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Era noite, o sol brilhava no horizonte, tartarugas peludas pulavam de
galho em galho... gente, esse era o começo da história que
o Tom estava contando para a sua filhinha, Dorothy.
Acontece que ela estava muito triste e o Tom não sabia o que fazer
para alegrá-la. Com essa espécie de história ele
também não ia muito longe. Então o Steven e o Joe
chegaram.
Steven: Aí, cara, sua filha não quer dormir?
Tom: Ela tá triste.
Steven: Ela deve tá com TPM, não? Minhas filhas ficam assim.
Joe: Hei, Cérebro, se liga!! A filha do Tom só tem 7 anos!
Steven: Ah, é, Pinky. Obrigado.
Tom: O que é que eu vou fazer??? A Terry não tá em
casa, o Julian foi pra escola, a babá foi pra um comício
com o namorado, e aqui estou eu, desesperado!
Steven: Rimou!
Tom: O que tem?
Steven: Porque a gente não faz uma música pra ela?
Joe: Eu tenho uma idéia melhor. Porque a gente não monta
uma peça?
O Tom adorou essa idéia da peça, então eles começaram
a pensar numa história pra eles encenarem. Aí o Tom se lembrou
de uma peça chamada As Aventuras do Chapolin Colorado, onde ele
era o astro, ou seja, o Chapolin. Algumas horas depois chegam Brad e Joey
com as roupas.
Joey: Pelo amor de Deus, muito cuidado com essa roupa! Eu roubei do guarda-roupa
da April.
Joe: Que coisa feia...
Brad: Não, cara, você pediu emprestado sem ela saber! Eu
trouxe a fantasia do Chapolin.
Steven: Cara, que mico, hein? Fala sério!
Brad: Abafa...
O Tom experimenta a roupa e...
Tom: Ih, acho que não vai dar... Essa roupa é muito curta!
Joe: É verdade, tá parecendo a Sheila loira do É
o tchan.
Steven: É Scheila Mello!
Joey: Falou o especialista!
Tom: Pessoal, essa roupa vai rasgar...
Brad: Pois então que rasgue! Não tenho boas lembranças
dessa roupa...
Steven: Tá, o correio sentimental é o próximo programa.
Agora a gente tem que escolher os personagens.
Joe: Vamos ver: eu vou ser o vilão, o Joey vai ser o pai, o Steven
vai ser a esposa e...
Steven: Hei, devagar com o andor que o santo é de barro! Que história
é essa eu casado com o Joey???
Joey: Cara, desencana, já somos casados há 30 anos.
Brad (com cara de assustado): Joey... logo você, meu amigo de fé,
irmão camarada?! Eu esperava isso do Joe, mas você não...
por quê, meu Deus???
Joey: Hei, sem othersidismo. Não é isso que você tá
pensando não.
Brad: Que alívio... imagina como a April ia ficar triste se fosse
verdade. Ainda mais quando ela descobrir quem vai vestir a roupa dela.
Tom: Tá bom, gente, vamos começar.
Steven: Sem texto?
Tom: É, a gente inventa na hora.
Então lá vai o Tom, com aquela roupa minúscula (e
a galera vai ao delírio!!!) chamar a Dorothy.
Dorothy: O que foi, papai?
Tom: A gente quer te mostrar uma coisa. Senta aqui, tá?
E aí...
Tom: Vai lá, Brad.
Brad: Ele é forte como...como é mesmo?
Tom: Como uma sardinha!
Steven: Não era pra ser fedorento, não? Hoje você
nem tomou banho.
Tom: Não, é assim que tá no texto!
Steven: Que texto?
Tom: Você vai ver já o texto, se continuar atrapalhando.
Steven: Pronto parei.
Brad: Então ele é forte como uma sardinha, é corajoso
como uma sardinha e todos os adjetivos da sardinha. Ele é o Chapolin
Hamilton!
Tom: EU!!!
Brad (empurrando Tom): Não é agora não, cara!
Agora entram Steven, ou melhor, a "April Kramer Tyler" e o Joey.
Steven (pensando com seus botões): Ai, que mico! Eu pego eles depois,
ah se pego!
Steven: Diga, meu amor, o que diz a carta!
Joey: O quê?
Steven: O que diz a carta?
Joey: Ah, sei lá, me deram um papel em branco!
Brad (o contra-regra-diretor-faz tudo): Diz que vai roubar a nossa filha.
Joey: Hei, nossa não, qual é? Já basta o Steven aqui
me chamando de meu amor aí vem você e diz que a filha é
nossa? Dá um tempo, aí, fala sério!
Brad: Eu tô dizendo que é isso que tá escrito na carta!
Joey: Ah, tá...
Steven: Meu amor, o que diz a carta?
Joey: Diz que vai roubar a nossa filha!
Steven: Quem vai roubar a nossa filha?
Joey: O malfeitoso!
Steven: Escuta, não seria malfeitor, não?
Joey: Não, é malfeitoso mesmo, é o Joe que vai fazer.
Joe: Eu tô ouvindo!
A essa altura a Dorothy já tava doida pra cair na risada (a autora
da história junto).
Steven: Mas aqui o nome do Joe não é malfeitoso, é
Joe mesmo, ehehehe.
Brad: Dá pra voltar pra cena, faz favor?
Steven: Ah, é! Agora: Oh, e agora, quem poderá defender
nossa filhinha?
Joey: Oh, e agora, quem poderá defender nossa filhinha?
Brad: O Tom volta já, ele foi ao banheiro.
Então o Joe entra em cena de quatro, levanta, toma a filha, digo,
a boneca dos braços do Steven, digo, da April, e...
Joe: Ehehehe... Consegui! Roubei a filhinha de vocês!
Steven: Oh, não! Roubaram a filhinha das minhas entranhas!
Joey: Oh, e agora, quem poderá nos ajudar? Brad, o Tom já
saiu do banheiro?
Brad: Já, ele vem aí.
Tom: EU!!
Dorothy: Paiêêê!!! Me dá um autógrafooooo!!!!!!
Tom: Agora não, meu anjo, assiste à peça aí,
tá?
Dorothy: Tá bom, papai.
Tom: Boa garota.
Brad: Muito bem, mas agora vamos voltar aqui.
Joe: SIM! SIM! SIM! Sim?
Tom: Onde a gente tá mesmo?
Steven: Bem aqui.
Tom: Tô falando sério!
Steven: Eu também!
Tom: Deixa pra lá.
Brad: Era pro Steven dizer: "O Chapolin Hamilton!"
Steven: O Chapolin Hamilton!
Tom: Não contavam com a minha astúcia!
Joey: Que milagre você por aqui!
Brad: Isso é de outra peça.
Joey: Tem mais?
Brad: Não, idiota, são as minhas tristes memórias...snif...
Steven: Chama a gente pro velório depois!
Joey: Que bom que você chegou, Chapolin! Ele roubou a nossa filha!
Tom: Ele quem?
Steven: O malfeitoso, digo, o Joe.
Joe: Fala bem muito que depois você vai se ver com a minha mulher.
Joey: O que você ainda tá fazendo aqui?
Joe: Ué, era pro Tom me bater com a marreta.
Tom: É mesmo! Toma isso, e isso, e mais isso...
Brad: Ô, super herói, não tá faltando nada,
não?
Tom: Não...
Brad: Tem certeza?
Tom: É...
Steven: Ô intelejumento, cadê a tua marreta????
Tom: Ela tá aqui... quer dizer tava aqui.
Dorothy: Ehehehe... Como o papai, digo, o Chapolin é burro!
Brad: Toma a marreta. Agora vê se aprende a não esquecer
as coisas no banheiro!
Joey: Peraí, o Tom foi dar marretadas nos malfeitores do banheiro?
Isso é muito engraçado!!!!
Tom: Num tô vendo a graça!
Todo mundo calado.
Joey: Er... pelo menos eu achei engraçado...
Joe: Vamos rir pra não perder a amizade.
Steven: Falta muito?
Brad: Pra quê? Pra esse troço acabar? Só falta o ilustríssimo
senhor Thomas aí resolver dar umas marretadas no senhor Joseph
2.
Todo mundo olha pra cara do Brad.
Brad: E antes que alguém torne essa frase othersidista, eu explico:
o Tom precisa bater no Joe!
Steven: Tá, mas eu não tô muito confortável,
sabe?
Brad: Já entendi, mas você já devia estar acostumado,
usando aquelas roupinhas de miss rancho da pamonha...
Joe: KKKKKKKK!!!!!!!! Miss rancho da pamonha, essa foi boa, rárárá!!!
Steven: Acho que não precisa mais o Tom encher o Joe de porrada.
Tom: Porque não?
Steven: Por que quem vai bater nele sou eu!
Joey: Oh-oh¿
Steven: E isso vale pra você também!
Joey: Minha nossa, que stress... Com essa eu vou pra casa.
Steven: Hei, peraí, não vai levar a roupa da April?
Nisso, quem chega? A April e Cia. Ltda.!
April: O que a minha roupa tá fazendo aqui?
Joey: É, querida, eu explico. Sabe o que é...
Terry: Quem deu autorização pra fazerem essa bagunça
aqui dentro?
Steven: Foi o Tom, a culpa é dele!
Tom: Que é isso? A idéia foi do Joe, me inclua fora dessa!
Joe: Nada disso, eu dei a idéia e você aceitou!
Teresa: Steven, o que é isso? Usando minhas roupas sem autorização?
April: Mas essa roupa é minha.
Karen: O que o Brad tem a ver com isso?
Joe: Ele só chamou o Tom de sardinha.
Tom: Como é?
Brad: Pô, cara, foi você que mandou!
Tom: Ah, é, foi mesmo.
Billie: Querem explicar isso direito, sim ou não?
Dorothy: Tia Billie, eu explico. Foi assim: eu tava muito, muito triste,
aí o papai não conseguia me deixar alegre, sabe? Aí
o tio Steven e o tio Joe chegaram, aí o tio Joe aqui deu a idéia
de fazer uma peça, aí o tio Brad trouxe uma fantasia de
Chapolin pro papai, aí essa fantasia ficou curta e apertada.
Terry: Deu pra notar. Nossa, amor, você fica tanto tempo fora que
eu já tinha esquecido de como as suas pernas são bonitas...
Brad: Tem uma criança aqui!
Steven: Duas, contando com você.
Brad: Deixa quieto...
Dorothy: Posso continuar?
Terry: Pode sim, linda.
Dorothy: Então o tio Joey trouxe uma roupa a tia April pro tio
Steven vestir. Aí o tio Joe foi o vilão, o tio Joey o pai,
o tio Steven a mãe, o tio Brad foi o diretor e o contra-regra.
Aí não tinha texto, aí todo mundo tinha que inventar
tudo na hora, aí o papai esqueceu a marreta dele no banheiro, aí
ele pensou que tava com a marreta e bateu no tio Joe com a marreta invisível,
aí o tio Brad deu a marreta pro papai, aí o tio Steven queria
bater em todo mundo, aí a tia April chegou e aí acabou a
história. Aí eu fiquei contente porque essa peça
do Chapolin é muito engraçada. Querem ver?
Billie: Queremos sim, não é, meninas?
Todas concordaram.
Dorothy: A melhor parte é quando o tio Steven chama o tio Joey
de meu amor, aí a carta que o tio Joe mandou é um papel
em branco, aí o tio Brad diz o que tá escrito e o tio Joey
entende tudo errado.
Depois eles encenaram tudo de novo, depois o Julian chegou e eles tiveram
que começar de novo, depois veio a empregada com o namorado e os
vizinhos, depois vieram as empregadas dos outros Aeros e As Aventuras
do Chapolin Hamilton fizeram o maior sucesso.
Pequena observação:
Imaginem quantas vezes eles tiveram que pagar esse mico???
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