Index

 

 

PROGRAMA DE
FORMAÇÃO
EM PSICOLOGIA E
PSICOTERAPIA

FENOMENOLÓGICO EXISTENCIAL

 

Gestal’terapia
Abordagem Rogeriana

 

 

 

 

 

 

 

 

Escola Experimental de Psicologia
 e Psicoterapia Fenomenológico Existencial.
Gestal’terapia. Abordagem Rogeriana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

© 2009. Afonso H Lisboa da Fonseca

Pedang – Programa de Publicação da Escola
Experimental de Psicologia e Psicoterapia
Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia.
Abordagem Rogeriana.

 

 

 

 

Rua Conde de Irajá, 60/105.

Pajuçara

57030-150 Maceió AL.

Brasil.

2009.

 

Fones: (82)93061050.

http://www.geocities.com/eksistencia/

[email protected]

 

 

 

 

Apresentação

 

O Programa de Formação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial – Gestal’terapia. Abordagem Rogeriana -- é um programa dedicado à criação e à contínua otimização das melhores condições teóricas e vivenciais para a aprendizagem da fundamentação, concepção e método da Gestal’terapia e da Abordagem Rogeriana, assim como da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial, em psicologia e psicoterapia; nos trabalho individual e no trabalho com grupos.

Visa, assim, criar uma ambiência, e um processo, de aprendizagem que possam otimizar a capacitação de seus participantes para uma compreensão e vivência profissional dessas abordagens, a partir de uma assimilação consistente e criativa da fundamentação filosófica fenomenológico existencial, e dos princípios, concepções teóricas, e metodologia, tanto da Gestal’terapia como da Abordagem Rogeriana, assim como da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial, no que esta tem de mais fundamental, abrangente e possível, em si, ou na correlação com a Gestal’terapia e a Abordagem Rogeriana.

Histórica, metodológica, e conceitualmente, a Gestal’terapia e a Abordagem Rogeriana filiam-se arraigadamente à Fenomenologia, à Filosofia da vida, e ao Existencialismo, à psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial; compondo, a partir daí concepções e metodologias de abordagens fundamentais, e fundadoras, não só da chamada Psicologia Humanista, como da própria  psicologia psicoterapia fenomenológico existencial. Existe, portanto, uma específica retroalimentação entre a Fenomenologia e o Existencialismo, a psicologia fenomenológico existencial, de um lado, e, por outro, as concepções e métodos da Gestal’terapia e da Abordagem Rogeriana.

A experimentação de seus desenvolvimentos, e a experimentação da vivência de sua metodologia, e concepções, criaram e desenvolveram, já por mais de meio século, uma concepção e metodologia fenomenológico existencial da psicologia, no contexto das várias suas várias aplicações especializadas, na clínica, no atendimento a pessoas hospitalizadas, na educação, no desenvolvimento comunitário, no esporte, na empresa, e outros, e no contexto mais específico da psicoterapia..

Nosso programa de formação, com mais de vinte anos de experiência e experimentação específicas, desenvolveu-se fundado na compreensão desta identidade, parentesco, complementariedade e convergência fenomenológico existencial entre a Gestal’terapia e a Abordagem Rogeriana.

Não busca sintetizar nem unificar as duas abordagens, reconhece e respeita as suas especificidades, e cuida de preservá-las e desenvolvê-las. Mas, igualmente, não ignora as identidades de suas raízes, suas convergências e complementariedades. Entende e valoriza as suas raízes fenomenológicas e existenciais, e reconhece neste contexto fenomenológico e existencial as fontes dos referenciais mais amplos e originais de fundamentação ontológica, epistemológica, conceitual e metodológica.

Nosso programa desenvolveu-se, também, fundado na compreensão da importância de que um programa, assim, de formação, precise se adaptar e ensejar oportunidade para os formandos ao estilo fenomenológico existencial vivencial próprio da metodologia da Abordagem. E, em particular, na funda necessidade de exploração, elucidação, elaboração e mesmo recriação, dos fundamentos da abordagem fenomenológico existencial em psicologia e psicoterapia, como parte do próprio processo pedagógico da aprendizagem.

De modo que os participantes são fundamentalmente solicitados a assumir a responsabilidade pelo seu próprio processo de aprendizagem e de formação, e são solicitados a requerer do programa os recursos de que necessitam para seu processo de aprendizagem e de formação, na medida em que o programa puder fazer o melhor par disponibiliza-los. São, assim, estimulados a assumir, com relação a sua formação, com relação às abordagens e ao programa, uma atitude ativa, criativa e crítica. Sempre no âmbito de privilégio da vivência e da dialógica fenomenológico existencial.

 

 

 

 

 

Sumário

 

Apresentação. 2

Sumário. 6

1. Gestal’terapia. 7

2. O Legado de Carl Rogers. 15

3. Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial 20

4. Formação  em Psicologia e Psicoterapia  Fenomenológico Existencial 23

5. Estrutura do Programa. 26

6. Programa Teórico e  Fundamentação Filosófica.  Cursos e Conteúdos. 28

Programáticos*. 28

7. Aprendizagem  Vivencial. 42

8. Supervisão da Prática. 43

9. Coordenador, facilitador, ministrante. 44

10. Para Maiores Informações. 45

 

 

 

 

 

 

1. Gestal’terapia

 

O núcleo do real é a ação.

F. Perls.

 

 

A Gestal’terapia é, em específico, uma dimensão particular do(s) movimento(s) da Fenomenologia, em sua vertente existencial, da Filosofia da Vida, e do Existencialismo.

Surge da percepção de que a Fenomenologia existencialmente constituída, e o Existencialismo, em suas intersecções com a Filosofia da vida, e com a tradição hermenêutica, se podem constituir como uma rica possibilidade de psicoterapia, e de condições para o crescimento, e para a potencialização do crescimento humanos. As perspectivas e concepções, assim, da Fenomenologia da tradição de Franz Brentano – fundadoras da Fenomenologia, e da Fenomenologia e Hermenêutica Existenciais --; as concepções da Psicologia Organísmica, de Kurt Goldstein; as concepções da Filosofia de Vida de Dilthey, e de Nietzsche – concepções estas que privilegiam o homem artístico, e o modo expressivo e artístico da existência, com relação ao homem científico e ao modo científico da existência --; as posturas e concepções do Expressionismo; as concepções e posturas da Filosofia do Diálogo, de Martin Buber, as concepções da psicologia da Gestalt, as perspectivas do zen; e a influência de alguns teóricos dissidentes do movimento psicanalítico, como Otto Rank, C.G. Jung e W. Reich, passam a ser configuradas e experimentadas como concepção e método de psicoterapia e de psicologia.

Foi, assim, a compreensão de que estas perspectivas poderiam constituir os fundamentos da concepção e metodologia de uma abordagem de psicoterapia que levou à síntese da Gestal’terapia por parte de Fritz e Laura Perls, e companheiros.

No rico ambiente intelectual, cultural e artístico, da Alemanha, em especial de Berlim, do início do Século XX, essas linhas de influência pululavam. E confluíram na formação de Fritz e de Laura Perls, constituindo-se numa potente linha alternativa à formação médica e psicanalítica de Fritz Perls.

Fritz Perls, junto com Laura, investiu sua vida na constituição, a partir dessas influências, de uma abordagem original de psicologia e de psicoterapia.

 

O mundo intelectual e artístico de Berlim, no qual eles viviam e cresciam, foi devastado pelo nazismo. Os Perls, ela psicóloga, ele médico, e ainda psicanalista, fugiram para a África do Sul, com uma breve passagem pela Holanda, equanto Ernest Jones providenciava as condições para o destino do exílio.

Perls se afastou da Psicanálise, e começou a desenvolver a sua abordagem.

Mais uma vez emigardos, alguns anos depois. Agora para os Estados Unidos, em Nova York. É aí que vão desenvolver as suas elaborações e concepções, e as suas vivências, relativas ao que, posteriormente, viriam a cognominar, não sem alguma vacilação, de Gestal’terapia. Concepções e vivências herdadas daquelas potentes e criativas influências do mundo intelectual e artístico da Alemanha, e em particular de Berlim, anteriormente à primeira e à segunda guerra mundiais.

Laura trazia uma experiência importante com expressão corporal, o conhecimento da psicologia da Gestalt, e a experiência de um aprendizado aproximado com Martin Buber, além de robusta formação teórica. Bagagem que tão bem se casava e interagia com a experiência de Fritz com o teatro expressionista de Max Rheinhardt, com a sua experiência com a psicologia da Gestalt, através dos trabalhos e concepções revolucionários de Kurt Goldstein no instituto de estudos neurológicos para soldados com lesões cerebrais – estudos e concepções que vieram a revolucionar, e ainda hoje revolucionam, a Neurologia e a Psicologia --; e o conhecimento alternativo da Psicanálise, que Fritz auferira com as perspectivas de C.G. Jung, de Otto Rank, W. Reich, Karen Horney, Erich Fromm, H.S. Sullivan.

Os Perls, em Nova York, juntam um pequeno grupo de formandos, e iniciam um programa de formação, ao mesmo tempo em que desenvolvem intensa prática profissional. Inicialmente, em Nova York, e a seguir em Cleveland, na Flórida e na Califórnia. Em seguida no Canadá, disseminando-se então por todo o mundo, já nos anos cinqüenta e sessenta. Configurando, então, uma robusta opção no âmbito das psicologias e psicoterapias. Robusta, em particular, na medida em que traziam para a Psicologia e para a Psicoterapia as originais e potentes perspectivas, concepção e método da Fenomenologia, do Existencialismo, e da Filosofia da Vida, fortemente marcados pelas experiência, concepções e metodológica do Expressionismo.

As correntes que confluem na constituição da Gestal’terapia se caracterizam por uma confiança afirmativa e profunda, e ousada, na ação, atualização. Ou seja, no modo de sermos da vivência fenomenológica da potência do devir do possível, e da possibilitação. E na superação, que estes propiciam, como características definidoras do ser/devir da condição humana, individual e coletiva.

Entendem assim que é no âmbito da vivência deste particular modo de sermos – o modo de ser compreensivo, o modo de sermos que é o vivido fenomenal, a vivência, o pré-reflexivo ser-no-mundo, eu-tu -- que o possível, a possibilidade, se dão, e se desdobram como ação. É ao nível do vivido fenomenal, compreensivo, que o possível é possível, e se desdobra; como ação contactante, interpretação*, humanas. Mais especificamente, como criação, e arte humana da existenciação.

Ou seja, não é exatamente no, igualmente humano, modo de ser da reflexão, da teorização, da abstração (abstração do corpo, do vivido e dos sentidos), ou no modo de sermos do comportamento (a humana dimensão da atividade padronizada, repetitiva, condicionada, previsível...), que o possível, a possibilidade, se ato-alizam. O modo ontológico de sermos é própria e especificamente pré-reflexivo, e pré-comportamental.

A humana dimensão de ser/devir, na qual o possível é possível como vivência, e se desdobra; dimensão de ser/devir na qual se dão a superação, e os seus desdobramentos, na condição humana, é, propriamente, assim, o humano modo de ser do vivido, a vivência afirmativa do vivido (contato). Vivido, vivência, compreensão (diferente do modo de sermos da explicação), como designou Dilthey. E que Brentano entendeu como consciência empírica. Que Buber chamou de dialógico, ou relação eu-tu. Que Heidegger chamou de ser-no-mundo, eksistencia. Que Goldstein, e Rogers chamaram de experiência organísmica. Que no âmbito da Gestal’terapia Norte Americana chegou-se a designar como awareness.

 

A disposição audaciosa para a afirmação desse modo de sermos do vivido, para a afirmação de possíveis, de que este vivido necessariamente é impregnado, e de seus desdobramentos -- disposição que permite as efetivações da ação contatante -- é o que se entende em Fenomenologia existencial como experimentação. De Nietzsche, e de suas outras raízes fenomenológico existenciais, a Gestal’terapia herdou esta disposição audaciosa, e ousadia fenomenológico existencial experimental, para privilegiar a ação, a atualização do possível, o modo de sermos da ação e da atualização. Como o natural e saudável modo de sermos da vivência humana, e da potencialização da atualização, ação, do ser humano. Que desta forma se supera e se cria a si mesmo com o mundo que lhe diz respeito. É esta ousadia fenomenológico existencial experimental que caracteriza a concepção e método da Gestalt Terapia. E que potencializa aquela sua característica fundamental que a existência segredou a Nietzsche: eu sou aquilo que se auto-supera indefinidamente...

 

Na otimização, no resgate, e no desenvolvimento, da habitualidade experimental da vivência ativa e potente, Perls entendeu não só o modo como existimos como humanos, mas, igualmente, o modo estratégico natural para a resolução de questões e crises existenciais, para a superação e crescimento humanos.

 

De modo que é assim, nesse sentido fenomenológico existencial, que podemos dizer que a Gestal’terapia é uma abordagem fenomenológico existencial experimental de psicoterapia e de psicologia.

 

Aí reside a sua atualidade, e o seu potencial produtivo, no âmbito das práticas e dos desenvolvimentos da psicoterapia e da psicologia no Brasil. Sabemos dos intensos processos de redefinição e de re contextualização que a psicoterapia e da psicologia têm passado, e passam, no Brasil. As novas demandas e novos ambientes em que somos, enquanto psicólogos, solicitados a intervir e atuar; tais como os desenvolvimentos alternativos da clínica, o hospital geral, o desenvolvimento comunitário, a psicologia ambiental, a terapia familiar, a pedagogia, a escola, a empresa, a educação para a saúde, a prevenção em saúde...

Em todos esses contextos, as características experimentais fenomenológico existenciais da Gestalt Terapia permitem a concepção e o desenvolvimento de vivências produtivas, que respondam às demandas dos clientes, e das populações com as quais trabalhamos, por auto-regulação, ajustamento criativo, auto-superação, criação, atualização de possibilidades. Permitindo-nos, inclusive, a participação na potencialização da criatividade nos processos de produção cultural, de que historicamente tanto carecemos.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. O Legado de Carl Rogers

 

Creio que a mais importante implicação
de nosso trabalho para o futuro
é o nosso modo de ser.

Carl R Rogers.

 

 

Carl Rogers foi, em essência, um grande empirista em psicologia e psicoterapia. Empirista, própria e especificamente, no sentido fenomenológico existencial da tradição de Brentano. * Talvez o maior neste sentido, desde o próprio Brentano, ainda que nada tivesse da monumentalidade teorética e ontologista deste, mas especialmente dotado de grande originalidade, e ousadia experimental. Na verdade, talvez, em grande parte, uma conseqüência lógica de Brentano, mas sem par dentro do movimento fenomenológico, e mesmo em psicologia e psicoterapia, na ousadia fenomenológico existencial experimental. Assim, esspecificamente no sentido fenomenológico existencial, Carl Rogers foi um grande empirista, e um grande experimentador.

Neste sentido, o empirismo, e a experimentação fenomenológicos existenciais -- que se constituem como o modo de sermos pré-teórico, pré-comportamental, pré-prático --, é o modo particular de sermos no qual efetivamos o ontológico de nossa condição humana, ou seja, o modo de sermos no qual vivenciamos possibilidades, e vivenciamos o desdobramento destas possibilidades, no que entendemos como ação, atualização.

Este modo de sermos, originário e ontológico, se caracteriza como o que os Gregos chamaram de Pathos, o modo sensível e emocionado de sermos. Que se constitui como compreensão, e no qual estamos implicados com as possibilidades que vivenciamos. E que é fundamentalmente diverso do modo de sermos da explicação: o modo teorético de sermos; e, igualmente, diverso do modo comportamental de sermos, do comportamento. Este modo de sermos que é da ordem da compreensão, modo de sermos empírico fenomenológico existencial, experimental, portanto, é o nosso modo páthico de sermos, empático (que significa dentro do pathos); e o modo de sermos, da compreensão, no qual vivenciamos possibilidades e o desdobramento destas possibilidades, e no qual estamos inextrincavelmente implicados em nossas possibilidades, e nos desdobramento destas, no que chamamos de ação, atualização.

À tendência para a ação, para a atualização, característica do ser humano, e para a superação criativa, Carl Rogers chamou de tendência atualizante. Entendendo-a, com Kurt Goldstein, como a força motivativa básica do organismo e da pessoa humanos.

O privilegiamento deste modo compreensivo e empático de sermos, deste modo ativo e atualizante, é a característica maior da abordagem de Carl Rogers. Tanto enquanto concepção da metodologia básica da existência, na superação de suas dificuldades, e da inércia de suas condições dadas; como enquanto concepção e método de psicoterapia e de psicologia, inter-individuais, e de grupo.

Rogers entendeu, em particular, que a existência humana não se desdobrava e não se resolvia, não se desdobra nem se resolve, ao nível do modo humano teórico de ser; nem ao nível do modo técnico de ser; ou ao nível do modo comportamental de sermos. Da mesma forma que não se resolve ao nível do modo moralista de sermos; nem mesmo ao nível do modo prático, nem do modo científico de sermos, nem mesmo do nosso modo realista de ser. E dedicou sua vida a desenvolver e a lapidar uma metodologia que pudesse propiciar, na imediaticidade da empiria existenciativa, o trabalho, a laboração experimental fenomenológico existencial, as condições da ação, da atualização, em psicologia e psicoterapia. Uma concepção e metodologia empíricas e experimentais, no sentido fenomenológico existencial, compreensiva, e empática, portanto, de potencialização da ação, da atualização. Confiante nos potenciais fenomenais ativos de atualização do possível na vida das pessoas, como modo humano privilegiado de ser, como modo de resolução, e de superação, de condições existenciais, e como modo de crescimento humano.

Num primeiro momento, Rogers se dedicou ao desenvolvimento de uma metodologia que contivesse uma abertura fundamental, e condições propiciativas -- para o cliente, e para o terapeuta --, de momentos de vivência existencial. Classicamente, Rogers definiu a consideração positiva incondicional pela vivência do cliente, a compreensão empática, e a genuinidade do terapeuta, como condições terapêuticas básicas. Como condições propiciativas dos momentos do modo de sermos da vivência fenomenológico existencial, da ação, atualização e superação fenomenológico existenciais.

Simultaneamente mesmo, e a seguir, Carl Rogers estendeu o seu interesse, e a sua atividade, para o trabalho com grupos. O grupo e o processo grupal entendidos como ambiência, e vivência fenomenológico existencial, propiciativos do privilegiamento do vivido – vivido, vivência, pontual e simultaneamente, pessoal e coletivo. E no desdobramento deste vivido, como desdobramento, interpretação e ação, atualização, de possibilidades existenciais e de superação. Abriu e experimentou intensa e criativamente uma metodologia fenomenológico existencial experimental do trabalho com grupos que parte, fundamentalmente, de um profundo respeito pelo grupo e pelas pessoas de seus participantes, em prticular naquilo que eles têm de mais essencial, a sua vivência pontual, fenomenológico existencial, de possibilidades, possibilidades de ação, de atualização, de criação, de superação.

Grande empirista, no sentido fenomenológico existencial, Rogers foi assim, também, um grande experimentador, igualmente neste sentido fenomenológico existencial. Tanto no âmbito da terapia inter-individual, como no sentido do trabalho de elucidação e compreensão da natureza, e condições facilitativas dos processos grupais.

Junto com Fritz Perls, Carl Rogers desponta como uma das figuras maiores da experimentação fenomenológico existencial, da concepção, definição metodológica, e proposição, de um paradigma fenomenológico existencial de psicologia, de psicoterapia, de concepção e de laboração fenomenológico existencial experimental com grupos. Apontou um caminho conceitual de vastas possibilidades teóricas, e sobretudo empíricas.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. Psicologia e Psicoterapia
Fenomenológico Existencial

 

Este ser humano é outro, essencialmente outro do que eu, e é esta sua alteridade que eu tenho em mente, porque é ele que eu tenho em mente; eu a confirmo, eu quero que ele seja outro do que eu, porque eu quero o seu modo específico de ser.

M. Buber

 

... Pois muito bem! Vamos lá, experimenta-te. Mas não quero voltar a ouvir falar de nenhuma questão que não autorize a experiência. Tais são os limites da minha ‘veracidade.

F. Nietzsche.

 

A possibilidade é mais importante do que a realidade.

M. Heidegger.

 

Quando nos referimos a psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial queremos, especificamente, nos restringir, em nosso caso, à Gestal’terapia e à Abordagem Rogeriana. Outras abordagens, ainda, como a Dasein Análise, a Logo Terapia, o Psicodrama, por exemplo, podem ser entendidas como fenomenológico existenciais. No nosso caso, referimo-nos especificamente, assim, às abordagens que se desenvolveram a partir dos trabalhos de Frederick S. Perls – a Gestal’terapia --, e a partir dos trabalhos de Carl R. Rogers. E que têm as suas raízes oriundas, de um modo importante, nos trabalhos de Kurt Goldstein e da Psicologia da Gestalt, raízes oriundas da Filosofia da Vida de F. Nietzsche e W. Dilthey, da Fenomenologia da tradição de Franz Brentano, da Filosofia da Relação de M. Buber, e do movimento artístico do Expressionismo.

 

Os trabalhos de Perls, e de Rogers, desdobraram importantemente, assim, no âmbito da psicologia e das psicoterapias, os trabalhos dos filósofos da vida, e dos fenomenólogos iniciais, assim como as posturas concepções e métodos expressionistas. Serviram importantemente à experimentação e formulação de um paradigma de concepção e método fenomenológico existencial, que se constitui no campo da psicoterapia e do trabalho com grupos, e que, daí, transborda para outros campos de aplicação da psicologia, como a educação, a psicologia ambiental, a psicologia da organização e do trabalho, a psicologia comunitária, a psicologia hospitalar, do esporte, e outras.

 

Dotadas cada uma delas de sua própria história, de concepções e fundamentos teóricos próprios, a Gestal’terapia e a Abordagem Rogeriana compartilham origens em termos de Filosofia da Vida, em termos de Ontologia e de Epistemologia. E, na verdade, convergem em seus desdobramentos, na medida em que se configuram ambas como concepções e metodologias fenomenológico existenciais, experimentais, de criação – no âmbito da laboração psicológica e psicoterapêutica -- de condições hermenêuticas de interpretações do ser-no-mundo, em suas possibilidades e possibilitações. Convergem e se complementam, mais do que se diferenciam.

 

De modo que, ainda que não se confundam em suas histórias e formulações originais, a Gestal’terapia e a Abordagem Rogeriana convergem, de um modo vigoroso, na colaboração no sentido da constituição da concepção e método de uma abordagem fenomenológico existencial de psicologia e de psicoterapia, abordagem que se constitui basicamente como uma hermenêutica fenomenológico existencial da ação.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Formação
em Psicologia e Psicoterapia
Fenomenológico Existencial

 

 

O sentido da palavra formação aponta para um sentido da idéia de educação que acompanha a cultura da Civilização Ocidental desde a Grécia antiga. Este sentido não se satisfaz, meramente, com a aprendizagem de um conhecimento teórico, com a aprendizagem de habilidades técnicas; não se satisfaz meramente com a aprendizagem de um conhecimento científico, com a aprendizagem ou com o desenvolvimento de habilidades práticas; com o desenvolvimento de atitudes moralistas, ou com o mero adestramento.

A formação envolve a elaboração experimental (aqui num sentido fenomenológico existencial), o desenvolvimento do ser humano como um todo, o contato, a apreensão e a compreensão, e interpretação, de certos valores, de certas atitudes ontológicas e epistemológicas, que envolvem a pessoa do formando em seu ser. Isto, fundamentalmente, porque lidar com seres humanos, frequentemente em situações críticas, de um modo fenomenológico existencial, é também lidar consigo mesmo, e ter a si mesmo como instrumento. O que envolve vivência e desdobramento ontológicos de toda uma concepção da realidade, da condição humana, e da alteridade.

O psicólogo e o psicoterapeuta fenomenológico existenciais se capacitam a ser partícipes de relações existencialmente arraigadas, significativas, e críticas, nas quais a elaboração vivencial potencializa a atualização de possibilidades fenomenológico existenciais, que se constituem como vivência criativa, na superação do status quo, seja de pessoas individuais, seja de grupos humanos.

 

Esta participação demanda do psicólogo e do psicoterapeuta um privilegiamento, e, por isto, uma aceitação, e afirmação, da dimensão da dialogicidade inter humana da experiência vivida, na relação com seus clientes. Uma experiência eminentemente fenomenológica e existencial, empiricamente fenomenal, e experimental, que demanda a habilidade de transitar, de se movimentar, e criativamente atuar, nas dimensões não teorizantes, não científicas, não técnicas, não práticas não moralistas, mas existencialmente afirmativas, ativas e atualizantes, criativas, da vivência fenomenológico existencial de ser-no-mundo.

 

De modo que a mera aprendizagem de técnicas e do técnico é por si só inadequada e incompetente, da mesma forma que o é o mero aprendizado do conhecimento teórico, científico; e o são, além de danosas, as atitudes meramente moralistas, práticas e pragmáticas.

 

Assim, a formação em psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial, hermenêutica que é, demanda o desenvolvimento da pessoa do psicólogo como um todo. A compreensão e a elaboração de valores que propiciem, na vivência do seu trabalho, o privilegiamento da dialogicidade -- naturalmente fenomenológica e existencial --, da experiência existencial inter humanamente compartilhada, e de suas possibilitações.

 

A formação em psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial direciona-se, assim, neste sentido, de prover uma oportunidade e recursos, vivenciais, teóricos, e de supervisão, para o formando, em suas dimensões de fundamentação teórica e filosófica, aprendizagem vivencial, e de supervisão.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5. Estrutura do Programa

 

 

O programa de formação privilegia fundamentalmente a responsabilidade do formando sobre o seu próprio processo de aprendizagem, e de formação. O programa busca disponibilizar para o formando o melhor dos recursos para que ele possa subsidiar e desenvolver o seu processo de formação.

Entendemos que a aprendizagem de uma abordagem fenomenológico existencial, dialógica, e poiética, exige uma multiplicidade de formas, e de níveis, de aprendizagem, que envolvem o próprio nível da existência do aluno, um nível de aprendizagem vivencial, e um nível de aprendizagem teórica, que envolve leituras, seminários, debates, e aulas expositivas.

 

O programa oferece assim:

·              Aulas Expositivas. De Fundamentos Filosóficos Fenomenológico Existenciais, Filosofia do Diálogo e do Dialógico, de Martin Buber, Filosofia Oriental, Teoria da Gestalt Terapia, Teoria da Abordagem Rogeriana, Elementos de Antropologia e Sociologia.

 

·              Parte Vivencial. O programa busca desenvolver todo o seu processo num âmbito vivencial e dialógico. Cada módulo contém um momento vivencial, no qual se privilegia a atualidade vivencial de cada participante, e do processo grupal. A cada semestre, o programa prevê um grupo vivencial intensivo de final de semana com os participantes da turma.

 

·              Supervisão da atividade profissional. Desde o início do programa está facultada a atividade de supervisão grupal e/ou individual da prática profissional ou de estágio didático dos formandos.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6. Programa Teórico e
Fundamentação Filosófica.
Cursos e Conteúdos
Programáticos*.

 

 

 

O programa teórico se desenvolve sob a forma de cursos sobre cada um dos tópicos do Conteúdo. Estes cursos comportam vários tipos de atividades didáticas, tais como seminários, estudos dirigidos, debates, palestras, etc. Em todos, uma concepção dialógica de pedagogia, que privilegia a constiuição de uma esfera ,de interesse entre professor e aluno, no âmbito do qual se pode desdobrar o processo de uma aprendizagem significativa. Os interesses, perspectivas e necessidades do formando são considerados de importância fundamental, na verdade condition sin qua non, para constituição do campo de interesse, da dialógica, e da aprendizagem.

A estrutura e o conteúdo aqui apresentados podem ser enriquecidos ou reordenados, na medida do interesse, ou tópicos igualmente suprimidos.

 

 

Relação dos Cursos e estrutura do Programa Teórico:

 

·  CURSO 1: Introdução aos Fundamentos, Concepção e Método da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana;

·  CURSO 2: O Fundamento Fenomenológico da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana;

·  CURSO 3: A Filosofia da Vida de F. Nietzsche e a Fundamentação Filosófica e Conceitual e metodológica da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana;

·  CURSO 4: A Filosofia do Diálogo e do Dialógico de Martin Buber na Fundamentação da Psicologia e da Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana;

·  CURSO 5: A Filosofia Oriental na Fundamentação da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana;

·  CURSO 6: Gestal’terapia Fenomenológico existencial hermenêutica;

·  CURSO 7: Teoria da Gestal’terapia de Perls. Os conceitos fundamentais de Perls, Hefferline e Goodmann;

·  CURSO 8: Teoria da Psicologia e da Psicoterapia Rogeriana 1;

·  CURSO 9: Teoria da Gestal’terapia 2;

·  CURSO 10: Teoria da Psicologia e Psicoterapia Rogeriana 2;

·  CURSO 10: Processo de Grupo e Facilitação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial 1. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana;

·  CURSO 11:Processo de Grupo e Facilitação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial 2. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana;

·  CURSO 12: Aspectos psicossociais da formação cultural do Nordeste;

·  CURSO 13: A Abordagem Fenomenológico Existencial, Gestalt Terapia, Abordagem Rogeriana, no trato com as pessoas com distúrbios psicológicos e comportamentais;

·  CURSO 14: Psicologia da Ação Social. O trabalho no CAPS e no CRAS;

·  CURSO 15: Psicologia Ambiental Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia Abordagem Rogeriana;

 

 

 

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

 

 

CURSO 1

Introdução aos Fundamentos, Concepção e Método da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana.

1. Sobre o sentido geral da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial;

2. Especificidades da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial;

3. Genealogia das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais;

4. História das psicologias e psicoterapias fenomenológico existenciais;

5. Uma visão geral da concepção e método da Gestal’terapia;

6. Uma visão geral da concepção e método da Abordagem Rogeriana;

7. Críticas e perspectivas.

 

 

 

 

CURSO 2

O Fundamento Fenomenológico da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana.

1.          Peculiaridade da Fenomenologia

2.          História e Sentido da Fenomenologia

3.          Consciência Reflexiva

4.          Comportamento;

5.          A objetividade, o prático, a causalidade e a realidade;

6.          Empirismo fenomenológico existencial;

7.          Consciência Pré-Reflexiva, pré-conceitual.

8.          Intencionalidade e Correlação Sujeito Objeto.

9.          Atitude de Senso Comum.

10.     Reduções Fenomenológicas

11.     Atitude Fenomenológica.

12.     Brentano

13.     Husserl

14.     Compreensão, Implicação e Explicação;

15.     O Ser e as possibilidades;

16.     Desenvolvimento da Hermenêutica

17.     Fenomenologia Hermenêutica Existencial. Heidegger;

18.     O Ontológico, o Ôntico. Interpretação, Decaimento e Reviravolta.

19.     Interpretação Fenomenológico Existencial

20.     Experimentação fenomenológico existencial;

21.     Sartre

22.     Merleau Ponty

23.     Fenomenologia e o desenvolvimento da Gestal’terapia, da Psicoterapia Centrada na Pessoa e da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico-Existencial.

24.     O Sentido Fenomenológico da Gestal’terapia

25.     O Sentido Fenomenológico da Psicoterapia Centrada na Pessoa

26.     Fenomenologia e a prática do trabalho psicológico e psicoterapêutico.

27.     Grupologia como Fenomenológica da vivência grupal.

 

 

 

CURSO 3

A Filosofia da Vida de F. Nietzsche e a Fundamentação Filosófica, Conceitual e metodológica da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e ACP.

 

1.     Crítica do lugar da Consciência na Cultura da Civilização Ocidental;

2.     Afirmação, e afirmação da afirmação;

3.     Inversão, e Inversão da Inversão;

4.     Os Modos de Produção da Verdade. Ciência, Moral e Arte;

5.     O Sentido do Trágico;

6.     O Ativo e o Reativo;

7.     Niilismo, ressentimento e Culpa;

8.     O Homem Criativo;

9.     Perspectivismo e Experimentação;

10.                 Super valorização da Consciência, da Memória e da História;

11.                 A Filosofia da Vida de F. Nietzsche e o desenvolvimento da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico existencial;

12.                 A Filosofia da Vida de F. Nietzsche e a concepção, método e vivência da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico-Existencial;

 

 

 

CURSO 4

A Filosofia do Diálogo e do Dialógico de Martin Buber na Fundamentação da concepção e método da Psicologia e da Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana.

 

1.     O mundo coisificado na experiência de sua objetualidade e utilidade.

2.     A possibilidade do dialógico latente no mundo coisificado.

3.     O enfraquecimento da possibilidade da latência do dialógico no mundo coisificado. Causalidade, mecanicismo, fatalidade, crença na fatalidade.

4.     Características da "Esfera do Isso"

5.     Características do Dialógico. Eu-Tu. Dialógica.

6.     Coisificação sucessiva ao evento dialógico.

7.     Reversibilidade do mundo coisificado.

8.     Decurso das coisas e Fatalidade.

9.     Conversão.

10.                 A vida na possibilidade do Diálogo

11.                 O inter-humano e os "Elementos do Inter-humano."

12.                 O EU-TU

13.                 O EU-ISSO

 

 

 

CURSO 5

A Filosofia Oriental na Fundamentação da Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana

 

1. Tao Te Ching

2. I Ching;

3. Carne de Zen Ossos de Zen;

4.Takuan Soho

5. Musashi

6. D.T. Suzuki

7. Hua Hu Ching;

8. Chuang Tzu. Escritos Básicos;

9. Shun Tzu;

 

 

 

 

Curso 6:
Gestal’terapia Fenomenológico Existencial dialógica e hermenêutica;

 

  1. Compreensão
  2. Hermenêutica gestal’terápica. A interpretação fenomenológico existencial na concepção e método da Gestal’terapia.
  3. Experimentação. Perspectivações da experimentação fenomenológico existencial;
  4. A experimentação fenomenológico existencial na concepção e método da Gestal’terapia.
  5. Experimentação. O Grande Experimento e o Pequeno Experimento em Gestal’terapia;
  6. Hermenêutica da ação;
  7. Improvisação.
  8. Dialógica na concepção e método da Gestal’terapia.
  9. Empirismo e experimentação fenomenológico existenciais em Gestal’terapia;
  10. A Performance fenomenológico existencial em Gestal’terapia;
  11. Os recursos experimentais em Gestal’terapia.

 

 

 

 

CURSO 7
Teoria da Gestal’terapia de Perls.

 

I. Os conceitos fundamentais de Perls, Hefferline e Goodmann

 

  1. O privilégio do vivido;
  2. O privilégio de um jeito experimental de viver;
  3. Gestalt, figura, fundo, e o processo de formação figura-fundo;
  4. Auto-regulação;
  5. Auto-atualização;
  6. Necessidade e Dominância;
  7. Homeostase;
  8. Campo;
  9. Diferença;
  10. Fronteira de Contato;
  11. Contato;
  12. Self;
  13. Consciência;
  14. Ajustamento criativo;
  15. Crescimento;
  16. Ego;
  17. Possibilidades na fronteira;
  18. A possibilidade neurótica;
  19. Fundamentos do método terapêutico;
  20. Realidade;
  21. Agressividade;
  22. Conflito e atitude diante do conflito;
  23. Mente, corpo, realidade e mundo externo;
  24. Fenomenação;
  25. O processo do Contato;
  26. Interrupções do Ciclo do Contato;
  27. Perda das Funções do Ego;

 

II. Joseph Zinker;

III. Ego, Hunger and Aggression;

IV. Gestal’terapia Explicada;

V. Abordagem Gestáltica e Testemunha Ocular da Terapia;

VI. sto é Gestalt;

VII. Gestal’terapia, Teoria Técnicas e Aplicações;

 

VIII. Outros autores em Gestal’terapia

Feder, Bud;

Ginger, Serge e Ana;

Kepner, Elaine;

Perls, Laura;

Polster, Mirian e Erving;

Yontef, Garry;

Zinker, J;

 

IX. Autores Brasileiros em teoria da Gestal’terapia

 

X. Teoria da Gestalt

XI. Psicologia Organísmica de Kurt Goldstein

XII. O trabalho com sonhos em Gestalt Terapia

XIII. Recursos experimentais fenomenativos

XIV. O trabalho com grupos em Gestalt Terapia

 

 

 

 

 

CURSO 8

Teoria da Psicologia e da Psicoterapia
Rogeriana 1

 

1. Evolução e Periodização.

2. Tendência Atualizante e Tendência Formativa.

3. Atualidade da Tendência Atualizante;

4.O Fluxo da Experiência.

5. Clima e Condições Terapêuticas.

6. Noções Chaves.

7. Consideração Positiva Incondicional pela experiência do Outro.

8. A Compreensão Empática.

9. Genuinidade do terapeuta.

10. Teoria do trabalho com grupos.

11. Evolução do modelo de trabalho com grupos da Abordagem Rogeriana.

12. O Modelo de trabalho com grupos da Abordagem Rogeriana.

13. Modalidades dos grupos.

14. Aplicações.

15. Artigos Seminais de Rogers.

16. Tornar-se Pessoa

17. Psicoterapia e relações humanas

18. Textos recentes

19. Críticas

20. Pedagogia Centrada no Aluno.

21. Os Encontros da Abordagem Rogeriana.

22. Grupologia e facilitação de grupos.

 

 

 

 

CURSO 9
Teoria da Gestalt Terapia 2.

 

 

CURSO 9
Teoria da Psicologia e Psicoterapia Rogeriana 2.


 

CURSO 10
Processo de Grupo e Facilitação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial 1. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana.

 

 

CURSO 11

Processo de Grupo e Facilitação em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial 2. Gestal’terapia e Abordagem Rogeriana.

 

 

CURSO 12

Aspectos psicossociais da formação cultural do Nordeste.

 

 

CURSO 13

A Abordagem Fenomenológico Existencial, Gestal’terapia, Abordagem Rogeriana, no trato com as pessoas com distúrbios psicológicos e comportamentais.

 

 

CURSO 14

Psicologia da Ação Social. O trabalho no CAPS e no CRAS.

 

 

CURSO 15

Psicologia Ambiental Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia Abordagem Rogeriana.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7. Aprendizagem
Vivencial.

 

 

Não existe explicação
que possa levar à compreensão.

Takuan Soho.

 

Como abordagens que privilegiam o existencial, e a sua atualização, através da atualização de possibilidades inerentes ao vivido (poiese), a característica específica das abordagens fenomenológico existenciais de psicologia e psicoterapia é a de que elas são abordagens vivenciais. Não são abordagens que se fundam em sua metodologia em uma atividade reflexiva, teorizante, nem são abordagens que privilegiem o modo comportamental de sermos, nem de interesses pragmáticos.

De modo que, ainda que a aprendizagem teórica de fundamentos conceituais, e de método, seja uma modalidade importante na aprendizagem dessas abordagens, a aprendizagem vivencial, a arte da vivência, da concepção e método das mesmas é um nível fundamental e irrecusável de aprendizagem.

Em sendo assim, o programa tem, em seu fundo mais básico, o privilégio da vivência fenomenal do participante. As próprias aulas expositivas desenvolvem-se segundo uma pedagogia dialógica hermenêutica, e poiética.

Cada módulo contém um espaço vivencial, strictu sensu, no qual os participantes podem atuar experimentalmente, a partir de suas atualidades existenciais, no âmbito do próprio processo grupal.

A cada semestre, o programa provê pelo menos um grupo vivencial intensivo de final de semana com os participantes do grupo.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

8. Supervisão da Prática.

 

 

Desde o início, e em todo o seu decorrer, o programa provê espaço, em grupo e individual, para a supervisão da atividade profissional do participante, ou da atividade de estágio didático, segundo os referenciais da psicologia e psicoterapia fenomenológico existencial – Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9. Coordenador, facilitador,
ministrante.

 

Afonso H Lisboa da Fonseca,
psicólogo, psicoterapeuta, facilitador de
grupos.

CRP 15/0993.

Professor em programas de formação e de atualização, e em programas de desenvolvimento de facilitadores de grupo, em Psicologia e Psicoterapia Fenomenológico Existencial. Gestalt Terapia e Abordagem Rogeriana, em vários estados do Brasil.

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10. Para Maiores Informações

 

 

 

 

http://www.geocites.com/eksistencia

[email protected]

Fone: 82-93061050.

 

 

sumário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ophycina do Livro

2006

 

 

 

 



* Interpretação aqui entendida no sentido fenomenológico existencial.

* v. p. ex. Brentano em Psicologia de um ponto de vista empírico.

* Os programas aqui apresentados são referenciais e ilustrativos. Estão sempre em atualização e revisão, e subordinam-se em sua forma, ordem e conteúdo às necessidades do grupo de formação, na medida em que fundamentalmente privilegiamos um processo dialógico de aprendizagem.

Hosted by www.Geocities.ws

1