VAMPIROS
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1.
INTRODU��O
A
lenda do vampiro vem de um imagin�rio popular das popula��es do leste
europeu, especificamente a regi�o englobada pela Hungria, Rom�nia, partes da
Alemanha e da �ustria. L� se encontram toda uma s�rie de cren�as e lendas
sobre vampiros: pessoas que morreram em situa��o tida como periculosa (suic�dio
e excomunh�o s�o duas delas), que se levantam das tumbas - geralmente
insuflados por alguma entidade maligna como o dem�nio, e retornam ao meio
social em que vivem para atormentar os vivos e fazer deles suas v�timas,
sugando-lhes o sangue at� a morte.. Geralmente, a maneira mais acertada para
identificar um vampiro e elimin�-lo era desenterrar um corpo e verificar se ele
estava decomposto ou n�o. Caso n�o estivesse, era considerado um vampiro e
prosseguia-se com a inser��o de uma estaca de madeira no cora��o,
desmembramento do corpo e posterior incineramento.
No
s�culo XVIII na Europa, um amplo e extenso debate ocorreu em torno do tema. Em
parte motivados pelas constantes hist�rias de ocorr�ncias destas criaturas no
leste, religiosos motivados por crises de histeria e intelectuais inspirados
pelo nascente iluminismo, dedicou-se ao estudo de tais casos. Talvez o que haja
de maior destaque deste per�odo seja o tratado de Dom Augustin Calmet. Muito
ligado ao crescente racionalismo iluminista, estes debates se limitaram a
considerar o fen�meno como mera supersti��o ou crendices de camponeses
brutos.
No
s�culo XIX, com a ascens�o do espiritismo, o vampiro � trabalhado novamente,
mas como uma figura real. Desenvolveu-se a id�ia de vampirismo ps�quico. Seria
este o corpo-astral de vivos ou de mortos que teria a peculiaridade de sugar a
energia vital das pessoas? Deposit�rio de tanta energia vital - a sua natural
mais a de suas v�timas - eles seriam identificados pela n�o decomposi��o de
seus corpos quando mortos, apresentando sinais de cont�nuo desenvolvimento biol�gico.
Isto ao menos explicaria as hist�rias vindas do leste europeu.
Por�m,
j� em nosso s�culo, um religioso anglicano e, posteriormente cat�lico,
chamado Augustus Montague Summers (1880 - 1948) - descreveu tal criatura de
outra forma. Interessado em ocultismo, estudou bruxaria, magia, lobisomens e,
claro, vampiros. Em Oxford, se concentrou no estudo do vampirismo, escrevendo
seu primeiro trabalho sobre o g�nero, chamado "The Vampire: His Kith and
Kin", publicado em 1928. Nele Summers define que o vampiro n�o deve ser
entendido simplesmente como um morto-vivo. As obras de Summers revelam-se
extremamente �teis por englobar as mais variadas informa��es de maneira
completa e detalhada; por�m, devem ser lidas com cuidado. Como religioso,
Summers acredita nos vampiros como figuras mal�ficas reais a espreitarem o ser
humano. Ao identificar o vampiro em todo o mundo, iguala-o ao dem�nio, presente
onde os "filhos de Deus estiverem".
Hoje
em dia, o vampiro � uma figura presente em todas as culturas, por�m j� n�o
como figura real, mas como um arqu�tipo; a express�o simb�lica de uma experi�ncia
elementar comum a todos os seres humanos devido a sua biologia. A chave desta
interpreta��o reside no conceito que � utilizado. Se considerarmos o vampiro
apenas como um morto-vivo sugador de sangue, mais uma vez nos restringiremos �
regi�o do leste europeu acima descrita. Por�m, se transformarmos as formas em
s�mbolos nos apegando ao que � essencial, veremos que o vampiro pode ser uma
figura sobrenatural (divina ou maligna) que tem a peculiaridade de sugar a
"energia vital" de suas v�timas. Com este conceito, diversas figuras
das mais diferentes culturas poder�o ser encaixadas no termo vampiro, como por
exemplo, as figuras dos Incubus e Sucubus, na Idade M�dia. Longe de
encontrarmos uma defini��o e uma compreens�o definitiva sobre o tema - mesmo
porque talvez este objetivo seja apenas uma ilus�o -, o vampiro permanece uma
inc�gnita. Variadas s�o as teses que o explicam tanto quanto as d�vidas que
pairam sobre ele. O cinema ao passar dos anos, elaborou filmes de vampiros para
v�rias das teorias apresentadas acima.
2.
G�NESE
A.
Lilith
Existem
v�rias hist�rias sobre Lilith, muitas n�o provadas e outras quem sabe at� um
pouco reais. Muitos acreditam que ela foi a primeira vampira do mundo, e tamb�m
a primeira mulher.
Todos
devem se perguntar... N�o a primeira mulher � Eva, mas n�o s�o todos que
acreditam. Lilith veio como Ad�o da terra mas se sentiu injusti�ada por ter
que obedece-lo, assim fugiu do �den e foi se refugiar no mar vermelho, onde era
o "lar dos dem�nios", abaixo a lenda e hist�ria de Lilith:
�De
acordo com J. Gordon Melton�,Lilith, uma das mais famosas figuras do folclore
hebreu, originou-se de um esp�rito maligno tempestuoso e mais tarde se tornou
identificada com a noite. Fazia parte de um grupo de esp�ritos malignos demon�acos
dos americanos que inclu�am Lillu, Ardat Lili e Irdu Lili."
Segundo
ele, Lilith apareceu tamb�m no Gilgamesh Epic babil�nico (aproximadamente 2000
a. C.) como uma prostituta vampira que era incapaz de procriar e cujos seios
estavam secos. Foi retratada como uma linda jovem com p�s de coruja
(indicativos de vida noct�vaga) que fugiu de casa perto do Rio Eufrates e se
estabelece no deserto.
Lilith
aparece no Antigo Testamento quando Isa�as ao descrever a vingan�a de Deus,
durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um
sinal de desola��o: "Lilith repousar� l� e encontrar� seu locar de
descanso" (Isa�as 34:14).
Lilith
aparece em relatos da Torah ass�rio-babil�nica e hebraica entre outros textos
ap�crifos. Na vers�o jeov�stica (da tradi��o religiosa hebraica) para o G�nesis,
enriquecida pelos testemunhos orais dos rabinos consta que Lilith foi criada com
p� negro e excrementos, condenada por Jeov�-Deus a ser inferior ao homem.
Considerando-se
que Ad�o vivia no Jardim do �den no pleno equil�brio de sua sagrada
androginia (pois fora criado a imagem e semelhan�a do criador), compreende-se
como o surgimento da primeira mulher fez nascer um distanciamento entre Deus e
Homem.
Num
outro texto, um coment�rio b�blico do Beresit-Rabba (rabi Oshajjah) a primeira
mulher � descrita cheia de saliva e sangue, o que teria desagradado a Ad�o, de
modo que Jeov�-Deus "tornou a cria-la uma segunda vez".
Lilith,
ent�o, veio ao mundo com os r�pteis e dem�nios feitos ao cair da noite do
sexto dia da cria��o, uma sexta feira (segundo o Bereshit Rabba). Por isso,
ela j� fora criada como um dem�nio. (Lilith � representada como, rainha da
Noite, m�e dos s�cubos).
Consumida
a uni�o carnal com Lilith, Ad�o teria mergulhado na ang�stia da paix�o,
vendo o seu distanciamento da divindade como um pre�o pelo �xtase org�stico
que nunca sentira.
Lilith
foi citada pela edi��o hebraica e inglesa de "The Babylonian Talmud",
organizado pelo rabi Epstein e publicado pela Socino Press, de Londres, em 1978.
Aqui, Lilith aparece um dem�nio noturno de longos cabelos, que perturba os
homens. Segundo a tradi��o talm�dica, Lilith � a "Rainha do Mal",
a M�e dos Dem�nios e a Lua Negra.
No
Talmude, ela � descrita como a primeira mulher de Ad�o. Ela brigou com Ad�o,
reivindicando igualdade em rela��o a seu marido, deixando-o "fervendo de
c�lera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir queria os
mesmos direitos do homem, mas quando constatou que n�o poderia obter status
igual, se rebelou e, decidida a n�o se submeter a Ad�o e, a odi�-lo como
igual, resolveu abandona-lo.
Segundo
as vers�es aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sir� (s�culo 6 ou 7). Todas
as vezes que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar
por baixo de Ad�o, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que
devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser
dominada por ti? Contudo, eu tamb�m fui feita de p� e por isso sou tua
igual�.Mas Ad�o se recusava a inverter as posi��es, consciente de que
existia uma "ordem" que n�o podia ser transgredida. Lilith deve
submeter-se a ele pois esta � a condi��o do equil�brio preestabelecido.
Vendo
que o companheiro n�o atendia seus apelos, que n�o lhe daria a condi��o de
igualdade, Lilith se revoltou, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusa��es
a Ad�o e vai embora.
�
o momento em que o Sol se despede e a noite come�a a descer o seu manto de
escurid�o soturna, tal como na ocasi�o em que Jeov�-Deus fez vir ao mundo os
dem�nios.
Ad�o
sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas
trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Ad�o
procura por Lilith e n�o a encontra: " Procurei-a em meu leito, � noite,
aquele que � o amor de minha alma; procurei e n�o a encontrei" (C�ntico
dos C�nticos III, 1).
Lilith
partiu rumo ao mar vermelho (Diz-se que quando Ad�o insistiu em ficar por cima
durante as rela��es, Lilith usou seus conhecimentos m�gicos para voar at� o
Mar Vermelho). L� onde habitam os dem�nios e esp�ritos malignos, segundo a
tradi��o hebraica. � um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como
um dem�nio, e � o seu car�ter demon�aco que leva a mulher a contrariar o
homem e o questionar em seu poder.
Desde
ent�o, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das for�as do mal do SITRA
ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como conseq��ncia, deu �
luz toda uma descend�ncia demon�aca, conhecida como "Liliotes ou Linilins",
na prodigiosa propor��o de cem por dia.
Alguns
escritos contam que Ad�o queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para
compensar a tristeza de Ad�o, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como
as exig�ncias da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento
de Ad�o. � o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padr�o �tico
judaico-crist�o. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith �
for�a destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com "imund�cie" e
lodo), Eva � construtiva e M�e de toda Humanidade (ela foi criada da carne e
do sangue de Ad�o).
Jehov�-Deus
tenta salvar a situa��o, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou
ao seu encal�o uma guarni��o de tr�s anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf,
para tentar convenc�-la; por�m, uma vez mais e com grande f�ria, ela se
recusou a voltar. Lilith est� irredut�vel e transformada. Ela desafiou o
homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como
poderia voltar ao seu esposo?
Os
anjos ainda amea�aram: "Se desobedeces e n�o voltas, ser� a morte para
ti." Lilith , entretanto, em sua sapi�ncia demon�aca, sabe que seu
destino foi estabelecido pelo pr�prio Jeov�-Deus. Ela est� identificada com o
lado demon�aco e n�o � mais a mulher de Ad�o. (Uma outra vers�o conta que
esses mesmos anjos, a teriam condenado a vagar pela terra para sempre).
Acasalando-se
com os diabos, Lilith traz ao mundo cem dem�nios por dia, os Lilim, que s�o
citados inclusive na vers�o sacerdotal da B�blia. Jeov�-Deus, por seu lado,
inicia uma incontrol�vel matan�a dessas criaturas, que, por vingan�a, s�o
enfurecidas pela sua genitora. Est� declara a guerra ao Pai. Os homens, as
crian�as, os inv�lidos e os rec�m casados, s�o as principais v�timas da
vingan�a de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e n�o descansar� assim t�o
cedo.
Uma
outra vers�o diz que foram os anjos mataram os filhos que tivera com Ad�o. T�o
rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Ad�o com sua segunda
esposa, Eva. Lilith alegou ter poderes vamp�ricos sobre beb�s, mas como os
anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus
nomes, ela n�o faria nenhum mal aos humanos. Ent�o, como n�o podia venc�-los,
ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer beb�s
protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos tr�s anjos.
N�o
obstante, esse �dio contra Ad�o e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva,
resultou, para Lilith, no desabafo da sua f�ria sobre os filhos deles e de
todas as gera��es subseq�entes.
A
partir da�, Lilith assume plenamente sua natureza de dem�nio feminino,
voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore ass�rio babil�nico
e hebraico. E s�o in�meras as descri��es que falam do pavor de suas
investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o
sono e os envolvia com toda sua f�ria sexual, aprisionando-os em sua lasciva
demon�aca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito
e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por
baixo" na rela��o com Ad�o, conduzia a penetra��o abrasante. Aqueles
que resistiam e n�o morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso
Lilith tamb�m est� identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era
seduzir os homens, estrangular crian�as e espalhar a morte.
Lilith
permaneceu como um item de tradi��o popular embora pouco tivesse sido escrito
sobre ela quando da compila��o do Talmude (s�culo 6 a.C.) at� o s�culo 10.
Sua biografia se expandiu em detalhes elaborados e muitas vezes contradit�rios
nos escritos dos antigos pa�ses hass�dicos.
Durante
os primeiros s�culos da era crist�, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na
comunidade judaica.
Lilith
aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabal�stica do s�culo 13 que
constitui o mais influente texto hass�dico e no Talmud, o livro dos hebreus. No
Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emiss�es noturnas citadas como um
sinal vis�vel de sua presen�a. Os esp�ritos malignos que empesteavam a
humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uni�es.
No
Zohar Hadasch (se��o Utro, pag. 20), est� escrito que Samael - o tentador -
junto com sua mulher Lilith, tramou a sedu��o do primeiro casal humano. N�o
foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Ad�o, por ela
maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E
essa foi a causa da mortalidade humana.
O
Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a m�cula
cuja infec��o foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath,
fol. 146 recto)".
Em
outras partes, o dem�nio masculino leva o nome de Leviat�, e o feminino
chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva teria representado o papel da esposa de Ad�o
no �den durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Ad�o a
verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah). Das
rela��es entre Ad�o e a Heva-serpente, teriam nascido legi�es de larvas, de
s�cubos e de esp�ritos semiconscientes (elementares).
Os
rabinos fazem de Leviat� uma esp�cie de ser andr�gino infernal, cuja a
encarna��o macho (Samael) � a "serpente insinuante" e a encarna��o
f�mea (Lilith), � a "cobra tortuosa" (ver o Sepher Annud�-Schib-a,
fol. 51 col. 3 e 4). Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres ser�o
aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que vir�o o Alt�ssimo (bendito
seja!) decapitar� o �mpio Samael, pois est� escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse
tempo Jeov� com sua espada terr�vel visitar� Leviat�, a serpente insinuante
que � Samael e Leviat�, a cobra tortuosa que � Lilith' (fol. 130, col. 1,
cap.XI)".
Tamb�m
segundo os rabinos, Lilith n�o � a �nica esposa de Samael; d�o o nome de tr�s
outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro dem�nias s� Lilith
dividir� com o esposo a terr�vel puni��o, por t�-lo ajudado a seduzir Ad�o
e Eva.
Aggarath
e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contr�rio do que acontece com as
outras duas irm�s, Nahemah e Lilith.
No
livro Hist�ria da Magia, Eliphas Levi transcreve: "H� no inferno - dizem
os cabalistas - duas rainhas dos vampiros, uma � Lilith, m�e dos abortos, a
outra Nahema, a beleza fatal e assassina. Quando um homem � infiel � esposa
que lhe foi destinada pelo c�u, quando se entrega aos descaminhos de uma paix�o
est�ril, Deus retoma a esposa leg�tima e santa e entrega-o aos beijos de
Nehema. Essa rainha dos vampiros sabe aparecer com todos os encantos da
virgindade e do amor; afasta o cora��o dos pais, leva-os a abandonar os
deveres e os filhos; traz a viuvez aos homens casados, for�a os homens
devotados a Deus ao casamento sacr�lego. Quando usurpa o t�tulo de esposa, �
f�cil reconhece-la: no dia do casamento est� calva, porque os cabelos das
mulheres s�o o v�u do pudor e est� proibido para ela neste dia; depois do
casamento finge desespero e desgosto pela exist�ncia, prega o suic�dio e
afinal abandona violentamente aquele que resistir, deixando-o marcado com uma
estrela infernal entre os olhos. Nahema pode ser m�e, mas n�o cria os filhos;
entrega-os a Lilith, sua funesta irm�, para que os devore." (Sobre isso
pode-se ver tamb�m o Dicion�rio Cabal�stico de Rosenhoth e o tratado De
Revolutionibus Animorum, 1.� e 3.� tomos da Kabala Denudata, 1684, 3 col.
in-4.)
Diz
a lenda que depois que Ad�o e Eva foram expulsos do Jardim do �den, Lilith e
suas asseclas, todas na forma de incubus/succubus, os atacaram, fazendo assim
com que Ad�o procriasse muitos esp�ritos impuros e Eva mais ainda. Segundo a
tradi��o judaica, Lilith faz os homens terem puls�es noturnas para gerar
filhos dem�nios . H� um costume, ainda praticado em Jerusal�m, de espantar
esses filhos do corpo morto de seu pai, andando em c�rculo com o cad�ver antes
do sepultamento e atirando moedas em diferentes dire��es para distrair os
filhos dem�nios.
Durante
a Idade M�dia, as hist�rias sobre Lilith se multiplicaram. J� foi, por
exemplo, identificada como uma das duas mulheres que foram ao Rei Salom�o para
que ele decidisse qual das duas era a m�e de uma crian�a que ambas
reivindicavam.Em outros escritos, foi identificada como a rainha de Sab�.
Segundo uma antiga tradi��o judaica, Lilith apareceu a Salom�o disfar�ada na
rainha de Sab�, uma visitante real da Eti�pia ou da Ar�bia � corte do rei
Salom�o (I Reis 10). Sab� era um pa�s pac�fico, cheio de ouro e prata, cujas
plantas eram irrigadas pelos rios do Para�so. Por ter ouvido falar relatos
sobre o seu maravilhoso pa�s, o Reino de Sab�, e sua rainha de uma ave, cuja
linguagem compreendia, Salom�o desejava muito conhecer a rainha e ela desejava
conhec�-lo devido � sua reputa��o de s�bio, e queria fazer-lhe perguntas
sobre magia e feiti�aria. Mas ele suspeitou que algo estava errado e conseguiu
ludibria-la: Quando chegou, encontrou-o sentado em uma casa de vidro, e pensando
que fosse �gua, levantou a saia, revelando pernas bem cobertas de p�los, o que
indicava que ela uma feiticeira. N�o obstante, Salom�o desposou-a e preparou
uma po��o para eliminar o p�lo de suas pernas.
Conta-se,
que a casa real da Eti�pia alegava ser descendente da uni�o de Salom�o com a
Rainha de Sab�, e os judeus negros da Eti�pia, os falashes, localizam suas
origens nos israelitas que o rei Salom�o enviou com a rainha para a Eti�pia.
Outro descendente dessa uni�o foi Nabucodonosor, que se tornou rei da Babil�nia.
Uma tradi��o totalmente diferente nega que tenha sido uma rainha quem veio
visitar Salom�o, afirmando que foi o rei de Sab�.�
Segundo
alguns "coment�rios", e o que li no livro "Vampiro a M�scara"
o primeiro vampiro vindo a terra teria sido Caim, condenado a vagar no deserto
depois de assassinar seu irm�o Abel. Deus teria condenado toda a "ra�a"
de Caim a beber sangue, surgindo assim os primeiros vampiros no mundo.
Segue
a lenda do Primeiro Vampiro Caim:
�E
para a Escurid�o veio uma luz-fogo brilhando luminoso � noite.
E
o arcanjo o Michael se revelou 25 para mim.
Eu
era destemido. Eu perguntei o que ele queria.
Michael,
General do C�u, portador da Chama santa, disse para mim,
Filho
de Ad�o, Filho de Eva, seu crime � grande,
e
tamb�m a clem�ncia de meu Pai � grande.
Voc�
n�o se arrepender� do mal que voc� fez,
e
deixar� sua clem�ncia lava-lo para que fique limpo?
E
eu disse � Michael, N�o por gra�a [do �nico Acima],
mas
por minha pr�pria vontade que eu vivo, com orgulho.
Michael
me amaldi�oou dizendo
Ent�o,
para que voc� caminhe nesta terra,
voc�
e suas crian�as temer�o minha chama viva,
que
morder� profundamente e saborear� sua carne.
E
pela manh�, Raphael veio de asas de lambent,
iluminando
o horizonte, o guia do Sol, vigia do Leste.
Raphael
disse Caim de Ad�o, filho de Eva,
seu
irm�o Abel o perdoou de seu pecado voc� se arrepender�,
e
aceita a clem�ncia do Todo-Poderoso?
E
eu disse a Raphael N�o pelo perd�o de Abel, mas pelo meu pr�prio perd�o.
Raphael
me amaldi�oou, dizendo Ent�o, para que voc� caminhe nesta terra,
voc�
e suas crian�as temer�o o amanhecer,
e
os raios do sol ir�o queima-lo como fogo onde quer que voc� se esconda.
Esconda-se
agora para o nascer do Sol levar sua ira at� voc�.
Mas
eu achei um lugar secreto na terra e me escondi da luz ardente do Sol.
Profundamente
na terra,
eu
dormi at� a Luz do Mundo ser escondida atr�s da montanha da Noite.
Quando
eu despertei de meu dia de sono, eu ouvi o som de suaves asas avan�ando
e
eu vi as asas negras de Uriel estendidas ao redor de mim -
Uriel,
ceifeiro, anjo de Morte, Uriel Sombrio que mora na escurid�o.
Uriel
falou quietamente a mim, dizendo Filho de Ad�o, Filho de Eva,
o
Deus Todo-Poderoso o perdoou de seu pecado.
Voc�
aceitar� sua clem�ncia e me deixar� leva-lo de volta, j� n�o amaldi�oado?
E
eu disse a Uriel escuro alado,
N�o
pela clem�ncia de Deus, mas minha pr�pria vontade que eu vivo.
Eu
sou o que eu sou, eu fiz o que eu fiz, e isso nunca mudar�
E
ent�o, por Uriel o terr�vel Deus Todo Poderoso me amaldi�oou, dizendo
Ent�o,
para que voc� caminhe nesta terra,
voc�
e suas crian�as se agarrar�o a Escurid�o. .
Voc�
s� beber� sangue. Voc� s� comer� cinzas.
Voc�
sempre ser� como voc� estava na morte,
Nunca
morrer�, se mantendo vivo.
Voc�
entrar� para sempre na Escurid�o, tudo que voc� tocar ir� se tornar em nada,
at�
os �ltimos dias..
Eu
dei um grito de ang�stia a esta maldi��o terr�vel e rasguei a minha carne.
Eu
chorei sangue. Eu peguei as l�grimas em uma x�cara e as bebi.
Quando
eu observei minha bebida pesadamente, o arcanjo Gabriel, Gabriel gentil,
Gabriel
o senhor da Clem�ncia, apareceu a mim.
O
arcanjo Gabriel disse para mim, Filho de Ad�o, Filho de Eva, V�,
a
clem�ncia do Pai � maior que voc� sempre soube, agora h� um caminho aberto,
uma
estrada de Clem�ncia que voc� chamar� de [Golconda].
e
fala para suas crian�as disto,
para
que seguindo esta estrada possam morar na Luz uma vez maisl..
E
com isso, a escurid�o foi erguida como um v�u
e
a �nica luz eram os olhos luminosos de Lilith.
Olhando
ao redor de mim, eu soube que tinha Despertado.
Quando
minhas primeiras energias surgiram atrav�s de mim
eu
descobri como me mover como o raio [Celeridade]
como
obter a for�a da terra [Pot�ncia]
como
ser como pedra [Fortitude].
Estas
eram pareceram como respira��o era a mim.
Lilith
ent�o mostrou para mim, como ela se esconde de ca�adores [Ofusca��o],
como
ela ordena obedi�ncia [Domina��o],
e
como ela exige respeito [Presen�a].
Ent�o,
despertando-me adiante, eu achei o modo para alterar formas [Metamorfose],
o
modo de ter dom�nio sobre animais [Animalismo],
o
modo para fazer olhos ver vis�o passada [Ausp�cius].
Ent�o
Lilith mandou que eu parasse, dizendo que eu tinha alcan�ado meus limites
Que
eu tinha ido muito distante. Que eu ameacei minha ess�ncia.
Ela
usou seus poderes e me comandou que parasse. Por causa do seu poder,
eu
a atendi a, mas profundamente dentro de mim uma semente foi plantada,
uma
semente de rebeli�o e quando ela virou sua face para mim,
eu
me abri mais uma vez, para a Noite, e vi as possibilidades infinitas nas
estrelas
e
soube que um caminho de poder, um caminho de Sangue eu tomei,
e
assim despertado em mim este Caminho Final,
do
qual todos os outros caminhos cresceriam.
Com
este mais novo poder,
eu
quebrei os la�os que a Senhora da Noite que me vestiu.
Eu
deixei a Rainha Maldita naquela noite,
me
escondendo nas sombras, eu fugi as terras de Nod
e
vim para um lugar onde os dem�nios dela n�o poderiam me achar.�
C.
O Livro De Nod
Esse
livro explica a origem dos vampiros que est� diretamente ligada a profecia
judaica.
O
livro de Nod explica que a origem dos vampiros est� diretamente ligada ao mito
judaico-crist�o de Caim e Abel ( eles s�o dois irm�os) . Diz-se que Caim, ap�s
a morte de Abel, foi amaldi�oado por Deus. A maldi��o n�o veio diretamente
de Deus (pelo menos n�o ela toda) mas sim dos anjos que vieram a Caim exigir
que ele pedisse perd�o a Deus. Orgulhoso, e certo de suas convic��es, Caim
preferiu sofrer as puni��es conferidas pelos anjos � prostar-se perante Ele.
O resultado disso foram as maldi��es que toda vampiro carrega: horror ao fogo,
� luz, vida eterna e a solid�o que vem com ela.. Diferente do que podia se
esperar, Caim sobreviveu a tudo isso, gra�as em parte � Lilith, conhecida como
a "primeira mulher" (expulsa do para�so por n�o se subjugar aos des�gnios
de Deus). Ela lhe ensinou aquilo que ficou conhecido como Disciplinas vamp�ricas
e lhe deu conforto e amor(discute-se ainda se Lilith na verdade n�o apenas
apresentou Caim aos seus verdadeiros dons m�gicos, ou seja, �s esferas de
magia). Ap�s isso, Caim se rebelou contra Lilith, por n�o querer mais obedec�-la,
e foi viver sozinho. Conta-se que nesse meio tempo ele teria conhecido outros
seres m�gicos, tais como Licantropos, Fadas, Dem�nios, etc, at� encontrar seu
primeiro amor, Zillah. Nesta �poca ele encontrou tamb�m Crone, pessoa que o
colocou sob um La�o de Sangue e ensinou-lhe o Abra�o. Caim permaneceu sobre
tal La�o por um ano e um dia, at� atravessar Crone com uma estaca de madeira
(ela foi deixada na esperan�a de que o Sol a dizimasse). S� ent�o aconteceu a
cria��o da idade de Enoque, lugar onde foram tamb� criados por Caim Irad e
Enoque. Deles surgiram os Antediluvianos (13 no total) que numa par�dia �s fam�lias
mortais criaram os Cl�s. E assim a cidade permaneceu, at� que os vampiros de
terceira gera��o se revoltassem e come�assem � ca�ar os vampiros de segunda
gera��o, matando-os um a um. Nesta mesma �poca conta-se que Caim se retira
definitivamente da sociedade humana-vamp�rica a espera do fim dos tempos,
conhecido como Gehenna.
�
A
profecia da destrui��o - "
A Cr�nica dos Segredos", uma reveladora parte de O livro de Nod, fala da
proximidade da Gehenna. As revela��es s�o enigm�ticas e envoltas no
misticismo, mais muitos Membros acreditam que as noites atuais refletem os
sinais apontados na Cr�nica. Na verdade alguns Membros acreditam que a Gehenna
j� come�ou.
E
o mundo ficar� gelado,estas apodrecer�o seus corpos,
retorcidos,
tombar�o.
Ent�o,
nossos grandes mestres se erguer�o
da
terra.
Eles
quebrar�o seu jejum
na
primeira parte de n�s
eles
nos consumir�o inteiramente...
E
voc�s reconhecer�o esses ultimos tempos pela
Era
do sangue fraco,
que
marcar� os vampiros que n�o podem procriar ,
voc�s
os reconhecer�o pelos Sem cl�,
que
vir�o para mandar
voc�s
os reconhecer�o pelos Selvagens,
que
nos cora��o at� mesmo na mais fortes cidades
voc�s
os reconhecer�o pelo despertar
de
alguns dos mais antigos...
e
aqueles que comem o sangue do cora��o, fllorescer�o
e
os Membros se aglomerar�o,
e
a vitae ser� t�o rara quanto os diamantes...
Brilhe
de negro o Sol!
Brilhe
de sangue a Lua!
A Gehenna est� pr�xima.