Nota: por favor leiam atentamente até o final antes de ficarem bravos pelas "mortes". Eu sei que não sou boa no "suspense/terror", mas eu fiz o possível e espero que vocês gostem.


    Era uma manhã muito fria que combinaria muito bem com países nórdicos, porém, se localizava no Brasil.
    As irmãs Kamen, Deborah e Amanda, recebem o mesmo e-mail, convidando-as para passar uma semana na ilha de Syngra, eis o bilhete:

    "Cara senhorita
    Venho por meio deste, informar-lhe que sua presença se conta necessária no castelo Dune, na ilha Syngra. Apresente-se o mais rápido possível e não avise à ninguém. Nessa semana sua vida poderá transformar-se.
    Atentamente
    Mike"

    Como mencionado no e-mail, uma não pode avisar a outra.
    No caminho Deborah põe-se a pensar quem seria Mike:

    - Talvez Michael ou Maicon, alguns brasileiros gostam de enfeitar o nome...Quem poderia?

    Em direção ao porto, também vai, Amanda, que possui em sua mente a mesma dúvida:

    - Mike?...Mike do quê? Quem será?

    Na mesma manhã do dia 31 de Fevereiro, Wellinton recebeu o mesmo e-mail, porem iniciado por "Prezado senhor"
    - Não lembro-me de Mike. Talvez alguém que eu conheça pelo apelido...Quem será?

    Tal e-mail também fora enviado para Dana e Bárbara, e pareceu apresentar a mesma incógnita em suas mentes.

    A surpresa maior é que o Aerosmith também recebeu um e-mail chamando-os para o mesmo local. Porém não se trata de convite, e sim, de um contrato para um show no qual serão obrigados a ir. Então, se o chefe manda e o dinheiro chama, lá vão eles!

    Ao chegar no Rio de Janeiro, os dez pegam um navio que levara-los à tal ilha. Um marinheiro puxa conversa com Dana.
    - A senhorita precisa ser corajosa para estar lá.

    Confusa, ela sorri e só depois consegue perguntar:

    - Porque?

    E a resposta que estava por vir era de gelar a espinha, resposta na qual ela fingiu não acreditar.

    - Ah, uma lenda de quem vai e não volta. Parece que o castelo é mau assombrado.

    - Ah é? Não volta? Castelo mau assombrado? Sinto muito, mas parece-me fantasioso. Preciso falar com alguém ali, com licença. E ao se afastar sussurra sozinha - Eu hein? Esses marinheiros, sempre tentando por medo no pessoal...

    Wellinton, que se encontrava mais adiante, porem no mesmo barco, avista-a.

    - Dana?

    Ela vira-se e mostra-se surpresa ao vê-lo.

    - Wellinton? Você por aqui? Há quantos não nos vemos?

    - Sim, há um bom tempo. O que faz aqui?

    - Ah - ela procura um pensamento rápido - estou a procura de uma espécie marinha.

    - Sério? Puxa, eu estou aqui pelo mesmo motivo! Mas talvez seja o último.

    A conversa prossegue e no outro lado do navio Bárbara está só vendo as trapalhadas de Joey enquanto os outros tentam contornar o calor com refrigerante gelado (nota: para as pessoas do sul parecia estar frio, porem para as do norte parecia muito quente).

    - Joe, eu li algo sobre um castelo abandonado, não acha que seja lá que ficaremos, acha?

    - Ah?! Thomas! As vezes você me surpreende. Fantasmas não existem. Quem vai, vai e pronto, não volta para puxar pés a noite!

    - Não estou dizendo "puxar pés", mas acho que há algo além da vida...

    Steven intromete-se na conversa.

    - Além da vida não, é 'além da beleza', Thomas. É nessas músicas que tem que se preocupar, não em histórias de terror.

    - Mas Steven já pensou se...

    - Ah chega, Thomas!

    - Tá bom, tá bom...

    Bárbara vai conversar com Joey.
    - Olá, eu estava te vendo...e acho que já o vi em algum lugar.

    Joey faz de conta que está surpreso.

    - Ah é? Onde? - pergunta ele, seguro de que ela vai falar "de uma banda de rock".

    - Bem, no filme "O Senhor Dos Anéis".

    - O quê? - pergunta ele surpreso.

    - Sim, você se parece com o Frodo.

    E o que se ouve são gargalhadas de todos os outros Aerosmith, enquanto Joey se mostra desconsertado.

    - Desculpe-me, não resisto a uma piada. Eu sei que vocês são do Aerosmith, eu...

    Antes que ela terminasse, Brad, que até então se mostrava pensativo, solta algumas perguntas.

    - Duas coisas me deixam confuso, se esse barco vai para a ilha aonde faremos o show não deveriam estar só nós nele ou outros fãs além desses cinco?

    Todos olham-se procurando explicação.

    (..) Até que Steven demonstra ter achado um motivo.
    - Uma promoção, oras! Esses cinco foram os felizardos!

    Deborah, que até então se mostrava quieta, responde:

    - Mas eu não participei de nenhuma...É claro que queria, e nossa, seria um sonho! Mas eu...

    Sua resposta é interrompida por sua irmã que acha que houve uma confusão, mas quer se dar bem.

    - É claro que ganhamos uma promoção!! Ela não se conteve de alegria, perdoem a minha irmã, Deborah, ela é muito desligada.

    E ao terminar de falar isso, Deborah é puxada por Amanda que a diz:

    - Fique quieta!! Essa é a nossa chance de ganhar a primeira fila para um show do Aerosmith e você quase põe tudo a perder!! Está maluca?

    Por outro lado Wellinton e Dana vêem a sua frente a chance de entrevistá-los e não perdem tempo!

    Pouco tempo depois, eles chegam até a ilha Syngra. uma ilha localizada na costa brasileira, no estado do Rio de Janeiro, que curiosamente, não está no mapa. A explicação de tal fato é contada por Bárbara enquanto eles dirigem-se ao castelo.
    - Conta-se que há muitos anos a família Syngra comprou a ilha do governo brasileiro. Mas a milionária Miuky Syngra não queria vê-la no mapa, para que a ilha não se tornasse ponto turístico. Alguns anos depois a família sumiu e outra família japonesa comprou a ilha. E me parece que o Aerosmith só veio por causa da descendência japonesa...

    Thomas tenta explicar:

    - É nada! Nem sabíamos disso...

    Por outro lado, Steven não ajuda, mostrando-se interessado:

    - E qual família a comprou?

    - Ninguém sabe - respondeu Bárbara.

    Ao chegarem à casa há diversos envelopes na mesa com os nomes de cada um deles. Dentro deles, está escrito o quarto de cada um, junto a um pedido de desculpas do anfitrião.
    - Bem, algo estranho está no ar - repara Joe.

    Cada um segue para seu quarto e permanecem lá até ouvirem um barulho que faz com que todos desçam as escadas assustados, mas ao chegarem novamente ao cômodo inferior tudo que podem ver é o jantar, que ninguém sabe explicar de onde veio.

    Dana vê um poema sobre a mesa e começa a lê-lo:

    "10 pessoas vão jantar enquanto não chove.
    Uma delas se engasgou, então ficaram 9.
    9 pessoas ao dormir não ha biscoito.
    Uma delas cai no sono e então ficaram 8.
    8 pessoas saem de charrete.
    Uma não voltou e sobraram 7.
    7 pessoas vão rachar lenha, mas eis.
    Que uma se corta e ficam 6.
    6 pessoas de colméia fazem brinco.
    A uma pica uma abelha, então sobraram 5.
    5 pessoas vão ao forro tomar ares.
    Um é julgado e sobram dois pares.
    4 pessoas observam o mar, mas a uma chega a vez.
    E que triste, sobram apenas 3.
    3 vão ao zoológico, e depois?
    Um é pego por um urso e sobram 2.
    2 estão ao sol temendo um a um.
    1 se queimou e sobrou 1.
    1 se desesperou.
    E por fim, se enforcou."

    Deborah vê os olhares apreensivos de todos após o termino da leitura de Dana e tenta relaxá-los:
    - Dana, isso é coisa para se ler? Que tolo quem colocou isso ai.

    Tom pede o papel a Dana e o lê novamente, porem mentalmente, ao terminar ele se assusta ao dizer:

    - Não sei se notaram, mas vi um quadro com isso no meu quarto....

    Joe tenta acalmá-los também:

    - Relaxem, fantasmas não existem. E muito menos saem por ai escrevendo poemas...

    Bárbara sugere que todos comam:

    - Minha família diz que é muito triste quando o anfitrião, ao voltar, vê que seus hospedes nem tocaram na comida.

    Aos poucos, todos sentam-se e começam a comer, até que Joe se sufoca e todos saem correndo atrás de algo que possa ajudá-lo. Mas ao voltarem vêem apenas sangue no chão e nenhum sinal de Joe.

    Alguns minutos depois, todos estão preocupados e Tom vem com sua teoria de fantasmas:
    - Um deles deve ter matado o Joe!

    - Controle-se! Fantasmas não existem!! Acho que ele queria pregar uma peça. - diz Bárbara, convencida de que está é a verdade.

    - Mas e o sangue? - perguntou o loiro assustado.

    - Deve ser molho de tomate... - continua a esperta garota.

    Começa a chover e Wellinton vê que nada vai dar para se procurar naquela noite:

    - Acho melhor dormirmos e amanhã procurar pelo Joe.

    Aos poucos cada um percebe, por si só, que não conseguirá fazer nada até que a chuva passe e amanheça. Então, sobem a seus quartos e lá permanecem.

    Deborah está olhando as gotas de chuva caírem e imaginando que todos estão fazendo o mesmo, acordados e assustados, mas tentando mostrarem-se fortes uns aos outros.
    - Eu estou aqui, sem dormir...Estou morrendo de sono mas não consigo, não posso, dormir! Eu não posso, não...

    Mas o cansaço é maior que ela, e então cai no sono como se estivesse sobre o efeito de algum calmante...e está! Alguns minutos depois alguém entra em seu quarto e seus gritos ecoam pelos corredores, acordando a todos que, imediatamente, correram de quarto em quarto até a última porta...está sim, a do quarto de Deborah, mas não a encontraram. Apenas uma poça de sangue ao lado da porta e objetos quebrados, porém nada mais pode ser visto ali.

    A tensão aumenta, Deborah foi a segunda a sumir e ao olharem as duas poças de sangue percebem que tanto a dela quanto a de Joe são reais. Sim, são de sangue de verdade...para desespero geral.

    Definitivamente, ninguém conseguia dormir, a noite foi recheada por barulhos imaginários criados pelas próprias mentes de cada um dos presentes naqueles aposentos, muito bem trancados, é claro!

    Na manhã seguinte, os outro sobreviventes saíram a procura de algum sinal do casal desaparecido (nota: é claro que eles não eram um casal, mas é modo de dizer). Todos à floresta com passos largos e aos gritos por Joe e Deborah. Até que um grito diferente pode ser ouvido, um grito de dor que fez com que todos corressem até uma clareira com sangue e notassem que Wellinton havia sumido também...

    Todos estão desesperados e o frio novamente toma conta do local, a certas alturas o frio parecer ter se tornado psicológico, pois sempre que alguém desaparece misteriosamente ele pode ser sentido.

    Ao retornarem para a casa, novamente, eles podem ver a mesa pronta, mas ninguém aventura-se a comer e todos vão a sala.
    - Eu receio que a pessoa que nos faz a comida queira nos matar. - comenta Tom.

    - Mas quem é? E porque? - Pergunta Brad.

    Dana está olhando fixamente para o poema, e, minutos de silêncio depois, comenta:

    - Brad, seja quem for não pode ser nenhum de nós.

    E em coro ela ouve um "porquê?" que demonstra bem o estado daquelas pessoas.

    - Algo me faz pensar...Eu sou do tipo de pessoa que se impressiona fácil as vezes, mas ao reler isso - tendo em mãos o poema -, percebi que desta vez não foi assim...

    - Quer dizer que alguém, muito engenhoso por sinal, quer nos matar, sabe-se lá porque, de acordo com um poema? - Ironiza Steven.

    - Parece absurdo, mas...

    - Mas nada! Acho que você está fantasiando tanto quanto o Tom - prossegue Steven ao interromper Dana. - E tem mais, Joey, Brad, Tom e eu vamos continuar procurando os três lá fora. Era só o que faltava...

    Steven e os três saem inconformados, e sem dar crédito à tal teoria. Amanda e Bárbara saem logo depois, deixando-a sozinha.

    - Não estou louca! - Gritou Dana em um momento de raiva que depois se tornou em uma dúvida - Ou estou?

    Ela corre à biblioteca disposta a achar uma resposta e começar a anotar como cada um morreu.

    Na floresta os quatro Aerosmith procuram por Joe e seus fãs desaparecidos.
    Brad ouve o barulho de alguém cortando árvores e se aproxima...para seu azar não era Joe, nem Wellinton ou a delicada Deborah - a última nem passava por sua cabeça que fosse, por não acreditar que ela estaria cortando árvores com um machado. Ao se aproximar, escondido entre árvores, de uma clareira, ele nada pode ver, até que foi golpeado pelas costas...

    Duas horas depois Joey encontra o local onde Brad estava e se desespera com a possibilidade de que outro tenha sumido. Ao voltarem para o castelo, podem ver que Brad também não está mais entre eles...

    Dana se encontra decidida na biblioteca, novamente, logo após saber que Brad foi pego.
    A noite, ela soluciona parcialmente o problema, tendo em mãos seu e-mail como pista. Ao ler Mike no final dele tudo que passa por sua mente é escrito em um pedaço de papel.

    "Não há dúvidas que eu estava errada. Um de nós é o assassino! Tudo aponta para o Steven ou a..."
    Antes que ela possa terminar de escrever, ela começa a ouvir um zumbido de abelhas e diz:

    - Tudo isso é psicológico! Você está ouvindo isso por causa da alergia.. - Mas ao olhar para as linhas 9 e 10 do poema, ela se desespera - Não é psicológico! É...

    Eis o fim de Dana...

    Joey e Tom vão até a biblioteca e percebem que mais uma se foi. Tom começa a ler as anotações.
    - Joey, acho que ela estava certa! Mas não totalmente, quem a matou é um de nós! - Diz Tom espantado.

    - E quem foi? - Pergunta Joey cheio de curiosidade.

    - Steven ou uma garota.

    - Steven? Que garota?

    - Ela morreu antes de escrever...Talvez seja uma garota a culpada...

    - E o "Steven" escrito é para que pensemos que foi ele?

    - É, e como ela viu que a Dana descobriu ela, matou-a antes que contasse a verdade, mas esperou que ela colocasse o nome de Steven para acharmos que foi ele mesmo.

    - Certamente...

    Joey e Tom chamam todos para a varanda da casa, dispostos a desvendar os assassinatos em um lugar onde a única saída para o assassino é: pular.

    - Bem, a mais nova vítima foi Dana, porem, antes de morrer, ela deixou escrito que suspeitava de duas pessoas. - Explica Joey.

    - E quem são elas? - Pergunta Bárbara.

    - Steven e uma garota - esclarece Joey.

    - Que garota? - surpreende-se Bárbara.

    - Não sabemos, ela morreu antes de completar - diz Tom.

    - Eu não sou assassino!! Essa garota era pirada! Deve ter matado os outros e dado o fora. - Irrita-se Steven.

    - Calma Steven. Queremos ouvir o que elas tem a dizer - diz Tom apontando para as garotas.

    Bárbara cai no choro e sai correndo recusando-se a acreditar que eles pensem que ela é a assassina.

    Todos viram-se para Amanda, que está ainda chocada com a morte da irmã e da amiga.

    - De todas as vezes que eu disse que odiava a minha irmã e que não queria que ela tivesse nascido, nenhuma delas foi real - conta ela em lágrimas.

    - Acho que foi a Bárbara, ela fugiu sem querer explicar - acusa e justifica-se Steven.

    Todos concordam, porém ela não é mas encontrada na casa, somente sangue na varanda de seu quarto.

    Depois de muita conversa, eles entram em um senso comum:
    - Certo. Bárbara matou aos outros e depois se matou com medo que quiséssemos julgá-la aqui. É isso? - Steven tenta explicar o que entendeu, e os outros concordam.

    Mais tarde Steven decide nadar um pouco, o que se tornou ultimamente aventura na ilha...Horas depois os três sabiam que Steven também já era...e Joey, Tom e Amanda se encontravam sozinhos com sentimento de culpa por terem achado que Bárbara era a assassina, agora, ela e os outros se encontravam desaparecidos - possivelmente em outro plano astral.
    Os três se entreolhavam, com os olhos que tentavam descobrir qual daqueles sobreviventes era o culpado e se este sairia dali vivo, deixando os outros dois do "outro lado" também.

    Nesse ponto o mais longe que Amanda pudesse ficar, daqueles que eram seus ídolos, seria melhor. Ela vai para a floresta, a fim de esconder-se dos dois. Enquanto eles procuravam alguma prova para incriminá-la, na casa.

    Amanda ouve ursos e isso é tudo que pode distinguir antes de cair no chão.

    Joey vai até a praia e Tom ouve um tiro, mas ao sair não vê Joey...

    Tom, desesperado, vai até a casa e vê uma corda no teto e um banquinho abaixo, completamente fora de si, ele decide se enforcar. Ele coloca a corda em volta do pescoço, mas ao chutar o banquinho percebe que quem projeto aquilo achava que ele seria menor...
    - Ah droga! Nem consigo me matar...

    Nisso entra ela, a assassina e o consola:

    - Mas você não precisa.

    - Bárbara? Você é a assassina?

    - Não, ninguém morreu.

    - Eu estou no céu?

    - Não seu bobo! Era só um jogo.

    - Um jogo?

    Nesse momento, os oito "mortos" entram. Ela explica que é a dona da ilha e também uma escritora e que queria saber a reação real de cada um, e que cada um que era pego era explicado e gritava logo após eles terem espalhado sangue no chão para chocar os demais.

    - Sinto muito se os assustei demais. Foi complicado descobrir seus tipos sangüíneos e conseguir pegar bolsas de sangue correspondentes em hospitais, fiz isso para que vocês acreditassem mesmo que analisassem.

    - Mas quem é Mike? Do e-mail?

    - Sou eu mesma, Mike é diminutivo de Miyuki.

    O resto da semana é seguida por um show, aquele do contrato, que foi assistido por outras pessoas que foram à ilha, mas nunca souberam que o livro de Bárbara Miyuki K., que pouco tempo depois foi lançado, era baseado em realidades.

Hosted by www.Geocities.ws

1