quando um homem se transforma em
lobo. De meia noite às duas da madrugada, esta criatura visita sete cemitérios,
ou sete vilas ou sete outeiros ou sete encruzilhadas. O destino pode ser
alterado se o lobisomem for ferido e sangrar. Aquele que o feriu, ficando sujo
de sangue, também se tornará lobisomem. Segundo a lenda, os lobisomens podem
ser mortos com uma bala de revólver, untada em cera de vela que ardeu na
missa-do-galo ou durante três missas consecutivas.