DE VOLTA PARA O FUTURO
Afonso H Lisboa da Fonseca, psicólogo LABORATÓRIO
EXPERIMENTAL DE PSICOLOGIA FENOMENOLÓGICO EXISTENCIAL Maceió 2001
Somos o futuro da Gestalterapia. Certamente, no tempo de seus pioneiros, a Gestalterapia tinha um futuro. Somos este futuro? Em muito, acredito que sim. Talvez até mesmo mais do que eles poderiam imaginar. Noutros sentidos, certamente que não. Quando falamos de "velha" e "nova" Gestalterapia, dá um alívio pensar na "velha e boa Gestalterapia". Isto porque o que Perls e companheiros produziram permanece como o que de melhor se produziu em termos de concepção, método e prática da Gestalterapia. E como eram limitados e não raro confusos e equívocos aqueles caras, principalmente em termos conceptuais. As limitação dos inovadores intempestivos, que movidos pelo seu impulso sabem o que é importante para a concretização e consolidação. E, dando conta do mais importante, e interessante, efetivamente deixam muito por fazer. Em particular porque na sua labuta eles fazem o essencial, criam a possibilidade de um certo futuro. E cabe, compete, efetivamente, a este futuro futurizar-se, atualizar-se. Cabe-nos não perder o fio condutor da inspiração original -- tanto em termos de concepção como em termos de método e de prática --, porque ela é boa. E superar efetivamente aqueles caras. Mas superar mesmo, assimilando-os e indo além. Efetivamente, isto nada tem a ver com perder o "fio da meada". Não! Carecemos mesmo é de seguir o fio da meada, porque o filão é rico, e apenas, aflorou. Cabe ao "futuro" que se atualiza seguir o fio da meada, e efetivamente desvendar e ato alizar, em fundamentação filosófica, concepção, método, aplicações, prática... as preciosidades efetivas que ainda jazem obscuras ou meramente insinuadas, ou escondidas mesmo no grande "filão" da boa e velha Gestalterapia.
Maceió, Setembro 2001.
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