VAMPIROS

1. INTRODU��O

A lenda do vampiro vem de um imagin�rio popular das popula��es do leste europeu, especificamente a regi�o englobada pela Hungria, Rom�nia, partes da Alemanha e da �ustria. L� se encontram toda uma s�rie de cren�as e lendas sobre vampiros: pessoas que morreram em situa��o tida como periculosa (suic�dio e excomunh�o s�o duas delas), que se levantam das tumbas - geralmente insuflados por alguma entidade maligna como o dem�nio, e retornam ao meio social em que vivem para atormentar os vivos e fazer deles suas v�timas, sugando-lhes o sangue at� a morte.. Geralmente, a maneira mais acertada para identificar um vampiro e elimin�-lo era desenterrar um corpo e verificar se ele estava decomposto ou n�o. Caso n�o estivesse, era considerado um vampiro e prosseguia-se com a inser��o de uma estaca de madeira no cora��o, desmembramento do corpo e posterior incineramento.

No s�culo XVIII na Europa, um amplo e extenso debate ocorreu em torno do tema. Em parte motivados pelas constantes hist�rias de ocorr�ncias destas criaturas no leste, religiosos motivados por crises de histeria e intelectuais inspirados pelo nascente iluminismo, dedicou-se ao estudo de tais casos. Talvez o que haja de maior destaque deste per�odo seja o tratado de Dom Augustin Calmet. Muito ligado ao crescente racionalismo iluminista, estes debates se limitaram a considerar o fen�meno como mera supersti��o ou crendices de camponeses brutos.

No s�culo XIX, com a ascens�o do espiritismo, o vampiro � trabalhado novamente, mas como uma figura real. Desenvolveu-se a id�ia de vampirismo ps�quico. Seria este o corpo-astral de vivos ou de mortos que teria a peculiaridade de sugar a energia vital das pessoas? Deposit�rio de tanta energia vital - a sua natural mais a de suas v�timas - eles seriam identificados pela n�o decomposi��o de seus corpos quando mortos, apresentando sinais de cont�nuo desenvolvimento biol�gico. Isto ao menos explicaria as hist�rias vindas do leste europeu.

Por�m, j� em nosso s�culo, um religioso anglicano e, posteriormente cat�lico, chamado Augustus Montague Summers (1880 - 1948) - descreveu tal criatura de outra forma. Interessado em ocultismo, estudou bruxaria, magia, lobisomens e, claro, vampiros. Em Oxford, se concentrou no estudo do vampirismo, escrevendo seu primeiro trabalho sobre o g�nero, chamado "The Vampire: His Kith and Kin", publicado em 1928. Nele Summers define que o vampiro n�o deve ser entendido simplesmente como um morto-vivo. As obras de Summers revelam-se extremamente �teis por englobar as mais variadas informa��es de maneira completa e detalhada; por�m, devem ser lidas com cuidado. Como religioso, Summers acredita nos vampiros como figuras mal�ficas reais a espreitarem o ser humano. Ao identificar o vampiro em todo o mundo, iguala-o ao dem�nio, presente onde os "filhos de Deus estiverem".

Hoje em dia, o vampiro � uma figura presente em todas as culturas, por�m j� n�o como figura real, mas como um arqu�tipo; a express�o simb�lica de uma experi�ncia elementar comum a todos os seres humanos devido a sua biologia. A chave desta interpreta��o reside no conceito que � utilizado. Se considerarmos o vampiro apenas como um morto-vivo sugador de sangue, mais uma vez nos restringiremos � regi�o do leste europeu acima descrita. Por�m, se transformarmos as formas em s�mbolos nos apegando ao que � essencial, veremos que o vampiro pode ser uma figura sobrenatural (divina ou maligna) que tem a peculiaridade de sugar a "energia vital" de suas v�timas. Com este conceito, diversas figuras das mais diferentes culturas poder�o ser encaixadas no termo vampiro, como por exemplo, as figuras dos Incubus e Sucubus, na Idade M�dia. Longe de encontrarmos uma defini��o e uma compreens�o definitiva sobre o tema - mesmo porque talvez este objetivo seja apenas uma ilus�o -, o vampiro permanece uma inc�gnita. Variadas s�o as teses que o explicam tanto quanto as d�vidas que pairam sobre ele. O cinema ao passar dos anos, elaborou filmes de vampiros para v�rias das teorias apresentadas acima.

 

2. G�NESE

   A. Lilith

Existem v�rias hist�rias sobre Lilith, muitas n�o provadas e outras quem sabe at� um pouco reais. Muitos acreditam que ela foi a primeira vampira do mundo, e tamb�m a primeira mulher.

Todos devem se perguntar... N�o a primeira mulher � Eva, mas n�o s�o todos que acreditam. Lilith veio como Ad�o da terra mas se sentiu injusti�ada por ter que obedece-lo, assim fugiu do �den e foi se refugiar no mar vermelho, onde era o "lar dos dem�nios", abaixo a lenda e hist�ria de Lilith:

�De acordo com J. Gordon Melton�,Lilith, uma das mais famosas figuras do folclore hebreu, originou-se de um esp�rito maligno tempestuoso e mais tarde se tornou identificada com a noite. Fazia parte de um grupo de esp�ritos malignos demon�acos dos americanos que inclu�am Lillu, Ardat Lili e Irdu Lili."

Segundo ele, Lilith apareceu tamb�m no Gilgamesh Epic babil�nico (aproximadamente 2000 a. C.) como uma prostituta vampira que era incapaz de procriar e cujos seios estavam secos. Foi retratada como uma linda jovem com p�s de coruja (indicativos de vida noct�vaga) que fugiu de casa perto do Rio Eufrates e se estabelece no deserto.

Lilith aparece no Antigo Testamento quando Isa�as ao descrever a vingan�a de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um sinal de desola��o: "Lilith repousar� l� e encontrar� seu locar de descanso" (Isa�as 34:14).

Lilith aparece em relatos da Torah ass�rio-babil�nica e hebraica entre outros textos ap�crifos. Na vers�o jeov�stica (da tradi��o religiosa hebraica) para o G�nesis, enriquecida pelos testemunhos orais dos rabinos consta que Lilith foi criada com p� negro e excrementos, condenada por Jeov�-Deus a ser inferior ao homem.

Considerando-se que Ad�o vivia no Jardim do �den no pleno equil�brio de sua sagrada androginia (pois fora criado a imagem e semelhan�a do criador), compreende-se como o surgimento da primeira mulher fez nascer um distanciamento entre Deus e Homem.

Num outro texto, um coment�rio b�blico do Beresit-Rabba (rabi Oshajjah) a primeira mulher � descrita cheia de saliva e sangue, o que teria desagradado a Ad�o, de modo que Jeov�-Deus "tornou a cria-la uma segunda vez".

Lilith, ent�o, veio ao mundo com os r�pteis e dem�nios feitos ao cair da noite do sexto dia da cria��o, uma sexta feira (segundo o Bereshit Rabba). Por isso, ela j� fora criada como um dem�nio. (Lilith � representada como, rainha da Noite, m�e dos s�cubos).

Consumida a uni�o carnal com Lilith, Ad�o teria mergulhado na ang�stia da paix�o, vendo o seu distanciamento da divindade como um pre�o pelo �xtase org�stico que nunca sentira.

Lilith foi citada pela edi��o hebraica e inglesa de "The Babylonian Talmud", organizado pelo rabi Epstein e publicado pela Socino Press, de Londres, em 1978. Aqui, Lilith aparece um dem�nio noturno de longos cabelos, que perturba os homens. Segundo a tradi��o talm�dica, Lilith � a "Rainha do Mal", a M�e dos Dem�nios e a Lua Negra.

No Talmude, ela � descrita como a primeira mulher de Ad�o. Ela brigou com Ad�o, reivindicando igualdade em rela��o a seu marido, deixando-o "fervendo de c�lera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir queria os mesmos direitos do homem, mas quando constatou que n�o poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a n�o se submeter a Ad�o e, a odi�-lo como igual, resolveu abandona-lo.

Segundo as vers�es aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sir� (s�culo 6 ou 7). Todas as vezes que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Ad�o, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu tamb�m fui feita de p� e por isso sou tua igual�.Mas Ad�o se recusava a inverter as posi��es, consciente de que existia uma "ordem" que n�o podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta � a condi��o do equil�brio preestabelecido.

Vendo que o companheiro n�o atendia seus apelos, que n�o lhe daria a condi��o de igualdade, Lilith se revoltou, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusa��es a Ad�o e vai embora.

� o momento em que o Sol se despede e a noite come�a a descer o seu manto de escurid�o soturna, tal como na ocasi�o em que Jeov�-Deus fez vir ao mundo os dem�nios.

Ad�o sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Ad�o procura por Lilith e n�o a encontra: " Procurei-a em meu leito, � noite, aquele que � o amor de minha alma; procurei e n�o a encontrei" (C�ntico dos C�nticos III, 1).

Lilith partiu rumo ao mar vermelho (Diz-se que quando Ad�o insistiu em ficar por cima durante as rela��es, Lilith usou seus conhecimentos m�gicos para voar at� o Mar Vermelho). L� onde habitam os dem�nios e esp�ritos malignos, segundo a tradi��o hebraica. � um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um dem�nio, e � o seu car�ter demon�aco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder.

Desde ent�o, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das for�as do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como conseq��ncia, deu � luz toda uma descend�ncia demon�aca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa propor��o de cem por dia.

Alguns escritos contam que Ad�o queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Ad�o, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exig�ncias da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Ad�o. � o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padr�o �tico judaico-crist�o. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith � for�a destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com "imund�cie" e lodo), Eva � construtiva e M�e de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Ad�o).

Jehov�-Deus tenta salvar a situa��o, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encal�o uma guarni��o de tr�s anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convenc�-la; por�m, uma vez mais e com grande f�ria, ela se recusou a voltar. Lilith est� irredut�vel e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo?

Os anjos ainda amea�aram: "Se desobedeces e n�o voltas, ser� a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapi�ncia demon�aca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo pr�prio Jeov�-Deus. Ela est� identificada com o lado demon�aco e n�o � mais a mulher de Ad�o. (Uma outra vers�o conta que esses mesmos anjos, a teriam condenado a vagar pela terra para sempre).

Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem dem�nios por dia, os Lilim, que s�o citados inclusive na vers�o sacerdotal da B�blia. Jeov�-Deus, por seu lado, inicia uma incontrol�vel matan�a dessas criaturas, que, por vingan�a, s�o enfurecidas pela sua genitora. Est� declara a guerra ao Pai. Os homens, as crian�as, os inv�lidos e os rec�m casados, s�o as principais v�timas da vingan�a de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e n�o descansar� assim t�o cedo.

Uma outra vers�o diz que foram os anjos mataram os filhos que tivera com Ad�o. T�o rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Ad�o com sua segunda esposa, Eva. Lilith alegou ter poderes vamp�ricos sobre beb�s, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela n�o faria nenhum mal aos humanos. Ent�o, como n�o podia venc�-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer beb�s protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos tr�s anjos.

N�o obstante, esse �dio contra Ad�o e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua f�ria sobre os filhos deles e de todas as gera��es subseq�entes.

A partir da�, Lilith assume plenamente sua natureza de dem�nio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore ass�rio babil�nico e hebraico. E s�o in�meras as descri��es que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua f�ria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demon�aca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na rela��o com Ad�o, conduzia a penetra��o abrasante. Aqueles que resistiam e n�o morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso Lilith tamb�m est� identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crian�as e espalhar a morte.

Lilith permaneceu como um item de tradi��o popular embora pouco tivesse sido escrito sobre ela quando da compila��o do Talmude (s�culo 6 a.C.) at� o s�culo 10. Sua biografia se expandiu em detalhes elaborados e muitas vezes contradit�rios nos escritos dos antigos pa�ses hass�dicos.

Durante os primeiros s�culos da era crist�, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica.

Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabal�stica do s�culo 13 que constitui o mais influente texto hass�dico e no Talmud, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emiss�es noturnas citadas como um sinal vis�vel de sua presen�a. Os esp�ritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uni�es.

No Zohar Hadasch (se��o Utro, pag. 20), est� escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedu��o do primeiro casal humano. N�o foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Ad�o, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana.

O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a m�cula cuja infec��o foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146 recto)".

Em outras partes, o dem�nio masculino leva o nome de Leviat�, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva teria representado o papel da esposa de Ad�o no �den durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Ad�o a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah). Das rela��es entre Ad�o e a Heva-serpente, teriam nascido legi�es de larvas, de s�cubos e de esp�ritos semiconscientes (elementares).

Os rabinos fazem de Leviat� uma esp�cie de ser andr�gino infernal, cuja a encarna��o macho (Samael) � a "serpente insinuante" e a encarna��o f�mea (Lilith), � a "cobra tortuosa" (ver o Sepher Annud�-Schib-a, fol. 51 col. 3 e 4). Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres ser�o aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que vir�o o Alt�ssimo (bendito seja!) decapitar� o �mpio Samael, pois est� escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeov� com sua espada terr�vel visitar� Leviat�, a serpente insinuante que � Samael e Leviat�, a cobra tortuosa que � Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI)".

Tamb�m segundo os rabinos, Lilith n�o � a �nica esposa de Samael; d�o o nome de tr�s outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro dem�nias s� Lilith dividir� com o esposo a terr�vel puni��o, por t�-lo ajudado a seduzir Ad�o e Eva.

Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contr�rio do que acontece com as outras duas irm�s, Nahemah e Lilith.

No livro Hist�ria da Magia, Eliphas Levi transcreve: "H� no inferno - dizem os cabalistas - duas rainhas dos vampiros, uma � Lilith, m�e dos abortos, a outra Nahema, a beleza fatal e assassina. Quando um homem � infiel � esposa que lhe foi destinada pelo c�u, quando se entrega aos descaminhos de uma paix�o est�ril, Deus retoma a esposa leg�tima e santa e entrega-o aos beijos de Nehema. Essa rainha dos vampiros sabe aparecer com todos os encantos da virgindade e do amor; afasta o cora��o dos pais, leva-os a abandonar os deveres e os filhos; traz a viuvez aos homens casados, for�a os homens devotados a Deus ao casamento sacr�lego. Quando usurpa o t�tulo de esposa, � f�cil reconhece-la: no dia do casamento est� calva, porque os cabelos das mulheres s�o o v�u do pudor e est� proibido para ela neste dia; depois do casamento finge desespero e desgosto pela exist�ncia, prega o suic�dio e afinal abandona violentamente aquele que resistir, deixando-o marcado com uma estrela infernal entre os olhos. Nahema pode ser m�e, mas n�o cria os filhos; entrega-os a Lilith, sua funesta irm�, para que os devore." (Sobre isso pode-se ver tamb�m o Dicion�rio Cabal�stico de Rosenhoth e o tratado De Revolutionibus Animorum, 1.� e 3.� tomos da Kabala Denudata, 1684, 3 col. in-4.)

Diz a lenda que depois que Ad�o e Eva foram expulsos do Jardim do �den, Lilith e suas asseclas, todas na forma de incubus/succubus, os atacaram, fazendo assim com que Ad�o procriasse muitos esp�ritos impuros e Eva mais ainda. Segundo a tradi��o judaica, Lilith faz os homens terem puls�es noturnas para gerar filhos dem�nios . H� um costume, ainda praticado em Jerusal�m, de espantar esses filhos do corpo morto de seu pai, andando em c�rculo com o cad�ver antes do sepultamento e atirando moedas em diferentes dire��es para distrair os filhos dem�nios.

Durante a Idade M�dia, as hist�rias sobre Lilith se multiplicaram. J� foi, por exemplo, identificada como uma das duas mulheres que foram ao Rei Salom�o para que ele decidisse qual das duas era a m�e de uma crian�a que ambas reivindicavam.Em outros escritos, foi identificada como a rainha de Sab�. Segundo uma antiga tradi��o judaica, Lilith apareceu a Salom�o disfar�ada na rainha de Sab�, uma visitante real da Eti�pia ou da Ar�bia � corte do rei Salom�o (I Reis 10). Sab� era um pa�s pac�fico, cheio de ouro e prata, cujas plantas eram irrigadas pelos rios do Para�so. Por ter ouvido falar relatos sobre o seu maravilhoso pa�s, o Reino de Sab�, e sua rainha de uma ave, cuja linguagem compreendia, Salom�o desejava muito conhecer a rainha e ela desejava conhec�-lo devido � sua reputa��o de s�bio, e queria fazer-lhe perguntas sobre magia e feiti�aria. Mas ele suspeitou que algo estava errado e conseguiu ludibria-la: Quando chegou, encontrou-o sentado em uma casa de vidro, e pensando que fosse �gua, levantou a saia, revelando pernas bem cobertas de p�los, o que indicava que ela uma feiticeira. N�o obstante, Salom�o desposou-a e preparou uma po��o para eliminar o p�lo de suas pernas.

Conta-se, que a casa real da Eti�pia alegava ser descendente da uni�o de Salom�o com a Rainha de Sab�, e os judeus negros da Eti�pia, os falashes, localizam suas origens nos israelitas que o rei Salom�o enviou com a rainha para a Eti�pia. Outro descendente dessa uni�o foi Nabucodonosor, que se tornou rei da Babil�nia. Uma tradi��o totalmente diferente nega que tenha sido uma rainha quem veio visitar Salom�o, afirmando que foi o rei de Sab�.�

   B. O primeiro vampiro

Segundo alguns "coment�rios", e o que li no livro "Vampiro a M�scara" o primeiro vampiro vindo a terra teria sido Caim, condenado a vagar no deserto depois de assassinar seu irm�o Abel. Deus teria condenado toda a "ra�a" de Caim a beber sangue, surgindo assim os primeiros vampiros no mundo.

Segue a lenda do Primeiro Vampiro Caim:

�E para a Escurid�o veio uma luz-fogo brilhando luminoso � noite.

E o arcanjo o Michael se revelou 25 para mim.

Eu era destemido. Eu perguntei o que ele queria.

Michael, General do C�u, portador da Chama santa, disse para mim,

Filho de Ad�o, Filho de Eva, seu crime � grande,

e tamb�m a clem�ncia de meu Pai � grande.

Voc� n�o se arrepender� do mal que voc� fez,

e deixar� sua clem�ncia lava-lo para que fique limpo?

E eu disse � Michael, N�o por gra�a [do �nico Acima],

mas por minha pr�pria vontade que eu vivo, com orgulho.

Michael me amaldi�oou dizendo

Ent�o, para que voc� caminhe nesta terra,

voc� e suas crian�as temer�o minha chama viva,

que morder� profundamente e saborear� sua carne.

E pela manh�, Raphael veio de asas de lambent,

iluminando o horizonte, o guia do Sol, vigia do Leste.

Raphael disse Caim de Ad�o, filho de Eva,

seu irm�o Abel o perdoou de seu pecado voc� se arrepender�,

e aceita a clem�ncia do Todo-Poderoso?

E eu disse a Raphael N�o pelo perd�o de Abel, mas pelo meu pr�prio perd�o.

Raphael me amaldi�oou, dizendo Ent�o, para que voc� caminhe nesta terra,

voc� e suas crian�as temer�o o amanhecer,

e os raios do sol ir�o queima-lo como fogo onde quer que voc� se esconda.

Esconda-se agora para o nascer do Sol levar sua ira at� voc�.

Mas eu achei um lugar secreto na terra e me escondi da luz ardente do Sol.

Profundamente na terra,

eu dormi at� a Luz do Mundo ser escondida atr�s da montanha da Noite.

Quando eu despertei de meu dia de sono, eu ouvi o som de suaves asas avan�ando

e eu vi as asas negras de Uriel estendidas ao redor de mim -

Uriel, ceifeiro, anjo de Morte, Uriel Sombrio que mora na escurid�o.

Uriel falou quietamente a mim, dizendo Filho de Ad�o, Filho de Eva,

o Deus Todo-Poderoso o perdoou de seu pecado.

Voc� aceitar� sua clem�ncia e me deixar� leva-lo de volta, j� n�o amaldi�oado?

E eu disse a Uriel escuro alado,

N�o pela clem�ncia de Deus, mas minha pr�pria vontade que eu vivo.

Eu sou o que eu sou, eu fiz o que eu fiz, e isso nunca mudar�

E ent�o, por Uriel o terr�vel Deus Todo Poderoso me amaldi�oou, dizendo

Ent�o, para que voc� caminhe nesta terra,

voc� e suas crian�as se agarrar�o a Escurid�o. .

Voc� s� beber� sangue. Voc� s� comer� cinzas.

Voc� sempre ser� como voc� estava na morte,

Nunca morrer�, se mantendo vivo.

Voc� entrar� para sempre na Escurid�o, tudo que voc� tocar ir� se tornar em nada,

at� os �ltimos dias..

Eu dei um grito de ang�stia a esta maldi��o terr�vel e rasguei a minha carne.

Eu chorei sangue. Eu peguei as l�grimas em uma x�cara e as bebi.

Quando eu observei minha bebida pesadamente, o arcanjo Gabriel, Gabriel gentil,

Gabriel o senhor da Clem�ncia, apareceu a mim.

O arcanjo Gabriel disse para mim, Filho de Ad�o, Filho de Eva, V�,

a clem�ncia do Pai � maior que voc� sempre soube, agora h� um caminho aberto,

uma estrada de Clem�ncia que voc� chamar� de [Golconda].

e fala para suas crian�as disto,

para que seguindo esta estrada possam morar na Luz uma vez maisl..

E com isso, a escurid�o foi erguida como um v�u

e a �nica luz eram os olhos luminosos de Lilith.

Olhando ao redor de mim, eu soube que tinha Despertado.

Quando minhas primeiras energias surgiram atrav�s de mim

eu descobri como me mover como o raio [Celeridade]

como obter a for�a da terra [Pot�ncia]

como ser como pedra [Fortitude].

Estas eram pareceram como respira��o era a mim.

Lilith ent�o mostrou para mim, como ela se esconde de ca�adores [Ofusca��o],

como ela ordena obedi�ncia [Domina��o],

e como ela exige respeito [Presen�a].

Ent�o, despertando-me adiante, eu achei o modo para alterar formas [Metamorfose],

o modo de ter dom�nio sobre animais [Animalismo],

o modo para fazer olhos ver vis�o passada [Ausp�cius].

Ent�o Lilith mandou que eu parasse, dizendo que eu tinha alcan�ado meus limites

Que eu tinha ido muito distante. Que eu ameacei minha ess�ncia.

Ela usou seus poderes e me comandou que parasse. Por causa do seu poder,

eu a atendi a, mas profundamente dentro de mim uma semente foi plantada,

uma semente de rebeli�o e quando ela virou sua face para mim,

eu me abri mais uma vez, para a Noite, e vi as possibilidades infinitas nas estrelas

e soube que um caminho de poder, um caminho de Sangue eu tomei,

e assim despertado em mim este Caminho Final,

do qual todos os outros caminhos cresceriam.

Com este mais novo poder,

eu quebrei os la�os que a Senhora da Noite que me vestiu.

Eu deixei a Rainha Maldita naquela noite,

me escondendo nas sombras, eu fugi as terras de Nod

e vim para um lugar onde os dem�nios dela n�o poderiam me achar.�

   C. O Livro De Nod 

Esse livro explica a origem dos vampiros que est� diretamente ligada a profecia judaica.

O livro de Nod explica que a origem dos vampiros est� diretamente ligada ao mito judaico-crist�o de Caim e Abel ( eles s�o dois irm�os) . Diz-se que Caim, ap�s a morte de Abel, foi amaldi�oado por Deus. A maldi��o n�o veio diretamente de Deus (pelo menos n�o ela toda) mas sim dos anjos que vieram a Caim exigir que ele pedisse perd�o a Deus. Orgulhoso, e certo de suas convic��es, Caim preferiu sofrer as puni��es conferidas pelos anjos � prostar-se perante Ele. O resultado disso foram as maldi��es que toda vampiro carrega: horror ao fogo, � luz, vida eterna e a solid�o que vem com ela.. Diferente do que podia se esperar, Caim sobreviveu a tudo isso, gra�as em parte � Lilith, conhecida como a "primeira mulher" (expulsa do para�so por n�o se subjugar aos des�gnios de Deus). Ela lhe ensinou aquilo que ficou conhecido como Disciplinas vamp�ricas e lhe deu conforto e amor(discute-se ainda se Lilith na verdade n�o apenas apresentou Caim aos seus verdadeiros dons m�gicos, ou seja, �s esferas de magia). Ap�s isso, Caim se rebelou contra Lilith, por n�o querer mais obedec�-la, e foi viver sozinho. Conta-se que nesse meio tempo ele teria conhecido outros seres m�gicos, tais como Licantropos, Fadas, Dem�nios, etc, at� encontrar seu primeiro amor, Zillah. Nesta �poca ele encontrou tamb�m Crone, pessoa que o colocou sob um La�o de Sangue e ensinou-lhe o Abra�o. Caim permaneceu sobre tal La�o por um ano e um dia, at� atravessar Crone com uma estaca de madeira (ela foi deixada na esperan�a de que o Sol a dizimasse). S� ent�o aconteceu a cria��o da idade de Enoque, lugar onde foram tamb� criados por Caim Irad e Enoque. Deles surgiram os Antediluvianos (13 no total) que numa par�dia �s fam�lias mortais criaram os Cl�s. E assim a cidade permaneceu, at� que os vampiros de terceira gera��o se revoltassem e come�assem � ca�ar os vampiros de segunda gera��o, matando-os um a um. Nesta mesma �poca conta-se que Caim se retira definitivamente da sociedade humana-vamp�rica a espera do fim dos tempos, conhecido como Gehenna.

         A profecia da destrui��o - " A Cr�nica dos Segredos", uma reveladora parte de O livro de Nod, fala da proximidade da Gehenna. As revela��es s�o enigm�ticas e envoltas no misticismo, mais muitos Membros acreditam que as noites atuais refletem os sinais apontados na Cr�nica. Na verdade alguns Membros acreditam que a Gehenna j� come�ou.

E o mundo ficar� gelado,estas apodrecer�o seus corpos,

retorcidos, tombar�o.

Ent�o, nossos grandes mestres se erguer�o

da terra.

Eles quebrar�o seu jejum

na primeira parte de n�s

eles nos consumir�o inteiramente...

E voc�s reconhecer�o esses ultimos tempos pela

Era do sangue fraco,

que marcar� os vampiros que n�o podem procriar ,

voc�s os reconhecer�o pelos Sem cl�,

que vir�o para mandar

voc�s os reconhecer�o pelos Selvagens,

que nos cora��o at� mesmo na mais fortes cidades

voc�s os reconhecer�o pelo despertar

de alguns dos mais antigos...

e aqueles que comem o sangue do cora��o, fllorescer�o

e os Membros se aglomerar�o,

e a vitae ser� t�o rara quanto os diamantes...

Brilhe de negro o Sol!

Brilhe de sangue a Lua!

A Gehenna est� pr�xima.

Voltar    Pr�xima

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